sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009 20:35 Indignadamasnaocalada

ANTI-RODRIGUISMO ou A NOVA POESIA PORTUGUESA

(Movimento Poético liderado além-túmulo por alguns dos mais conceituados poetas portugueses no longínquo ano da graça de dois mil e oito, e iniciado por um grupo de cento e cinquenta mil professores, cujo objectivo único era a exaltação das qualidades intrínsecas da então ministra da (des)educação -- Maria de Lurdes RODRIGUES.)

Alguns poemas ilustrativos deste Movimento Poético:

Fernando Pessoa

AUTOPSICOGRAFIA

A Lurdinhas é um(a) fingidor(a).

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é amor

Pela escola que ela sente.

 

E os que a ouvem com ar infeliz

Na televisão sentem bem,

Não o amor que ela diz,

Mas só o ódio que ela tem.

 

E assim nas calhas da vida

Gira, a corromper a Nação,

Esse combóio de corda 

Que se chama (des)Educação.

 

GOVERNO PORTUGUÊS

Ó governo salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por votarmos em ti, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

 

Quantas reuniões tivemos que fazer!

Quantos papéis tivemos que preencher!

Valeu a pena? Nada vale a pena

Se a ministra é pequena.

 

Quem quer passar a doutor

Tem que passar além da dor.

Deus à escola o trabalho e o sacrifício deu,

Mas nela é que espelhou o céu.

 

Augusto Gil

BALADA DA SINISTRA

Bate leve, levemente,

A ministra da educação.

Será cega? Será doente?

Surda é certamente,

Pois não ouve a Nação.

 

Quem bate, assim, levemente,

com tão sinistra certeza,

que não ouve, que não sente?

Não é anjo, nem é gente,

deve ser bicho, com certeza.

 

Fui ver. A tristeza caía

do inferno, não do céu,

na nossa escola agora fria.

- Há quanto tempo a não via!

Nem tinha saudades, Deus meu!

 

E uma infinita tristeza,

uma grande perturbação

entra em nós, fica em nós presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no nosso coração.

 

Bocage

Retrato da Sinistra

Baixa, de olhos ruins, amarelenta,

Usando só de raiva e de impostura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Um mar de fel, malvada e quezilenta ;

 

Arzinho confrangido que atormenta,

Sempre infeliz e de má catadura,

Mui perto de perder a compostura,

É cruel, mentirosa e rabugenta.

 

Rosto fechado, o gesto de fuinha,

Voz de lamento e ar de coitadinha,

Com pinta de raposa assustadinha,

É só veneno, a ditadorazinha.

 

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:

Prepotente, mui gélida e sinistra,

Amarga, matreira e intriguista,

É autoritária... e é MINISTRA.

 

Camões

Soneto à sinistra

Alma mesquinha e vil, tu que pariste

As normas do estatuto do docente,

Não tens nada de humano, não és gente,

Nada mais que injustiças produziste.

 

Se lá nesse poleiro aonde subiste

O estado do ensino tens presente,

Repara como és incompetente,

Como a classe docente destruíste.

 

Se pensas que esta gente está domada,

Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,

Estás perfeitamente equivocada:

 

Em breve encontraremos a maneira

De vos correr p'ra longe à cacetada,

Limpando a educação de tanta asneira!

 

NOTA: A autoria não é minha mas tenho pena!...

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Comentários

CapitaoGanxo // sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009 22:50

Segundo a m/prespectiva os profs. devem recusar a avaliação enquanto esta não for imposta aos alunos com verdade,para ser restaurada a ordem e a legalidade nas escolas,o mérito aos alunos que estudam,o valor aos diplomas tirados e finalmente a dignidade aos professores,que são a peça fundamental do ensino!

Sem este requisito,tudo o resto está inquinado,e a ministra se for para a rua vai para lá outro/a oportunista qualquer ,fazer a mesma figura de parvo,  arrecadar bom salário e fica tudo na mesma!

Cumprimentos!

jmfc // sábado, 17 de Janeiro de 2009 0:09

Quem se mete com o ....come!

Ora já era altura do ...comer dos profs.

Diga-se que  ando muito desiludo, é que o nariz do pinóquio, apesar de continuar a crescer, continua com muita vitalidade. São as sondagens.

Quanto à Sinistra, bem isto cá para nós, estou apaixonado por ela.

Palavra!

Vou ver se a engato... para fora da Educação.

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