Cachorro de três meses sobrevive a duas doses letais de sedativos nos EUA

04/03

2011

às 19:29

  Foto: Associated Press

Centenas de cidadãos americanos e canadianos querem adoptar um cachorro de Oklahoma que sobreviveu a uma tentativa de eutanásia. Wall-e, assim se chama, foi um dos cinco cães bebés que Scott Prall, funcionário dos serviços de controlo animal, pôs a dormir na sexta-feira da semana passada. Pelo menos, assim o pensou, explica o canal de televisão KTVL, uma vez que no dia seguinte, Scott Prall foi surpreendido com latidos vindos do depósito onde são colocados os cadáveres dos animais. Intrigado, foi verificar o que se passava e encontrou Wall-e, de apenas três meses, vivo.



Scott Prall contou, na quarta-feira, que tinha encontrado os sete cachorros a vaguear junto do canil, subnutridos e, aparentemente, doentes. Segundo a ABC News, o seu superior hierárquico deu-lhe instruções para matar os animais, uma vez que o canil estava sobrelotado. Já ali estavam 22 cães em apenas 12 gaiolas. Prall injectou em cada um deles duas doses letais de sedativo, numa das patas traseiras e no coração. A primeira doses deveria ser o suficiente para matar o cachorro, tendo a segunda sido administrada para garantir que os animais morriam mesmo.

 

Em seguida, todos os cachorros foram declarados mortos pelo médico veterinário, que não lhes encontrou qualquer sinal vital. Nenhum dos animais apresentava batidas cardíacas. No dia seguinte, Prall foi verificar se o contentor onde os corpos tinham sido depositados já estava vazio. Além de não ter sido esvaziado, teve uma segunda surpresa.  “Quando o descobri no contentor, ele estava perfeitamente saudável, sentado a olhar para mim”, contou, ao News9.com, Scott Pral, explicando que o cachorro foi baptizado Wall-e como o robot do filme da Pixar.



Amanda Kloski, a médica veterinária do Arbuckle Veterinary Clinic, que assistiu Wall-e depois de este ter sido resgatado, colocou a história num site de adopção de animais, chamando a atenção de Marcia Machtiger, de Pittsburgh, que doou 72 euros para que a médica o pudesse hospedar durante uma semana. Marcia colocou a história na sua página no Facebook. Desde então, tanto uma com a outra recebem diariamente centenas de e-mails e telefonemas de pessoas que querem adoptar Wall-e.



“Há tanta gente interessada”, disse Armanda Kloski. “Vamos analisar todas as propostas e tentar ver qual a melhor solução para ele”. Enquanto isso não acontece, o cachorro foi temporariamente acolhido por uma família. “Ter sido eutanasiado duas vezes... É uma autêntica ressurreição”, sublinhou Marcia Machtiger.

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