Janeiro 2012 - Posts

terça-feira, 31 de Janeiro de 2012 11:27 por jnforuns

Franz Ferdinand em Gaia a 19 de Julho

Os escoceses Franz Ferdinand são a primeira banda confirmada no cartaz do Festival Marés Vivas, que irá decorrer entre os dias 19 e 21 de Julho na praia do Cabedelo, em Gaia.

Segundo a página da banda na Internet, o concerto está agendado para o primeiro dia do festival.

 

Os escoceses lançaram o seu último álbum, "Tonight: Franz Ferdinand", em 2009, esperando-se que regressem à sala de gravações este ano, ainda sem data marcada.

segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012 15:03 por Cristiano_Pereira

Tindersticks em Santa Maria da Feira e Lisboa

Os britânicos Tindersticks vão estar de regresso a Portugal para dois concertos. No dia 25 de Março actuam no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira. Um dia depois, a banda sobe ao palco do São Jorge, em Lisboa.  

O concerto de Santa Maria da Feira está integrado no Festival para Gente Sentada que decorrerá naquela sala nos dias 24 e 25 de Março. Brevemente será divulgada a restante programação e o preço dos bilhetes.

Os ingressos para o concerto de Lisboa vão ser colocados à venda amanhã, terça-feira, com preços que variam entre os 25 e os 30 euros.

 A banda vai trazer um novo álbum na bagagem: "The Something Rain" tem edição marcada para dia 20 de Fevereiro.

Ouça aqui a nova canção "Medicine".

quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012 13:50 por Cristiano_Pereira

The Cure em Portugal

 

Os The Cure são a mais recente confirmação para o cartaz do festival Optimus Alive que se realiza nos dias 13, 14 e 15 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés em Oeiras. A banda de Robert Smith actuará no dia 14.

A formação britânica goza de assinalável culto em Portugal desde os anos 80 e regressa a Portugal depois de ter protagonizado um concerto bastante convincente em 2008 no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Antes disso, os The Cure actuaram inúmeras vezes por cá.

A organização do Optimus Alive refere que os The Cure - Robert Smith (voz e guitarra), Simon Gallup (baixo), Jason Cooper (bateria) e Roger O'Donnell (teclado) - vão tocar um alinhamento que ultrapassa as duas horas e onde vão estar incluídas músicas de todos os 14 álbuns de estúdio.

A banda de "Faith" junta-se a um cartaz composto por nomes como Radiohead, The Stone Roses, Mazzy Star, Snow Patrol, Justice, Florence + The Machine, Caribou e Metromony. Outros artistas serão anunciados brevemente.

segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012 11:55 por Cristiano_Pereira

Viagem por um país feito de música

 

É uma maravilhosa viagem ao Portugal musical, rural e tradicional. O sítio na internet A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria tem mais de 700 vídeos de mais de 300 músicos e faz hoje, 16 de Janeiro, um ano. Tiago Pereira, filho do músico Júlio Pereira, é o cérebro do projecto.

A ideia é “celebrar a maravilhosa variedade da música portuguesa” e consiste no seguinte: filmar músicos em locais mais ou menos improváveis “com o intuito de captar a simplicidade primorosa dos diversos géneros musicais” e publicar o resultado online para gáudio dos cibernautas. Está tudo em www.amusicaportuguesaagostardelapropria.org.

O realizador Tiago Pereira passou os últimos 365 dias a filmar pelo país inteiro – ilhas incluídas –, até perder a conta aos quilómetros. “É errado dizer que Portugal é pequeno, e, musicalmente, então, chego à conclusão de que Portugal é muito rico e tem música em todo o lado.” “O problema”, continua, “é que há uma distância enorme entre aquilo que se produz e aquilo que sai cá para fora”.

Entre planícies e serras, cidades ou vulcões, Tiago Pereira hesita em eleger os locais que se lhe depararam mais arrebatadores. Ainda assim, deixa escapar o seu fascínio pelo Cromeleque dos Almendres, em Évora, onde filmou os Pucarinho, ou o vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, cenário para os Bandarra.

Muito deste material surgiu durante a concepção do seu filme “Sinfonia imaterial”, encomenda da Fundação Inatel que se baseia no registo das práticas musicais de tradição oral portuguesa.

No miolo dos mais de 700 vídeos, encontram-se autênticos tesouros de gente que vive num Portugal profundo e tem música para dar. O realizador explica que grande parte destas descobertas aconteceram por intermédio das redes sociais. “Há alguém que sugere gravar a avó ou músicos que me dizem para lá ir gravar este ou aquele e é assim que se descobrem as pérolas como o Ti Mário, que toca acordeão com as ovelhas enquanto bate numa chapa de zinco”, explica.

Ti Mário (Mário Lambelho) - Impro com Ovelhas from MPAGDP on Vimeo.

A popularidade do site começou a ser evidente pouco tempo após o seu início (hoje, tem mais de 13 mil fãs no facebook) e, a dada altura, Tiago sentiu-se incapaz de gerir tudo sozinho – e viu-se obrigado a recorrer à ajuda de uma equipa de colaboradores permanentes. Mesmo assim, não conseguem aceder a todos os pedidos e sugestões que lhes chegam.

Em mais de sete centenas de vídeos, há espaço para a pop de cariz baladeiro, rock quadrado ou nem por isso, jazz de fêmeas ou, até, música experimental para a malta que usa óculos de massa. Mas o grande trunfo do site reside precisamente na atenção que dedica à música tradicional portuguesa. E principalmente quando se afasta de formações musicais mais convencionais – aquelas que estão sempre na Festa do Avante ou no Festival Andanças – e se sintoniza no amadorismo musical de pessoas simples com uma irresistível genuinidade agrária. Uma maravilha. Há velhinhas a cantar no meio da lavoura, pastores a assobiar para os rebanhos, mulheres a cantarolar enquanto manufacturam farinheiras, agricultores em desgarradas e por aí fora.

José Monteiro - Pastor from MPAGDP on Vimeo.

Ana Amélia Dutra - PARTE 2 from MPAGDP on Vimeo.

José Teixeira e Amigo - Desgarrada Madeirense from MPAGDP on Vimeo.

Já noutro campo, e no que à canção diz respeito, destaque-se a magnífica “Condição”, da dupla Diana e Pedro, filmado no coração da Mouraria, em Lisboa.

Diana e Pedro - "Condição" from MPAGDP on Vimeo.

O realizador prepara-se, agora, para apresentar o seu novo filme - “Vamos tocar todos juntos para ouvirmos melhor”, é uma encomenda de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e vai estrear no CAE São Mamede, em Guimarães, no próximo domingo, 22 de Janeiro.

segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012 11:05 por Cristiano_Pereira

Quem canta hoje esta indignação?

 

Como tem a nova geração de músicos reagido à crise e precariedade? A música de protesto fará sentido hoje? Que artistas portugueses têm cantado uma reflexão crítica desta conjuntura? No rock, poucos ou nenhuns. E tem sido o hip-hop a colocar o dedo na ferida.

Há quase um ano, os Deolinda apresentaram “Parva que sou” e foi como se acendessem um rastilho: durante semanas não se falou noutra coisa e o público, entusiasmado, pressentiu no texto a ressonância das suas inquietações. Dias depois, o país assistiu a uma das maiores manifestações da história da nossa democracia.

Passaram-se meses e a crise agravou-se: troikas, austeridade, desemprego galopante, convites ministeriais para zarpar as fronteiras. E que ecos de tudo isto se encontram na música portuguesa que entretanto se fez? Tem sido feita música de intervenção?

“No sentido clássico do conceito, faz-se pouca. E a pouca que se faz e não é de agora, continua muito cingida ao universo hip-hop. Aí sim, o pendor interventivo é claro”, diz-nos Rui Dinis, autor do blog A Trompa, uma referência na divulgação e observação da nova música portuguesa.

Rui Dinis é taxativo: as letras de intervenção – sobre esta crise mas não só – são mais evidentes no rap, a manifestação musical do movimento hip-hop. O discurso crítico nos restantes géneros “é muito mais pontual e geralmente pauta-se por uma expressividade algo abstracta, pouco directa”, aponta.

Com efeito, é no rap que encontramos os casos mais evidentes. Dois exemplos recentes: o novo single de Boss AC – “Sexta-feira (emprego bom,já)” – e “Rapressão”, o novo EP do rapper Chullage. O primeiro, com edição marcada para o próximo mês, começa assim: “Tantos anos a estudar para acabar desempregado/ ou num emprego da treta, mal pago/ e receber uma gorjeta que chamam salário/ eu não tirei o curso superior de otário”. Ao JN, Boss AC confessa“ser difícil ficar alheio a toda este conjuntura” mas sublinha que o novo single pretende, além da crítica, distribuir “uma ideia de esperança e não derrotista que é tão característica dos portugueses”.

O álbum “Rapressão”, de Chullage”, vai ser editado em Abril mas o rapper teve o bom senso de oferecer, já, seis faixas ao público – basta googlar “optimus discos” para encontrar o link legal. O single “Já não dá” retrata um cenário que a muitos não é alheio: as contas e a renda por pagar, os currículos enviados, os recibos verdes e salários de 500 euros, a ponderação em emigrar ou até tentação em assaltar um banco.

Paralelamente ao disco, o rapper da margem sul lançou as sementes do projecto Raportagem, um blog “que pretende resgatar o papel de (re)educação social e política e de denúncia do rap”. Nele se podem ouvir novas rimas de carácter de protesto.

Outros exemplos existem no cenário do hip-hop nacional como um "FMI" de Barrako 27:

Ou “Indignados” do rappers Galleno e FlaG_Oráculo, de Braga:

Assinale-se também uma proposta vagamente mais ragga de Bezegol, com "Fora da Lei":

No que concerne às mais recentes obras dos restantes territórios musicais – e exceptuando o já referido caso dos Deolinda –, não têm sido descortinados grandes textos de pendor intervencionista. O cantor B Fachada lançou “Deus, pátria, família” e Rogério Charraz gravou “A dita dura” com participação de José Mário Branco, uma canção que pode e deve ser escutada com atenção:


ComScore

Sobram outros casos pontuais ou uma série de paródias. Para além dos afamados Homens da Luta, assinale-se o contributo de Bruno Ferreira que se apresenta como “um gajo que não sabe cantar” e que gravou "O FMI está a chegar”, uma versão de “Dynamite” da original de Taio Cruz. Vale a pena apreciar...

Não menos hilariante depara-se-nos “Vem aí o FMI (e eu não pedi)”, do cantor Jaimão, autor de outras pérolas como “Ta que pariu o farmville” ou “Amy vinho da casa”.

"O fatalismo tipicamente português foi bem adubado"

À conversa com o JN, Adolfo Luxúria Canibal, vocalista e letrista dos Mão Morta, considera que a indignação, em Portugal, foi volatizada pelas propagandas do poder.

Considera que há visibilidade da música de intervenção debruçada na crise ou, por outro lado, anda tudo mais virado para o escapismo?

Não punha as coisas nessa dicotomia. Acho que o fatalismo tipicamente português foi bem adubado pelas propagandas governamentais e quase toda a gente interiorizou a “crise” como uma consequência dos “luxos” (quais?) dos últimos dez, vinte anos. A “culpa” cristã que nos está no subconsciente faz o resto e faz-nos olhar para as privações criminosas por que estamos a passar e para as que se avizinham como uma expiação dessa “culpa”, como um “castigo” merecido. Neste quadro mental não há lugar para músicas de intervenção económica / social consequentes – surgem deslocadas, sem base social de apoio, sem “realismo”. A indignação é sublimada, vira-se mais para o fado, para o carpir das mágoas...

Em quem estilo musical as letras de intervenção são mais evidentes?

Na história recente a intervenção tem tido maior peso e sido mais evidente no rap, quer em função da sua génese, uma música de gueto, emanação de grupos sociais pobres e marginalizados, quer em função da sua estética (que deriva da primeira), um fluxo de palavras iradas / provocadoras / desafiantes. O que não quer dizer que não possa existir (como historicamente já aconteceu) noutros géneros musicais, como a folk ou o rock. Ou, no caso português, o fado e a música popular portuguesa.

Que exemplos de artistas acha mais relevantes?

Actualmente ninguém. É preciso recuar aos anos 60 / 70 para encontrar a última vaga de efectiva música de intervenção, com alguns nomes já desaparecidos e outros ainda no activo, como José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Mas se considerarmos música de intervenção qualquer música que tenha um olhar sobre e reaja à realidade que a circunda, então há muitos nomes a praticá-la, a começar pelos Mão Morta ou, mesmo aqui ao lado, os Smix Smox Smux.

 

 

quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012 15:14 por Cristiano_Pereira

Jon Spencer Blues Explosion em Portugal

 

O trio Jon Spencer Blues Explosion, do americano Jon Spencer, acabou de anunciar dois concertos em Portugal: a 14 de Março no Hard Club, no Porto, e no dia seguinte na Sala TMN ao Vivo, em Lisboa.

A banda pratica um entusiasmante garage rock polvilhado de blues e é famosa por protagonizar concertos incendiários.


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