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um blogue de Daniela Espírito Santo

tag: privacidade

Publicado em 21.Dezembro.2012

O Instagram voltou atrás na sua política de privacidade, apresentada aos utilizadores há uns dias. Perante a onda de indignação generalizada na Net, a empresa resolveu pedir desculpas. 

 

A "bomba" caiu no início da semana: o Instagram, agora pertença do Facebook, ia passar a poder usar os dados dos utilizadores do Instagram, inclusive, para fins comerciais. Assim, pelo menos, constava da nova política de privacidade, a ser oficialmente introduzida em janeiro e à qual os utilizadores não podiam fugir. 

 

As novas regras não deixaram boa impressão em quem usa o Instagram para partilhar o seu dia-a-dia e as reações negativas não se fizeram esperar. Em resposta, o Instagram tentou explicar o que se passava numa publicação no blogue oficial, há dois dias, onde garantia que estava a ouvir as queixas dos utilizadores e iria mudar as partes que mais "confusão" poderiam causar. 

 

A resposta oficial não parece ter surtido o efeito desejado e não desacelerou o processo de muitos em retirar todo o seu conteúdo da app e apagar a conta, bem como a procura de outras apps semelhantes para passar a utilizar. Então, a empresa acabou por apresentar um pedido de desculpas mais direto, dizendo que tinha "falhado em comunicar" as "intenções" da empresa "de forma clara" e que iriam manter as directrizes antigas enquanto trabalhavam em novas, tendo em conta o "feedback" dos utilizadores.

 

Kevin Systrom, do Instagram, acabaria mesmo por admitir o erro no "update" da política de privacidade e dos termos de serviço. "Peço desculpa por isso e estou focado em fazer a coisa certa", garantiu. "Vamos reverter a secção de publicidade para a versão original que está em vigor desde que lançamos o serviço em outubro de 2010", explica, falando da alínea mais polémica, onde era dito que a empresa poderia utilizar vender o conteúdo gerado pelos utilizadores. "Eu quero ser muito claro: o Instagram não tem qualquer intenção em vender as suas fotos. Nunca tivemos. Não somos donos das vossas fotos: vocês são", acrescenta. 

 

 Tudo não passou, diz a empresa, de uma falha de comunicação e interpretação das novas directrizes, que vão ser revistas e atualizadas para ir ao encontro dos desejos de quem usa a aplicação diariamente. O certo é que, por exemplo, o National Geographic, que utilizava o serviço com frequência, suspendeu a criação de novos "posts" na app e garante que, se as coisas não mudarem, poderá mesmo encerrar a conta. 

O Instagram já acumula mais de 100 milhões de utilizadores (dados recolhidos antes da polémica). A aplicação voltou a sofrer um "update", com a inclusão de um novo filtro e da possibilidade de login direto via Facebook. 

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Publicado em 18.Dezembro.2012

O Instagram não pára de dar que falar nos últimos tempos. Desta feita, o serviço vai mudar a sua política de privacidade e passar a partilhar os dados dos utilizadores com o Facebook, que os poderá usar para fins comerciais. Muitos já avisaram que vão deixar o serviço. 

 

Parece que a "era de ouro" do Instagram poderá mesmo estar a chegar ao fim. Com mais de cem milhões de utilizadores, esta "app" para smartphones era uma das mais bem sucedidas de sempre mas ultimamente tem dado que falar... pela negativa. 

 

Depois da "guerra" lançada com o Twitter, o serviço, comprado este ano pelo Facebook, volta a deixar os seus utilizadores desgostosos com a mais recente atualização da sua política de privacidade e termos de utilzação, que integra cada vez mais o novo "dono". Segundo o documento, a partir de 16 de janeiro, data em que o mesmo entra em vigor, o Facebook passa a poder utilizar os dados dos utilizadores do Instagram, inclusive, para fins comerciais.

 

Na prática, isto significa que a empresa detentora do Instagram poderá utilizar as fotografias publicadas pelos utilizadores, "vendendo-as" para publicidade, sem que o utilizador receba qualquer tipo de compensação ou seja sequer informado (a alínea onde é possível ler isso está integrada na secção "Rights"/ "Direitos" e pode ser lida aqui).

 

A medida está a levantar muitas questões e a deixar muitos "instagrammers" descontentes. Nas redes sociais, muitos são os que já afirmam que vão deixar de utilizar a aplicação e, até, apagar a conta, para que o Facebook e o Instagram não possam utilizar as suas fotografias sem aviso prévio.

 

Para quem decidir abandonar o serviço e apagar a conta de vez (e é mesmo de vez, pois o serviço não permite a reativação de contas apagadas, nem a reutilização de nicknames), há websites online que permitem o download de todas as fotografias já publicadas. Alguns, como é o caso do Instaport.me, até já têm avisos a explicar que estão a receber muito tráfego e a pedir aos utilizadores para, na eventualidade de uma falha, voltarem a tentar efetuar download daqui a uns dias. 

 

A aliança entre Instagram e Facebook é o principal enfoque desta nova política de privacidade. "Estamos a atualizar a nossa política de privacidade para dar destaque a esta nova colaboração [com o Facebook], mas queremos ter a certeza que o utilizador percebe que continua a ter controlo sobre quem vê as suas fotos", é dito na introdução ao documento. Também no blogue oficial do Instagram o assunto é abordado numa publicação, que já reúne quase 300 notas de utilizadores, na sua grande maioria em oposição à mudança. 

 

As mudanças na política de privacidade do Facebook e afiliados são, desde há pouco tempo, irreversíveis, no sentido em que os utilizadores já não têm o poder de votar nas mudanças apresentadas, dizendo se concordam ou discordam (esta mudança, no entanto, passou relativamente despercebida, pois as votações não eram muito concorridas). Como tal, a única alternativa para os atuais utilizadores que não gostem das alterações é mesmo abandonar o serviço.

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 A Universidade de Deusto, no País Basco, está a braços com um escândalo causado pela divulgação de imagens íntimas de alunos daquele estabelecimento de ensino religioso, alegadamente obtidas com recurso à wifi pública do espaço.


Diversos alunos da Universidade de Deusto, no País Basco, viram recentemente imagens privadas suas a serem espalhadas publicamente pela Internet. Esta universidade, religiosa, já veio a público afirmar que não houve qualquer problema técnico com a sua rede de "wifi" e relembrar que a mesma é livre, pelo que este tipo de coisas pode acontecer.


Segundo o jornal El Mundo, um dos representantes da universidade, San Salvador Roberto, confirma a possibilidade de alguns dos alunos terem sido afetados por este caso, mas garante que não houve qualquer falha no sistema de computadores da universidade, pelo que o problema terá de ter vindo de fora.


Em comunicado, a universidade diz que, "se alguém acedeu a informação" via wifi, "isso só aconteceu porque o proprietário [das imagens] não tomou as necessárias medidas de segurança para evitar o acesso ao seu terminal".  Como tal, o estabelecimento de ensino recomenda que os afetados apresentem queixa junto das autoridades e garante apoio a quem o fizer. "Recomendamos a tomada de medidas de prevenção e proteção dos dispositivos móveis e computadores, especialmente no caso de redes não protegidas, para evitar o acesso e manipulação de dados por pessoas com fins menos desejáveis", é dito.


 
As imagens começaram a ser espalhadas ontem, quarta-feira, pelas redes sociais, como o Twitter e o Facebook, que têm sido, igualmente, utilizados pela universidade para deixar informação sobre o caso. Os vídeos e fotografias parecem ter sido obtidos aquando da sua partilha via WhatsApp, uma aplicação para smartphones que permite conversar em tempo real gratuitamente, através da Internet. Esta aplicação, tal como tantas outras, faz uso da rede wireless que estiver disponível ao utilizador, pelo que, se um utilizador partilhar conteúdo através dela quando estiver ligado a uma rede wifi livre (e não protegida), poderá ser alvo de uma situação semelhante.


 
Diversos estudantes já denunciaram a propagação das fotografias e vídeo íntimos de vários alunos, feita através de computadores e dispositivos móveis, nas redes sociais e aplicações de mensagens instantâneas. Segundo informações do El Mundo, a rede wifi da instituição religiosa foi, no entretanto, cortada para impedir a propagação de mais imagens.

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Publicado em 09.Novembro.2012

O Pinterest agora vai passar a permitir a criação e alimentação de "boards" (ou painéis) secretos. A novidade, ainda em fase de testes, pode atrair mais utilizadores para a popular rede social de partilha de ideias.  

 

O Pinterest tem desaparecido um pouco do "radar" online, mas continua a dar cartas no mundo das redes sociais. A ferramenta ainda é pouco conhecida do público português, mas já é imprescindível para milhões de utilizadores em todo o planeta.


Agora, a rede social de partilha de ideias passou a dar a oportunidade aos seus utilizadores de guardarem "pins" secretamente, através de "boards" (painéis ou quadros de cortiça virtuais) invisíveis aos olhos de terceiros. A medida serve para o utilizador armazenar informação que não quer partilhar com mais ninguém ou apenas com um grupo restrito de pessoas e é uma das funcionalidades mais pedidas por quem utiliza o Pinterest diariamente.

 

A novidade foi apresentada aos utilizadores via email por Ben, um dos elementos da equipa do Pinterest, que aproveitou para explicar a utilidade que a rede social tem tido em diversas áreas. "Ouvimos histórias de professores que usam o Pinterest para planear lições, chefs que partilham receitas e museus que fazem "pins" com os seus arquivos", diz. "Também ouvimos as histórias de milhões de pessoas que se inspiraram para regressar a um antigo hobby ou experimentar algo novo", acrescenta.  

 

Também no blogue oficial do Pinterest a novidade foi destacada, com os "boards" secretos a serem encarados como "um espaço para as coisas que os utilizadores não querem partilhar para já, como uma festa surpresa ou ideias para prendas". Para já, a ideia está ainda em fase de testes, com a empresa a dar a oportunidade a cada utilizador de ter até três "boards" invisíveis.

 

Estes "boards" secretos apenas estarão disponíveis para o utilizador ou um grupo restrito de pessoas escolhidas para o visualizar. Por isso, todos os "pins" que forem adicionados a um painel secreto não estarão visíveis em mais nenhum local no Pinterest. Numa altura em que muita gente já começa a pensar no Natal, este é "o momento perfeito para testar uma das ferramentas mais pedidas pelos utilizadores", garante a empresa, numa publicação feita no blogue oficial. E, a julgar pelas respostas ao "post", a aposta não poderia ter sido mais certeira.  

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Publicado em 10.Setembro.2012

 Anda a circular há uns dias um "aviso de privacidade" que tem por objetivo salvaguardar os dados dos utilizadores na rede social Facebook. O embuste já é antigo, mas voltou a ganhar força, desta feita traduzido para português. 

 

 O Facebook, como principal rede social da atualidade, é um veículo de informação poderoso. Nele, são partilhados milhares de links a cada segundo e publicados milhares de posts a cada instante. A velocidade de partilha é tão grande que muitos descuram a leitura atenta do que partilham, gerando fenómenos virais mais ou menos aleatórios.

 

Não é preciso ir muito longe para ver casos assim: há umas semanas, uma crónica de Margarida Rebelo Pinto voltou à baila depois de alguém ter reavivado um link antigo, onde a escritora demonstrava o seu desprazer pelas "gordinhas". Também recentemente Portugal "ganhou" uma medalha nos Paralímpicos bem antes de o chegar a fazer, a crer pela timeline de muitos portugueses, que partilharam em massa um link de um prémio europeu, sem atentar à data de publicação do artigo. 

 

O fenómeno, não sendo novo, apanha sempre muita gente desprevenida. O caso mais recente prende-se com um "aviso de privacidade" que tem sido partilhado no Brasil e, posteriormente, em Portugal, onde se lê, em português, que o Facebook é uma "entidade de capital aberto" (com ações na bolsa) e que a única forma de proteger os seus dados da utilização pública dos mesmos pela rede, sem autorização, é colando um texto "legal" algures no mural, a rejeitar tal possibilidade. O texto termina com um "código", que corresponde a um conjunto de leis vigentes nos EUA e que em nada têm que ver com o caso. 


Tal como foi dito anteriormente, este texto não é novo, tendo dado que falar há uns meses no mundo anglo-saxónico, quando foi partilhado até à exaustão. Na altura, o site Snopes.com analisou o seu conteúdo e colocou a confusão em pratos limpos. 

 

Ora, o texto em nada muda a política de utilização da rede social, que todos aceitamos no momento em que nos inscrevemos e que pode ser facilmente consultada online. O Facebook, legalmente, apenas torna público o conjunto de informações que o utilizador assim entender, pelo que transcrever o texto para o mural em nada vai mudar as definições existentes na conta. Para proteger conteúdo e informação que não quer ver pública, o utilizador deve começar por analisar, passo a passo, todas as permissões que dá à rede social. As "Definições de Conta", opção que aparece ao clicar na "seta" do canto superior direito, na página do Facebook, é um bom lugar para começar. 

 

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Publicado em 26.Junho.2012

 O Facebook trocou o email de contacto, visível na página de cada utilizador, para o email "@facebook.com" associado a cada conta. Esta mudança repentina está a revoltar muitos utilizadores.

 

O Facebook já não é nada estranho a polémicas, especialmente no que diz respeito a assuntos relacionados com privacidade. Cada vez que executa uma mudança (sem dar alternativa) nas suas páginas, um coro de utilizadores protesta. 

 

Desta vez, a maior rede social do planeta decidiu mexer no email que cada utilizador tem visível na sua página como forma de contacto, alterando todos para o email @facebook.com, criado automaticamente para cada uma delas.  A mudança foi "apanhada" por um blogger, que, ao descobrir que o seu email de contacto principal tinha sido substituído na página pelo do Facebook, partilhou a descoberta.

 

A medida foi passando de boca em boca, com muitos a queixarem-se do facto de não terem sido consultados ou avisados antes da mudança, e culminando em artigos em diversas publicações.

 

Como o procedimento é automático, quem não concordar com essa mudança de email principal terá de mexer nas definições. Assim, todos os utilizadores que quiserem voltar a ter o seu email pessoal como forma de contacto principal no Facebook terão de proceder à alteração manualmente, indo a "Sobre" (do lado esquerdo, por baixo da fotografia, para quem tem a nova Timeline) e escolhendo a opção "Informação de Contacto", onde deverá editar o email presente e colocar o que pretender. Para que o email do Facebook deixe de estar visível, terá de o retirar da lista seleccionada. 

 

A mudança pode parecer pequena para alguns, mas causou uma onda de indignação na Internet, com muitos utilizadores a protestarem pela alteração não autorizada. De facto, muitos escolhem ter o email (profissional, muitas vezes) vísivel para poderem ser contactados e o email @facebook.com não será, certamente, a primeira escolha de muita gente. Aliás, muitos nem tinham ainda esse email, que foi disponibilizado de forma opcional até agora. Assim, a cada conta corresponde, agora, um email normalmente correspondendo ao "nickname" que os utilizadores adotam na sua página. As mensagens enviadas para esse email são automaticamente reencaminhadas para a sua Caixa de Mensagens no Facebook. 

 

Em declarações à imprensa, um porta-voz da rede social garantiu que a mudança foi "anunciada em abril" e que o "update" dos contactos no Facebook está a ser feito para que os contactos disponíveis sejam "consistentes em todo o site". "Para além de toda a gente receber um email, estamos a oferecer uma nova possibilidade para que as pessoas decidam que email querem que esteja visível na sua timeline", explica.

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Publicado em 18.Janeiro.2011

Em Espanha vai ter lugar, esta semana, um debate judicial peculiar. Em cima da mesa estará o direito ou não de "apagarmos" o nosso rasto na Internet, nomeadamente no motor de busca Google.

 

Dezenas de queixas foram feitas à Agência de Protecção de Dados espanhola relativamente a resultados de indivíduos no motor de busca. Essas pessoas querem que a Google "apague" certos links para outros websites da sua base de dados, de forma a que não apareçam nas pesquisas. A Google decidiu recorrer da decisão da Agência, que deu parecer favorável a quem solicitou tal remoção, dando origem a uma discussão sem precedentes na história da Internet.

 

Segundo revela a Agência Lusa, dos 60 recursos apresentados contra a Google, a Audiência Nacional, tribunal que julgará o caso, escolheu cinco para exporem os seus argumentos e servirem de "modelo" para as decisões a tomar nos restantes recursos.  

 

Recapitulando: não é pedido à Google que apague páginas com informação sobre determinados indivíduos, até porque a empresa nada tem a ver com essas páginas. O que é pedido é que o motor de busca apague o registo de que esses sites existem, pura e simplesmente, para que não apareçam quando se fizer uma pesquisa sobre a pessoa em causa. Isto inclui artigos de jornais, informações oficiais, blogues, websites normais... tudo o que alguma vez foi publicado sobre determinada pessoa.

 

A decisão desapontou o director de relações externas da Google, adianta a Lusa, pois, segundo as leis espanhola e europeia, cabe a quem publica a responsabilidade pelo contéudo que for publicado, pelo que, a haver decisão de eliminação de dados, esta deveria recair sobre as publicações propriamente ditas.

 

"Exigir a intermediários, como motores de busca, que censurem material publicado por outros teria um impacto profundo e preocupante na liberdade de expressão", afirma, preocupado com a falta de garantia de "protecção da privacidade das pessoas".

 

Caso as audiências confirmem as ordens da Agência de Protecção de Dados, então a Google terá mesmo de fazer a eliminação das informações da sua base de dados, tendo de usar robots de busca para fazer com que o motor de busca "salte" à frente sempre que encontrar determinados resultados, sem os apresentar. A informação, essa continuará acessível através dos links directos, será apenas mais difícil de encontrar sem ajuda do maior motor de busca do planeta.

 

O direito a "ser esquecido" na Internet

 

O presidente da Agência Espanhola de Protecção de Dados, Artemi Rallo, em entrevista ao El Mundo, aponta o dedo à Google por contribuir para a difusão de dados. A seu ver, os motores de busca têm um papel importante a desempenhar no direito dos utilizadores a serem "esquecidos" na Internet. Esse direito, explica, não é uma coisa nova, mas sim uma expansão do "direito de cancelamento de dados e do direito de oposição".

 

Sendo assim, aquilo que se pede à Google e a outras empresas do ramo, entende, não é nada de novo, mas assenta num "direito pré-existente no país desde 1992".

 

"Não existe um direito global de difusão de dados na Internet. O que acontece é que o mesmo é aceite pelos seus benefícios implícitos", adianta. Por isso mesmo, "se existir uma ordem de retirada ou suspensão e esta não for cumprida (sempre que for tecnicamente possível), também há responsabilidades" por parte de quem não a cumpre.

 

Desta forma, a responsabilidade pelos dados divulgados na Internet é "partilhada entre o site em que os dados são efectivamente publicados e pelo motor de busca", que ajuda na sua difusão.

 

Com a crescente onda de pedidos de retirada de informação da Internet por parte de utilizadores espanhóis, Rallo não acredita que os "o direito dos utilizadores em controlar os seus próprios dados na rede" são suficientes, pelo que espera que a legislação comece a acompanhar as necessidades do mundo online.

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O Governo alemão apresentou um projecto de lei relativo à privacidade no local de trabalho. Entre as propostas, incluem-se restrições na colocação de câmaras de videovigilância. Até aqui, nada de novo ou fora do vulgar. A grande novidade surge com a inclusão no projecto de lei de medidas restritivas relativamente à utilização das redes sociais para descobrir mais informação sobre os empregados ou candidatos a uma posição na empresa.

 

Se a medida for avante, um fenómeno cada vez mais recorrente torna-se proibido na Alemanha: pesquisar informação pessoal de um empregado/candidato no Facebook ou Twitter. No entanto, continua a ser possível aceder a sites de networking, como o popular LinkedIn, para pesquisar informação profissional dos candidatos. 

 

Em declarações à AP, Peter Schaar, comissário alemão para a protecção de dados e liberdade de informação, refere que o projecto tem como missão produzir "uma melhoria substancial" na forma como são tratados os "dados de funcionários". 


O projecto de lei surge semanas depois da proibição da entrada do Google Street View na Alemanha, país extremamente zeloso no que diz respeito a questões de privacidade. A medida já recebeu o apoio da chanceler Angela Merkel e poderá ser aprovado ainda este ano pelo Parlamento.


Um pouco por todo o Mundo, começam a surgir casos de despedimentos e processos instaurados por empresas contra empregados por afirmações feitas nas redes sociais. Também em Portugal, a TAP enfrentou um problema semelhante em Janeiro, quando um grupo de trabalhadores discutiu assuntos da empresa no Facebook. Na altura, o Ministério do Trabalho acompanhou o caso, mas ainda não há legislação concreta em Portugal relativamente à utilização de redes sociais para "vigiar" empregados. 

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Daniela Espírito Santo
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Entusiasta das redes sociais e do jornalismo móvel. Presente no top 25 de jornalistas portugueses no Twitter, em 2009. Nos tempos livres, é voluntária em associações de solidariedade social e frequentadora assídua de festivais e concertos. Obrigado por visitar.
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