Raiva matou duas pessoas em Portugal no último meio ano

01/02

2012

às 15:23

A Direção-Geral da Saúde recomenda aos viajantes oriundos de países onde existe raiva, nomeadamente Angola e Guiné-Bissau, para consultarem um médico caso tenham sido mordidos por animais potencialmente infectados, após a detecção de dois casos em Portugal.



"Estes casos não foram adquiridos em Portugal", disse hoje, à agência Lusa, o director-geral da Saúde, adiantando que as duas vítimas acabaram por morrer, uma delas em Portugal.



Francisco George explicou que "a raiva é uma doença infecciosa que, uma vez declarada, mata sempre". Contudo, as pessoas podem vacinar-se contra a raiva depois da agressão do animal.



"É uma doença que pode ser evitada, mesmo depois da pessoa ter sido mordida por um cão ou por um gato, num país onde existe este problema. A vacina é eficaz se for administrada mesmo depois da exposição à mordedura", informou.



Segundo Francisco George, um dos casos resultou de uma mordedura de um cão, na Guiné-Bissau, e o outro foi provocado por lesões no seguimento de uma agressão de um gato, em Angola.



Em comunicado publicado no site, a DGS lembra que "Portugal é um país livre de raiva animal e sem ocorrência de casos humanos autóctones desde 1952". No entanto, salienta, a doença pode ocorrer em pessoas provenientes de países onde a raiva animal ainda não foi eliminada.



Para a DGS, a ocorrência destes dois caos nos últimos seis meses "evidencia a possibilidade de importação de casos no contexto da mobilidade de pessoas oriundas de países onde a enzoótia tem progredido nos últimos anos, nomeadamente nos de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa".


Em nenhum dos casos, durante o período de incubação, foi identificada a necessidade de profilaxia pós-exposição.



Neste contexto, a Direcção-Geral da Saúde recomenda aos viajantes provenientes de áreas geográficas onde a raiva é enzoótica (cães, gatos, morcegos ou outros animais selvagens) para consultar um médico caso tenham sido expostos "a mordeduras, beliscaduras, arranhões e/ou abrasões de animais potencialmente infetados"



Aconselha também a quem tenha sido vítima de "mordeduras múltiplas ou com sangue" ou que tenha estado em contacto directo com morcegos para recorrer a um médico.



Por outro lado, a DGS aconselha os profissionais de saúde que atendam os utentes provenientes destes países de risco para a raiva para os esclarecer da ocorrência destas situações e encaminhá-los, se necessário, para os serviços de vacinação contra a raiva (vacinação pós-exposição).



Em Portugal, a administração da vacina contra a raiva, em situações de pós-exposição, pode ser efectuada de forma gratuita em vários hospitais de todo o país.

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