A semana passada, a Apple anunciou, entre outras coisas, uma rede social integrada no novo iTunes 10. Descrito como uma espécie de cruzamento entre o Twitter e o Facebook mas exclusivamente musical, o Ping tem dado que falar nos últimos dias, mas nem sempre pelas melhores razões.
Ao ser anunciado, falou-se do desaparecimento do (já quase extinto, mas ainda a tentar recuperar) Myspace, concorrente directo, mas, com imensas limitações, o Ping ainda parece estar em fase de experimentação.
Em menos de uma semana, e apesar de ter sido lançado a nível mundial, muitos foram os utilizadores que não conseguiram ter acesso à rede social. Os que conseguiram, encontraram, no entanto, um vazio imenso. Para uma rede social que pretende ajudar a resolver o problema de encontrar música nova e partilhá-la com os amigos, o Ping tem muito poucos artistas. Segundo uma resposta da Apple ao blog HypeBot, isto acontece porque só se entra como artista na rede através de convite, o que, desde logo, torna a rede muito limitada. Para além disso, encontrar amigos de outras redes no Ping tem sido praticamente impossível.
Se juntarmos a isto tudo a quantidade de spam que tem assolado a rede, a pergunta que fica no ar é: terá sido um erro da Apple antecipar o seu lançamento? Com bom ou mau começo, com ou sem pontos negativos, o certo é que o Ping ultrapassou o primeiro milhão de utilizadores em menos de dois dias. Mas os próximos meses serão fulcrais para perceber se a rede social singra ou não, pois os números de registo não bastam. Muitos são os fãs incondicionais da Apple, o que justifica o crescimento recorde da rede, mas não garante a sua total implementação.