Novembro 2010 - Posts

 

 Fotos do Skype. A Internet revolucionou o viajar...

 

Estou no Aeroporto do Cairo e são 10 da noite. Vi as pirâmides e a esfinge, passei o dia com alguns amigos, mas estou num limbo e tudo parece andar mais depressa do que o normal enquanto eu transito lentamente à espera de uma despedida. À medida que a hora do voo se aproxima tento compreender que vou voltar para casa. Um ano de viagem, 19 países, milhares de experiências, e agora umas horas para aterrar num sitio que não é desconhecido mas sim talvez o que eu conheço melhor.

Estou triste, contente, ansioso e ao mesmo tempo anestesiado. 

Mas estou e as coisas são como são, e no fundo é apenas uma nova partida e não uma chegada.

Resta-me só agradecer às pessoas que me acompanharam durante este ano no papel e no blog e a todos os que me ajudaram e apoiaram quando decidi fazer esta viagem e começar este projecto; e também a todas as pessoas com quem tive a oportunidade de viajar e partilhar momentos.

E por último quero agradecer às pessoas que conheci e aos sítios que visitei que foram a vida e a alma  desta crónica.

Mas já chega de despedidas e agradecimentos e de memórias reflectidas.

Dentro de umas horas sento-me no avião, inclino a cadeira para trás e preparo-me para uma nova partida.

 

 

 

Uma ultima nota para os Leitores. Espero que esta viagem tenham contribuido para inspirar em alguns de vos o bichinho da viagem.

Para todos aqueles que sonham com aventuras e descobertas peguem na mochila e facam-se a estrada. Se o mundo fosse feito de viajantes, seria um mundo muito mais tolerante.

 

Obrigado.

 

 

Tel Aviv é conhecida como a Bubble, a bolha. É uma cidade moderna, com bares e restaurantes da moda abertos até tarde, com galerias, museus, praia, e muita gente na rua de noite e de dia.

As ruas são seguras e o estilo de vida é comparável ao das grandes capitais europeias.

No entanto, a apenas 50 quilómetros fica Jerusalém, o centro do conflito Israelo-Palestiniano.

Estudantes e jovens profissionais juntam-se aqui depois de cumprirem o serviço militar, e tendo servido o pais, acomodam-se na ignorância.

Nos só queremos poder viver em paz, ter uma vida normal. Também temos o direito de esquecer, disse-me Alon, 29, residente em Tel Aviv.

Mas não é uma opinião geral, e existem manifestações regulares de várias organizações israelitas que lutam pela causa palestiniana e contra o governo vigente. Nos últimos anos estas manifestações têm ganho cada vez mais apoio dos habitantes jovens, na sua maioria seculares.

Mas os problemas parecem distantes, como se existisse um muro invisível à volta da cidade.

A população muçulmana é praticamente inexistente, mesmo em Jaffa, agora chamada Yafo, uma das principais cidades palestinianas antes da criação de Israel em 48.

Em Tel Aviv vive-se numa dimensão paralela.

 

Hebron é a maior cidade da Cisjordânia e é também uma das cidades mais sagradas para Judeus e Muçulmanos pois é o local do Túmulo dos Patriarcas, Abraão, Isaac e Jacob.




 A cidade foi ocupada por Israel em 67 e desde 97 foi dividida em dois sectores, H1 e H2.

 O sector H1 é administrado pela Autoridade Palestiniana, e vivem aí cerca de 120,000 Palestinianos.

 

No fim do bazar da cidade velha fica o sector H2, onde se encontra a Mesquita e a Sinagoga (a antiga mesquita foi dividida) e onde vivem cerca de 30,000 Palestinianos e cerca de 500 colonos Israelitas guardados por cerca de 2000 soldados.



Aqui as ruas estão vazias, as lojas fechadas e os colonos caminham de pistola ao cinto.

 As restrições de movimento impostas pelo exército obrigaram grande parte das lojas a fechar, e os ataques por parte dos colonos sobre a população Palestiniana mantém muitos dentro de casa.





Os colonatos abrangem todo o sector com alguns a debruçarem-se sobre o bazar.

 

Depois de repetidos casos de colonos a despejarem lixo e por vezes, pedras e tijolos, as ruas do bazar estão cobertas por redes de proteção.

Hebron é uma das frentes do conflito Israelo-Palestiniano.