
Que atire a primeira pedra quem, na irreverência da sua juventude, não cometeu pecadilhos.
Eu, por exemplo, durante uma fase da minha adolescência, debalde tentei escrever o nome com xixi num muro. Estou pronto a reconhecer que foi um erro e em reconhecer que uma pessoa só deve aliviar-se em público em caso de absoluta necessidade e não em desvairadas tentativas de grafitis efémeros.
É detestável ter de passar em ruas a cheirar a mijo e tenho a confessar-vos que a mais fedorenta experiência que vivi neste domínio foi na baixa do Recife, na manhã seguinte ao desfile de Carnaval. Absolutamente insuportável e indiscritivel.
Convertido em fervoroso adepto do recurso à casa de banho em todos os casos de satisfação de todas as necessidades fisiológicas, sou também um defensor da opção por fazer o xixi de pé - após ter levantado a tampa da sanita e fazer pontaria com cuidado antes de começar a disparar. No depois, há que ter o cuidado de a sacudir para evitar a sempre incómoda e arreliadora pinga na cueca.
Ilustra este post uma reprodução da obra A Fonte, de Marcel Duchamp, uma obra prima do ready made