Para miúdos e graúdos,

porque crescer também é difícil para os pais.

Janeiro 2012 - Posts

Atitude dos pais influencia resultados na escola

quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012 15:23

 

 

Os pais que estão mais focados na aprendizagem conseguem que os seus filhos tenham melhores notas do que os pais que estão mais preocupados com os resultados.


A conclusão é de uma investigação, desenvolvida junto de 500 alunos do 9.º ano para tentar perceber o impacto da atitude dos pais no rendimento dos alunos.


O estudo dividiu os encarregados de educação em dois grupos: os que se preocupam fundamentalmente com os resultados que os filhos têm e os que se centram mais no processo de aprendizagem e menos nas notas.


Os inquéritos revelaram que "as atitudes dos pais têm impacto ao nível da motivação dos adolescentes e dos próprios resultados escolares", explicou Francisco Peixoto, um dos investigadores do Instituto Português de Psicologia Aplicada.


"O facto de os pais pressionarem para ter boas notas acaba por ter um efeito contraproducente, porque os resultados normalmente são piores do que quando os pais estão mais preocupados com o processo de ensino da aprendizagem", disse o coordenador do estudo do ISPA.


As atitudes centradas no processo estão mais relacionadas com a motivação intrínseca.


"O não estar motivado por qualquer ideia de recompensa ou pela nota que se vai tirar mas pela própria ideia de se aprender em si. As atitudes mais positivas são aquelas que se centram mais nos processos de aprendizagem", adiantou.


O tema é ponto de partida da conferência, que se realiza na próxima quinta-feira, no 
Instituto Português de Psicologia Aplicada, em Lisboa, sobre "A construção do auto-conceito e da auto-estima na adolescência".

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Ensino da natação sem regras em Portugal

quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012 10:45

 


Milhares de crianças aprendem a nadar em Portugal em piscinas que não cumprem requisitos de segurança. Na falta de legislação, os professores angustiam-se na contagem de toucas no final de cada exercício e socorrem-se de material flutuador.

"Estamos sempre a contar as toucas... É angustiante", conta Maria, professora de natação há cinco anos. "Há alturas em que andamos com dois e três alunos dos mais pequenos agarrados a nós", acrescenta, lamentando ter de dar aulas a crianças com graus de competência tão distintos. É a realidade de quem tem de trabalhar, infringindo tudo o que é ensinado nos bancos das faculdades.

"Nessas condições, a qualidade das aulas é péssima", considera Susana Soares, professora do Gabinete de Natação da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. "É uma mistura de aula com babysitting", condena a docente. Conscientes das condições que esperam os alunos no mercado de trabalho, os professores na faculdade aconselham não só a contar toucas, como a usar material flutuador nas aulas. "Não se ensina ninguém a nadar com flutuadores, por isso é que a aprendizagem nestas aulas não pode ser boa", explica Susana Soares.

Luís Rama, da Universidade de Coimbra, lembra, ainda, que o maior perigo de afogamento não está no tempo de aula, mas nos tempos de transição, quando sai uma turma da piscina para que entre outra. "Digo sempre aos meus alunos que nunca percam as crianças de vista quando se movimentam fora da piscina", explicou ao JN. É que a acrescentar à insegurança dentro da piscina, há a falta de vigilantes fora dela, ainda mais notória em tempos de crise e de cortes orçamentais.

A ausência de legislação faz com que as regras para o ensino da natação a crianças em Portugal variem de piscina para piscina. "O que impera são as leis da gestão, não as da segurança", lamenta Susana Soares, professora auxiliar da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. "As piscinas continuam a não ter lei... Têm sido muito mal tratadas no capítulo da segurança", acrescentou.

O vazio legal favorece o negócio, que prolifera por todo o país. Piscinas municipais, clubes e ginásios oferecem aulas de natação a pais que escolhem a modalidade, descansados por saberem que é um desporto consensualmente aconselhado às crianças.

Cada piscina institui as suas próprias regras, sem salvaguardarem, muitas delas, questões como o número de crianças por professor, uma distribuição das crianças pelas pelas turmas em função da idade e das competências, a qualidade química e bacteriológica da água. "Há apenas legislação dispersa, que não é específica do ensino da natação a crianças", acrescenta Luís Rama, da opção de Natação na Faculdade de Desporto de Coimbra.

Da parte da Federação Portuguesa de Natação, a preocupação centra-se na correcta formação dos técnicos que dão formação. Nesta matéria, há leis que tornam obrigatórios os requisitos para ensinar a nadar.

Nas nas aulas de natação nas faculdades, também se ensinam questões de didáctica e segurança. Mas, chegados ao mercado de trabalho, os professores são obrigados a fazer tábua rasa dos ensinamentos, subvertidos pela gestão comercial dos espaços.

"É inaceitável que as questões de segurança fiquem ao critério de cada dono de piscina", lamentou Sandra Nascimento, presidente da Associação Portuguesa de Segurança Infantil, lembrando o ocorrido com a legislação dos aquaparques, que só surgiu depois de duas crianças terem morrido. Maria Cláudia Monteiro

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Exercício físico é receita para tirar boas notas

quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012 11:25

 


Fazer desporto melhora as notas na escola. Foi isso que provaram especialistas holandeses, da Universidade livre de Amesterdão, ao relacionar pela primeira vez a prática de de exercício físico com resultados académicos.

Provada a influência positiva do exercício na função cerebral e cognitiva, já defendida noutros estudos, ensaiam-se explicações. Uma dela é a de que a prática de desporto ao melhorar a capacidade pulmonar e cardíaca leva também mais oxigénio ao cérebro. Outra das teoria explica a melhora das notas pelo facto do exercício aumentar o nível das endorfinas e das noradrenalina o que faz baixar o nível de stresse e melhorar o humor, referem os autores do estudo no “Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine”.

Acrescentam ainda os cientistas que a prática de desporto, além de favorecer os factores de crescimento, pode melhorar o comportamento das crianças nas aulas e aumentar a concentração nos conteúdos académicos. Como base para a investigação a equipa da Universidade Livre de Amesterdão utilizou todos os trabalhos publicados entre 1990 e 2010 com referência ao desporto e à aprendizagem escolar, com crianças entre os seis e os 18 anos.

Na revisão de dados, feita nos 14 trabalhos considerados mais relevantes, os cientistas holandeses provaram a relação entre o exercício físico e as notas. Dizem, agora, ser preciso novas investigações que permitam perceber a quantidade de desporto necessária para obter benefícios cognitivos ou de rendimento.

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Portugueses são os que dedicam mais tempo a brincar com os filhos

terça-feira, 3 de Janeiro de 2012 10:02




Os portugueses são os que dedicam mais tempo a brincar com os filhos, com 67% a considerar que este é o acto mais importante para o desenvolvimento das crianças.


O estudo, realizado pela Imaginarium , analisou os brinquedos e os hábitos de brincadeira em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, México e Hong Kong, tendo inquirido 1800 famílias.


Os pais portugueses são os que passam mais tempo a brincar com os filhos, com 34% a despender mais de uma hora por dia, contra 26% dos espanhóis e 22% dos alemães.


A maioria dos pais europeus dedica entre 30 e 60 minutos diários a brincar com os filhos (60% dos pais alemães, 30% dos espanhóis e italianos e 28% dos portugueses).


A maioria dos portugueses (67%) considera que brincar é o factor mais importante para o desenvolvimento dos filhos em qualquer idade, enquanto em Espanha esta percentagem situa-se nos 46%.


Na Alemanha, 48% dos entrevistados acreditam que é na faixa etária dos quatro aos oito anos que a brincadeira é mais importante.


Um dos aspectos onde se notam maiores diferenças entre países é nos benefícios associados aos brinquedos: a maioria dos pais em Espanha, Itália e Portugal, considera que o desenvolvimento psicomotor é o mais importante, enquanto as famílias alemãs (44%) e de Hong Kong (60%) destacam o desenvolvimento da imaginação como o benefício mais positivo do brinquedo.


Em todos os países, as crianças preferem mais brincar acompanhadas do que sozinhas, com apenas um por cento das crianças mexicanas, 2% das espanholas, 3% das portuguesas e de Hong Kong, 4% das crianças alemãs e 5% das italianas a preferirem brincar sozinhas.


Em Portugal, e ao contrário do que acontece noutros países europeus, onde a preferência é brincar com amigos, as crianças preferem brincar com os irmãos (35%).


Relativamente ao orçamento que pretendem gastar neste Natal em brinquedos, o estudo revela que se situa, a nível europeu, entre os 50 e os 100 euros por criança, faixa na qual se situam 51% dos pais espanhóis, 54% dos italianos, 60% dos alemães e 41% dos portugueses.


Quatro por cento dos pais portugueses inquiridos pretendem gastar mais de 200 euros por criança, uma percentagem perto dos níveis europeus, 5% em Itália e 3% na Alemanha.


Quando se trata de escolher um brinquedo para os filhos, a maioria dos pais (78%) de todos os países valorizam a segurança e a qualidade, muito à frente do preço, que é o aspecto principal para 10% dos portugueses e dos alemães e para 6% dos espanhóis.


A maioria dos entrevistados prefere o atendimento personalizado, a variedade e os serviços dos estabelecimentos especializados para comprar brinquedos no Natal.


Na generalidade dos países, a Internet continua a ser pouco utilizada para comprar brinquedos (uma média de 2% em Portugal, Itália e Espanha), embora na Alemanha e em Hong Kong 10% dos pais optem pela compra online.

 

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Maria Cláudia Monteiro: claudia@jn.pt

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