Oito crianças mortas por hienas em Moçambique

29/04

2011

às 20:30

Oito crianças morreram vítimas de ataque de hienas em Mandimba, em Niassa, norte de Moçambique, mas as autoridades não conseguem impedir a situação porque os felinos atacam de noite, disse hoje à agência Lusa o administrador daquele distrito.

 

Nos dois últimos meses, foram registados 10 ataques, oito dos quais fatais. As vítimas são crianças com menos de sete anos de idade, situação que está a gerar pânico entre a população do distrito. O último caso ocorreu no domingo passado, quando as hienas atacaram quatro crianças nos arredores das localidades de Mitande e Tuina, tendo uma menor perdido a vida no local, enquanto as três sobreviventes foram levadas com ferimentos graves para o hospital provincial de Lichinga, a capital do Niassa.

 

"Os ataques de hienas estão a preocupar-nos. E estão a atacar de preferência crianças, se calhar por serem indefesas, e actuam geralmente à noite, o que dificulta a sua localização para o abate", explicou à Lusa António Tacarindua, administrador de Mandimba. Tacarindua disse que nas buscas efectuadas após os ataques, os familiares e caçadores encontravam apenas restos humanos de menores.

 

Para reverter a situação, as autoridades distritais estiveram reunidas com os 250 membros, entre régulos e chefes dos bairros, para traçar estratégias para reduzir os ataques. Entre as medidas tomadas está o uso de armadilhas tradicionais, venenos, além de armas de caça. "Para já, apelamos às pessoas a não dormir fora, sobretudo nos pátios, também para ficarem atentos às crianças. E criámos grupos para uma caça mais agressiva, para reduzir os ataques", disse António Tacarindua.

 

No ano passado, duas hienas e um leopardo foram abatidos em Mandimba, distrito muito afectado com ataques de leões nos últimos anos. "Estamos agora na época de colheita de tabaco e as hienas fazem exactamente a caça junto dos locais de secagem. O distrito já sofreu muito com ataques de leões, mas agora as hienas é que nos preocupam", disse o responsável. Os caçadores destacados para controlar os ataques das hienas ainda não abateram os animais por estes não deixarem rastos da sua localização.

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