quarta-feira, 22 de Setembro de 2010 13:09
ricardoplemos
O Deserto - Chegada à Síria

O sol marca o
meio do dia e estende a sua luz em todas as
direcções,
iluminando e aquecendo uma imensidão branca; o deserto. A estrada segue até ao
limite do horizonte sem nada a vista para além de umas pequenas ruínas.
Esta terra que já
viu Alexandre e já viu Roma, Fenícios, Persas e Egípcios, que já foi controlada
por Cristãos e Muçulmanos, mostra a sua história na pele.
As Cidades
Mortas, cidades abandonadas que datam desde o século 5 A.C. a poucos
quilómetros de Alepo, mantém-se vivas com a ajuda das pequenas aldeias que se
formaram em seu redor, com alguns habitantes a ocuparem secções inteiras das ruínas.
Os Cruzados
deixaram a sua marca com o Krak des Chevaliers, um castelo que T.E
Lawrence descreveu como o castelo mais bonito do mundo.
E há a Noiva
do Deserto, Palmira, uma cidade romana em ruínas que cresce de um oásis.
O Deserto. Ele
ocupa a maioria do território mas apenas os beduínos fazem dele sua casa. Casas
isoladas espalham-se ao longo da estrada, separadas por vários quilómetros.
Com um keffieh
na cabeça, um beduíno fuma um cigarro enquanto vigia o seu rebanho. O sol
queima-o mas não se vêem árvores em redor. A cinza cai e eu perco-o de vista,
um ponto na imensidão.