Outubro 2011 - Posts

Timorenses querem desenvolver o desporto equino

30/10

2011

às 18:57

 

Por Isabel Marisa Serafim, agência Lusa


O hipódromo de Batugadé, vila de Timor-Leste próxima da fronteira com Timor Ocidental, foi inaugurado este fim-de-semana em mais um passo de promoção do hipismo naquele país.



Promovido pela Associação de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida Timorense (ACPCC-TL), o novo hipódromo é um projecto que teve início em 2009 mas só agora concretizado, depois de o governo ter apoiado financeiramente aquela estrutura e a população de Batugadé ter cedido gratuitamente o terreno.



O "hipódromo é o primeiro passo no sentido de desenvolver o desporto equino aqui em Timor-Leste", afirmou Fernando Encarnação, presidente da ACPCC-TL, salientando que as corridas de cavalo são "tradicionalmente muito famosas e importante em Timor-Leste".



Segundo o presidente da ACPCC-TL, o hipódromo foi uma iniciativa da associação com o objectivo de "criar uma indústria".



Questionado pela agência Lusa se Batugadé poderá ser a Ascot, famoso local onde decorrem as corridas de cavalos inglesas, de Timor-Leste, Fernando Encarnação respondeu: "Batugadé é a Ascot timorense".



Para desenvolver o desporto equino no país, o hipódromo de Batugadé vai ter ainda acomodações para visitantes, estábulos e bancadas de cimento.



Está também prevista a criação de uma escola para formar jóqueis desde crianças, com ensino oficial paralelo.



O cavalo timorense é uma raça equina especial, chamada Timor, e é conhecida pela "sua resistência" e não tanto pela sua velocidade, explicou Fernando Encarnação.



Fernando Encarnação disse também que a associação pretende manter as corridas tradicionais, limitadas aos 13 distritos de Timor-Leste.



Nas corridas tradicionais timorenses, os jóqueis correm sem cela e utilizam apenas uma corda para uma corda para agarrar o cavalo.



"Por questões de segurança dos jóqueis é exigido um capacete de protecção", explicou, sublinhando que as corridas tradicionais vão continuar sem manta e sem cela.

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Surfista americano atacado por tubarão corre risco de vida

30/10

2011

às 14:47

 

Um surfista da Califórnia ficou sábado ferido, aparentemente correr risco de vida, quando pouco depois de entrar na água foi atacado por um tubarão que o mordeu no pescoço e no braço.



Eric Tarantino foi atacado cerca das 7 horas locais, minutos depois de ter entrado nas águas da praia Marina State com um amigo para surfarem, revelou o Monterey Harald.



O tubarão terá mordido o jovem surfista de 27 anos no pescoço e no braço e destruiu parcialmente a prancha de surf.



Eric Tarantino foi ajudado pelo amigo Brandon McKibben a sair da água enquanto outros surfistas usavam toalhas para tentar estancar a hemorragia e o levaram para um pequeno aeroporto local onde foi transferido para o Centro Médico de São José.



O estado de saúde do surfista não foi revelado imediatamente, mas uma responsável local salientou que os ferimentos não pareciam colocar a vida do jovem em risco.



As autoridades vão agora colocar avisos da presença do tubarão ao longo da praia e estão a desaconselhar surfistas e veraneantes a entrar nas águas nos próximos dias.

 

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Ave mais pequena da Europa vive nos Açores

29/10

2011

às 20:14

 

O Governo dos Açores decidiu incluir medidas específicas de conservação do habitat natural da 'Estrelinha-de-Santa-Maria', uma das mais raras aves da Europa, nas acções de conservação da laurissilva do Sítio Protegido do Pico Alto, em Santa Maria.



“Trata-se de uma ave gravívora, que depende da vegetação natural de grãos, que é muito reduzida na ilha de Santa Maria", afirmou Álamo Menezes, secretário regional do Ambiente, em declarações à Lusa, acrescentando que as medidas agora decididas envolvem "a substituição da vegetação invasora por vegetação natural".



Álamo Menezes salientou ainda que esta ave, a mais pequena da Europa, com um peso entre três e cinco gramas, "não tem inimigos naturais, ninguém a caça", pelo que o seu problema "é a falta de habitat".



O projecto de conservação hoje decidido pelo executivo regional servirá também, segundo o secretário regional, para "avaliar o estado da população" desta pequena ave e definir medidas adequadas à sua conservação.



"É uma ave muito pequena, que faz voos muito curtos pelo que cria endemismos em ilhas, já que não consegue voar distâncias longas", frisou.



No arquipélago dos Açores existem três subespécies desta ave, sendo a de Santa Maria a mais pequena e a mais ameaçada, estando classificada em risco crítico de extinção.



As duas outras subespécies existem em S. Miguel e nas ilhas do Grupo Central.

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Impacto da linhas eléctricas e da iluminação pública nas aves marinhas em debate

28/10

2011

às 19:31

 

A freira da Madeira, o impacto das linhas eléctricas e da iluminação pública nas aves marinhas ou o turismo ornitológico na Macaronésia são alguns dos temas do VII Congresso de Ornitologia que começa sábado em Machico.



Organizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), este congresso, que decorre até segunda-feira, engloba as Primeiras Jornadas Macaronésicas de Ornitologia, reunindo cerca de uma centena de especialistas nacionais e do estrangeiro.



No seu âmbito, será apresentado o "Guia sobre as Aves de Portugal", da autoria de Hélder Costa, e decorrerá uma tertúlia sobre os 40 anos da Reserva Natural das Ilhas Selvagens.



O impacto dos incêndios florestais de Agosto de 2010 na Madeira na avifauna nidificante e a recuperação das colónias de nidificação da freira da Madeira (pterodroma madeira) é um dos temas que estará em debate neste congresso.



Segundo o director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, no maciço central montanhoso da Madeira "foi efectuada uma intervenção de urgência com os objectivos de consolidar as condições de sobrevivência dos juvenis, recuperar localmente os ninhos no sentido de promover o regresso das aves na época de reprodução de 2011 e fazer a retenção dos solos através da colocação de manta anti-erosão".



Paulo Oliveira salientou que "foram recuperados e ou construídos cerca de 100 ninhos artificiais, todos os ninhos existentes foram recuperados/construídos no exacto local onde estavam georefenciados e foi recolocado o cordão de exclusão de predadores gatos, ratos e murganhos".



O director do PNM considerou, por isso, que "os resultados da época de reprodução de 2011 abrem boas perspectivas para a recuperação da espécie no curto e médio prazo, tendo estado cerca de 50 ninhos activos e sendo o saldo final de 16 juvenis que sobreviveram desta ave endémica da Madeira".



O impacto da iluminação pública nas aves marinhas é outro tema do congresso que será desenvolvido pela bióloga Cátia Gouveia, da SPEA - Madeira.



Segundo esta investigadora, em virtude do encadeamento (poluição luminosa), as aves marinhas, sobretudo os juvenis, perdem-se e chocam contra as escarpas havendo o registo, desde 2003, de mais de 300 aves mortas.



Para Cátia Gouveia, há necessidade de sensibilizar as pessoas e os poderes públicos para os efeitos da poluição luminosa de modo a contrariar esta tendência de mortalidade: "basta reposicionar os projectores para o chão ou introduzir temporizadores, entre outras coisas".



Paulo Castro e Sofia Alves abordarão a "Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas, um instrumento de planeamento que pode potenciar o turismo ornitológico da Macaronésia como um produto único".




O congresso discutirá ainda as aves da Macaronésia, a ecologia, a conservação de aves florestais e endémicas, a monitorização das aves comuns e a sua utilização como indicadores do estado dos ecossistemas e as perspectivas sócio-económicas e conservação da natureza.

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Abutre negro de regresso ao Parque Natural do Tejo Internacional

28/10

2011

às 15:20

 

O abutre negro, espécie em perigo, voltou a nidificar em Portugal e a cria nascida em Abril no Parque Natural do Tejo Internacional, a terceira nos últimos 40 anos, já começou a voar fora da colónia onde nasceu.



Segundo a Quercus, que tem procurado reduzir as ameaças a esta espécie, são três os casais de abutres negros a nidificar na colónia do Tejo Internacional, embora sejam entre 100 e 120 os abutres que utilizam esta região portuguesa, vindos de Espanha.



Os ninhos estão numa zona de caça turística, o que prova ser possível compatibilizar esta actividade com a conservação da natureza, desde que sejam seguidas as regras definidas, como disse hoje, à agência Lusa, Samuel Infante, da Quercus.



A associação ambientalista está a desenvolver várias acções de conservação dirigidas ao abutre preto e a outras espécies em perigo para eliminar ou reduzir os factores de ameaça e segue estas aves via satélite, para poder monitorizar os seus movimentos diários.


Está também a implementar acções de conservação contra o uso ilegal de venenos através do projeto LIFE e a disponibilizar regularmente alimento em dois alimentadores de abutres.



O abutre preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no início da década de 70, devido à perseguição, ao uso de venenos, à redução de alimento, e à destruição do habitat onde instalavam os ninhos. Actualmente, as árvores já cresceram e atingiram a dimensão adequada para receber os ninhos, explicou Samuel Infante.



Os casos de abutres negros mortos por envenenamento têm vindo a descer nos últimos anos, segundo o técnico da associação, e em 2010, foram três as situações registadas.



A espécie manteve-se presente na faixa fronteiriça das regiões centro e sul com indivíduos provenientes de Espanha onde existe uma população de 1.845 casais.



Igualmente visando a protecção desta espécie, a Liga para a Proteção da Natureza (LPN) gere o programa LIFE Habita Lince Abutre com o objectivo de fixar os animais ao território português e fazer com que estabeleçam colónias nas regiões da Rede Natura Moura, Mourão, Barrancos e Vale do Guadiana.

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Câmara da Nazaré alienou 11 veados

27/10

2011

às 17:24

 

Uma quinta de Ourém e uma unidade hoteleira de Portel vão receber onze veados alienados hoje pela Câmara da Nazaré numa hasta pública que rendeu à autarquia 3.050 euros.



De acordo com a câmara, apenas três concorrentes apresentaram propostas para a aquisição dos animais, que se encontravam no cercado do Pinhal de Nossa Senhora da Nazaré e que a autarquia decidiu alienar por considerar que "os seis hectares do cercado começam a ser apertados", devido ao "crescimento exponencial da população de veados", explicou a vice-presidente, Mafalda Tavares.



Os dois primeiros lotes, constituídos por um macho e duas fêmeas cada, foram adquiridos por 2.000 euros pelo proprietário de uma quinta rural em Ourém, com o objectivo de criar mais um "ponto de atracção turística à propriedade de 16 hectares", informou o empresário durante a sessão de hasta pública.



O terceiro lote, constituído por cinco machos, foi alienado por 1.050 euros a uma unidade hoteleira localizada em Portel, no Alentejo.



A adjudicação dos veados foi feita segundo o critério do preço mais elevado oferecido nas propostas, depois de uma primeira hasta pública (em Julho) ter ficado vazia, devido aos eventuais interessados "não terem tido tempo de tratar de todos os requisitos legais para a sua compra, transporte e manutenção", explicou então o presidente do júri, Belmiro da Fonte.



Os animais fazem parte de uma comunidade de veados que povoam o cercado do Pinhal de Nossa Senhora da Nazaré, junto à Praia do Norte, no âmbito de um projecto desenvolvido pela câmara municipal e pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré desde 2005.



"Durante estes anos verificou-se uma adaptação favorável que se traduz numa considerável capacidade de reprodução", disse, à Lusa, o presidente da câmara, Jorge Barroso, admitindo que a alienação de veados "passe a ser uma prática sistemática".



Após o levantamento dos veados que hoje foram alienados, permanecerão no cercado dois machos, seis fêmeas e as crias.



A opção pelos cervídeos surgiu como "uma evocação à lenda do milagre de D. Fuas Roupinho", segundo a qual o alcaide avistou um veado quando caçava e começou a persegui-lo até que o animal se dirigiu para uma falésia na Nazaré, onde, de súbito, surgiu um denso nevoeiro.



Quando o cavaleiro se deu conta estava no topo da falésia, em perigo de morte, mas reconheceu estar ao lado da gruta onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora. Ao rogar "Senhora, valei-me", o cavalo fincou as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio e D. Fuas salvou-se, enquanto o veado se precipitou para o oceano. O alcaide mandou então construir no local uma capela.




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Fotografias da vida selvagem expostas em Lisboa

27/10

2011

às 14:37

  

Fotos: Direitos Reservados

Imagens do Concurso Internacional "Environment Wildlife Photographer" de 2010, o maior concurso de fotografia de natureza a nível mundial, estão expostas no Museu Nacional de História Natural, em Lisboa, até 30 de Dezembro

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No concurso de 2011 foi distinguido o fotógrafo português Nuno Sá, radicado nos Açores, pela fotografia "Racing blue" na categoria "The Underwater World". Nuno Sá é um dos fotógrafos mais premiados a nível mundial em vida marinha selvagem e foi distinguido pelas imagens de tubarões azuis tiradas ao largo do Faial, no mar dos Açores.



A fotografia de Nuno Sá pode ser vista na página oficial do concurso e integra a mostra do Museu de História Natural de Londres, inaugurada a 21 de Outubro e que ficará patente até 11 de Março, seguindo depois para Washington.



"O facto de ter, em simultâneo, duas imagens expostas no London Natural History Museum e no Smithsonian Natural History Museum, dois dos maiores museus de história natural do mundo, é um valioso contributo para a divulgação dos Açores como destino de ecoturismo", afirmou Nuno Sá à agência Lusa.



"Foi com grande satisfação que recebi a notícia de que tinha sido premiado neste concurso, um feito que todos os fotógrafos de natureza aspiram um dia alcançar", frisou Nuno Sá, salientando a "enorme visibilidade" deste concurso.



A fotografia de um tubarão azul ao largo do Faial, foi "Highly Commended" na categoria de Imagem Subaquática, estimando-se que possa ser vista por cerca de 2,5 milhões de pessoas durante a exposição, que inclui as 108 fotos escolhidas pelo júri das quase 41 mil enviadas a concurso, oriundas de 95 países.



Esta é a segunda vez que Nuno Sá é distinguido neste concurso, promovido em conjunto pelo Museu de História Natural de Londres e a BBC Wildlife.

                      

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