quinta-feira, 16 de Maio de 2013 21:59 por jnadmin
Os Rhye, formados pelo dinamarquês Robin Hannibal e pelo canadiano Mike Milosh, e o músico português Legendary Tigerman vão atuar em julho, no festival Alive, em Algés.
Os Rhye, cuja identidade esteve envolta em mistério em 2012, quando surgiram as primeiras músicas, atuarão no dia 13 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, onde deverão apresentar o álbum de estreia, "Woman", editado em março passado.
Com canções marcadas pela soul e interpretadas por uma voz que se aproxima da da cantora Sade, ficou-se a saber mais tarde que quem as cantava afinal era o músico canadiano Mike Milosh.
Tanto ele como Robin Hannnibal, a viver nos Estados Unidos, aparentemente preferem ficar na sombra das canções, tendo em conta que em muitas das gravações registadas ao vivo, e divulgadas na Internet, surgem sempre num ambiente de penumbra, com a identidade por revelar.
No dia 13 de julho, no mesmo palco dos Rhye, vão atuar também os grupos indie rock norte-americanos Wild Belle e DIIV, juntando-se a eles o músico português Paulo Furtado, enquanto Legendary Tigerman, atualmente a preparar o álbum sucessor de "Femina".
A promotora anunciou hoje ainda que no dia 14 atuará o grupo indie folk rock português Brass Wires Orchestra.
As atuações destas bandas foram anunciadas hoje pela organização, na discoteca Lux, em Lisboa, onde atuaram Legendary Tigerman e Dead Combo, que também vão apresentar-se em julho, no festival.
O festival Alive decorrerá de 12 a 14 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, com nomes como Depeche Mode, Vampire Weekend, Kings of Leon, Green Day, Editors, Tame Impala, Phoenix, Soulwax, Japandroids, Django Django e Jake Bugg.
segunda-feira, 13 de Maio de 2013 11:08 por Cristiano_Pereira
O astronauta canadiano Chris Hadfield gravou, no espaço, uma versão de Space Oddity, de David Bowie.
A canção foi gravada a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) a cerca de 385 quilómetros da terra. O vídeo, no qual o astronauta toca guitarra, flutua e canta, já foi visto mais de meio milhão de vezes em apenas 12 horas.
Nos últimos cinco meses, Chris Hadfield, o comandante da EEI, tem vindo a partilhar com o mundo a sua vida no espaço. Desta vez tentou assinalar a sua despedida da Estação, marcada para amanhã, terça-feira.
segunda-feira, 6 de Maio de 2013 15:23 por Cristiano_Pereira
O Festival Vodafone Paredes de Coura anunciou mais três nomes para o cartaz da próxima edição: John Talabot, Delorean e Iceage.
O músico catalão John Talabot é uma das figuras da música electrónica de Barcelona e lançou, no ano passado, o álbum "Fin". O artista, que não raras vezes se apresenta como dj, estará no Minho em formato "live" e tem concerto agendado para a noite de 15 de Agosto.
Os Delorean também são do país vizinho, também exploram a música electrónica mas fazem-no com um pé na pop de cariz indie. Lançam discos há quase uma década e conseguiram boas críticas com "Subiza", álbum de 2010. Estarão em Paredes de Coura no dia 16 de Agosto.
Da Dinamarca vão chegar os Iceage, uma formação de rock contaminado por punk. A banda de Copenhaga faz parte do catálogo da prestigiada editora Matador Records e vem a Portugal para apresentar o recente "You're nothing", o segundo álbum. Os Iceage sobem ao palco a 16 de Agosto.
O festival Vodafone Paredes de Coura vai decorrer de 13 a 17 de Agosto na Praia Fluvial do Tabuão. Até ao momento, a organização já confirmou nomes como Calexico, Belle & Sebastian, Bombino, Alabama Shakes, The Kills, Citizens, Everything Everything, Hot Chip, Justice, The Knife, Little Boots, Palma Violets, Toy, Unknown Mortal Orchestra e The Vaccines.
Os passes para os cinco dias do festival já estão à venda ao preço de 80 euros.
sexta-feira, 1 de Março de 2013 20:01 por Cristiano_Pereira
O músico Jorge Palma publicou na sua página do Facebook um vídeo com a sua interpretação de "Grândola, vila morena", de José Afonso.
O vídeo está acompanhado de uma mensagem na qual pede aos portugueses para aderirem às manifestações de amanhã, sábado.
"É bom centrarmo-nos e, sobretudo, citando o
nosso maestro Victorino de Almeida, não deixarmos que Portugal se torne
numa espécie de cão abandonado que lambe as mãos do primeiro que lhe der
qualquer coisa para comer. Merecemos ser muito mais que isso, haja
dignidade, coragem, inteligência e solidariedade de facto. Isto está só a
começar, o rumo da locomotiva está nas nossas mãos", lê-se.
sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013 21:49 por Cristiano_Pereira
Há muito que Nick Cave se afirmou como um dos mais credíveis artistas da música das últimas três décadas e meia. O homem atingiu um estatuto que poucos ousam subestimar. São quase 40 anos de uma carreira de cantor, compositor, romancista, argumentista e poeta.
O seu percurso com os Bad Seeds, iniciado no final de 1983, é o mais relevante e visível do grande público, mas Cave começou bem antes. Em meados da década de 70, era um jovem vagamente problemático dos subúrbios de Melbourne, na Austrália, e decidiu formar os Boys Next Door. Temperada com uma certa demência punk, a banda acabou, anos mais tarde, por dar origem aos Birthday Party, um cocktail explosivo enriquecido por referências de blues retorcido e quase primitivo. Chegaram a criar culto em Inglaterra, mas desatinos de vária ordem levariam ao colapso da formação, em 1983.
Cave não largou o seu companheiro de longa data - Mick Harvey - e recrutou Blixa Bargeld, um músico alemão que tripulava os Einstürzende Neubauten, uma das bandas mais ousadas da época. Juntos, fundaram a banda que veio mudar tudo: os Bad Seeds. Não eram tempos fáceis para o australiano. De temperamento tumultuoso, assombrado por fantasmas interiores de vária ordem, Nick Cave vivia em quartos emprestados e mal tinha dinheiro para comer. Como se não bastasse, nutria gosto em consumir drogas pesadas - muita heroína corria naquelas veias. Tal desasossego acabou por revelar-se extremamente inspirador e criativo - e até ao final da década de 80, quase sempre entre Berlim e Londres. Nick Cave & The Bad Seeds gravaram qualquer coisa como cinco álbuns a roçar o genial.
O primeiro foi "From her to eternity", uma porrada sonora deliciosa de rock sombrio enriquecido por um experimentalismo visceral. O cineasta alemão Wim Wenders viria a captar a própria banda para o seu filme "As asas do desejo", naquela que foi apenas uma de várias aparições de Cave na grande tela. Veja um excerto do filme com "From her to eternity":
Imparáveis, Cave e os Bad Seeds lançaram "The firstborn is dead" (com um som menos rude, mas num registo de blues apavorado), "Kicking against the pricks" (soberbo conjunto de versões de clássicos de gente como Johnny Cash ou The Velvet Underground) e "Your funeral, my trial" (um duplo EP carregado de uma languidez em câmara lenta bastante inspirada). Em 1988, fechou-se para compor "Tender prey", um exercício de rock apocaliptico que acabou por transbordar dois dos grandes êxitos da sua carreira: uma canção sobre um condenado à morte na cadeira eléctrica ("The Mercy Seat") e "Deanna". Veja o clip da segunda.
Pouco antes da viragem da década, Cave viveu algo que acabaria por torná-lo mais manso na sua faceta auto-destrutiva. Durante uma digressão que o levou ao Brasil, apaixonou-se por uma moça do público: a brasileira Viviane Carneiro. Acabou por casar com ela e até tiveram um filho. Nick Cave viveu uma temporada em São Paulo, aprendeu uma outra palavra de português, aparentemente livrou-se das drogas. Acalmou-se. E tudo isso foi evidente no disco seguinte. "The Good Son", de 1990, abandonava a tensão dos álbuns anteriores e revelava um Nick Cave mais relaxado, luminoso, tocado pela redenção. Nem todos os fãs acharam piada. Uma das canções tem, inclusive, um refrão cantado em português. Chama-se "Foi na cruz".
Aqueles que se desiludiram com "The Good Son" acabariam por perdoar o artista dois anos depois. "Henry's dream" é ainda hoje amiúde considerado por grande parte dos fãs como o seu disco mais inspirado - ainda que tal veredicto seja discutível. As entradas do baixista Martyn Casey e do teclista Conway Savage para os Bad Seeds terão ajudado à concepção de um som mais encorpado e abundante do que o anterior e as nove faixas de "Henry's dream" não parecem ter desiludido quem quer que seja. É o disco de canções como "Straight to You" ou "I Had a Dream, Joe".
Não consta que a fasquia tenha baixado muito com "Let love in", lançado dois anos depois, e com "Murder Ballads", de 1996. Tal como se deduz pelo título, este debruçava-se na temática dos crimes passionais e a violência das suas letras chegou mesmo a desencadear críticas junto de algumas alas feministas. É o disco dos conhecidos duetos com Kylie Minogue ou PJ Harvey.
Nick Cave sempre foi um homem que despertou violentas paixões no sexo feminino e contam-se muitas histórias sobre "Murder Ballads". Uma delas fez as delícias da fofocas da música indie da segunda metade dos anos 90: dizia-se que Nick Cave andava enrolado com PJ Harvey (o que foi verdade), mas que a dada altura não resistiu aos apelos da carne e acabou por se enrodilhar com Kylie Minogue (o que nunca se soube se foi ou não verdade). Rezam as más línguas que PJ Harvey não achou piada e mandou-o dar uma curva. E o Cave, coitadinho, ficou mesmo triste.
Ainda bem que lhe deu para a consternação: o músico é daqueles que funcionam bem com energia negativa. E foi assim que gravou um dos seus discos mais singulares e que ainda hoje divide as opiniões dos fãs. Uns amam; outros acham uma seca. O disco é "The Boatman's call" e distanciou-se de todos os outros pelo som depurado, despido, quase minimal, movido quase apenas a piano e voz. A ala dos fãs mais rock'n'roll levou as mãos à cabeça. A fileira dos fãs mais românticos comoveu-se e aplaudiu. É o disco de "Into my arms".
Por alturas do lançamento do disco, Nick Cave acabaria por conhecer Susie Bick, uma modelo britânica, com quem viria a casar dois anos mais tarde, num dia de eclipse solar. O casal teve dois dois filhos gémeos e a família vive hoje em Brighton, Inglaterra - a sua mulher figura na capa do seu novo disco, que chega às lojas depois de amanhã. Em 2001, Nick Cave regressou com "No more shall we part", que marcou um regresso à pujança rock de outros tempos, ainda que intervalado com uma ou outra balada pelo meio.
Seguiu-se-lhe "Nocturama", de 2003, eventualmente um dos seus trabalhos menos inspirado e que foi recebido com alguma frieza pelos fãs e pela crítica. O disco foi também o último a contar com a participação de Blixa Bargeld, uma peça fundamental na máquina sonora dos Bad Seeds.
Nick Cave parece não ter ficado particularmente afectado com a partida do seu velho companheiro e não tardou a lançar o duplo "Abattoir Blues/ The Lyre of Orpheus". O disco voltou a dividir opiniões. Dois anos volvidos, Nick Cave surpreende o Mundo ao anunciar uma nova banda: os Grinderman. A formação composta por parte dos Bad Seeds - Warren Ellis, Martyn Casey e Jim Sclavunos - investe forte e feio num garage rock áspero e algo agreste, lança dois álbuns, dá concertos por todo o lado e acaba em dezembro de 2011. Ainda assim, há poucas semanas, anunciaram o regresso para um concerto no Festival Coachella, Califoprnia, EUA, em Abril. Enquanto os Grinderman duraram, Nick Cave conseguiu arranjar tempo para mais um disco com os Bad Seeds. "Dig Lazarus Dig!!!" não se distanciou muito, aliás, do som dos Grinderman. E acabou por ser o último disco dos Bad Seeds com Mick Harvey, o grande cúmplice de Nick Cave desde os primeiros tempos.
Ao longo de todas estas décadas, Cave protagonizou colaborações com vários artistas, como os Die Haut (nos anos 80) e gravou uma imensa lista de versões e faixas soltas distribuídas por registos de vária ordem e bandas sonoras de filmes. Escreveu os romances "E o burro viu o anjo" e "A morte de Bunny Munro" e viu as suas letras serem editadas numa série de livros. Assinou argumentos de filmes como "The Proposition" e "Lawless", de John Hillcoat.
terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013 17:02 por jnadmin
Ainda mais do que no ano passado, a extensão do festival espanhol Primavera Sound no Porto não é mais do que isso mesmo, uma extensão, já que, do cartaz anunciado esta terça-feira, apenas duas bandas (Explosions In The Sky e Pegasvs) atuam exclusivamente na Invicta. Além disso, neste ano, vão estar presentes menos bandas do que no ano passado. Refira-se ainda que grande parte dos grupos já atuou em Portugal.
De resto, o festival, que decorre no Parque da Cidade, entre 30 de maio e 1 de junho, propõe My Bloody Valentine, Swans, James Blake, Los Planetas, The Breeders, Deerhunter, Dinosaur Jr., Nick Cave & Bad Seeds e Dead Can Dance (a presença destas duas bandas tinha sido anunciada pelo JN há cerca de um mês), Blur, Dan Deacon, Daniel Johnston, Daughn Gibson, Degreaser, Grizzly Bear, Fidlar, Foxygen, Ghostigital, Glass Candy, Hot Snakes, Four Tet, Merchandise, Wild Nothing, Metz e Melody's Echo Chamber.
Do Make Say Think, Fuck Buttons, Fucked Up, Guadalupe Plata, Julio Bashmore, L'Hereu Escampa, Local Natives, The Magician, Manel, Meat Puppets, Neko Case, Nurse With Wound, OM, Rodriguez, Roll The Dice, Savages, The Sea and Cake, Shellac, Titus Andronicus e White Fence fazem também parte do cartaz oficial do Primavera Sound.
Memória de Peixe, Dear Telephone, The Glokenwise e PAUS são as bandas portuguesas que atuarão no festival.

Nick Cave
sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013 15:54 por Cristiano_Pereira
A cantora maliana Fatoumata Diawara acabou de lançar uma canção para pedir paz para o Mali. A canção "Mali-ko" foi criada à guitarra pela própria Fatoumata Diawara e mais de 40 artistas juntaram-se a ela. Entre eles, estão os nomes mais relevantes da música do Mali, como Oumou Sangaré, Amadou e Mariam, Toumani Diabaté, Bassekou Kouyate, Vieux Farka Touré (filho de Ali Farka Touré), Djelimadi Tounkara, Arby Khaira, Mady Diabaté Kasse ou, entre muitos outros, Salah Baba. Juntos são Voices United for Mali. "Mali-ko" foi gravada em três dias. Veja o vídeo.
"Esta é a nossa arma, com a qual viajamos ao redor do Mundo para defender a dignidade deste país em relação à sua cultura e à sua história", afirmou Fatoumata Diawara, à rádio France Inter. Em declarações à AFP, a cantora sublinhou que "os malianos estão muito preocupados porque estão a perder o próprio país" e lembrou que nas regiões do Norte aumentam as violações e as agressões às mulheres.
Há ainda outro facto chocante. Os extremistas que dominam o norte do país decretaram a proibição total da música, seja tocada ou simplesmente ouvida. "Eles querem impedir-nos de fazer música, sabendo que a música é a alma do Mali", comentou Fatoumata Diawara. A situação já tinha sido denunciada em novembro passado por Baba Salah, um outro músico maliano. "No norte do Mali, a música é como oxigénio e agora não podemos respirar", disse, ao “Washington Post”.
segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013 19:10 por Cristiano_Pereira
Os escoceses Belle & Sebastian anunciaram a sua presença na próxima edição do festival Vodafone Paredes de Coura.
A banda de indie pop tem atuação marcada para 17 de Agosto, o mesmo dia em que atuam os Calexico.
O cartaz da próxima edição já tem confirmados nomes como os Justice, The Kills, Toy e Bombino.
O festival decorrerá entre os dias 13 e 17 de Agosto na Praia Fluvial do Taboão, em Paredes de Coura.