Maio 2011 - Posts

Tigre macho toma conta de duas crias órfãs na Índia

31/05

2011

às 20:09

 

A polícia florestal indiana cruzou-se com um tigre que adoptou duas crias órfãs, uma caso extremamente raro nesta espécie. Segundo a BBC, os dois bebés perderam a mãe em Fevereiro na reserva de tigres de Ranthambore, no norte da Índia, e suspeita-se que o tigre adulto, baptizado de T25, seja o pai.



Peritos em vida animal dizem que normalmente são as fêmeas que tomam conta das crias e que os machos matam os bebés em situações como esta. E acrescentaram que não há registos de tigres machos terem alguma vez adoptados crias órfãs.



Fotografias tiradas por máquinas escondidas na vegetação daquela reserva, situada no estado do Rajastão, provam como T25 se preocupa com os seus bebés. As últimas fotos mostram T25 a caminhar poucos metros atrás de uma das suas crias, disse, à BBC, Rajesh Gupta, director da reserva de Ranthambore.



As crias, que deverão ter cerca de oitos meses, foram avistadas pela primeira vez no dia 29 de Janeiro com a mãe, T5, contou um dos vigilantes. Acrescentou que, após a morte da fêmea, a 9 de Fevereiro, os bebés estavam a ser cuidados, no seu habitat natural, pelo pessoal da reserva. Como são muito jovens para caçarem as suas presas, eram-lhes dadas presas já mortas.



“Eles estão em bom estado de saúde. Parece que o pai os deixa alimentarem-se as presas que ele captura, sem que ele próprio coma”, acrescentou Rajesh Gupta.



“Este é um caso muito raro”, garantiu, à BBC, UM Sahai, director do Departamento de Vida Selvagem do Rajastão. O mesmo perito explicou que é muito raro os pais visitarem as crias, especialmente quando as mães não estão presentes, sendo mesmo comum por vezes matá-los e alimentarem-se com a sua carne.

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Ouriço-cacheiro sem espinhos condenado a viver num abrigo em Inglaterra

31/05

2011

às 15:05

 

Foto: WSNS/Metro

No Foxy Lodge, em Hembsy, Norfolk (Inglaterra), vive uma fêmea de ouriço-cacheiro com uma característica rara: não tem os seus famosos espinhos longos e aguçados. Betty tem apenas seis meses e vive isolada numa gaiola, por precaução, uma vez que sem os espinhos não tem defesas contra os seus predadores, explica a edição inglesa do jornal Metro.



Além de funcionarem como escudo protector, os espinhos ajudam os ouriços-cacheiros a manterem-se quentes durante o inverno, pelo que Betty precisará de atenção redobrada nessa altura do ano. Toni Garner, a tratadora, diz: “Ela é saudável, mas triste”. “Esperamos que os espinhos cresçam para que ela possa ter uma vida normal e ser libertada”, acrescentou.



Betty tem ainda uma outro problema: a sua pele é demasiado seca. “Costumo massajá-la com uma mistura de óleo de amêndoas e da planta do chá porque, às vezes, a pele fica mesmo muito seca”, explicou Toni Garner. O stress e a doença são duas das razões pelas quais os ouriços-cacheiros perderem os seus espinhos, que são ocos e feitos de queratina.

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Curso de Identificação de Aves de Rapina

31/05

2011

às 10:30

  Foto: Direitos Reservados

A Birds & Nature Tours organiza, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), um Curso de Identificação de Rapinas. A iniciativa realiza-se entre os dias 10 a 12 de Junho, na Reserva Natural do Estuário do Tejo e no Parque Natural do Vale do Guadiana (parte prática) e no Hotel Al Foz, em Alcochete (parte teórica).

 

A inscrição custa 90 euros (80 euros no caso de duas ou mais inscrições) e inclui acompanhamento técnico permanente do formador/guia, manual do curso, checklist das espécies a observar, certificado de participação, utilização de binóculos, telescópios e guias de identificação de aves, seguro de acidentes pessoais e IVA.

 

É expectável que sejam observadas numerosas espécies, como por exemplo a Águia-real, a Águia-imperial-ibérica, a Águia de Bonelli, a Águia-calçada, o Milhafre-preto, o Peneireiro-cinzento, o Peneireiro-das-torres, o Peneireiro-comum, o Grifo, o Abutre-preto, a Coruja-do-mato e o Mocho-galego.

 

As inscrições podem ser feitas através do site da Birds&Nature ou através do telefone número 91 329 99 90

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Biólogo defende plano nacional para conservação do lobo ibérico

30/05

2011

às 19:00

Considerado "predador encurralado", por resistir a diversas armadilhas, fruto de conflitualidades com o homem, o lobo ibérico precisa de mais protecção, sendo necessário criar um plano de acção nacional para a sua conservação. A ideia é defendida pelo biólogo Francisco Álvares, que segue o trilho desta espécie protegida há vários anos e que está a preparar uma tese de doutoramento sobre o lobo ibérico.

 

Em declarações à Lusa, Francisco Álvares afirmou que o lobo ibérico é uma espécie que "está bastante ameaçada" e é, porventura, aquela "com uma maior diversidade e complexidade de relações com o homem", pelo facto da sua "dieta se basear em animais domésticos".

 

O biólogo considera que há ainda muitos desafios pela frente para preservar esta espécie, defendendo que "é urgente" a elaboração de um Plano de Acção para a sua conservação, à semelhança do que existe para o lince ibérico. "É preciso garantir-lhe alimento e espaço numa paisagem cada vez mais humanizada e fragmentada", disse, acrescentando ser ainda necessário "conseguir uma medida de coexistência com o homem".

 

Este último registo é, contudo, difícil de contornar, sendo que Álvares admitiu que, no Noroeste do país, em Bragança, apesar de existir "um efectivo pecuário razoável, existem populações de animais silvestres", o que faz com que o lobos "acabem por não gerar conflito".

 

Em declarações à Lusa, o presidente do Instituto de Conservação da natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, afirmou que "não está fora de hipótese desenhar" um plano de acção para o lobo. "Temos vindo a acompanhar a situação", garantiu Tito Rosa, adiantando que o ICNB "está a aprofundar trabalhos para conhecer melhor quais as metodologias mais eficazes para diminuir a questão dos ataques" do lobo a animais. O responsável adiantou ainda que estão a ser estudadas formas para que o pagamento das indemnizações aos pastores se proceda de "forma mais célere".

 

Já o espanhol Luís Llaneza, especialista em recursos naturais, que falou no Porto no âmbito do encontro ibérico sobre as "múltiplas perspetivas da relação homem-lobo", salientou que o conflito social permanecerá. "Depois de tantos anos a trabalhar com lobos ainda não temos solução, porque não há uma varinha mágica para esta questão homem/lobo", frisou.

 

Adiantando que, na Península Ibérica, "os lobos estão já ao lado das casas, o que gera muito conflito", Llaneza disse que "o conflito social permanecerá e que a questão central agora é perceber se sabemos viver com este problema". Na sua opinião, é preciso encontrar um consenso, porque existe o real problema da necessidade de conservação desta espécie.

 

De acordo com estudos recentemente desenvolvidos, disse, "o lobo está em cerca de 85 por cento da área da Galiza" e "pode viver em qualquer sítio, desde que haja alimento e que o homem não o provoque".

 

De acordo com dados do ICNB, o lobo ibérico terá sido responsável, em 2010, por 2.500 ataques a animais domésticos, o que acarretou indemnizações de 765 mil euros, mas esta espécie em vias de extinção também foi agredida pelo homem.

Veados estão a tornar-se uma praga no Parque Natural de Montesinho

30/05

2011

às 15:07

O veado está a tornar-se numa praga para os agricultores da zona da Lombada, no Parque Natural de Montesinho (PNM), que revelam uma aversão crescente pela espécie apontada como responsável por avultados prejuízos nas culturas.

 

"Estamos castigados", garantiu à Lusa um grupo da aldeia de Caravela (Bragança), enumerando os danos causados por estes animais selvagens que dizem ser em cada vez mais e mais próximo das povoações. "Ainda hoje me chateei bem. Fui lavrar as oliveiras e já começaram a "esfolar" as mais pequenas", queixa-se Luciano Preto, referindo-se às marcas deixadas nos troncos com as hastes. O irmão Adriano já nem quer falar em relação ao "pão" (cereal). "Há dias eram cinco ou seis deitados no campo", contou.

 

Há cada vez mais agricultores a contar experiências idênticas em diferentes culturas, mas garantem que qualquer automobilista que passe na estrada da Lombada pode ter a mesma experiência. "Ás cinco e meia ou seis da manhã, se passar na estrada vê grupos", garantem.

 

Victor Romão também teve uma má experiência quando, há dois anos, viu a produção de centeio da família reduzida de 12 mil quilos para 1500 e o número de fardos de palha de 900 para 90.  "Foi o veado que comeu o cereal ao começar a rebentar", assegurou. A família de Vítor participou o caso e recebeu uma "indemnização de 900 euros" que, segundo disse, "não deu para os prejuízos".

 

"Não demora muito ainda hão-de vir para casa", ironiza Luciano que, no mesmo tom, disse já se ter lembrado de lhes construir uma loja só para eles, com cereal e uma porta automática para entrarem e saírem". "Ficavam mais baratos", brincou.

 

O veado é o que "dá mais prejuízo", segundo dizem, mas "há cada vez mais bicharada" nesta zona", afirmam corroborados pelo vizinho da aldeia de São Julião, Eduardo Veigas que encontra uma explicação no abandono da agricultura e no despovoamento. "Há mais animais selvagens porque há mais monte. Não há terra lavrada, só se vê monte", disse e os animais acabam por se aproximar mais das povoações à procura de alimento.

 

Os veados, garantem, começaram a aparecer mais "há dez anos a esta parte, antigamente ouvia-se falar deles mais para Rio de Onor, para o pé de Espanha".

 

Os povoamentos da espécie feitos do outro lado da fronteira podem ser a justificação para o aumento dos exemplares na raia portuguesa. Para Maria da Graça Branco, de 74 anos, e Etelvina Reis, de 79 anos, que sempre viveram da terra, subsiste outra versão. "Só foi desde o parque (a criação do PNM). Até disseram que tinham trazido uma parelha para cá", contam. Etelvina diz que até "as carvalheiras lhe esfolam" e, em matéria de prejuízos garantem que só encontram paralelo no javali, de que toda a vida ouviram falar.

 

Um "bicho inteligente", segundo dizem, que destrói batatais, vinhas, campos de milho e só quando já têm fruto. "Não as tombam enquanto não têm semente, só depois. Eles sabem quando estão bons para comer", dizem. "Desbagam as uvas e dão cabo delas. A gente está todo o ano a trabalhar e na colheita já não tem nada", queixa-se Etelvina, continuando: "se caem num batatal, furam tudo, remexem para comer as baratas".

 

O javali faz o mesmo ao "pão" (cereal): "anda ao redor, junta as espigas e come-as. O milho tomba e depois come a espiga". E nem as castanhas escapam quando os ouriços se desprendem das árvores e caem ao chão. "Antigamente, na nossa juventude não ouvíamos falar do veado. Lobos e raposa era o que se andava sempre a ver. Eles fugiam, nunca fizeram mal", contaram.

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Passatempo "Histórias dos Nossos Animais"

28/05

2011

às 17:30

A Associação dos Amigos dos Animais de Santo Tirso lançou um passatempo - "Histórias dos Nossos Animais" - cujo objectivo é reunir histórias verídicas relacionadas com animais para posterior publicação em livro. As receitas resultantes da obra reverterão depois para o trabalho desenvolvido por esta associação.

Como participar:

- enviar a história de um animal que considere interessente (poderá também enviar fotografia), não havendo limite de espaço;

- cada participante pode enviar mais do que uma história;

- o envio do texto significa que automaticamente está a autorizar a sua publicação;

- os promotores do passatempo reservam-se ao direito de alterar o texto em caso de correcções ortográficas;

- o autor da melhor história receberá um exemplar gratuito do livro.

Contacto: msg@ines@hotmail.com - no assunto deverá escrever: Passatempo "Histórias dos Nossos Animais"

Prazo de envio: 31 de Julho

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Criadora de porcos quer ver-se livre "do pior cão do mundo"

28/05

2011

às 11:30

Tem Sosa, uma criadora de porcos inglesa, está a oferecer o seu Border Collie, Bob, gratuitamente por ser mal-humorado, ter os dentes tortos e mau hálito, como explica no anúncio que colocou na Internet, noticia a edição inglesa do jornal Metro. "O terrível Bob precisa de encontrar a casa perfeita, pois eu vivo com ele há 10 anos e já não aguento mais", escrever no anúncio publicitário que publicou no Preloved, um site de venda de produtos em segunda mão.

 

"Ele é provavelmente o pior cão que alguma vez irá encontrar. Bob começou por ser um cão de resgate em montanhas, mas falhou - provavelmente, porque fez xixi no montanhista e comeu-lhe o bolo de hortelã", acrescenta. "Aqui, ele só tem causado problemas, porque não se dá com os outros cães".

 

"Ele parece mais velho do que realmente é, tem os dentes tortos, mau hálito e uma má atitude. Tem pavor de gatos, tropeça nas patas dos cavalos e morde nos porcos", diz Tem Sosa, acrescentando: "Tem que estar sempre bem vigiado, senão rouba comida, lambe o fogão e faz xixi da altura de um Terrier para não ser responsabilizado".

 

Mas Bom não tem só defeitos, acaba por admitir Tem Sosa. "Ele viaja tranquilamente  no carro e está sempre deitado debaixo da mesa enquanto eu trabalho", confessa.

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