Eutanásia de 230 cães em canil romeno provoca revolta

11/05

2011

às 16:39

 

A morte de 230 cães do canil municipal de Botosani, no norte da Roménia, está a gerar uma onda de revolta por parte das associações de defesa dos animais. Segundo a France Press, as autoridades justificam as eutanásias com o facto de os animais estarem doentes.



“É difícil de descrever aquilo que eu estou a ver. Há centenas de cães mortos. Ainda ontem os voluntários da nossa associação os alimentaram com a autorização do município”, denuncia Eugen Nistor, da associação de protecção de animais ADOR, à agência de notícias Agerpres.



O vice-presidente da Câmara de Botosani, Florin Gheorghita, explicou que foi decidido eutanasiar os 230 cães devido ao aparecimento de uma doença extremamente contagiosa. “Se não o fizesses, correríamos o risco de a doença de propagar a toda a cidade”, acrescentou à agência de notícias Mediafax.



O caso foi denunciado por Marcela Pisla, presidente da associação de defesa dos animais Cutu-Cutu. A direcção dos serviços veterinários decidiu abrir um inquérito, embora tenha sublinhado que a autarquia agiu correctamente tendo em conta o aparecimento da doença contagiosa.



Estes caso surge numa altura em que o debate em torno da eutanásia dos animais errantes está ao rubro, depois da eleaboração de um projecto de lei que prevê a morte os cães e gatos que não forem adoptado no prazo de 30 dias. O documento ainda não foi discutido no Parlamento. Muitos romenos e associações de defesa dos animais, que alimentam os cães e gatos que erram por várias cidades do país, estão contra esta intenção.

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