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Nós na Rede

um blogue de Daniela Espírito Santo

Publicado em 04.Fevereiro.2012

Hoje o Facebook faz oito anos. Entre amores e ódios, actualizações bem-vindas e mudanças menos aceites, esta rede social mudou o Mundo em menos de uma década.

 

Hoje é dia de festa para os lados de Menlo Park, Califórnia. E não é para menos: o Facebook, a maior rede social do Mundo, está de parabéns. Já lá vão oito anos desde a sua criação, uma "viagem" atribulada que mudou para sempre a forma como a Humanidade se relaciona (online e offline) e que deu origem a diversos livros e, até, a um filme líder de bilheteira e vencedor de três Óscares

 

Numa mensagem deixada no Facebook (como não poderia deixar de ser), o grupo responsável pela rede social agradece aos seus utilizadores. "É o nosso aniversário e queremos agradecer-vos por estes oito anos fantásticos.Vocês continuam a inspirar-nos para que possamos fornecer um serviço que vos ligue facilmente às pessoas e coisas de que mais gostam", é dito.

 

Este post, partilhado perto das 10h00 de hoje (hora de Portugal), já acumula mais de 189 mil "gostos" e causou mais de 31 mil comentários, a maioria positivos (mas algumas queixas também são visíveis, especialmente sobre a malfadada Timeline que o FB pretende implementar em todos os perfis brevemente). 

 

Mas, em semana de aniversário, o Facebook foi notícia por outra forte razão: a sua tão aguardada entrada na bolsa de valores, prevista para Maio. Esta novidade, esperada há já muito tempo, é uma prenda milionária para muitas das pessoas que apostaram na rede social no seu início. 

 

O grande "aniversariante" de hoje é, mesmo assim, Mark Zuckerberg, amado e odiado em iguais partes, mas indissociável da marca Facebook, que construiu.  Hoje em dia, a rede social criada por brincadeira num dormitório de Harvard e, inicialmente, limitada a estudantes, já tem mais de 800 milhões de utilizadores (cerca de 40% de todos os utilizadores mundiais de Internet) e não pára de crescer. Na rede, não há outro site mais visitado depois do motor de pesquisa Google (por agora). 

 

O certo é que, quer se goste ou não, o Facebook é incontornável nos dias que correm. Consegue imaginar a sua vida sem esta ferramenta? 

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Publicado em 02.Fevereiro.2012

Agora é mesmo verdade: o Facebook vai entrar na bolsa em Maio e anunciou a decisão em plena semana de aniversário. Mark Zuckerberg, no entanto, vai continuar a ser o maior accionista da empresa. 

 

Já há muito que se fala da antecipada entrada do Facebook na bolsa, mas, até agora, os rumores sempre se provaram pouco acertados. Ontem à noite, no entanto, percebeu-se que o burburinho em volta do Facebook nos nas últimas semanas era premonitório: o Facebook vai mesmo entrar na bolsa. 

 

A novidade, das mais esperadas no mundo tecnológico nos últimos anos, levou uma avalanche de curiosos até ao website da Securities Exchange Commission, responsável pela regulação do mercado de capitais norte-americano, na esperança de ver todos os detalhes do documento de apresentação da Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês) do Facebook. E não é para menos: os analistas acreditam que esta poderá ser a maior IPO de uma empresa online de sempre, podendo ser avaliada em cem mil milhões de euros, diz a Reuters. E isto são apenas valores iniciais... 

 

No prospecto da IPO da empresa, com centenas de páginas, é dito que a rede social, que esta semana comemora o seu 8.º aniversário, pretende angariar cinco mil milhões de dólares, mas os analistas esperam ganhos na ordem dos dez mil milhões.Até porque a empresa, só em 2011, conseguiu garantir mil milhões de dólares em lucro e já deu muitas provas de que tem um futuro promissor pela frente.

 

 

Perante a novidade, Wall Street fechou quarta-feira em alta, com o Dow Jones e o Nasdaq em crescendo. No entanto, a empresa só deverá entrar na bolsa de valores em Maio. 

 

Quem é que vai ganhar com a entrada na bolsa?

Apesar da aposta na bolsa, o Facebook vai continuar a ser gerido por Mark Zuckerberg. Quem o garante é o próprio, que fez questão de avisar que lhe caberá na mesma o controlo da empresa, como maior accionista. 

 

Mark Zuckerberg é dono de 533,8 milhões de acções (cerca de 28% do total), ficando com 56,9% dos direitos de voto total. Dustin Moskovitz, co-fundador, tem, por sua vez, 133,8 milhões de títulos. Peter Thiel, que ajudou a pagar o arranque da ideia, tem em sua posse 44,7 milhões de acções e Sheryl Sandberg, responsável operacional, 1,9 milhões de acçõe. Depois, a Accel Partners e a Digital Sky Technologies, empresas que investiram no Facebook inicialmente, possuem 16,8% da rede social. 

 

O que ficamos a saber sobre o Facebook

Na sua IPO, o Facebook alguns dados sobre a empresa. Por exemplo, sabia que a rede social tem cerca de 845 milhões de utilizadores activos mensais? Em Dezembro, por exemplo, o Facebook conseguia ter 483 milhões de utilizadores por DIA na rede, sendo que metade dos utilizadores já acede à maior rede social do planeta via telemóvel (425 milhões de pessoas por mês).

 

Ainda segundo a empresa, nos três últimos meses do ano passado os utilizadores do Facebook fizeram 2,7 mil milhões de "gostos" e comentários por dia. Ah, e só num dia, 250 milhões de fotografias são inseridas na plataforma.

 

A maioria do capital ganhou pela empresa vem da publicidade, como seria de esperar. Mas a novidade é que os jogos da Zynga (FarmVille, Mafia Wars e outros que tais) contribuem, revela a empresa, com 12% das receitas.

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Publicado em 30.Janeiro.2012

O Google+ vai receber mais uns quantos utilizadores esta noite. A razão? Barack Obama. O presidente norte-americano vai responder a perguntas dos eleitores em directo num Hangout do Google+. Saiba mais.

 

É conhecida a ligação de Barack Obama às redes sociais. O presidente norte-americano tem presença em tudo quanto é rede e sabe fazer uso das contas que tem online para entrar em contacto com o eleitorado.

 

Desta feita, Barack Obama vai usar a recente conta da Casa Branca no Google+ para falar com os eleitores. O encontro (ou "Hangout") vai acontecer esta noite, entre as 17h30 e as 18h15 locais (22h30/23h15 em Portugal). 

 

Este era o passo natural para Obama, que já participou em diversas iniciativas interactivas noutras redes sociais, como o LinkedIn, o Facebook ou o Twitter. As perguntas a que Obama vai responder chegaram via Youtube, onde foi disponibilizado um vídeo a pedir o contributo dos norte-americanos para o debate. Mais de 200 mil pessoas participaram na iniciativa, garante o Mashable, deixando as suas questões e votando nas que gostariam de ver respondidas. As mais votadas foram seleccionadas e serão respondidas hoje. Seis dos utilizadores que colocaram questões vão, inclusive, participar na conversa em directo com Barack Obama.

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Publicado em 30.Janeiro.2012

Uma fotografia da nova campanha de troca de livros da FNAC causou indignação nas redes sociais. A marca, que dizia num anúncio "Troque os Maias pela Meyer", decidiu retirar o mesmo depois de ver as respostas deixadas pelos utilizadores no Facebook. 

 

 A campanha "Cultura Renova-se", da FNAC, até poderia ter a melhor das intenções, mas um pequeno erro de cálculo estragou o plano nas redes sociais. Partindo da premissa de que cada livro usado entregue na loja vale cinco euros para gastar em novos livros, a FNAC fez alguns anúncios de promoção da iniciativa, que vai doar o material usado à AMI. Um deles captou a atenção de um utilizador do Facebook que rapidamente fez chegar a mensagem às redes sociais. A fotografia, que mostra a frase "Troque os Maias pela Meyer" (autora dos livros de Crepúsculo), depressa correu os murais de muitos utilizadores portugueses, indignados com a comparação. 

 

E, como o mal estava feito nas redes, foi no Facebook que a FNAC se justificou, para acalmar os ânimos. "Gostaríamos de começar por esclarecer que a FNAC respeita a opinião dos fãs e nunca apaga comentários do seu Facebook, seja qual for o conteúdo da mensagem". Começa assim a declaração da empresa, no seu Facebook, intitulada "Campanha de Trocas FNAC", onde a empresa garante que a iniciativa tem como "objetivo incentivar o interesse do público em geral por novos produtos e conteúdos culturais" e "mobilizar as pessoas para um gesto solidário". 

 

"Acontece que a ideia desta campanha assenta num aproveitamento das semelhanças fonéticas dos títulos das várias obras emblemáticas, com um tom humorístico, mas sem qualquer intenção de juízo de valor e sem nunca pretender desvalorizar as obras citadas", dizem. 

 

Mesmo assim, e perante as reacções online, a FNAC diz que vai "retirar este tema da campanha". "Aproveitamos para apresentar as nossas sinceras desculpas pelo desconforto que possa ter causado um dos temas da campanha". 

O pedido de desculpas da empresa já acumula mais de 200 "gostos" e foi partilhado mais de 60 vezes. Os comentários também já se acumulam, na sua maioria positivos à tomada de posição da FNAC, que, apesar de retirar o anúncio da discórdia, mantém a campanha

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Publicado em 26.Janeiro.2012

22 países da União Europeia, incluindo Portugal, assinaram esta quinta-feira o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement ou Acordo Comercial Anti-contrafacção, em português). Na Polónia, as pessoas saíram à rua para protestar a adesão.

 

O ACTA, um acordo que já anda a ser negociado mundialmente desde 2007 e poderá afectar a liberdade de expressão na Web, foi assinado hoje em Tóquio e levou milhares para as ruas da Polónia, em protesto contra a decisão. Também online já se começaram a ver as primeiras reacções, com os websites do Governo polaco a serem atacados por hackers. O acordo foi assinado, também, por Portugal e países como França e Itália, mas não há, até à data, registo de outros protestos significativos.

 

 As redes sociais não ficaram indiferentes às novidades e a agitação já invadiu o Facebook. A maiorparte dos grupos e páginas que se encontram numa pesquisa básica à maior rede social do planeta é, ainda assim, de origem polaca, e muitos já existem há alguns meses. Destaque para a página "Anti ACTA", que já tem mais de 25 mil fãs.  No Twitter, a hashtag que está a ser utilizada para protestar contra a assinatura é #ActAgainstACTA.

 

O ACTA tem como principal objectivo uniformizar as medidas de combate às violações das leis de propriedade intelectual a nível mundial. A medida não afectará só a pirataria online, pois seria aplicada a todas as áreas, impedindo, por exemplo, a venda de produtos falsificados. 

 

 Outros países já assinaram o acordo anteriormente, incluindo os EUA, Canadá e Japão, que o fizeram em Outubro de 2011. Apesar de já existir há alguns anos, o acordo voltou à baila devido às novas assinaturas e muito por "culpa" do mediatismo da SOPA e PIPA norte-americanas. O acordo, no entanto, é defendido por muitos detentores de direitos de autor, claro está. Quem critica aponta, sobretudo, o secretismo que envolve o acordo e o facto de ter avançado pelos sistemas legais de diversos países muito rapidamente, "disfarçado" de um acordo de troca comercial, quando na realidade tem mais a ver com direitos de autor. 

 

Os únicos países europeus que ainda não assinaram o ACTA foram a Eslováquia, a Alemanha, o Chipre, a Holanda e a Estónia, mas está previsto que o façam muito brevemente. O Parlamento Europeu, mesmo assim, ainda não aprovou o acordo, que deverá ser discutido em Maio e votado em Junho.

 

Com o intuito de impedir que tal aprovação seja conseguida, um grupo designado de "La Quadrature du Net" está a incentivar os europeus para a "luta". Num comunicado que pode ser lido na Internet, o grupo diz que, "depois dos protestos online de há uns dias contra a SOPA e a PIPA", a cerimónia de hoje do ACTA é "o sinal de que a democracia está a ser contornada para impor políticas que afectam a liberdade de comunicação e inovação a nível mundial". O grupo deixa, ainda, no seu website (a que é, neste momento, muito difícil de aceder) uma lista de passos que os europeus podem seguir se quiserem protestar contra o acordo. 

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Publicado em 25.Janeiro.2012

Os "iFans" que se preparem: amanhã arranca oficialmente a edição 2012 da Macworld. Os rumores já se adensam, com destaque para uma possível homenagem a Steve Jobs (feita pela própria Apple) e data de lançamento do iPad 3.

 

Está quase a começar mais uma edição da Macworld, baptizada este ano de iWorld 2012. Entre as possíveis novidades a apresentar, o iPad 3 é o mais aguardado anúncio, com rumores a circular em sites especializados de que já estará mesmo em produção. Há quem adiante, no entanto, que o cobiçado aparelho não será apresentado durante o certame, mas sim no dia 24 de Fevereiro, data do aniversário de Steve Jobs, pelo que os devotos da Apple terão mesmo de esperar pela confirmação oficial.

 

Com centenas de exibições previstas e milhares de participantes, esta é a maior celebração à escala mundial da Apple e do estilo de vida associado aos seus produtos. O evento decorre no Moscone Center West de São Francisco, entre amanhã e sábado, e contará, diz-se, com mais de vinte mil entusiastas presentes. O iWorld vai ser composto por diversas novidades relacionadas com o mundo Apple, desde aplicações produtos feitos a pensar no iPhone ou no iPad a obras de arte inspiradas na empresa. A festa, mesmo assim, já começa hoje, com um concerto dos Modest Mouse a antecipar as festividades de amanhã.

 

Para além das habituais palestras e workshops, o iWorld 2012 vai dar destaque à produção cultural inspirada pela empresa da "maçã", com o "Music Experience", por exemplo, a prometer dar que falar ou, pelo menos, que ouvir. O projecto pretende "celebrar a forma como a tecnologia da Apple puxa os limites da inovação na produção e apresentação de música", diz o comunicado oficial, que adianta uma variada lista de "génios musicais" (maioritariamente DJ's) que vão estar presentes para provar isso mesmo.

 

Também o cinema terá o seu espaço no evento, com a apresentação do "iPhone Film Festival", uma cerimónia em que serão mostrados pela primeira vez filmes criados com recurso ao famoso aparelho da Apple. A conhecida série "South Park" também vai aparecer no evento, com a estreia de um episódio e oportunidade para tirar dúvidas com os criadores da série sobre os métodos utilizados para fazer chegar os desenhos animados até aos nossos ecrãs.

 

Os bilhetes que dão acesso ao recinto variam entre os 25 e os 125 dólares. Todas as actividades que esperam os devotos "seguidores" da Apple no local estão disponíveis para consulta em http://www.macworldiworld.com/ifan/ ou, como não poderia deixar de ser, através de uma aplicação para iPhone e iPad chamada iWorld Mobile Show Guide.

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Publicado em 23.Janeiro.2012

A página de Cavaco Silva no Facebook tornou-se num verdadeiro tutorial sobre poupança. Depois das declarações polémicas do presidente sobre a sua reforma, muitos portugueses aproveitam a página oficial de Cavaco no Facebook para partilhar sugestões e pedir conselhos de governação doméstica ao PR. 

 

O último "post" da página, que data de 14 de Janeiro, já tem mais de quatro mil comentários e está pejado de pedidos de esclarecimento e manifestações irónicas de "solidariedade". Há, até, quem peça dicas a Cavaco Silva para aprender a melhor viver com tão pouco dinheiro. "Se o Presidente não se governa com 12 mil euros como é que eu, com 62 anos, me posso governar com 187? Poderia dar-me uma resposta?", pede uma das utilizadoras que decidiu deixar a sua mensagem no mural de Cavaco Silva.

 

Há, também, quem lhe deixe sugestões para fazer face à falta de dinheiro como, por exemplo, emigrar. "Tal como o Sr. Primeiro Ministro aconselhou a muitos portugueses, se as coisas se tornarem insustentáveis, sempre pode considerar ser Presidente da República Portuguesa no Estrangeiro. Emigrar é a melhor solução", sugere um utilizador no Facebook, enquanto outro ensina Cavaco Silva a poupar 10% na conta da electricidade. 

 

Aliás, muitas têm sido as brincadeiras que resultaram das declarações do professor, que já tem direito a mil e uma páginas de "apoio" e é retratado em diversas montagens em trajes andrajosos. No Facebook, existem campanhas de solidariedade para ajudar a pagar as contas de Cavaco e tirá-lo da "miséria", grupos SOS que alertam para o problema do político e prometem fazer uma "vaquinha" para fazer frente às despesas e até páginas de fãs para "ajudar Cavaco Silva, o pobrezinho", sendo que esta última já ultrapassa os quatro mil fãs. 

 

Ainda no Facebook, foram criados eventos em que se apela à solidariedade dos portugueses para com Cavaco Silva. "Vamos Ajudar o Cavaco",  por exemplo, tem já mais de 300 confirmações de "ajuda" e acumula mais de quatro mil convidados. Foi, ainda, "criada" uma "Liga Portuguesa dos Amigos do Cavaco", que pretende ajudar o Presidente da República a "terminar o seu mandato com dignidade".

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Publicado em 18.Janeiro.2012

 A Internet está em greve esta quarta-feira. Descubra porquê.

 

Diversas plataformas, utilizadas pelos internautas diariamente, decidiram limitar, esta quarta-feira, os seus serviços como forma de protesto contra duas propostas de lei antipirataria que os EUA podem aprovar nos próximos dias. Sites como a Wikipédia, Wordpress ou Reddit estão, hoje, de "luto" pela Internet.

A medida surge para demonstrar aos utilizadores como seria a Internet se as leis fossem aprovadas pelo congresso norte-americano. O "Protest IP Act" (PIPA) e o "Stop Online Piracy Act" (SOPA) são duas propostas de lei que, a serem aprovadas dia 24 de Janeiro, obrigariam os donos de website a pré-censurar os conteúdos alojados por outrém, impondo regulamentos restritos aos negócios online.

 

Websites como a Google, o Youtube ou Wordpress, que vivem de conteúdos colocados pelos utilizadores, deixariam de conseguir desenvolver o seu negócio de forma normal, pois todo o conteúdo teria de ser escrutinado. A título de exemplo, os vídeos de "covers" que povoam o Youtube deixariam de ser publicáveis, pois os seus autores estariam a violar os direitos dos artistas que imitassem e poderiam, até, ser presos por cometer essa infracção.

 

Alguns nomes sonantes do mundo online juntaram-se a este protesto. Enquanto alguns websites, como o Reddit, decidiram mesmo não permitir o acesso a nenhum conteúdo durante 24 horas, outros optaram por formas mais simbólicas de dar a cara contra a proposta de lei. A pesquisa do motor de busca Google, por exemplo, aparecia com o logo da marca "censurado". Na altura em que este artigo foi escrito, no entanto, a versão inglesa do motor de busca já não tem o logo a negro, mas apresenta, por baixo das opções de pesquisa, a frase "Tell Congress: Please don't censor the web!" (Diga ao Congresso: Por favor, não censurem a web!"), com uma hiperligação para a posição da empresa relativamente à possível lei.

 

"Combater a pirataria online é importante. A maneira mais efectiva de deitar abaixo sites pirata é através de legislação específica que lhes retirasse fundos. Não há necessidade de obrigar as redes sociais, blogues e motores de busca norte-americanos a censurar a Internet ou deixar de lado leis existentes que possibilitaram o crescimento da Web, gerando milhões de empregos nos EUA", garante a Google. 

 

Já a Wikipédia inglesa decidiu mesmo não permitir o acesso a conteúdo na língua original, deixando antes uma mensagem contra a lei, onde se pode ler "Imagine um mundo sem conhecimento livre" e encontrar mais informação sobre a SOPA e a PIPA. As restantes versões da Wikipédia estão a funcionar, tendo a equipa deixando a possibilidade às comunidades locais de participarem ou não do protesto. Na versão portuguesa, por exemplo, está tudo funcional, mas é possível ver, em cima, um banner onde se lê "A Wikipédia precisa que a Internet permaneça livre", com um link para informação em português sobre o assunto. 

 

Muitas têm sido as formas de protesto criativas que surgiram deste movimento. Vídeos, montagens, "cartoons", poemas... tudo tem servido como "arma" contra as possíveis leis, que limitariam a liberdade de expressão de quem utiliza a Internet todos os dias. A Web deve voltar ao normal a partir das cinco da madrugada.

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Daniela Espírito Santo
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Entusiasta das redes sociais e do jornalismo móvel. Presente no top 25 de jornalistas portugueses no Twitter, em 2009. Nos tempos livres, é voluntária em associações de solidariedade social e frequentadora assídua de festivais e concertos. Obrigado por visitar.
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