sábado, 2 de Outubro de 2010 17:48
ricardoplemos
O massacre de Sabra e Shatila - Beirute, Libano
Dia 14 de
Setembro de 1982, o então Presidente do Líbano Bashir Gemayel foi assassinado.
A guerra civil que tinha começado em 75 e dividido o país entre Muçulmanos e
Cristãos, Sunitas e Xiitas, Palestinos e Libaneses, continuava.
Ao meio dia do
dia seguinte, forças Israelitas, que ocupavam então Beirute, rodearam os campos
Palestinianos de Sabra e Shatila fechando todas as saídas.
Mas o pior estava
para vir. As 6 da tarde do dia 16 de Setembro, 150 membros das milícias Falangistas,
transportados e protegidos pelas forças militares de Israel entraram no campo.
O som de tiros, então já habitual numa Beirute destruída pela guerra,
intensificou-se. De dentro do campo ouviam-se ordens e berros de intimidação e
de terror.
A medida que a
noite descia, o exército Israelita começou a disparar artifícios de iluminação.
O céu brilhou com fogo e com sangue.
Durante as 48
horas seguintes as milícias Falangistas perpetraram um massacre sobre a
população Palestiniana sob o pretexto encontrar e prender terroristas, com o
conhecimento do exército de Israel e do então Ministro da Defesa Israelita
Ariel Sharon.
Estimam-se que
cerca de 2000 a 3500 Palestinianos tenham morrido em Sabra e Shatila.

Sabra e Shatila continuam a ser duas zonas extremamente pobres, contrastando com a baixa parisiense e amante da dolce vita de Beirute.
Shatila ainda e um dos maiores campos de refugiados do Líbano e um dos mais deteriorados. O apoio ao Hamas tem aumentado alimentado pela degradamento da situação dos Palestinianos a viver no Líbano. O sonho de uma terra própria mantém-se vivo.



