Abril 2011 - Posts

Coelho paraplégico ganha cadeira de rodas

30/04

2011

às 11:00

 

Depois de descobrirem dois coelhinhos abandonados no quintal pela mãe, uma família americana logo percebeu que um dos animal era paraplégico, pois ele arrastava as pata traseiras. Adoptaram-nos e trataram de arranjar ao colhinho doente uma espécie de cadeira de rodas adaptada, conta a edição inglesa do jornal Metro.



Joe, o coelho da Páscoa, como foi de imediato baptizado, foi encontrado aninhado junto de um irmão no quintal da família O'Rourke, em Tucson, Arizona. Ao perceberem que Joe não tinha mobilidade nas patas traseiras, começaram a pensar numa solução para o seu problema, segundo a edição inglesa do jornal Metro.



Um dos filhos do casal, Liam, começou a idealizar uma espécie de carroça que construiu com a ajuda do pai. Pintaram-na de vermelho, colocaram-lhe duas rodas amarelas e atrelaram-na a Joe. Desta forma, o coelhinho não tinha que arrastar mais as patas de trás no chão. Mas depois de alguns comentários feitos no Youtube, onde a família colocou um video com a história de Joe, decidiram entregá-lo, e ao irmão, a um centro de resgate de animais.

 

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Oito crianças mortas por hienas em Moçambique

29/04

2011

às 20:30

Oito crianças morreram vítimas de ataque de hienas em Mandimba, em Niassa, norte de Moçambique, mas as autoridades não conseguem impedir a situação porque os felinos atacam de noite, disse hoje à agência Lusa o administrador daquele distrito.

 

Nos dois últimos meses, foram registados 10 ataques, oito dos quais fatais. As vítimas são crianças com menos de sete anos de idade, situação que está a gerar pânico entre a população do distrito. O último caso ocorreu no domingo passado, quando as hienas atacaram quatro crianças nos arredores das localidades de Mitande e Tuina, tendo uma menor perdido a vida no local, enquanto as três sobreviventes foram levadas com ferimentos graves para o hospital provincial de Lichinga, a capital do Niassa.

 

"Os ataques de hienas estão a preocupar-nos. E estão a atacar de preferência crianças, se calhar por serem indefesas, e actuam geralmente à noite, o que dificulta a sua localização para o abate", explicou à Lusa António Tacarindua, administrador de Mandimba. Tacarindua disse que nas buscas efectuadas após os ataques, os familiares e caçadores encontravam apenas restos humanos de menores.

 

Para reverter a situação, as autoridades distritais estiveram reunidas com os 250 membros, entre régulos e chefes dos bairros, para traçar estratégias para reduzir os ataques. Entre as medidas tomadas está o uso de armadilhas tradicionais, venenos, além de armas de caça. "Para já, apelamos às pessoas a não dormir fora, sobretudo nos pátios, também para ficarem atentos às crianças. E criámos grupos para uma caça mais agressiva, para reduzir os ataques", disse António Tacarindua.

 

No ano passado, duas hienas e um leopardo foram abatidos em Mandimba, distrito muito afectado com ataques de leões nos últimos anos. "Estamos agora na época de colheita de tabaco e as hienas fazem exactamente a caça junto dos locais de secagem. O distrito já sofreu muito com ataques de leões, mas agora as hienas é que nos preocupam", disse o responsável. Os caçadores destacados para controlar os ataques das hienas ainda não abateram os animais por estes não deixarem rastos da sua localização.

Cão Serra de Aires e podengo grande correm risco de extinção

29/04

2011

às 17:30

O cão da Serra de Aires e o podengo grande são duas das doze raças portuguesas de cães que correm risco de extinção, alertou hoje o Clube Português de Canicultura. "O podengo grande e o cão da Serra de Aires são as raças que estão a ter o menor número de registos e o podengo grande está quase à beira da extinção", disse à agência Lusa Luís Gorjão Henriques, vice-presidente da organização.

 

Nos últimos 10 anos, o número de registos de podengos grandes tem vindo a decair, sendo 53 em 2005, 39 em 2008 e apenas 17 em 2010, diminuindo cerca de 58 por cento de 2009 para 2010, de acordo com o relatório de contas de 2010 do Clube Português de Canicultura. "O menor número de registos deve-se talvez ao facto de o podengo grande ser um cão grande e de caça, logo é mais difícil tê-lo em casa e, além disso, têm sido colocadas limitações legais à posse destes cães", justificou Luís Gorjão Henriques.

 

A tendência decrescente também se tem vindo a verificar no cão da Serra de Aires, cujos exemplares registados em 2004 eram 148, 98 em 2007 e 47 em 2010, tendo descido 32 por cento face a 2009. "Não há uma grande explicação para o Serra de Aire", explicou o vice-presidente do Clube Português de Canicultura, afirmando que "não há grande procura da raça e os criadores têm feito poucas ninhadas".

 

O Serra da Estrela continua a ser a raça portuguesa mais registada, contudo o número de registos os últimos dez anos até 2009 vinha a cair em mais de 50 por cento, apesar de em 2010 se ter verificado um aumento de 13 por cento. Para Luís Gorjão Henriques, tal como em outras raças, "a tendência de diminuição se deve ao facto de ser um cão grande, pouco portátil e cuja alimentação é mais dispendiosa", um factor a ter em conta no actual contexto de crise económica quando se trata de optar entre um cão de porte grande ou de porte pequeno.

 

Se acordo com o Clube Português de Canicultura, o total de registos de cães tem vindo a diminuir nos últimos anos, o que poderá ser reflexo da crise. "Nota-se bastante que as pessoas estão a controlar mais os seus gastos e, como a compra de um cão é acessória, há uma menor procura e quando existe é por cães pequenos, o que tem levado os criadores a fazer menos ninhadas também, logo o número de efetivos também é menor", justificou.

 

Apesar do decréscimo, em 2010 os exemplares de raças portuguesas registados subiram mais de oito por cento e começam a ter uma forte procura por estrangeiros, sobretudo de Inglaterra, Estados Unidos e de países nórdicos, sendo o podengo pequeno o mais procurado.

 

Oito associações estrangeiras dedicadas ao Cão da  Serra vão estar presentes no 1.º Congresso Internacional do Cão da Serra da Estrela, que se realiza no sábado e domingo, nas Penhas da Saúde. Os oito clubes são oriundos de França, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda e Estados Unidos da América.

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Leões ajudam a combater a caça furtiva em Moçambique

29/04

2011

às 14:38

Doze leões foram introduzidos na Coutada Nove, no distrito de Macossa, Manica, como medida de combate à caça furtiva que ameaça a sobrevivência de várias espécies daquela região do centro de Moçambique, disse hoje à Lusa o administrador local. Os felinos, introduzidos pela empresa gestora daquela área de conservação e turismo, foram importados do Kruger Park, na África do Sul, para "ajudar a controlar" a caça ilegal.

 

"Os leões foram introduzidos para repovoar a área, mas acabam também por ter uma acção contra o furto na Coutada. Felizmente, desde a sua introdução ainda não tivemos ataques, porque os animais estão no seu habitat", disse à Agência Lusa Teófilo Mendonça, administrador do distrito de Macossa.

 

Os leões têm vindo a "auxiliar" os fiscais, cujo trabalho não tem sido suficiente para conter a caça ilegal na zona densamente povoada de animais de pequeno e grande porte. Até agora, os fiscais não foram atacados pelos leões. Contrariamente ao receio da população no aumento dos casos de conflito homem-animal, com a introdução dos leões na Coutada Nove, Teófilo Mendonça disse que nos últimos tempos essa situação tem vindo a reduzir consideravelmente devido à pouca presença humana na coutada. "A acontecer o ataque a humanos é porque a pessoa invadiu o habitat dos leões, pois não temos problemas de coabitação na Coutada. O melhor é não disputar a área", avisou.

 

Mendonça negou que a introdução dos leões seja uma medida intimidatória, contra a população, para a não partilha dos recursos faunísticos existentes na coutada. A população na região sobrevive de agricultura e caça. Recentemente, o Governo introduziu uma taxa de 20 por cento de benefício, à população, pela participação na gestão dos recursos faunísticos e no âmbito de responsabilidade social das empresas concessionárias, mas a população considera a taxa insignificante.

 

Segundo a fonte, é intenção do Governo fortalecer a ecologia com a introdução de espécies em extinção em várias áreas de conservação, e para ter ganhos na cobrança de impostos resultantes do turismo. Ainda no âmbito de repovoamento da coutada, serão importados brevemente 300 búfalos da África do Sul. A Coutada Nove é habitada por antílopes, gazelas, cudos e girafas, para além de porcos do mato, javalis, macacos, hienas, entre outras espécies.

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Cão da Serra da Estrela muito procurado no estrangeiro

29/04

2011

às 10:30

O cão da Serra da Estrela é cada vez mais procurado, mesmo no estrangeiro, como prova o crescimento de associações dedicadas à raça, disse ontem à agência Lusa, Alfredo Ferreira, presidente da Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela. Em Portugal, "são registados, em média, entre 600 a 750 cães por ano", destacou, sublinhando que a "popularidade" desta raça também cresce além fronteiras.

 

A provar esta constatação, oito associações estrangeiras dedicadas a esta raça canina portuguesa vão estar presentes no 1.º Congresso Internacional do Cão da Serra da Estrela, que se realiza amanhã e depois, nas Penhas da Saúde. Os oito clubes são oriundos de França, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda e Estados Unidos da América. São formados por estrangeiros que "conheceram o cão e ficaram fãs", explicou Alfredo Ferreira. Na Finlândia, por exemplo, "já há mais de 500 exemplares registados", sublinhou.

 

Lá como cá, "o número de criadores e de exemplares continua a crescer devido, às características da raça: é um cão extremamente meigo, um guarda por excelência e com elevada auto-confiança", descreveu aquele responsável. O porte faz dele um animal que requer espaço Os relatos sobre a espécie "remontam à época das invasões romanas", disse Alfredo Ferreira, adiantando que hoje o animal está disperso "por todos os continentes". Os pastores foram os primeiros a usá-los para guardar rebanhos, hoje são cães procurados para guardar fábricas e outras instalações de empresas, mas também cães de família.

 

A Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela completa 25 anos em 2011 e pretende com o congresso "aglutinar os amantes da raça", sublinhou o dirigente associativo. A partir das 9 horas de sábado vão ser debatidos temas como a história, funcionalidade, morfologia do cão e sua divulgação no mundo. Para domingo, a partir das 9 horas, está prevista uma exposição monográfica da raça.

 

Alfredo Ferreira considerou que o cão da Serra da Estrela "carece de divulgação, tal como tantas outras riquezas portuguesas". Aquele responsável disse acreditar que "se a raça tivesse sido tratada de forma dinâmica, hoje seria um cão de topo em termos mundiais". A associação portuguesa vai propor no encontro deste fim-de-semana que "passe a haver uma reunião anual de todas as associações, de Portugal e do estrangeiro, para impulsionar a promoção" da raça.

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Gato do primeiro-ministro britânico veste-se para o casamento real

28/04

2011

às 19:30

 Fotos: Ben Stansall/Reuters

A febre do casamento real entre o príncipe William e Kate Middleton parece ter atingido todos no Reino Unido. Até Larry, o gato oficial do primeiro-ministro, que hoje foi fotografado convenientemente vestido para a festa que amanhã se vai realizar no número 10 de Downing Street. Com o seu habitual ar dengoso, Larry foi fotografado no Cabinet Room, em cima da mesa onde habitualmente se realizam as reuniões oficiais, com uma gravata borboleta com as cores da bandeira britânica. Depois de finalmente ter apanhado o primeiro rato, dois meses após ter começado a trabalhar na residência oficial do primeiro-ministro, Larry terá pensado que lhe veste melhor o papel de cicerone do número 10 de Downing Street.

                         

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Parque Biológico de Gaia recebe 3000 animais feridos ou apreendidos por ano

28/04

2011

às 18:30

Cerca de "3000 animais feridos ou apreendidos" são entregues e tratados, todos os anos, no Parque Biológico de Gaia, sendo que "metade são devolvidos à natureza", avançou hoje o administrador daquela estrutura. Nuno Gomes Oliveira explicou que os restantes 1500 "ou não têm recuperação possível e morrem ou ficam a residir no parque, porque já não conseguem sobreviver no seu habitat natural". Ainda assim, o responsável por aquela estrutura congratulou-se com o facto de hoje "as pessoas estarem mais sensíveis em relação à defesa da vida selvagem, porque, há uns anos, estes animais eram mortos", escreve a agência Lusa.

 

Nuno Gomes Oliveira avançou estes dados hoje de manhã, precisamente numa altura em que o Parque Biológico de Gaia devolveu um animal selvagem à Reserva Ornitológica de Mindelo, em Vila do Conde. O animal, uma gineta, tinha sido recolhido no dia 31 de Março, em Fornelo, também em Vila do Conde, depois de ter sido encontrada preso numa armadilha no interior de um galinheiro.

 

Na altura, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Matosinhos foi alertado e encaminhou o animal para o Centro de Recuperação do Parque que procedeu aos devidos exames clínicos e à recolha de amostras biológicas. Desde então, esteve no núcleo de enfermagem daquela estrutura a receber cuidados para que hoje pudesse ser libertada.

 

A gineta é um animal selvagem, cujo aspecto exterior se assemelha a um gato de grandes dimensões, com pêlo amarelo ou grisalho. É um predador nocturno que vive e caça de forma solitária e está presente na maioria dos habitats mediterrânicos, nomeadamente, em Portugal, Espanha e França.

 

Esta libertação foi promovida pelo Parque Biológico de Gaia, mas contou em todo este processo com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO).

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