Foto: Oswaldo Rivas/Reuters
Depois de alguma investigação, os cientistas concluiram que o responsável pela disseminação da lepra nos sul dos Estados Unidos é da responsabilidade do tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). De acordo com a CBS News, testes de DNA revelaram uma correspondência entre os doentes leprosos e estes animais, ligação essa de que os cientistas já suspeitavam, mas que até agora não tinham conseguido provar. “Agora temos esse elo de ligação”, explica James Krahenbuhl, que coordena o programa estatal de luta contra a lerpa e que promoveu este novo estudo.
Todos os anos, surgem cerca de 150 novos casos de lepra nos Estados Unidos, na maioria entre pessoas que viajaram até à Índia, Brasil ou Angola, onde esta doença é bastante comum. O risco de contrair lepra através de um tatu é baixo, uma vez que a doença é agora tratável. Mas os tatus são dos poucos mamíferos que transportam a bactéria que causa esta doença, que na maioria dos casos começa com lesões cutãneas irregulares.
Investigadores do National Hansen's Disease Programs, em Baton Rouge, Louisiana, coordenaram uma equipa internacional de cientistas, que publicaram os resultados do seu trabalho no New England Journal of Medicine. Eles concluíram que é necessário tocar frequentemente em tatus ou comer a sua carne com regularidade para contrair lepra.
Embora o trabalho não documente uma ligação directa de transmissão da doenças entre seres humanos e animais, “as provas são bastante convincentes de que isso realmente acontece”, explica Brian Currie, perito em doenças infecciosas do Centro Médico Montefiore, em Nova Iorque.
A lepra continua a ser uma das doenças mais problemáticas das zonas mais quentes do mundo , com cerca de 250 mil novos casos identificados todos os anos. Tal como a tuberculose, pode estar adormecida durante anos antes de começar a atacar a pele e os nervos.