Ainda não foi desta que Portugal venceu a Itália, já lá vão 14 jogos, nem conquistou uma grande competição internacional. Nos quartos-de-final do Campeonato da Europa, a selecção nacional voltou a esbarrar na maldição italiana e, com um sabor a injustiça, ficou afastada da prova. O sonho europeu voltou a cair por terra.
No futsal não há jogos iguais, mas o de ontem, em Zagreb, foi uma fotocópia dos anteriores duelos entre as duas equipas. Portugal entrou forte, criou várias oportunidades de golo, mas não marcou. A juntar à ineficácia lusa, Mammarella demonstrou porque é o melhor guarda-redes do Mundo e segurou o nulo até ao intervalo. A partir daí, a sorte e eficácia transalpina fizeram o resto.
Um belo golo de Ricardinho ainda deu o empate a Portugal, depois de Arnaldo ter marcado na própria baliza, mas a bomba do “brasileiro” Saad voltou a abalar a esperança nacional no apuramento. Jorge Braz ainda arriscou ao lançar o “Mágico” como guarda-redes volante, mas, aí, a sorte voltou a vestir-se de azul. Marinho falhou o empate e, instantes depois, Patias matou o jogo. E o sonho português.
Meias-finais (amanhã): Croácia-Rússia (17.30 horas) e Espanha-Itália (20 horas).
Itália 3
Portugal 1
Local: Arena Zagreb, na Croácia
Árbitros: Borut Sivic (Eslovénia) e Fernando Lumbreras (Espanha)
Itália: Mammarella; Gabriel Lima, Honorio, Vampeta e Ippoliti – cinco inicial – Patias (1), Forte, Saad (1), Fortino e Romano. Treinador: Roberto Menichelli.
Portugal: João Benedito; João Matos, Pedro Cary, Ricardinho (1) e Cardinal – cinco inicial – Gonçalo Alves, Marinho, Joel Queirós, Paulinho, Arnaldo (1, pb) e Ricardo Fernandes. Treinador: Jorge Braz.
Ao intervalo: 0-0