Outubro 2010 - Posts

1 em cada 100 animais pode desenvolver diabetes

31/10

2010

às 17:22

 

Um em cada 100 cães e gatos portugueses poderá desenvolver diabetes animal (diabetes mellitus), uma doença que ainda está subdiagnosticada em Portugal e que, quando não tratada, poderá causar a morte. Aproveitando o mês em que se assinala o dia da diabetes humana (14 de Novembro), a Intervet/Shering-Plough promove, pela primeira vez em Portugal, o “Pets Diabetes Months” (Mês da Diabetes dos Animais de Companhia), com o intuito de sensibilizar os médicos-veterinários e a população em geral. No sentido de incentivar o diagnóstico precoce da doença, a empresa associou-se ao laboratório de análises clínicas veterinárias INNO, que irá disponibilizar exames de diagnóstico a preços mais baixos.  De acordo com Rodolfo Neves, médico-veterinário da Intervet/Shering-Plough, à semelhança da diabetes humana, também a diabetes animal resulta de uma produção insuficiente ou inexistente de insulina por parte do pâncreas. Os donos dos cães e gatos devem estar alertas para os sintomas desta que é também conhecida como a doença dos 4 P’s:- Poliuria (urinar em excesso);- Polidipsia (beber água em excesso);- Polifagia (aumento do apetite);- Perda de peso  Caso o animal apresente um ou mais destes sintomas, deve ser encaminhado para o médico-veterinário, que lhe fará uma colheita de sangue e de urina para verificar se há presença de glucose. “Como os animais começam a comer mais, produzem mais glucose e o rim começa a excretar glucose na urina”, explica Rodolfo Neves, acrescentando: “Se o animal não for tratado, como há um défice nutricional, perde peso, apesar de comer mais. Começa então a processar gordura, o que conduz à libertação de substâncias tóxicas, e o animal morre”. A diabetes surge sobretudo em animais de meia-idade e tem uma maior prevalência nas cadelas inteiras (não esterilizadas) e nos gatos castrados.

 

No caso dos cães, a diabetes causa uma perda total e definitiva das funções do pâncreas, pelo que o tratamento terá que ser feito durante toda a vida. Nos gatos, na fase inicial podem ser-lhes administrados apenas comprimidos, que induzam à produção de insulina, podendo haver uma reversão da doença. Animais com excesso de peso, uma vida sedentária ou com outro tipo de problemas no pâncreas estão mais propensos ao desenvolvimento da diabetes, sublinha Rodolfo Neves.  Quando a doença é diagnosticada, o animal tem que ficar internado para que o médico-veterinário consiga determinar a dose certa de insulina a administrar. Uma vez em casa, os donos deverão administrar-lhe a dose recomendada de insulina veterinária, de 12 em 12 horas, preferencialmente antes das refeições, diz o médico-veterinário. Há também que ter a preocupação de controlar os índices de glicemia, com recurso a um aparelho semelhante ao utilizado para a diabetes humana, e de dar aos animais refeições nutricionalmente equilibradas e sempre à mesma hora.  

 

Animais com diabetes podem levar uma vida perfeitamente normal, embora a esperança média de vida diminua e fiquem mais sujeitos a infecções.

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Morreu a maior pitão do mundo

31/10

2010

às 12:17

 Foto: Columbus Zoo and aquarium

Fluffy, a pitão reticulada mais comprida do mundo, morreu no dia 26 no Columbus Zoo and Aquarium, no estado americano do Ohio , onde vivia, devido a um tumor, anunciou o parque zoológico. Este réptil - com 18 anos, 7,2 metros de comprimento e 112 quilos - detinha o título de cobra mais comprida do mundo pelo Guiness World Records.  Fluffy chegou àquele parque zoológico em Março de 2007 e tornou-se na grande atracção, um mês depois, quando fez o seu aparecimento em público. No início, ela estava apenas emprestada ao Columbus Zoo and Aquarium, mas este acabou por se tornar a sua casa permanente.  “Quando os visitantes do jardim zoológico viram Fluffy pela primeira vez, experimentarem muitas emoções, como admiração, curiosidade e até medo”, referiu, em comunicado, Dale Schimdt, presidente da instituição. “Todos criaram uma certa ligação a ela, o que lhes permitiu conhecer um pouco mais sobre as cobras e esclarecer alguns mitos”. Os resultados preliminares da necrópsia, realizada na Universidade de Medicina Veterinária do Ohio, mostraram a presença de um tumor no ovário.  As pitões reticuladas não são venenosas e são originárias das florestas tropicais do sudeste da Ásia. São os répteis mais compridos do mundo, medindo entre três a seis metros de comprimento. O padrão da sua pele funciona como uma espécie de camuflagem, protegendo-a dos seus predadores. Alimentando-se sobretudo de pequenos mamíferos, como os roedores, as pitões maiores comem também porcos selvagens, veados e primatas. Estes répteis são muito procurados pela sua pele, o que faz com que algumas espécies estejam ameaçadas.

 

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Urso Knut pode estar a ser vítima de bullying

30/10

2010

às 12:49

Knut, o urso do Zoo de Berlim que ficou mundialmente famoso por ter sido criado a biberão pelo tratador, depois de ter sido rejeitado pela mãe à nascença,  pode estar a ser vítima de bullying por parte das três fêmeas que com ele partilham o espaço, noticiou, esta semana, o jornal britânico Daily Telegraph citados jornais alemães. Durante várias semanas, Knut (actualmente com três anos) viveu na mesma casa com a mãe, Tosca, e duas outras fêmeas, Nancy e Katjuscha. De acordo com o mesmo jornal, num vídeo recentemente divulgado é possível ver Katjuscha a morder o pescoço de Knut, para o afastar da comida, acabando este por cair à água. Mas o tratador, Heiner Kloes, em declarações à AFP, desdramatizou o caso, dizendo que se tratou apenas “de dois minutos da vida de um urso”. “Tratou-se de uma pequena altercação, própria entre os ursos”, acrescentou. 

Heiner Kloes explicou ainda que Knut ainda não é um adulto, e, por isso, ainda não sabe como se fazer respeitar, como acontecia com o seu pai. “Mas a cada dia que passa, eles está a impor-se cada vez mais e este tipo de problema irá acabar”, garantiu.

 

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Nasceram quatro suricatas no Zoo de Santo Inácio

29/10

2010

às 16:28

 

O Zoo de Santo Inácio, em Gaia, anunciou hoje o nascimento de quatro suricatas, cujo sexo é ainda desconhecido e, por isso, ainda não foram baptizados. Com este nascimento, o Zoo passa a ter um grupo de oito suricatas, uma espécie de mamíferos que é essencialmente insectívora, alimentando-se de vários tipos de larvas, mas também de aranhas, escorpiões, ovos e matéria vegetal, designadamente bagas.

 

Os bebés, acrescenta o Zoo em comuncado, nasceram já há cerca de um mês, mas só agora começaram a sair da toca e, apesar de ainda mamarem, também já experimentam alimentos sólidos. "Todo o grupo adulto de suricatas - uma fêmea (Suri) e três machos (Timão, Hakuna e Matata) - toma conta dos bebés, sendo a fêmea dominante", acrescenta, citado pela Agência Lusa.

 

Os suricatas possuem um corpo esguio, cabeça alongada e focinho pontiagudo, quase triangular, muito eficiente na procura de presas. Estes animais assumiram mais notoriedade com o filme da Disney "Rei Leão", com a personagem "Timão".

 

A época de reprodução desta espécie ocorre normalmente entre Setembro e Março, sendo o período de gestação de 77 dias. Os suricatas, que têm pelagem castanha, com riscas negras na parte terminal do dorso e um peso que oscila entre as 620 e as 960 gramas, atingem a maturidade sexual com um ano de idade e podem ter uma longevidade de cerca de 10 anos.

 

Esta espécie vive em colónias familiares, de 10 a 15 elementos, e é uma animal territorial, que marca as vizinhanças da sua toca com as fezes e secreções das glândulas anais. Os suricatas habitam regiões do Sudoeste de Angola, Namíbia, África do Sul e sul do Botswana.

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Ursos do Marco de Canaveses vão para o Zoo de Lisboa

29/10

2010

às 10:50

No dia em que nas páginas do Jornal de Notícias e neste blogue foi denunciado o caso de três ursos de um antigo circo que viviam sem condições no Marco de Canaveses, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade anunciou que os animais vão ser transferidos provisoriamente para o Jardim Zoológico de Lisboa. Leia aqui os desenvolvimentos.

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Ursos de antigo circo enjaulados sem condições no Marco de Canaveses

28/10

2010

às 17:04

 

Sem actividade por causa da crise, os proprietários do Magic Circo vivem da ajuda da comunidade de Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses. Falta o dinheiro. Reinaldo Torralvo e Odete Silva enfrentam dificuldades, ainda, para alimentar os três ursos e o burro Pavarotti. A situação dos ursos - enjaulados num espaço pequeno para o tamanho dos animais e onde não abunda a luz solar - tem causado preocupação por quem lá passa. E já correm alertas na internet. O caso está a ser acompanhado pelo veterinário municipal. Com a entrada em vigor de legislação que proíbe a exibição de animais no circo, os proprietários vêem-se desesperados sem saber o que fazer com os ursos.

 

Reinaldo Torralvo era o tratador e o domador dos ursos na pista. Porém, um acidente vascular cerebral deixou-o sem as faculdades para fazer aquilo de mais gosta: cuidas dos seus "meninos". "Um deles é alimentado a biberão", conta, emocionada, Odete Silva, ex-trapezista, agora mulher-palhaço, apesar de ostentar as cicatrizes de um ataque que sofreu. "Apesar do que fizeram à minha mulher acha que fui capaz de fazer-lhes mal? Nem pense nisso", assegura Reinaldo Torralvo.

 

O presidente da Junta de Vila Boa do Bispo, António Teixeira, garante que tem ajudado na procura de uma solução. "Mas, até agora, ninguém resolveu o problema, apesar das autoridades conhecerem o caso. Desde Março que andamos nisto. Até ver, ninguém os aceitou. Se fossem para abate, o assunto já estava resolvido, mas o dono do circo não aceita que se dê um fim desses aos animais", explicou o autarca. "Ninguém os tira daqui para os matar. Tão de matar-me a mim primeiro", garantiu Reinaldo.

 

O Jardim Zoológico da Maia e a Quinta de Santo Inácio, em Gaia, já terão sido contactados para acolher o trio de ursos, mas, até agora, o pedido ainda não teve uma resposta positiva. Subsiste o problema que atormenta a vida do casal. Os filhos fizeram-se à vida e foram trabalhar para outros circos, porque o negócio da família está parado. O pequeno Magic Circo andava pelas aldeias e vilas da região. "As crianças adoravam. Mas um circo sem palhaços e sem animais não é circo", desabafa Odete. "Olhe, não sei que faça, não sei que pense. É viver um dia após o outro e ver se o dia de amanhã é melhor do que o de hoje", continuou a ex-trapezista.       

 

Texto e fotos: António Orlando

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Nasceu no zoo de Londres o primeiro gorila em 20 anos

28/10

2010

às 14:50

     

O Jardim Zoológico de Londres tem, desde terça-feira, mais um habitante: um filhote de gorila. O primeiro a nascer no parque em 20 anos. Mjukuu, uma fêmea de 12 anos, deu à luz depois depois de um intenso trabalho de parto, monitorizado muito de perto pelos médicos veterinários e técnicos do zoo. Num comunicado divulgado hoje, David Field diz: “Tanto a mãe como o bebé estão a reagir muito bem, apesar de ainda terem passado poucos dias”. E acrescentou: “Zaire e Effie, as outras duas fêmeas gorilas, acompanharam de perto o parto de Mjukuu”.



O bebé, um macho que ainda não tem nome, não vai conhecer o pai, uma vez que Yeboah morreu em Março, cindo meses depois de ter chegado ao Jardim Zoológico. Os tratadores vão iniciar agora um processo de familiarização do bebé com o padrasto, Kesho, o único gorila macho sobrevivente. O objectivo é que o grupo de mantenha unido.

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