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<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="http://www.jn.pt/utility/FeedStylesheets/rss.xsl" media="screen"?><rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"><channel><title>Lavandaria</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/default.aspx</link><description /><dc:language /><generator>CommunityServer 2007.1 (Debug Build: 20917.1142)</generator><item><title>Breve notícia dos meus encontros com javalis</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/06/12/breve-not-237-cia-dos-meus-encontros-com-javalis.aspx</link><pubDate>Wed, 12 Jun 2013 12:02:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:7035254</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=7035254</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/06/12/breve-not-237-cia-dos-meus-encontros-com-javalis.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/7035165/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já tinha 24 anos quando se deu o meu primeiro e inadvertido encontro com um javali. Foi na Tapada de Mafra, bela localidade onde eu estava a viver, a expensas do Estado português, instalado numa camarata da Escola Prática de Infantaria, que ocupava&amp;nbsp;parte do imponente palácio e convento barroco mandado construir por D. João V e que inspirou Saramago&amp;nbsp;a escrever uma das suas mais preciosas obras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das provas da instrução dos cadetes de Infantaria consistia numa prova que demorava 24 horas e nos levava a percorrer a&amp;nbsp;tapada, andando sozinhos de um lado para o outro -&amp;nbsp; a carregar ao ombro uma G3 descarregada e às costas uma mochila cheia&amp;nbsp;-, a dar água sem caneco. O objetivo era testar não só a nossa prontidão fisica mas também a capacidade de orientação, pois no início&amp;nbsp;desta espécie de rali pedestre davam-nos um azimute e quando&amp;nbsp;atingissemos essa direção&amp;nbsp;encontrariamos aí alguém que nos forneceria outro azimute, e assim sucessivamente durante as 24 horas de um dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algures a meio da noite, senti (sim, o instinto existe) que estava a ser seguido, o que racionalmente era um perfeito disparate - se se tratasse de um outro cadete, mais perdido ainda do que eu, de certeza se anunciaria para juntarmos os esforços na descoberta do controlo seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A principio não liguei. Depois, comecei a olhar furtivamente pelo ombro para trás - não sei se já vos tinha contado mas foi nessa altura que mentalmente compus a canção &amp;quot;Over my shoulder&amp;quot;, que 15 anos mais tarde seria celebrizada pelos Mike &amp;amp; the Mechanics ;-).&amp;nbsp; Finalmente arranjei lata e virei-me para trás para ver ao certo o que se passava. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o que se passava era que eu estava a ser seguido a uma distância curta, de cinco a seis metros, por um imponente javali, escuro como a noite e armado com umas&amp;nbsp;presas ameaçadoras. Eu parei e ele parou. Continuei a andar e ele continuou a andar. Voltei a parar e a virar-me para trás e ele voltou a parar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como não estava equipado com as munições de calibre 7,62 mm usadas pela G3 (o transporte da arma regulamentar tinha como única finalidade&amp;nbsp;fazer peso e criar mais uma dificuldade naquele dia de passeio pela tapada) nem sequer valia a pena equacionar a hipótese de iniciar tardiamente uma carreira de caçador. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resignei-me a continuar o meu caminho, mais desperto (cortesia do javali), após decidir que me defenderia com a&amp;nbsp; coronha da espingarda no caso improvável de ser atacado pelo&amp;nbsp;meu seguidor, e tentei&amp;nbsp;com sucesso abstrair&amp;nbsp;da sua presença, pois não dei pelo momento em que ele mudou de ideias e basou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após este meu primeiro contacto ao vivo com um javali, nunca mais o voltei a encontrar um inteiro (até porque não se trata de animal que por norma integre as coleções dos jardins zoológicos), mas apenas no prato, servido na forma de solemillo, no Pavilhão de Caça, em Santa Cruz do Bispo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ano passado, na minha primeira viagem a Florença, reencontrei um javali, desta feita não de carne (que casa muito bem com framboesas e pode ser ainda mais saborosa do que a do seu primo porco) mas de bronze, &lt;em&gt;Il Porcellino&lt;/em&gt;, uma reprodução&amp;nbsp;de uma estátua romana de mármore que está nos Uffizzi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem vem da Ponte Vecchio pela Via Por Santa Maria quase que tropeça no&amp;nbsp;&lt;em&gt;Il Porcellino&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;junto ao Mercato Nuovo, onde se vendem couros e recordações variadas, quando se se virar à direita se vai dar à&amp;nbsp;magnífica Piazza della Signoria e seguindo em frente se desagua na insonsa Piazza della Repubblica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O focinho do javali brilha como ouro, porque, de acordo com a tradição, o forasteiro que o esfregar garante automaticamente o seu regresso a Florença. Já não me lembro se o ano passado passei a mão pelo focinho do&lt;em&gt; Il Porcellino&lt;/em&gt;, mas&amp;nbsp;como voltei, achei por bem&amp;nbsp;fazer-lhe uma visita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na presença do javali e da multidão de turistas que lhe acariciam o focinho e tiram fotografias a seu lado,&amp;nbsp;concluí que o Porto teria toda a vantagem em arranjar uma supertição igual a esta. É ótimo&amp;nbsp;para o turismo, como está demonstrado pela quantidade de gente que em Roma se põe de costas para a Fontana de Trevi&amp;nbsp;na esperança de ao atirar uma moeda para as suas águas estar a&amp;nbsp;comprar o regresso a uma cidade tão sexy como a capital italiana.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=7035254" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Uma declaração de amor à Piazza della Signoria</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/20/uma-declara-231-227-o-de-amor-224-piazza-della-signoria.aspx</link><pubDate>Mon, 20 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:7027909</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=7027909</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/20/uma-declara-231-227-o-de-amor-224-piazza-della-signoria.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/7028012/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da minha vida estive numa mão cheia de&amp;nbsp;sítios&amp;nbsp;tão deslumbrantes que me impressionaram ao ponto de ser acometido pelo pensamento generoso de que nenhum ser humano deveria ser autorizado a morrer sem primeiro os ver e viver. A&amp;nbsp;Piazza della Signoria, onde foi queimado o fanático religioso Savonarola, em Florença, faz obviamente parte dessa selecta&amp;nbsp;lista locais que esmagam pela sua beleza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esplanada do café Rivoire, mesmo em frente ao Palazzo Vecchio (na foto) é&amp;nbsp;a melhor plateia para saborear esta praça que se desenvolve num elegante L, em que a fonte de Neptuno (um trabalho maneirista em que o deus do Mar está rodeado por simpáticas ninfas que comemoram as vitórias navais da Tuscana), de Ammannatti,&amp;nbsp;faz de rótula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os preços praticados na esplanada do Rivoire não são baratos, antes pelo contrário, mas faça o favor de&amp;nbsp;os encarar na desportiva, pois a melhor utlidade que o dinheiro tem é precisamente esta, a de ajudar a arredondar a perfeição de um momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma cópia (o original foi transferido para a Academia, em 1873) do David, de Miguel Ângelo, é merecidamente a vedeta da galeria de escutura ao ar livre que&amp;nbsp;é a Piazza della Signoria, mas não posso deixar de chamar a atenção de todas as preclaras e preclaras para dois trabalhos de Giambologna (esse mesmo, o tarado e desenvergonhado da fonte de Bolonha em que as sereias têm duas pernas e espremem as mamocas para elas jorrarem água): a estátua equestre de Cosimo I (creio que não seria uma heresia traduzir-lhe o nome para Cosme), um dos mais famosos dos Medici, e o Rapto dsa Sabinas, um virtuoso conjunto de três figuras contorcidas, esculpidas num único bloco de mármore, que está na Loggia dei Lanzi.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=7027909" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Restaurantes vazios devem contratar figurantes</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/17/restaurantes-vazios-devem-contratar-comensais-figurantes.aspx</link><pubDate>Fri, 17 May 2013 05:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6996906</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6996906</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/17/restaurantes-vazios-devem-contratar-comensais-figurantes.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6997214/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mete-me muita impressão que no mesmo bairro, a escassa distância, às vezes mesmo ao lado um do outro, coexistam restaurantes&amp;nbsp;completamente às moscas - apenas guarnecidos por empregados e proprietário com cara de quem está à beira do suicidio e&amp;nbsp;têm mais do que razões para isso - e outros&amp;nbsp;sem uma mesa livre, em que&amp;nbsp;o dono não&amp;nbsp;consegue dissimular&amp;nbsp;alguma satisfação pelo seu sucesso no momento de enxotar a clientela supranumerária, dando origem a mal entendidos curiosos, como a da francesa&amp;nbsp;que deixou cair um &lt;em&gt;dommage&lt;/em&gt; quando soube que não havia esperanças de jantar ali nessa&amp;nbsp;noite, ao que o italiano despachador repondeu com um cínico sim, talvez &lt;em&gt;domani&lt;/em&gt;, mas tem de se esforçar e vir muito mais cedo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exemplo desta segunda categoria de restaurantes é a tratorria La Casalinga, na via del Michelozzo,em Oltrarno (ou seja na margem esquerda do Arno), junto a Piazza di S. Spiritu (onde pulsa o coração da&amp;nbsp;movida noturna fiorentina), recomendada por todos os guias turísticos de Florença como um restaurante&amp;nbsp;&lt;em&gt;low cost&lt;/em&gt; com cozinha familiar e pratos tipicos tuscanos,&amp;nbsp;que serve doses XXL e, ainda por cima, é um dos favoritos dos indigenas (só essa informação chega para fazer dele um poderoso magneto de&amp;nbsp;forasteiros). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moral da história, ainda antes das oito da noite já há filas gigantes, que os empregados desencorajam dizendo que antes das dez da noite não há nenhuma hipótese de estarmos sentados e em vias de encomendar comida. Como é óbvio desisti à primeira e nunca mais lá voltei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre me desagradaram os contrastes gritantes entre ricos e pobres, entre&amp;nbsp;gente com uma saída incrível e rapazes e raparigas solitários a que ninguém lhes liga, entre restaurantes cheios e&amp;nbsp;restaurantes vazios. É o meu feitio Robin dos Bosques. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso deixo ficar aqui uma sugestão aos donos de restaurantes vazios. Por que é que não contratam comensais figurantes (o cachet podia ser comida&amp;nbsp;à borla)&amp;nbsp; para evitar terem as salas e esplanadas desertas que afugentam a clientela, e assim evitam ser olhados como um foco de peste negra ou de desarranjos intestinais?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;PS. A fotografia que ilustra este post é um aspeto da fantástica cúpula que Brunelleschi construiu para a catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6996906" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Jorge Fiel vítima de carneirismo na via delle Oche</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/16/gghh.aspx</link><pubDate>Thu, 16 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6980906</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6980906</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/16/gghh.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img style="WIDTH:414px;HEIGHT:419px;" border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6981116/original.aspx" width="612" height="612" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No meu primeiro jantar em Florença fui vitima do carneirismo, o que é bastante grave porque eu sou um acérrimo critico deste fenómeno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rumava&amp;nbsp;a um restaurante da via delle Oche, creio que recomendado pelo Rough Guide, quando tropecei num outro, o Repubblica que estava possuido de uma enorme animação, cheio de gente e de luz.&amp;nbsp;Volúvel como sou, tive de me esforçar - e me recordar do episódio dos marinheiros de Ulisses, atados aos mastros, para melhor resistirem ao cântico das sereias - parar&amp;nbsp;resistir à tentação de entrar e mandar às urtigas o restaurante recomendado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas quando cheguei ao destino primitivo e deparei com&amp;nbsp;um restaurante elegante mas sombrio, sossegado porque pouco povoado, sucumbi ao instinto, fiz marcha atrás e regressei ao&amp;nbsp;Repubblica, pois um restaurante agitado e cheio é sempre mais sexy que outro quase deserto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Repubblica estava mesmo cheio como um ovo, pelo&amp;nbsp;que me arrumaram&amp;nbsp;na pior das mesas que um restaurante pode oferecer - a que fica junto à porta da casa de banho- e eu comecei logo a arrepender-me de me ter deixado conduzir pelo instinto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma coisa&amp;nbsp;é animação vista de fora outra coisa é vivida por dentro. Olhada de perto,&amp;nbsp;a agitação era produzida pela ação conjunta de&amp;nbsp;duas mega-excursões, uma de irrequietos e barulhentos miúdos italianos (deviam estar a festejar o final de um ciclo de estudos) e&amp;nbsp;outra de seniores franceses - um dos quais confundi com o chefe de sala numa daquelas cenas gagas em que sou mestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Farto do barulho, da posição geo-estratégica da mesa e da demora do serviço, decidi bater em retirada mas esse meu sábio movimento foi impedido&lt;em&gt;&amp;nbsp;in extremis&lt;/em&gt; pelo verdadeiro chefe de sala que me transportou&amp;nbsp;para outra mesa, que, no entretanto vagara (presumo que os seus ocupantes tinham fugido horrorizados pelo barulho dos excursionistas), e garantiu assim a&amp;nbsp;minha permanência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cortada a retirada, não tive outro remédio senão encomendar a refeição, que foi nem boa nem má, antes pelo contrário. Deste jantar no Repubblica da via delle Oche, em Florença,&amp;nbsp;aprendi que nem sempre é boa ideia deixar-nos encandear pelo brilho da luz e da agitação - e que&amp;nbsp;temos muito a ganhar se soubermos disciplinar os nossos impulsos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;PS. A foto que ilustra este post é da escultura de Hércules e Cacus, de Bandinelli, que fica junto à porta do Palazzo Vecchio, na impressionante Piazza della Signoria. É impressão minha ou a posição de Cacus é muito equívoca,(para não dizer outra coisa)?&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6980906" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Missão impossível na Via dei Serragli</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/15/miss-227-o-imposs-237-vel.aspx</link><pubDate>Wed, 15 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6847295</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6847295</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/15/miss-227-o-imposs-237-vel.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6847224/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembram-se da Missão Impossível? Estou a falar da série televisiva, produzida e exibida pela CBS nos anos 60 (e que a RTP passou entre nós, a preto e branco), e não do franchise cinematográfico inaugurado por Brian de Palma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu delirava com aquele sistema de comunicação em que a missão era comunicada ao Jim Phelps, o chefe da equipa, através de um dispositivo de comunicação especial que se auto-destruia automaticamente quando acabava de transmitir a mensagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora pois, preclaras e preclaros amigos, senti-me um Jim Phelps quando, após ter encontrado o número 49 da Via dei Serragli, correspondente à residência religiosa CSD Forresteria (onde pernoitei dois dias), saquei do manual de instruções recebidas por mail para atingir o quarto onde pernoitaria nos dias seguintes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esclareço desde já que o respeito absoluto pelo descanso dominical, desguarnece de pessoal a residência no Dia do Senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com as minhas instruções, a Operação Abre-te Sésamo iniciou-se na via dei Serragli, quando introduzi o código 432 no teclado da fechadura eletrónica da porta de entrada, que se abriu como uma santola, franqueando-me o acesso a um corredor que desembocava num pátio, protegido por uma porta de ferro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pressionando num interruptor, bem à vista e identificada, no corredor, a porta de ferro afastou-se do meu caminho, sem ranger. No pátio, no lado esquerdo, está um conjunto de caixas de correio, protegidas por uma fechadura eletrónica. De acordo com as instruções, premi no teclado o código 1657 e, ato continuo, abriu-se o cacifo 206, que continha no seu interior as chaves do quarto com esse número, bem como a papelada que tinha de preencher, assinar e entregar na receção, o mais tardar até às dez da manhã.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6847295" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Estacionar o carro na ponte Vespucci, sobre o Arno</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/14/estacionar-o-carro-na-ponte-vespucci-sobre-o-arno-em-floren-231-a.aspx</link><pubDate>Tue, 14 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6931238</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6931238</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/14/estacionar-o-carro-na-ponte-vespucci-sobre-o-arno-em-floren-231-a.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6931103/original.aspx" border="0" height="320" width="320" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes desta visita eu já adorava Itália e admirava o génio criativo dos italianos. Esta estada (presumo que também podia empregar &lt;i&gt;estadia&lt;/i&gt;, mas Deus me livre de incorrer na cólera da minha amiga que teima em considerar mais correto o uso do vocábulo&lt;i&gt; estada&lt;/i&gt;) só reforçou essas adoração e admiração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após ter ususfruido em Bolonha. na ida paara o MamBo, de umas utilissimas passadeiras em cotovelo - as mais adequadas para cortar caminho quando atravessamos uma praça (genial invenção que só não compreendo por que é que ainda não foi adotada no nosso país), fui surpreendido em Florença pelo facto de ser autorizado o estacionamento automóvel (pago) num dos lados da ponte Americo Vespucci.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estava eu a refletir sobre o moitvo porque é que a América foi descoberta pelo Cristóvão Colombo e, apesar disso, não se chama Colômbia mas América, quando reparei na fileira de carros ordeira e pacatamente estacionados num dos lados da ponte que leva o nome do navegador florentino - que logo registei fotograficamente, para posterior beneficio de todas as preclaras e preclaros.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6931238" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>No Palazzo Pitti, a meter para dentro calorias culturais</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/13/no-palazzo-pitti-a-meter-para-dentro-calorias-culturais.aspx</link><pubDate>Mon, 13 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6930995</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6930995</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/13/no-palazzo-pitti-a-meter-para-dentro-calorias-culturais.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6930823/original.aspx" border="0" height="308" width="324" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como fica a menos de cinco minutos da residência CSD Foresteria, o Palazzo Pitti foi o primeiro destino nesta estada (e não estadia, garante uma minha amiga boa) em Florença e constitui uma estreia mundial absoluta para mim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mandado construir por Luca Pitti, que o pensou XXXL (é o maior de Florença) para chatear os seus rivais Medici, o palácio acabou por ir parar às mãos desta última familia, por uma daquelas ironias em que o destino é fértil, quando começou a faltar o ar aos Pitti.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Investi duas horas e meia na visita, o que é muito pouco tempo para saborear devidamente um palácio tão grande e tão pomposo. A tarefa revelou-se cansativa porque careceu da preparação prévia - ou seja do elaborar com cuidado e critério da lista de alvos a visitar e do percurso adequado para cumprir essa missão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consumo de um grande museu ou palácio exige a definição atempada de uma estratégia. Na ausência desse trabalho de casa, no final das duas horas e meia investidas na Palazzo Pitti tenho de confessar que, tudo coado, recordo poucas coisas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acabou por ser uma javardice idêntica à de comer sem método, sofregamente, sem saborear os alimentos. Ou seja, estive a meter para dentro, como se não houvessse amanhã. enormes quantidades de calorias culturais.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6930995" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Uma estranha forma de numerar as ruas</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/09/uma-estranha-forma-de-numerar-as-ruas.aspx</link><pubDate>Thu, 09 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6847081</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6847081</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/09/uma-estranha-forma-de-numerar-as-ruas.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6846826/original.aspx" border="0" height="320" width="320" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os italianos têm várias manias, uma das quais consiste em numerar as ruas de uma maneira &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt;, que pode provocar ataques cardíacos a estrangeiros desprevenidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa tentativa razoavelmente bem sucedida de controlar os custos da viagem, reservei um quarto duplo, com casa da banho privativa, a 70 euros por noite na CSD Foresteria Firenze, uma residência religiosa, que declarava como morada o nº 49 da via de Serragli, em Oltrarno - ou seja na margem esquerda do rio Arno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A via de Serragli é uma rua razoavelmente comprida e anorética, propriedade que é extensível aos passeios que são de tal maneira estreitos que é de todo em todo conveniente rodear-nos de alguns cuidados para evitarmos ser atropelados por um dos autocarros que a atravessam (verificar pf na fotografia que ilustra este post).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após confirmar que a cidade de Florença respeita o principio básico da numeração de risca ao meio - pares de um lado, impares de outro - desci a rua do lado dos pares olhando com atenção para o outro lado do passeio até que senti um baque no coração quando ao número 47 sucedeu o 51, sem contemplar o 49, que era o indicado pela residência onde era suposto eu pernoitar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após um primeiro sobressalto, recuperei a calma, caminhei mais umas largas dezenas de metros e respirei fundo quando descobri o nº 49 e a residência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após aturadas averiguações descobri a razão para o número 49 não surgir necessariamente entre o 47 e o 51. As ruas obedecem a duas numerações, uma reservada aos prédios de habitação e outra aos estabelecimentos comerciais. Uma idosincrasia, é o que é. A vida tem destas coisas e nós temos de estar preparados para tudo.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6847081" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>A ponte Vecchio é bela mas prefiro a de Santa Trinitá</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/08/floren-231-a.aspx</link><pubDate>Wed, 08 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6832022</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6832022</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/08/floren-231-a.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6831947/original.aspx" border="0" height="320" width="320" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Partir é morrer um pouco, como dizia o fadista. Mas morre-se muito pouco, apenas um bocadinho muito pequenino, quando a partida não significa o fim das férias&amp;nbsp; - e apesar de se estar a partir de uma cidade tão surpreendente como Bolonha o destino não é o regresso ao ramerrão do trabalho-casa-trabalho mas antes uma estadia (ou estada, como pretende uma boa amiga que seja a formulação mais correta) de três dias numa cidade tão bela como Florença.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A viagem foi rápida (os 37 minutos prometidos pela Trenitalia foram cumpridos) e feita quase sempre em túnel (creio que a culpa é dos Apeninos). Uma das grandes vantagens do comboio sobre o avião é embarcar-se e desembarcar-se no centro das cidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o centro histórico de Florença é perfeitamente navegável a pé - e já não era a minha primeira vez na cidade (a minha visita de estreia, no ano passado, foi de médico, por motivos de força maior, mas durante as cerca de 36 horas que estive na capital da Toscana deambulei essencialmente entre Santa Maria Novella e a margem direita do rio Arno) - fui em ritmo de passeio até à residência religiosa, localizada no nº 49 da Via de Serraglli, onde tinha reservado quarto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a via de Serragli fica em Oltrarno (ou seja do outro lado do Arno), atravessei o rio pela ponte alla Carraia, junto à praça Carlo Goldoni (decorada com uma estátua do dramaturgo veneziano). Durante o atravessamento, não resisti à tentação de fotografar as duas pontes mais bonitas de Florença; a Santa Trinitá e a célebre ponte Vecchio, um dos dois postais ilustrados por excelência de Florença (o outro é a fabulosa cupula do Duomo, de Brunelleschi).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aproveito a oportunidade para comunicar que, apesar da originalidade da Vecchio, a minha ponte favorita de Florença é a Santa Trinitá, com o seu elegante arte eliptico, riscado por Miguel Ângelo,e decorada por belíssimas estátuas das Quatro Estações, ali colocados para comemorar as bodas de Cosimo II com Maria de Áustria. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os bombardeamentos nazis, destruiram a ponte, que foi reconstruida após a II Guerra Mundial e as estátuas terem sido recuperadas do fundo do rio.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6832022" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category></item><item><title>Saudades do Foguete no Frecciarossa para Florença</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/07/vaigem-paar-floren-231-a.aspx</link><pubDate>Tue, 07 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6803100</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6803100</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/07/vaigem-paar-floren-231-a.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6803034/original.aspx" border="0" height="320" width="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Custou-me 24 euros o bilhete no Frecciarossa (Flecha Vermelha)&amp;nbsp;das 14h18&amp;nbsp;para Florença, com&amp;nbsp;chegada prevista às 14h55. Um pouco mais de meia hora, 37 minutos&amp;nbsp;exatos, para vencer os 117 km que separam Stazione Centrale de Bologna e Santa Maria Novella, a bordo&amp;nbsp;do TGV italiano, que dá a ideia de ser uma evolução do Pendolino que faz o serviço Alfa no nosso país. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(A propósito, Alfa até é uma marca&amp;nbsp;razoável, mas não chega aos calcanhares da fabulosa designação&amp;nbsp;Foguete, que&amp;nbsp;eu respescaria se estivesse na CP e tivesse poderes para proceder a essa ressurreição).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Frecciarossa 9353 em que embarquei seguia para Roma e tinha Nápoles como destino final e tinha lugares marcados - o meu era o 15, na&lt;i&gt; carrozza&lt;/i&gt; 9. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os italianos têm fama de falarem pelos cotovelos e usando as mãos - e também de serem&amp;nbsp;trapalhões e desorganizados. Tudo isso até pode ser verdade, apesar de eu desconfiar das generalizações, principalmente quando se está a falar de um país tão grande como a Itália (mais compridos na Europa só mesmo os escandinavos, mas muitíssimo menos povoados), que tem a sola da bota&amp;nbsp;praticamente assente em&amp;nbsp;Àfrica enquanto que o Norte está dependurado nos Alpes e faz fronteira com&amp;nbsp;Suiça, Áustria,&amp;nbsp;França...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste particular dos comboios, os italianos são tudo menos desorganizados.&amp;nbsp;Todas as&amp;nbsp;plataformas&amp;nbsp;da Stazione Centrale de Bologna estão equipadas com painéis que informam os passageiros do lugar onde ai ficar estacionada cada uma das&lt;i&gt; carrozas&lt;/i&gt; (carruagens, como já deve ter percebido).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cuidado evita muitas confusões durante o embarque e não me parece coisa muito dificil de implementar (adoro este verbo) nas nossas estações de caminho de ferro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6803100" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/floren_26002300_231_3B00_a/default.aspx">floren&amp;#231;a</category><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item><item><title>Dissecar uma rã e ver o nome transformado em verbo</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/06/dissecar-uma-r-227-e-ver-o-nome-transformado-em-verbo.aspx</link><pubDate>Mon, 06 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6831765</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6831765</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/06/dissecar-uma-r-227-e-ver-o-nome-transformado-em-verbo.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6831330/original.aspx" border="0" height="320" width="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A queda da maçã fez luz na cabeça de Newton, ajudando-o a formular a teoria da gravidade. O professor de Anatomia bolonhês Luigi Galvani estava a dissecar uma rã quando ao tocar no nervo ciático detetou uma contração muscular que foi o ponto de partida para as primeiras incursões cientificas no domínio da bioeletricidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A descoberta da eletricidade nos animais celebrizou Galvani, ao ponto de se libertar da lei da morte, não só através da estátua situada na via dell&amp;#39;Archiginnasio, mas essencialmente ao ver o seu apelido transformado em verbo em praticamente todas as linguas do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sim, se por acaso ouvir alguém dizer que um golo do Kelvin galvanizou dezenas de milhar de adeptos portistas no Estádio do Dragão, fique a saber que o verbo galvanizar tem origem no apelido Galvani do cientista, médico, investigador, físico e filósofo bolonhês que foi pioneiro no estudo dos padrões eléctricos e sinais do sistema nervoso - e formulou a teoria que ficou conhecida por eletricidade galvânica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerada o santuário da gastronomia italiana, Bolonha é também célebre pela sua universidade, uma das mais antigas - senão mesmo a mais antiga - que contava com dez mil estudantes no século XIII, pelo que é justo que tenha dado o nome à mais recente revolução operada no ensino superior europeu. &amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6831765" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item><item><title>Faz parte da etiqueta dar gorjeta ao tipo da mala?</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/03/shsh.aspx</link><pubDate>Fri, 03 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6802833</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6802833</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/03/shsh.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6802775/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As malas proporcionavam-me duas cenas gagas, à chegada e à partida - ou, se preferirem, no&lt;em&gt; check in&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;check out&lt;/em&gt; - de um hotel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira era logo à chegada. Se não me punha&amp;nbsp;pau, enquanto preenchia a papelada, exibia o passaporte e&amp;nbsp;deixava a menina da recepção fotocopiar-me o Visa, um bagageiro fardado tomava conta das minhas malas e eu perdia a mão delas&amp;nbsp;até ele me acompanhar até ao quarto, abrir a porta,&amp;nbsp;acender a luz, mostrar a casa de banho e ficar ali especado à espera que lhe desse uma gorjeta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há muitos anos, não posso precisar quantos, tenho sido poupado a essa cenaça. Refletindo sobre o assunto, acho que as razões para isso se relacionam com a confluência de alguns (ou até todos) os&amp;nbsp;cinco seguintes factores:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a) A crise obrigou os hotéis a reduzirem pessoal e os bagageiros&amp;nbsp;foram as primeiras vitimas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;b)&amp;nbsp;Como&amp;nbsp;baixou a pique o número de&amp;nbsp;estrelas dos hotéis que frequento,&amp;nbsp;não há nem nunca houve bagageiros nas unidades hoteleiras do nível compatível com a minha bolsa;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;c) Como a&amp;nbsp;Ryanair obriga a viajar com apenas uma mala de dimensões reduzidas,&amp;nbsp;o contingente dos seus passageiros (onde me incluo)&amp;nbsp;deixou de ser atraente para o olhar cobiçoso dos bagageiros caçadores de gorjetas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;d)&amp;nbsp;A massificação das malas pequenas com rodinhas tornou a profissão de bagageiro obsoleta;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e) O meu aspeto tornou-se tão mau que os bagageiros não encaram sequer a hipótese de tomarem conta da minha mala pois antecipam que no final eu não lhes darei nem um cêntimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ultrapassada a cena gaga do &lt;em&gt;check in&lt;/em&gt;, resta a o &lt;em&gt;check out&lt;/em&gt;. Domingo dia 14 de abril, a seguir ao pequeno almoço fiz o &lt;em&gt;check out&lt;/em&gt; do Excelsior Hotel, em Bolonha, pedi na receção que me guardassem a mala, pois só ao início da tarde iria apanhar o comboio (que fica do outro lado da rua) para Florença. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A menina chamou um colega fardado, que diligentemente tomou conta da mala dando-me em troca uma senha com o número do quarto (205). Fui passear até ao centro, despedir-me do Neptuno e&amp;nbsp;da sua fonte (a das sereias licenciosas, assinada por Giambologna) - reproduzida na foto que ilustra este post.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por volta das duas da tarde estava de volta ao hotel a reclamar a mala e a enfrentar a cena gaga. Abstive-me de lhe dar gorjeta -&amp;nbsp;não sabia se ele encararia um euro como um insulto, e temia que dois euros fosse um exagero, por isso, pelo sim pelo não, dei-lhe apenas um &lt;em&gt;grazie mille.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que alguma preclara ou preclaro não se importa de ter a maçada de me explicar se faz parte da etiqueta dar gorjeta ao tipo que nos guarda as malas - e se sim qual a quantia apropriada à circunstância?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6802833" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item><item><title>Bolonha tem mais encanto na hora da despedida</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/02/uma-italiana-anichada-no-fundo-da-ch-225-vena-divorciada-das-bordas.aspx</link><pubDate>Thu, 02 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6789250</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6789250</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/02/uma-italiana-anichada-no-fundo-da-ch-225-vena-divorciada-das-bordas.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6788960/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para uma pessoa compreender em toda a sua plenitude a justeza de pedir uma &lt;em&gt;italiana&lt;/em&gt; quando se pretende um café muito curto&amp;nbsp;é indispensável viver previamente a experiência de encomendar um expresso em Itália e receber uma bebida cuja qualidade (altíssima, devo sublinhar)&amp;nbsp;é inquestionável mas que está anichada&amp;nbsp;no fundo da chávena, de que ocupa no máximo&amp;nbsp;apenas um terço da capacidade&amp;nbsp; - ou seja está divorciada das bordas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na manhã de domingo dia 14 de abril, o meu terceiro e último dia em Bolonha, andei a dar água sem caneco,&amp;nbsp;atravessando o redondo jardim della Montagnola e a nua e vasta&amp;nbsp;piazza&amp;nbsp; dell&amp;#39;Otto Agosto&amp;nbsp; - a dar razão ao Siza e seus seguidores,que defendem&amp;nbsp;que as praças não&amp;nbsp;precisam de ser adornadas com banquinhos, pedacinhos de relva e canteiros de flores, pois devem ser os cidadãos a animá-las, vivendo-as - até desaguar no coração da movida bolonhesa, o quadrilátero que compreende as nucleares e imperdiveis&amp;nbsp;vias degli Orefici e Clavature, o vicolo Ranochi (onde se acomoda&amp;nbsp;a fantástica Osteria del Sole), bem como as vias Draperie e Capriarie (a rua do AF Tamburini).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À noite este quadrilátero, vizinho da piazza Maggiore, é&amp;nbsp;de ir às lágrimas. Mas de manhã também é bom. Por cinco euros aluguei durante hora e meia (e podia ter ficado ainda mais tempo se me apetecesse) uma mesa e&amp;nbsp;duas confortáveis cadeiras&amp;nbsp;na esplanada do café Incontri, recebendo ainda de brinde um expresso e uma água frizzante&amp;nbsp;de litro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi um tempinho muito bem passado, estar ali, a pastar a paisagem e as pessoas que passavam,&amp;nbsp;ali ao lado da Eataly (uma atraente loja multiusos que compreende uma poderosa livraria, espaço de papelaria, &lt;em&gt;wine bar&lt;/em&gt;, restaurante&amp;nbsp;e loja gourmet, ou seja uma combinação absolutamente explosiva) eqnaunto petiscava a História de Itália (&lt;em&gt;The Pursuit of Italy&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;David GIlmour) e beberricava a San Pellegrino. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma República, preclaras e preclaros amigos, uma República!&lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;PS. A foto que ilustra este post é da via Stefano, em Bolonha, apanhando ainda de lado (à direita) o Palazzo della Mercanzia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6789250" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item><item><title>Os chinelos de quarto nunca devem sair do quarto?</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/01/bolonha-tem-mais-encanto-na-hora-da-despedida.aspx</link><pubDate>Wed, 01 May 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6788594</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6788594</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/05/01/bolonha-tem-mais-encanto-na-hora-da-despedida.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6788580/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será um razoável sintoma de saudável descontração abancar à mesa da sala de pequenos almoços de um hotel quatro estrelas (o Starhotels Excelsior&amp;nbsp;em frente à estação de caminho de ferro de Bolonha, no caso em apreço) calçada com os chinelos de quarto de feltro branco postos à disposição dos hóspedes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Oui, bien sur&amp;quot; é seguramente a resposta que daria a&amp;nbsp;miúda francesa que estava sentada na mesa ao lado da minha, descontraidamente calçada com os inestéticos chinelos do hotel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de&amp;nbsp;estar á espera que a Primavera se instale em todo o seu esplendor para poder voltar a usar, nos tempos livres,&amp;nbsp;os meus Crocs azuis escuros e de ser um fã&amp;nbsp;das havaianas - atitudes que penso chegarem para estabelecer as minhas credenciais como um liberal, pelo menos no que respeita à política de calçado - tenho bastante dúvidas sobre a resposta que daria à magna e candente questão equacionada no primeiro parágrafo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Creio que só em caso de força maior poderia encarar a hipótese de sair do quarto do hotel nessa triste figura, E que&amp;nbsp; mesmo&amp;nbsp;à falta de outra alternativa,&amp;nbsp;optaria pela solução naturista de ir descalço.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como o próprio nome indica,&amp;nbsp;os chinelos de quarto nunca devem sair do quarto, sob o risco dos nossos pés fugirem para a chinela.&lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;PS. Foto que ilustra este post foi tirada do pátio da basilica de San Petronio, em Bolonha&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6788594" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item><item><title>Uma janela com vista para o canal na via Piella</title><link>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/04/30/uma-janela-com-vista-para-o-canal-na-via-piella.aspx</link><pubDate>Tue, 30 Apr 2013 17:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">fb4e9426-7c22-44e5-bf7d-a1c82e742f8a:6771999</guid><dc:creator>jorge_fiel</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/rsscomments.aspx?PostID=6771999</wfw:commentRss><comments>http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2013/04/30/uma-janela-com-vista-para-o-canal-na-via-piella.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="http://www.jn.pt/photos/lavandaria/images/6771951/original.aspx" width="320" height="320" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui parar a Bolonha por acaso. O ano passado planeei um passeio de uma semana pela Toscana, com entrada e saída em Pisa, que foi interrompido ao segundo dia por um motivo de força maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este ano, quando&amp;nbsp;me dispus a rmarcar a viagem enfrentei logo com um obstáculo inicial de monta. A Ryanair deixou de voar para Pisa, pelo que tive de refazer o trajecto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhando para o mapa das ligações da Ryanair saltou-me logo à vista que&amp;nbsp;apesar de ficar na vizinha região da Emilia Romagna, Bolonha era a melhor porta de entrada&amp;nbsp;para reatacar Florença - a distância entre as duas cidades é mais&amp;nbsp;ou menos idêntica à que separa o Porto de Coimbra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não me arrependo de ter investido dois dias e meio em Bolonha, muito antes pelo contrário - recomendo a todos que aproveitem as tarifas baixas da Ryanair (ficou a 132 euros a&amp;nbsp;ida e volta para dois, todas as taxas incluidas, marcada com três semanas de antecedência) para visitarem a cidade onde, entre outras coisas,&amp;nbsp;foram inventados o esparguete à bolonhesa&amp;nbsp;e os deliciosos tortelinni.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bolonha é uma cidade onde apetece viver, apesar de lhe faltar o elemento água, pois é desprovida de rio e de mar. Em tempo, foi sulcada por canais do rio Reno (o italiano, não o homónimo alemão), que agora estão cobertos - com raríssimas exceções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das exceções, convertida em atração turística, é uma janela com vista para o canal&amp;nbsp;na rua cujo nome eu mais apreciei em Bolonha (a incontornável via Piella!). Abrir a janela para espreitar o canal tem piada, mas do outro lado da rua há uma&amp;nbsp;janela com vista para o canal.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.jn.pt/aggbug.aspx?PostID=6771999" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/tags/bolonha/default.aspx">bolonha</category></item></channel></rss>