Dois chineses detidos em Joanesburgo por contrabando de chifres de rinoceronte

05/08

2011

às 14:45

Dois cidadãos chineses foram condenados, na quarta-feira, no tribunal de Kempton Park, Joanesburgo, a penas de 12 e oito anos de prisão por contrabando de chifres de rinoceronte.

 

Duc Manh Chu, detido em 2010 no aeroporto OR Tambo na posse de 12 chifres de rinoceronte, foi condenado a 10 anos de prisão, pela posse ilegal da mercadoria, e dois anos adicionais por fraude. Por seu turno, Phi Hubng Nguyeng, detido também no mesmo aeroporto na posse de seis chifres que tentava contrabandear para o seu país, foi condenado a seis anos de prisão por posse se mercadoria ilegal e dois anos por fraude.

 

Os contrabandistas foram sentenciados ao abrigo da Lei da Gestão da Biodiversidade Ambiental, bem como da legislação aduaneira do país, e constituem um exemplo, segundo o magistrado, de que o crime de contrabando de chifres de rinoceronte é tão grave como o de matar os animais.

 

O juiz Prince Manyathi salientou, durante a leitura do acórdão, que pretende, com ele, evitar que um dia mais tarde tenha apenas fotografias dos rinocerontes para mostrar aos netos, por todos os animais terem já sido mortos.

 

Rynette Coetzee, do grupo ambientalista Endangered Wildlife Trust, saudou as sentenças exemplares impostas aos dois contrabandistas, bem como o trabalho da polícia, salientando que "os ambientalistas não são apenas aqueles que têm o privilégio de trabalhar nas reservas naturais, sendo antes todos os que se empenham na conservação da herança natural e na proteção da fauna dos que a matam e contrabandeiam".

 

A África do Sul, referiu Coetzee, "possui uma excelente legislação de protecção ambiental e uma forte componente policial, sendo a imposição de sentenças adequadas previstas na lei um componente crítico do movimento ambientalista".

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