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Novembro 2009 - Posts

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009 22:17 por jnadmin

Abram alas à bateria e às guitarras que vêm da Escócia

A composição da banda, diz quase tudo sobre o que esperar de “These Four Walls”, álbum de estreia dos We Were Promised Jetpacks (WWPJ): Adam Thompson (voz, guitarra), Michael Palmer (guitarra), Sean Smith (baixo) e Darren Lackie (bateria).

Etiquetado de “alternativa e pop” na página da banda no “Myspace”, o som dos WWPJ evoca os bons tempos do rock simples, sem distorções ou misturas improváveis de instrumentos, ainda que algumas, em certos e determinados projectos, sejam valiosas e inovadoras.

Não falta, entre a critica, quem os apelide de “U2 jovens”, embora, e é consensual, sem a profundidade das letras da banda de Bono Vox. Entre os sons contemporâneos, bandas como “Frightened Rabbit” e “The Twilight Sad” espelham o som dos WWPJ.

O vocalista Adam Thompson esconde uma voz de grande amplitude; uma voz que se impõe mesmo quando a força da bateria e o frenesim das guitarras parecem senhores do espaço e do tempo da música.

Entre a euforia roqueira de temas como “Quiet Litle Voices”, um hino com o diabo no corpo e vozes a segredar na cabeça, “Short Burts”, com a percurssão a abrir caminho no éter, ou “Roll up your sleeves”, em que apetece, mais do que arregaçar as mangas, tirar o casaco e começar a saltar, destaque para tons épicos de “Keeping Worm”, com guitarradas de banda sonora, quase orquestrais.



Tudo se conjuga na música de abertura do álbum “Its thunder and its lightning”. Troveja, na batida arrojada da bateria, e relampeja nos acordes, por vezes frenéticos, das guitarras. Aquele trovão que nos arranca da cadeira, que nos faz mexer a perna ou abanar o capacete – por norma, em crescendo. “Moving clocks run slow” é outro exemplo de trovões e relâmpagos.

“Half built house” faz jus ao título, é uma música que parece “experimental”, inacabada, entre a pureza rock do álbum. “These four walls” tem reporta o “classicismo” da banda de Glasgow, na Escócia, que tempo para abrandar o ritmo num tema imortal como “Conductor” e nos ritmos lentos da menos especial “An Almighty Thud”, que encerra o álbum, numa espécie de oferta de descanso, após nove temas a saltar, ou pelo menos com vontade de o fazer.

Álbum à venda em http://www.7digital.com/artists/we-were-promised-jetpacks/these-four-walls-1/

Site da manda no Myspace: http://www.myspace.com/wewerepromisedjetpacks

Augusto Correia

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009 18:27 por jnadmin

Uma fanfarra pop-rock

Fanfarlo evoca sentimentos bilingues ao ser pronunciado. Tanto no original inglês, pelo menos da sede londrina do projecto liderado por um sueco, Simon Balthazar, como na pronúncia portuguesa é diversão que  nos assalta de imediato. O “fan”, que pode ser lido como “fun” (diversão) ou a totalidade do nome, “Fanfarlo”, que nos remete para o termo português fanfarra. Por um ou outro caminho da linguística, inglês ou português, se vai dar à música animada, alegre e divertida desta banda, fundada em 2006. Liderado pelo músico sueco Simon Balthazar,  o projecto Fanfarlo, com sede em Londres, Inglaterra, faz uso intenso de instrumentos pouco pop-rock como o trompete, o bandolim e o violino. É da mistura com os "tradicionais" do rock como guitarras e bateria que sai a diversão.

 Entre 2006 e 2008, lançaram três EP's. Apareceram, discretos, com "Talking Backwards, gravado em Outubro de 2006, e prosseguiram ainda bastante exclusivos com "You Are One Of The Few Outsiders Who Really Understands Us", editado em Fevereiro de 2007. Com "Fire Escape/We Live By The Lake", editado em Junho de 2007, os Fanfarlo entram na órbita dos seguidores da cena indie. Apareceram nos radares e deixaram muita gente na expectativa de um primeiro álbum, “Reservoir” que viu a luz do dia em Fevereiro deste ano, depois de mais dois EP's: Harold T. Wilkins e Drowning Men. O álbum de estreia de Fanfarlo, “Reservoir”, esteve em promoção no site da banda indie baseada em Londres, por um dólar, até 4 de Julho. Agora custa cerca de sete euros, a versão digital, que pode ser descarregada directamente para o computador, daí para o leitor multimédia da preferência de cada um.


http://fanfarlo.com/music

Augusto Correia

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009 17:18 por jnadmin

Mel selvagem com abraços de ursos

Guillermo Farré é o rosto e a cabeça do projecto Wild Honey. Com sede em Madrid, Espanha, despertou a atenção da cena “indie” em meados do ano, com o EP homónimo. Em finais de Outubro avançou com o single Hal Blaine’s Beat’, em homenagem ao baterista que marcou o ritmo de alguns sucessos de grupos como The Beach Boys, Carpenters ou Elvis Presley.

Na altura em que adiantou a homenagem a Hal Blaine, responsável ainda pelo ritmo de “Be my Baby”, o hit de “The Ronettes”, o músico espanhol confirmou, em LP, a surpresa do primeiro EP.  Música indie límpida e tranquila, que toca géneros como a bossa nova ou tempos mais pop.

“Epic Handshakes and a Bear Hug” apresenta 12 canções bem trabalhadas, com uma sonoridade que nos leva para as montanhas das terras de mel selvagem e dá vontade de abraçar os ursos. Com o tema de abertura, “Whistling Rivalry”, Guillermo Farré traça logo uma linha sonora que evoca o folk e lembra sonoridades de grupos como “Bright Eyes”, “Iron & Wine” ou “Neutral Milk Hotel”.



Com temas a várias velocidades, a percussão de “1918-1920”, segunda canção de “Epic Handshakes and a Bear Hug”,  reforça o espírito folk, a sensação da América escondida, patente no refrão “green apple pies and stomach aeches”.

Em “The Big Parede”, Guillermo Farré valsa com o ouvinte, para depois agitar as ondas sonoras com musicalidade brasileira, entre o samba e a bossa nova do tema “Gold Leaf”. Amostras de um álbum valioso, à borla, legalmente, na internet.

A edição em vinil custa 12 euros, mais portes de envio. Mas a quem bastar ter a música no leitor de MP3, fica livre de custos fazer a descarga do LP, do EP e do single. Está tudo em http://wildhoney.bandcamp.com.

Augusto Correia

terça-feira, 10 de Novembro de 2009 16:55 por jnadmin

Festival Super Bock em Stock em Lisboa

Little Joy, Beach House, Ebony Bones e Wave Machines, projectos surgidos no virar do milénio, são alguns dos nomes que integram o cartaz do Festival Super Bock em Stock, a 04 e 05 de Dezembro, em Lisboa.

O cartaz desta segunda edição do festival, apresentado em Lisboa, conta com cerca de trinta artistas, grande parte deles em estreia em Portugal, que actuarão em simultâneo em sete espaços da zona da Avenida da Liberdade.

O público poderá assim fazer o percurso que entender entre os sete espaços que acolhem este ano os concertos.

A saber: Duas salas do cinema São Jorge, o cabaret Maxime, o Teatro Tivoli, o LA Caffé, o terraço do Hotel Tivoli e ainda o parque de estacionamento do Marquês de Pombal, local das últimas actuações de cada noite.

As propostas deste ano, entre repetições e estreias, portuguesas e estrangeiras, são sobretudo bandas recentes, surgidas nesta década à margem das grandes editoras discográficas, usufruindo da divulgação e partilha através da Internet.

São grupos cuja catalogação musical fica relegada para segundo plano, multiplicando e descobrando influências a partir do rock, da electrónica, da pop.

Destaque para a cantora britânica Ebony Bones, que se estreou em Portugal este Verão no festival Sudoeste, que irá partilhar o Teatro Tivoli com Legendary Tigerman.

Nessa mesma noite, o quinteto texano Voxtrot e os britânicos Wild Beasts, que acabam de lançar o álbum pop "Two dancers", tocam na sala 1 do cinema São Jorge, e os Wave Machines apresentam-se no Maxime.

Little Joy, projecto que junta Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (Strokes) e que teve a génese em Lisboa, estará no dia 05 de Dezembro no Teatro Tivoli, ao lado da dupla norte-americana Beach House e do português Sharyhar Mazgani.

Os veteranos do cartaz - porque surgiram em meados de 1996 - são os Piano Magic, colectivo dark-pop britânico liderado por Glen Johnson, que ocuparão a sala 2 do São Jorge no dia 05 de Dezembro.

Entre os repetentes estarão Patrick Watson, Mocky, Juan Maclean ou Kap Bambino.

Entre os mais de dez artistas portugueses presentes, além de Paulo Furtado e Mazgani, contam-se  os novos projectos João Só e Abandonados e os Orelha Negra, a editarem em breve o álbum de estreia, Os Quais, noiserv, Samuel Úria, Easyway, oioai, Os Golpes, Mikkel Solnado, a cantora jazz Luísa Sobral e Zé Pedro, numa sessão DJ.

O passe para o festival custa 40 euros.


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