
Tel Aviv é conhecida como a Bubble, a bolha. É uma cidade moderna, com bares e
restaurantes da moda abertos até tarde, com galerias, museus, praia, e muita
gente na rua de noite e de dia.
As ruas são
seguras e o estilo de vida é comparável ao das grandes capitais europeias.
No entanto, a
apenas 50 quilómetros fica Jerusalém, o centro do conflito
Israelo-Palestiniano.
Estudantes e
jovens profissionais juntam-se aqui depois de cumprirem o serviço militar, e
tendo servido o pais, acomodam-se na ignorância.
Nos só queremos
poder viver em paz, ter uma vida normal. Também temos o direito de esquecer,
disse-me Alon, 29, residente em Tel Aviv.
Mas não é uma
opinião geral, e existem manifestações regulares de várias organizações
israelitas que lutam pela causa palestiniana e contra o governo vigente. Nos
últimos anos estas manifestações têm ganho cada vez mais apoio dos habitantes
jovens, na sua maioria seculares.
Mas os problemas
parecem distantes, como se existisse um muro invisível à volta da cidade.
A população
muçulmana é praticamente inexistente, mesmo em Jaffa, agora chamada Yafo, uma
das principais cidades palestinianas antes da criação de Israel em 48.
Em Tel Aviv
vive-se numa dimensão paralela.