
Lá por casa, muitas são as vezes que a gente miúda está em maioria. Isto porque nós, a gente graúda, jornalista de profissão, trabalhamos muitas vezes por turnos, necessariamente desencontrados. Semanas de noites e fins-de-semana, em que quando um faz o turno da manhã, o outro faz o da noite.
Refeições, hora do banho, mais refeições e hora de deitar... Vezes duas, uma de seis, outra de quatro anos, nada sossegadas, que não há gente sossegada aos seis e aos quatro, são momentos de tensão que fazem o trabalho remunerado parecer recreio.
Os pais crescem com os filhos e nós crescemos, mérito delas. Foi na cozinha que aprendemos a fazer muitas das coisas que têm o condão de as entreter. Dar banho aos legumes, encher a panela da sopa, mexer um bolo, fazer bolachas, espetadas de fruta...
Em segurança, elas felizes a fazerem de grandes e a conquistar o espaço que tanto tempo rouba aos grandes das vidas delas. E nós, os grandes das pequenas da nossa vida, ganhamos tempo de qualidade, relaxado e divertido.
Um investimento que vale por dois, já que depois é garantido que querem provar e comer a comida que fizeram.
A Bertarnd lançou dois livros divertidos e simples com receitas para cozinhar com crianças, um de doces outro de salgados. Ainda não experimentamos, mas agora que a M. sabe ler, será o próximo passo. Deixá-la ler para fazer alguma coisa na cozinha.
Ficam as sugestões.
