A quinta de Jorge Fiel será antes da décima do Real?

terça-feira, 18 de Setembro de 2012 às 18:06

Sou um colecionador de tralha mas não um coleccionador de cidades. Com esta frase pretendo significar que não tenho como objetivo visitar o maior número possível de cidades estrangeiras e que aprecio muito de revisitar locais já dantes navegados.

Fazendo um breve apanhado de cabeça, a lista das cidades europeias estrangeiras (excluo por isso não só as portuguesas como também as galegas) a que eu já fui mais de uma vez é maior do que as que visitei só uma vez. Senão vejamos:

Mais de uma vez: Londres e Paris (já perdi a conta às vezes que fui a cada uma destas cidades, mas seguramente mais de dez a cada), Madrid (quatro vezes), Barcelona (duas vezes), Sevilha (três vezes), Salamanca (três vezes) Roma (quatro vezes), Bruxelas (duas vezes), Amesterdão (três vezes), Genebra (três vezes), Lucerna (duas vezes), Praga (três vezes), Berlim (duas vezes), Varsóvia (três vezes), Cracóvia (duas vezes), Hamburgo (duas vezes) e Copenhague (duas vezes), Istambul (três vezes).

Apenas uma vez: San Sebastian, Bilbau, Florença, Atenas, Budapeste, Bratislava, Zurique, Berna, Lausanne, Estocolmo, Wroclaw, Moscovo e S. Petersburgo.

Nestas listas, ainda para mais feitas de cor, há sempre falhas, mas nesta contagem provisória temos uma folgada vitória de 18-13 das cidades que fui mais de uma vezes sobre as da visita solitária.

Estas listas ajuda a estabelecer o meu perfil de viajante na Europa. Como prefiro cidades ao campo, viajo de avião e raramente alugo carro no destino (regra a que abrirei uma excepção da próxima vez que entrar por Pisa para revisitar Florença e explorar a Toscana), e normalmente opto por capitais.

Das minhas prioridades europeias, constam, além do passeio pela Toscana, um périplo de comboio pela Bélgica, revisitar Moscovo, S.Petersburgo e Estocolmo, e estrear-me em Veneza e Viena.

Acho muito agradável e confortável voltar a uma cidade de que gostamos, na medida em que nos proporciona reviver experiências de que guardamos boa recordações e, ainda, fazer coisas novas.

Nesta minha quarta visita a Madrid vivi sete experiências novas e gratificantes:

1. Vi algumas das obras primas do Prado, em particular duas pinturas que eu admirava (Meninas, de Velasquez, e Fuzilamentos,de Goya) de que já tinha visto reproduções mas sempre ambicionei conhecer pessoalmente;

2. Fui ao templo de Debod, de onde se desfruta de uma bela vista de Madrid;

3. Visitei o Palácio Real, que impressiona, apesar de ficar ainda muito aquém em luxo e ostentação relativamente ao Palácio de Inverno, em S.Petersburgo, que lidera a minha tabela pessoal na categoria de palácios reais ou imperiais;

4. Espreitei o rio Manzanares, se é que se pode chamar rio aquela coisa, e o Vicente Calderon, o estádio do Atlético de Madrid;

5. Explorei mais sistematicamente a zona de Chueca e estreei-me na de Malsaña;

6. Tapeei no mercado de S. Miguel, junto à Plaza Mayor, e conheci o mercado de San Anton - e recomendo vivamente ambos os mercados;

7. Comecei a dominar as principais linhas de autocarro da cidade, tendo-me dado ao luxo, no último dia, de fazer quase todo o percurso do Circular 2,  uma passeio de cerca de uma hora, do Retiro até à Puerta de Toledo.

Revivi com muito prazer uma série de experiências, sendo que neste capítulo apenas lamento não ter ido ao Rastro, o que era impossível porque estivemos em Madrid de terça a sexta e esse mercado realiza-se apenas ao fim de semana, sendo domingo o seu dia forte.

Esta mania de revisitar cidades permite fazer outro tipo porreiro de lista, que consiste em elencar as coisas a fazer na próxima visita. Relativamente a Madrid, já tenho uma série de tarefas alinhadas: ir à Casa do Campo e à Cidade Universitária, visitar o Convento das Agustinas Descalças, descer a pé da Plaza Mayor até ao Manzanares, deambulando a dar água sem caneco pela Latina e fazendo toda a calle Toledo - e depois regressar de autocarro.

Se as preclaras e os preclaros tiverem sugestões de agenda para a minha quinta visita a Madrid (que estou convencido ocorrerá antes do Real conquistar a sua décima Champions) só vos peço para não fazerem cerimónia - deixem-nas por favor na caixa de comentários.

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6 Comentários  |  PartilharPartilhar
6 comentário(s)
  • Bruxinha // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Em Madrid , Casa del Libro! Mas  em Toscana por favor Siena!

    Em Paris... Em Paris nao vale!

  • Bruxinha // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Perto dos Arcos um restaurante muito antigo, onde se parte a especialidade da casa com um prato, aí que esqueci o nome.....

  • SergioLuso // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Por falta de grandes conhecimentos sobre Madrid eu  recomendo um cafe na esplanada da cafeteria do Museu Thyssen  :)

  • jorge_fiel // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Preclara Bruxinha

    A Casa del Libro, na Gran Via, em Madrid, é uma catedral.

    Já quanto a Paris, discordo da minha preclara amiga.  Em Paris vale tudo. Até encomendar uma dúzia de ostras e uma garrafa de champanhe, às três da manhã, para retemperar as forças.

    Sempre a considerá-la

  • jorge_fiel // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Preclara Bruxinha

    Arcos, quais arcos? os de Vila do Conde' O restaurante Arcos, em Paço de Arcos? Os arcos da Plaza Mayor de Madrid?

    Sempre a considerá-la

  • jorge_fiel // terça-feira, 18 de Setembro de 2012 18:06

    Preclaro sergioluso

    Boa ideia. Mas para rentabilizar os 3,45 euros (penso que vir embora sem pagar não dá já que somos escoltados durante as viagens de elevador) levo lietratura e ocupo a mesa pelo menos três horas.

    Sempre a considerá-lo

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