quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012 18:36 por Cristiano_Pereira

O baixista dos Deftones, Chi Cheng, tem dado mostras de estar a recuperar do coma quase três anos e meio depois de ter sofrido um acidente de automóvel.
A notícia da sua recuperação tem sido divulgada hoje por várias publicações musicais internacionais mas até ao momento ainda não houve qualquer reacção oficial da banda.
Chi Cheng, de 41 anos, teve um grave acidente de automóvel no dia 4 de Novembro de 2008 em Santa Clara, na Califórnia. Sete meses depois, os médicos desligaram-lhe o suporte básico de vida. A recuperação tem sido lenta mas nas últimas semanas o músico tem manifestado períodos de consciência, respondendo a estímulos sonoros. Foi divulgado um vídeo onde o Chi Cheng ergue uma perna quando lhe é pedido:
O acompanhamento médico permanente está a ser pago pela banda e pelas doações de amigos e fãs de todo o mundo através do site http://www.oneloveforchi.com/ criado propositamente para apoiar o músico mas que de momento se encontra com problemas de acesso.
quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012 17:55 por jnforuns
A banda norte-americana Incubus regressa aos palcos portugueses, a 5 de Julho, para actuar no Festival Super Bock Super Rock.
O mais recente álbum de originais dos Incubus, "If Not Now, When?", foi editado no ano passado e deverá servir de mote para o concerto em Portugal.
A 18ª edição do Festivall Super Bock Super Rock decorrerá de 5 a 7 de Julho, na Herdade do Cabeço da Flauta, perto da praia do Meco.
Os Incubus juntam-se aos já anunciados Pete Doherty, Battles, The Horrors, Apparat, Sascha Ring e Little Dragon.
O bilhete diário custará 45 euros e o passe para os três dias ficará em 80 euros.
terça-feira, 31 de Janeiro de 2012 11:27 por jnforuns
Os escoceses Franz Ferdinand são a primeira banda confirmada no cartaz do Festival Marés Vivas, que irá decorrer entre os dias 19 e 21 de Julho na praia do Cabedelo, em Gaia.
Segundo a página da banda na Internet, o concerto está agendado para o primeiro dia do festival.
Os escoceses lançaram o seu último álbum, "Tonight: Franz Ferdinand", em 2009, esperando-se que regressem à sala de gravações este ano, ainda sem data marcada.
segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012 15:03 por Cristiano_Pereira
Os britânicos Tindersticks vão estar de regresso a Portugal para dois concertos. No dia 25 de Março actuam no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira. Um dia depois, a banda sobe ao palco do São Jorge, em Lisboa.
O concerto de Santa Maria da Feira está integrado no Festival para Gente Sentada que decorrerá naquela sala nos dias 24 e 25 de Março. Brevemente será divulgada a restante programação e o preço dos bilhetes.
Os ingressos para o concerto de Lisboa vão ser colocados à venda amanhã, terça-feira, com preços que variam entre os 25 e os 30 euros.
A banda vai trazer um novo álbum na bagagem: "The Something Rain" tem edição marcada para dia 20 de Fevereiro.
Ouça aqui a nova canção "Medicine".
quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012 13:50 por Cristiano_Pereira
Os The Cure são a mais recente confirmação para o cartaz do festival Optimus Alive que se realiza nos dias 13, 14 e 15 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés em Oeiras. A banda de Robert Smith actuará no dia 14.
A formação britânica goza de assinalável culto em Portugal desde os anos 80 e regressa a Portugal depois de ter protagonizado um concerto bastante convincente em 2008 no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Antes disso, os The Cure actuaram inúmeras vezes por cá.
A organização do Optimus Alive refere que os The Cure - Robert Smith (voz e guitarra), Simon Gallup (baixo), Jason Cooper (bateria) e Roger O'Donnell (teclado) - vão tocar um alinhamento que ultrapassa as duas horas e onde vão estar incluídas músicas de todos os 14 álbuns de estúdio.
A banda de "Faith" junta-se a um cartaz composto por nomes como Radiohead, The Stone Roses, Mazzy Star, Snow Patrol, Justice, Florence + The Machine, Caribou e Metromony. Outros artistas serão anunciados brevemente.
segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012 11:55 por Cristiano_Pereira
É uma maravilhosa viagem ao Portugal musical, rural e tradicional. O sítio na internet A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria tem mais de 700 vídeos de mais de 300 músicos e faz hoje, 16 de Janeiro, um ano. Tiago Pereira, filho do músico Júlio Pereira, é o cérebro do projecto.
A ideia é “celebrar a maravilhosa variedade da música portuguesa” e consiste no seguinte: filmar músicos em locais mais ou menos improváveis “com o intuito de captar a simplicidade primorosa dos diversos géneros musicais” e publicar o resultado online para gáudio dos cibernautas. Está tudo em www.amusicaportuguesaagostardelapropria.org.
O realizador Tiago Pereira passou os últimos 365 dias a filmar pelo país inteiro – ilhas incluídas –, até perder a conta aos quilómetros. “É errado dizer que Portugal é pequeno, e, musicalmente, então, chego à conclusão de que Portugal é muito rico e tem música em todo o lado.” “O problema”, continua, “é que há uma distância enorme entre aquilo que se produz e aquilo que sai cá para fora”.
Entre planícies e serras, cidades ou vulcões, Tiago Pereira hesita em eleger os locais que se lhe depararam mais arrebatadores. Ainda assim, deixa escapar o seu fascínio pelo Cromeleque dos Almendres, em Évora, onde filmou os Pucarinho, ou o vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, cenário para os Bandarra.
Muito deste material surgiu durante a concepção do seu filme “Sinfonia imaterial”, encomenda da Fundação Inatel que se baseia no registo das práticas musicais de tradição oral portuguesa.
No miolo dos mais de 700 vídeos, encontram-se autênticos tesouros de gente que vive num Portugal profundo e tem música para dar. O realizador explica que grande parte destas descobertas aconteceram por intermédio das redes sociais. “Há alguém que sugere gravar a avó ou músicos que me dizem para lá ir gravar este ou aquele e é assim que se descobrem as pérolas como o Ti Mário, que toca acordeão com as ovelhas enquanto bate numa chapa de zinco”, explica.
Ti Mário (Mário Lambelho) - Impro com Ovelhas from MPAGDP on Vimeo.
A popularidade do site começou a ser evidente pouco tempo após o seu início (hoje, tem mais de 13 mil fãs no facebook) e, a dada altura, Tiago sentiu-se incapaz de gerir tudo sozinho – e viu-se obrigado a recorrer à ajuda de uma equipa de colaboradores permanentes. Mesmo assim, não conseguem aceder a todos os pedidos e sugestões que lhes chegam.
Em mais de sete centenas de vídeos, há espaço para a pop de cariz baladeiro, rock quadrado ou nem por isso, jazz de fêmeas ou, até, música experimental para a malta que usa óculos de massa. Mas o grande trunfo do site reside precisamente na atenção que dedica à música tradicional portuguesa. E principalmente quando se afasta de formações musicais mais convencionais – aquelas que estão sempre na Festa do Avante ou no Festival Andanças – e se sintoniza no amadorismo musical de pessoas simples com uma irresistível genuinidade agrária. Uma maravilha. Há velhinhas a cantar no meio da lavoura, pastores a assobiar para os rebanhos, mulheres a cantarolar enquanto manufacturam farinheiras, agricultores em desgarradas e por aí fora.
José Monteiro - Pastor from MPAGDP on Vimeo.
Ana Amélia Dutra - PARTE 2 from MPAGDP on Vimeo.
José Teixeira e Amigo - Desgarrada Madeirense from MPAGDP on Vimeo.
Já noutro campo, e no que à canção diz respeito, destaque-se a magnífica “Condição”, da dupla Diana e Pedro, filmado no coração da Mouraria, em Lisboa.
Diana e Pedro - "Condição" from MPAGDP on Vimeo.
O realizador prepara-se, agora, para apresentar o seu novo filme - “Vamos tocar todos juntos para ouvirmos melhor”, é uma encomenda de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e vai estrear no CAE São Mamede, em Guimarães, no próximo domingo, 22 de Janeiro.
segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012 11:05 por Cristiano_Pereira
Como tem a nova geração de músicos reagido à crise e precariedade? A música de protesto fará sentido hoje? Que artistas portugueses têm cantado uma reflexão crítica desta conjuntura? No rock, poucos ou nenhuns. E tem sido o hip-hop a colocar o dedo na ferida.
Há quase um ano, os Deolinda apresentaram “Parva que sou” e foi como se acendessem um rastilho: durante semanas não se falou noutra coisa e o público, entusiasmado, pressentiu no texto a ressonância das suas inquietações. Dias depois, o país assistiu a uma das maiores manifestações da história da nossa democracia.
Passaram-se meses e a crise agravou-se: troikas, austeridade, desemprego galopante, convites ministeriais para zarpar as fronteiras. E que ecos de tudo isto se encontram na música portuguesa que entretanto se fez? Tem sido feita música de intervenção?
“No sentido clássico do conceito, faz-se pouca. E a pouca que se faz e não é de agora, continua muito cingida ao universo hip-hop. Aí sim, o pendor interventivo é claro”, diz-nos Rui Dinis, autor do blog A Trompa, uma referência na divulgação e observação da nova música portuguesa.
Rui Dinis é taxativo: as letras de intervenção – sobre esta crise mas não só – são mais evidentes no rap, a manifestação musical do movimento hip-hop. O discurso crítico nos restantes géneros “é muito mais pontual e geralmente pauta-se por uma expressividade algo abstracta, pouco directa”, aponta.
Com efeito, é no rap que encontramos os casos mais evidentes. Dois exemplos recentes: o novo single de Boss AC – “Sexta-feira (emprego bom,já)” – e “Rapressão”, o novo EP do rapper Chullage. O primeiro, com edição marcada para o próximo mês, começa assim: “Tantos anos a estudar para acabar desempregado/ ou num emprego da treta, mal pago/ e receber uma gorjeta que chamam salário/ eu não tirei o curso superior de otário”. Ao JN, Boss AC confessa“ser difícil ficar alheio a toda este conjuntura” mas sublinha que o novo single pretende, além da crítica, distribuir “uma ideia de esperança e não derrotista que é tão característica dos portugueses”.
O álbum “Rapressão”, de Chullage”, vai ser editado em Abril mas o rapper teve o bom senso de oferecer, já, seis faixas ao público – basta googlar “optimus discos” para encontrar o link legal. O single “Já não dá” retrata um cenário que a muitos não é alheio: as contas e a renda por pagar, os currículos enviados, os recibos verdes e salários de 500 euros, a ponderação em emigrar ou até tentação em assaltar um banco.
Paralelamente ao disco, o rapper da margem sul lançou as sementes do projecto Raportagem, um blog “que pretende resgatar o papel de (re)educação social e política e de denúncia do rap”. Nele se podem ouvir novas rimas de carácter de protesto.
Outros exemplos existem no cenário do hip-hop nacional como um "FMI" de Barrako 27:
Ou “Indignados” do rappers Galleno e FlaG_Oráculo, de Braga:
Assinale-se também uma proposta vagamente mais ragga de Bezegol, com "Fora da Lei":
No que concerne às mais recentes obras dos restantes territórios musicais – e exceptuando o já referido caso dos Deolinda –, não têm sido descortinados grandes textos de pendor intervencionista. O cantor B Fachada lançou “Deus, pátria, família” e Rogério Charraz gravou “A dita dura” com participação de José Mário Branco, uma canção que pode e deve ser escutada com atenção:

Sobram outros casos pontuais ou uma série de paródias. Para além dos afamados Homens da Luta, assinale-se o contributo de Bruno Ferreira que se apresenta como “um gajo que não sabe cantar” e que gravou "O FMI está a chegar”, uma versão de “Dynamite” da original de Taio Cruz. Vale a pena apreciar...
Não menos hilariante depara-se-nos “Vem aí o FMI (e eu não pedi)”, do cantor Jaimão, autor de outras pérolas como “Ta que pariu o farmville” ou “Amy vinho da casa”.
"O fatalismo tipicamente português foi bem adubado"
À conversa com o JN, Adolfo Luxúria Canibal, vocalista e letrista dos Mão Morta, considera que a indignação, em Portugal, foi volatizada pelas propagandas do poder.
Considera que há visibilidade da música de intervenção debruçada na crise ou, por outro lado, anda tudo mais virado para o escapismo?
Não punha as coisas nessa dicotomia. Acho que o fatalismo tipicamente português foi bem adubado pelas propagandas governamentais e quase toda a gente interiorizou a “crise” como uma consequência dos “luxos” (quais?) dos últimos dez, vinte anos. A “culpa” cristã que nos está no subconsciente faz o resto e faz-nos olhar para as privações criminosas por que estamos a passar e para as que se avizinham como uma expiação dessa “culpa”, como um “castigo” merecido. Neste quadro mental não há lugar para músicas de intervenção económica / social consequentes – surgem deslocadas, sem base social de apoio, sem “realismo”. A indignação é sublimada, vira-se mais para o fado, para o carpir das mágoas...
Em quem estilo musical as letras de intervenção são mais evidentes?
Na história recente a intervenção tem tido maior peso e sido mais evidente no rap, quer em função da sua génese, uma música de gueto, emanação de grupos sociais pobres e marginalizados, quer em função da sua estética (que deriva da primeira), um fluxo de palavras iradas / provocadoras / desafiantes. O que não quer dizer que não possa existir (como historicamente já aconteceu) noutros géneros musicais, como a folk ou o rock. Ou, no caso português, o fado e a música popular portuguesa.
Que exemplos de artistas acha mais relevantes?
Actualmente ninguém. É preciso recuar aos anos 60 / 70 para encontrar a última vaga de efectiva música de intervenção, com alguns nomes já desaparecidos e outros ainda no activo, como José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Mas se considerarmos música de intervenção qualquer música que tenha um olhar sobre e reaja à realidade que a circunda, então há muitos nomes a praticá-la, a começar pelos Mão Morta ou, mesmo aqui ao lado, os Smix Smox Smux.
quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012 15:14 por Cristiano_Pereira
O trio Jon Spencer Blues Explosion, do americano Jon Spencer, acabou de anunciar dois concertos em Portugal: a 14 de Março no Hard Club, no Porto, e no dia seguinte na Sala TMN ao Vivo, em Lisboa.
A banda pratica um entusiasmante garage rock polvilhado de blues e é famosa por protagonizar concertos incendiários.