A maiorparte dos profissionais que trabalha com a Internet já ouviu falar do LinkedIn. Para os restantes, basta dizer que o LinkedIn é a maior rede social profissional, com mais de oitenta milhões de membros a nível mundial. Nesta rede, os utilizadores, ao contrário do Facebook e afins, deixam de lado a parte lúdica e focam-se na carreira e no emprego. Em vez da predominância de coisas como oFarmville, o "Poke" ou apontamentos no Mural, pelo LinkedIn proliferam o empreendedorismo, o marketing e a comunicação.
O LinkedIn é usado por muitos para partilhar o seu curriculum vitae, procurar emprego ou iniciar/manter contactos profissionais. Por lá, partilham-se ideias, iniciam-se discussões e oferecem-se oportunidade de carreira.
Mesmo assim, o LinkedIn ainda não é conhecido de muitos portugueses, exactamente por causa da sua especificidade, sendo procurado, na sua maioria, por pessoas ligadas ao marketing, publicidade ou comunicação. No entanto, reza um estudo recentemente avançado pelo projecto LinkedPortugal, já existem 416,625 membros portugueses na rede social.
O estudo [PDF], que avalia o perfil do utilizador português no LinkedIn em 2010, obteve interessantes resultados. Senão vejamos: usando uma amostra de mais de 400 membros, o estudo conclui que a maioria dos utilizadores tem entre 25 e 34 anos de idade e que 80 por cento dos perfis criados "nasceram" nos últimos três anos, sendo de apenas 17% o número de utilizadores que aderiu à rede social há menos de um ano.
Sendo esta uma rede de "networking" é, no entanto, de notar que 37% dos utilizadores sondados tem menos de cem contactos na sua rede e 34% situa-se entre os 100 e os 250 contactos. O consenso chega quando se questiona o principal objectivo da utilização do LinkedIn: 91% dizem que este serve para o reforço das relações profissionais.
Quase metade dos inquiridos revelou que visita a rede todos os dias, mas a maioria não utiliza as diversas aplicações que o LinkedIn oferece (como, por exemplo, a sincronização com o Twitter).
Também o número de empresas registadas no LinkedIn fica muito aquém. A maioria dos inquiridos revela que a empresa onde trabalha ou trabalhou nunca ofereceu emprego via LinkedIn ou promoveu qualquer tipo de produto por lá. Pior: metade admite que a empresa nem sequer consta da rede social.
Se ainda não se familiarizou com esta rede social, talvez este vídeo esclareça algumas dúvidas: