
Sei perfeitamente que corro o sério risco de que as preclaras e os preclaros passem a desconfiar que eu tenho alguns hábitos javardos - o que estou pronto a admitir. Mas aí vai a revelação. Esta fotografia documenta o meu pequeno almoço de hoje, imediatamente antes dele marchar.
Hoje acordei (o que é sempre um excelente sinal, uma prova de vida até) e depois de deixar o miúdo na escola, fui andar e fazer algum exercício para a Marginal. Uma hora. 65 minutos para ser rigoroso.
Depois do duche, e enquato bebi chá de jasmim frio,instalei-me à mesa a folhear, ler e recortar os jornais da última semana (um monte de meter respeito), antes de os mandar para reciclar.
Por volta das onze deu-me a fome e fu espreitar o que havia no frigorifíco. Uma maçã (sim, como gosto da fruta fresca - não só no sentido de recente mas também no de fria) e um iogurte do Lidl (os meus preferidos são os dmaracujá) seriam a opção mais normal. Mas a visão de um grande tupperware de caldo verde fez-me imediatamente mudar de ideias.
Eu adoro sopa fria, acabada de sair do frigorífico. Qualquer tipo de sopa. Desde o protocolar (e adequado ao calor que começa a fazer-se sentir) gaspacho até ao mais inusitado caldo verde, passando pela corretíssima sopa de alho francês, que é uma das minhas favoritas.
Podem dizer que é uma javardice, que eu não me importo e concedo esse ponto, pois estou certo que a História me absolverá. Mas prefiro chamar-lhe uma mania. Ou, se quiserem, uma fraqueza. Melhor: uma idiosincrasia.
Soube-me pela vida.