Por que têm as aranhas tantas patas?

17/05

2012

às 15:45

 

Os cientistas consideram que as aranhas têm mais patas do que aquelas que verdadeiramente precisam, mas que isso poderá ser uma vantagem na hora de fugir dos predadores.



Depois de recolherem milhares de fêmeas de aranhas selvagens, os investigadores verificaram que 10% tinha menos uma pata do que as oito habituais.



“Perguntámo-nos se isso de alguma forma as prejudicava”, referiu, ao jornal espanhol ABC, Alain Pasquet, na Universidade de Nantes, em França, um dos co-autores do estudo.



A equipa de investigadores colocou 123 aranhas da espécie Zygiella x-notatas em caixas de plástico individuais, onde pudessem construir teias. Verificaram que 60 tinham as oito patas, e que as restantes tinham menos uma ou mais patas.



Pasquet e os seus colegas descobriram que as teias construídas pelas aranhas a quem faltavam patas não eram muito diferentes das restantes.



Posteriormente, os investigadores colocaram moscas dentro das mesmas caixas e constataram que as aranhas que tinham menos patas conseguiam caçá-las e comê-las sem qualquer dificuldade.



“Estávamos realmente surpreendidos, já que esperávamos que a falta de uma pata iria prejudicar a capacidade das aranhas em encontrar comida, mas não é assim”, sublinhou Alain Pasquet.



Baseando-se nos dados obtidos, os autores sugerem que as aranhas têm patas que na realidade não precisam, mas que é vantajoso no caso de um predador lhes arrancar uma das patas, por exemplo.



Mesmo assim, parece haver um limite ao número de patas que uma aranha pode perder. Os investigadores encontraram poucas aranhas no seu habitat natural às quais faltassem mais do que duas patas. Em laboratório, as aranhas com apenas cinco patas construíam teias de muito má qualidade.

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Dinossauros já sofriam de artrite

15/05

2012

às 20:41

 

Foto: Direitos Reservados

 

Paleontólogos descobriram que, tal como os humanos em idade avançada, os dinossauros do período Jurássico Superior também sofriam de artrite, há 150 milhões de anos, noticiou hoje a agência Efe.



A descoberta, cujos resultados são publicados na quarta-feira na revista Paleontologia, foi feita a partir do fóssil de um crânio com 1,7 metros de comprimento de um pliossauro-fêmea, que viveu nas águas há 150 milhões de anos.



O fóssil, sobre o qual trabalharam paleontólogos da Universidade britânica de Bristol, foi encontrado na região Sudeste do Reino Unido.



A investigação realça que a mandíbula do réptil marinho apresenta claros sinais de artrite, a doença degenerativa das articulações que lhe terá causado a morte.



Os pliossauros, predadores eficazes que podiam medir mais de oito metros de comprimento, tinham uma cabeça parecida com a dos crocodilos, um pescoço curto, um corpo semelhante ao de uma baleia e quatro poderosas barbatanas para se movimentarem na água.



De acordo com os investigadores, a artrite provocou a deslocação de partes da mandíbula da fêmea, cujo fóssil do crânio foi encontrado num bocado de argila, no condado de Wiltshire.



Os paleontólogos creem que o pliossauro padeceu da doença durante anos, já que descobriram vestígios de impactos dos dentes da mandíbula superior na inferior, que terão sido originados no processo de alimentação.



"Da mesma forma que os humanos que envelhecem desenvolvem artrite nas ancas, esta 'velha senhora' desenvolveu artrite na mandíbula e conseguiu viver com esta incapacidade durante um tempo", sustentou a paleontóloga Judyth Sassoon.



No limite, apontou, o desgaste progressivo dos ossos terá provocado a "rotura da mandíbula" e o pliossauro "não conseguia alimentar-se", situação que "conduziu à sua morte".

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Afinal, os burros não são teimosos!

14/05

2012

às 15:38

 

Foto: Rui Coutinho/Global Imagens/Arquivo

Afinal, ao contrário do que julgávamos, os burros e as mulas não são teimosos. Pelo menos essa é a conclusão de um estudo promovido pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres.



Em declarações à edição inglesa do jornal Metro, Ben Hart, do Santuário de Burros, sublinhou que “as histórias sobre a evolução dos burros e das mulas” levou a um comportamento que tem sido mal-interpretado e que contribuiu para que eles ganhassem a fama de serem teimosos.



“O comportamento do burro é normalmente mal-entendido porque é comparado com o do cavalo, em vez de ser entendido como o comportamento de uma espécie isolada”, explicou.



“Se olharmos para a evolução dos burros domésticos e dos burros selvagens, é possível explicar a diferença de comportamentos e acabar com a sua reputação de animais teimosos”, acrescentou.



Os burros têm sido associados à teimosia desde a era antes de Cristo. Os poetas gregos Homero e Ésopo consideravam-nos criaturas “estúpidas, servis e teimosos”.

Cães são contagiados pelos bocejos humanos

10/05

2012

às 20:11

Os cães também são contagiados com os bocejos dos humanos, segundo demonstra um estudo apresentado no Congresso Nacional de Etiologia, em Lisboa.


Segundo o jornal britânico Telegraph, os cães respondem a qualquer som, como o do bocejar, mesmo que ninguém esteja a fazê-lo.



“Os resultados sugerem que que os cães têm a capacidade de empatizar com os humanos”, explicou Karine Silva, da Universidade do Porto, coordenadora do estudo.


Os investigadores escolheram 29 cães que viviam com os donos há pelo menos seis meses. Primeiro, gravaram o som dos donos a bocejar e depois deram-no a ouvir aos animais. Puseram-nos também a ouvir o bocejar de um estranho e o som do bocejar, mas ao contrário.



O estudo permitiu concluir que pelo menos metade dos cães bocejavam quando ouviam a gravação de um bocejar humano. Quando se tratava do bocejar do dono, o número de cães que imitavam aumentava cinco vezes.

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O maior crocodilo de sempre media oito metros e comia seres humanos

09/05

2012

às 16:34

 

 Foto: ABC

O maior crocodilo de todos os tempos viveu no Quénia entre dois a quatro milhões de anos atrás e media mais de oito metros de comprimento, segundo um estudo publicado na revista Journal of Vertebrate Paleontology citado pelo jornal espanhol ABC.



O seu aspeto era semelhante ao do crocodilo do Nilo, embora mais corpulento, como se tivesse tomado esteroides, o que o torna, segundo os investigadores que o descobriram, no maior crocodilo de todos os tempos.



O Crocodylus throbjarnarsoni, como foi batizado, superava os oito metros de comprimento e foram precisos quatro homens para levantarem a sua cabeça fossilizada.



“Este é o maior crocodilo conhecido”, assegura Christopher Brochu, da universidade americana de Iowa. “Pode ter superado os oito metros de comprimento. Em comparação, o maior crocodilo do Nilo registado media 6,4 metros e a maioria é muito mais pequena”.



Brochu reconheceu a nova espécie há três anos quando estudava uns fósseis no Museu Nacional do Quénia, em Nairobi. Alguns destes fósseis foram encontrados em áreas onde foram feitas descobertas importantes de fósseis humanos.



O crocodilo “viveu ao lado dos nossos antepassados e é provável que os tenha comido”, sublinha o mesmo investigador. Brochu diz que embora os fósseis não contenham evidências de que estes encontros mortais tenham ocorrido, os crocodilos tendem a comer tudo o que possam engolir, e os humanos dessa época mediam pouco mais de 1,20.



“Os crocodilos eram maiores do que os atuais e os humanos mais pequenos, por isso não era preciso mastigarem muito”, acrescenta. O investigador acredita que os encontros entre os humanos e estas bestas eram normais, já que o homem primitivo, como outros animais, utilizavam água dos rios e dos lagos onde estes repteis estavam à espreita.

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Cientistas russos fotografam pela primeira vez uma orca albina

26/04

2012

às 14:59

 

Cientistas russos fotografaram pela primeira vez um exemplar de orca albina no Pacífico norte, a este da península de Kamchartka, noticia o jornal espanhol Público. Os investigadores batizaram este raro exemplar de Iceberg.



A orca foi vista junto a um grupo de 12 baleias perto das ilhas Commander, uma das maiores reservas marinhas da Rússia. As fotografias foram publicadas no site Russian Orcas.



“Em muitos sentidos, Iceberg é o símbolo de toda a pureza, selvagem e extraordinariamente emocionante que existe no oceano à espera de ser descoberto”, disse Erich Hoyt, coordenador do projeto Far East Russia Orca. “O objetivo é manter o oceano limpo para que este tipo de surpresas aconteçam”, acrescentou.

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Macacos são capazes de aprender a "ler"

13/04

2012

às 17:17

 

É necessário ser capaz de falar para a prender a ler? Não, segundo uma experiência realizada por investigadores de Marselha, França, que conseguiram demonstrar que os babuínos são capazes de identificar palavras escritas.



Dan, o melhor aluno dos seis macacos que participaram no estudo e que tinha três anos quando realizou a prova, aprendeu a distinguir 308 palavras escritas corretamente a partir de oito mil vocábulos que que lhe foram mostrados durante um mês e meio num centro de primatas em Aix-en-Provence, França, segundo o jornal espanhol La Vanguardia.



Os investigadores colocaram um ecrã tátil no recinto onde os primatas estavam, através do qual passavam palavras em inglês com quatro letras a alta velocidade. Os macacos deveriam tocar numa forma ovalada se a palavra estivesse corretamente escrita e numa cruz se isso não acontecesse. Por cada resposta correta, recebiam como recompensa um punhado de cereais.



Os cientistas realizaram entre 43 mil e 56 mil testes a cada animal. Na primeira fase, as palavras corretamente escritas apareciam com maior frequência. “Em poucos dias, os babuínos foram capazes de distinguir palavras escritas de com uma ortografia muito semelhante”, explicou Jonathan Graingner e Joel Fagot, dois investigadores do laboratório de psicologia cognitiva de Marselha que participaram neste estudo, publicado na revista Science.



Depois de memorizarem a ortografia de várias dezenas de palavras, começaram a notar a diferença entre as palavras corretas e as incorretas nas primeiras apresentações, embora a aparição frequente da mesma palavra os induzia em erro.



Os investigadores consideram que isto demonstra que os macacos são capazes de “identificar e memorizar padrões na organização das palavras com o objetivo de detetar anomalias”.

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Como é que os gatos sobrevivem a grandes quedas?

02/04

2012

às 15:52

 

Uma gata que vive na cidade americana de Boston sobreviveu depois de ter caído do 19º andar, tendo sofrido apenas alguns arranhões no peito. O episódio levantou uma vez mais a questão: como é possível os gatos sobreviveram após uma queda tão grande?



A dona do animal, a enfermeira Brittney Kirk, tinha deixado uma janela aberta, na quarta-feira, para que Sugar se refrescasse. Mas a gata acabou por cair e aterrar num relvado, conta a BBC. Os serviços de controlo animal recolheram-na e devolveram-na à dona graças à informação contida no microship implantado em Sugar.



De acordo com biólogos e médicos veterinários, a extraordinária capacidade que os gatos têm em sobreviver a quedas de grandes altura é uma simples questão de física, de fisiologia e de biologia da evolução.



“Este episódio recente não surpreende”, diz Jacke Socha, um biomecânico da Universidade Tecnológica da Virgínia, nos EUA. “Sabemos que os animais têm estes comportamentos, há imensos registos de gatos que sobreviveram”.

                          


Num estudo realizado em 1987, que consistiu no estudo de 132 gatos que caíram de grandes alturas e foram transportados para uma clínica veterinária especializada em emergências, em Nova Iorque, os investigadores concluíram que 90% dos animais sobreviveu e que apenas 37% precisaram de cuidados médicos para continuarem vivos.



Um dos gatos, que caiu do 32º andar, sofreu um problema no pulmão e perdeu um dente, mas teve alta 48 horas depois do acidente.



Os cientistas explicam que os corpos dos gatos foram construídos para resistirem a quedas, desde o momento em que estão em pleno ar até ao instante em que atingem o chão. Eles têm uma área de superfície corporal grande em relação ao peso, o que reduz a força com que chegam ao chão quando caem.


Além disso, conseguem estender as patas para criar o efeito paraquedas, segundo Andrew Biewener, professor de biologia de organismos e evolucionária da Universidade de Harvard. Contudo, ainda não se percebe plenamente como é que esse ato amortece a queda.

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Os macacos também fazem greve

29/03

2012

às 15:19

Foto: José Carlos Pratas/Global Imagens/Arquivo

O animal humano não é o único primata a fazer greve. Na realidade, o protesto dos indignados “sapiens” espanhóis que hoje se revoltam contra a reforma laboral do Governo tem profundas raízes evolutivas, inscritas no ADN que partilhamos com os nossos parentes mais próximos.



Pelo menos foi o que revelou as investigações pioneiras do grande primatólogo Frans de Waal, diretor do Laboratório Yerkes de Investigação de Primatas de Atlanta (EUA).



“Comprovámos que se dermos a um macaco capuchinho uma recompensa menor do que a outro que desempenhou a mesma tarefa, o primata prejudicado fica revoltado e não colabora mais”, explicou De Waal ao jornal espanhol El Mundo.



“Por isso, estou convencido de que estas macacos entendem perfeitamente quando são tratados de forma injusta e podem revoltar-se contra a desigualdade de uma maneira comparável às greves dos humanos”, assegurou o primatólogo.



Para chegar a esta conclusão, Frans de Wall e os seus colegas ensinaram um grupo de macacos capuchino a desempenhar tarefas simples. O trabalho consistia em recolher pedras e colocá-las na mão de um dos investigadores. Como recompensa, os investigadores davam-lhe um pepino.



Até aí, a produtividade desta espécie de empresa corria bem. Se todos os macacos recebessem o mesmo “salário”, sem diferenças significativas no tamanho dos pepinos, reinava a paz social e 90% dos capuchinhos cumpria com as suas obrigações em menos de cinco segundos.

                              

Foto: AP


Os problemas começaram quando, de forma indiscriminada, os investigadores decidiram aumentar o “salário” de alguns trabalhadores. Perante o olhar atónito dos restantes macacos, os capuchinhos afortunados começaram a receber uvas em vez de pepinos cada vez que recolhiam uma pedra.



Para compreender a gravidade do assunto, há que ter em conta que aos olhos (e boca) de um capuchinho, uma suculenta e doce uva tem um valor infinitamente superior a um pepino medíocre.



A reação dos macacos preteridos foi a mesma de uma qualquer trabalhador em situação de desigualdade manifesta: perderam a motivação, caíram no marasmo e começaram a desobedecer aos investigadores. O conflito laboral estalou e os capuchinhos maltratados recusaram continuar a trabalhar.


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Cientista portuguesa estudou chimpanzés para compreender bipedismo

20/03

2012

às 20:20

 

A cientista portuguesa Susana Carvalho conseguiu comprovar, em chimpanzés da Guiné Conacri, que a necessidade de transporte de alimentos raros terá impulsionado o bipedismo, dando "um passo em frente" na compressão de uma caraterística humana.



"É um passo em frente na compreensão de uma das nossas caraterísticas únicas", declarou à agência Lusa a antropóloga Eugénia Cunha, orientadora no doutoramento de Susana Carvalho, que segunda-feira passada prestou provas com sucesso na Universidade de Cambridge.



Esta conclusão sobre o bipedismo é uma das conclusões a que a investigadora chega na sua tese sobre "arqueologia dos primatas", e resulta de um trabalho de campo na Guiné Conacri, confirmando uma teoria de 1961, até agora não validada por observações de primatas.



"Susana Carvalho é das investigadoras a nível mundial com mais experiência de campo em chimpanzés", acrescentou Eugénia Cunha, frisando que tal trabalho é objeto de um artigo científico hoje publicado em Inglaterra, em que a investidora portuguesa surge como a principal autora, juntando ainda colegas britânicos, dos EUA e Japão.



Tal artigo científico - acrescenta - "vem dar razão" àquela teoria científica, de que "o bipedismo é uma estratégia muito benéfica no sentido de carregar alimentos pouco disponíveis", que "eram muito raros e preciosos".



"Esta observação vem mostrar de facto - porque sempre foi uma grande questão o que é que fez evoluir o bipedismo - que uma das fortes estratégias evolutivas do bipedismo tem a ver efetivamente com o transporte de alimentos valiosos", sustenta a antropóloga Eugénia Cunha, professora na Universidade de Coimbra.



A possibilidade de poder transportar o máximo de uma só vez, na boca, nos membros superiores, "terá sido uma fortíssima pressão evolutiva, seletiva, que levou efetivamente à evolução do bipedismo", concluiu.

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Descoberta nova espécie de rã... entre os arranhas-céu de Nova Iorque

16/03

2012

às 14:26

 Foto: Brian Curry/Rutgers University/AFP
 

Uma nova espécie de rã, que passou despercebida aos cientistas durante mais de um século, foi descoberta... no bairro nova-iorquino de Staten Island, noticiou a agência Efe.



"No meio de alguns dos arranha-céus mais altos do mundo, e com vista para a Estátua da Liberdade, cientistas encontraram uma nova espécie de rã", refere o portal da Universidade Rutgers, de Nova Jérsia, uma das instituições que participaram na descoberta do "achado".



O anfíbio, que se caracteriza pelos pontos pretos que cobrem o seu corpo, mas que ainda não foi batizado, passou despercebido aos cientistas durante mais de cem anos devido à sua semelhança com uma variedade muito comum de rã-leopardo.



Contudo, as provas de ADN a que a nova espécie foi submetida confirmaram que não era uma comum rã-leopardo.



Os cientistas creem que a nova espécie de rã é, muito provavelmente, o mesmo tipo de rã-leopardo que desapareceu, há várias décadas, de Long Island e de outras zonas.



Um dos investigadores, Jeremy Feinberg, da Universidade Rutgers, estava a estudar a rápida diminuição do número de rãs-leopardo, quando constatou que algumas delas coaxavam de maneira diferente, pelo que decidiu realizar provas genéticas.



Segundo Feinberg, "desde finais de 1800 que os cientistas especulavam sobre a raridade de algumas rãs", só que, "até à chegada da biologia molecular, era difícil provar alguma coisa".

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Ratos infetados com parasita da Toxoplasmose são presas mais fáceis de gatos

15/03

2012

às 15:06

 

Investigadores portugueses constataram que ratinhos infetados com Toxoplasma são menos cautelosos e, por isso, arriscam-se mais a ser caçados por gatos, favorecendo a transmissão do parasita aos felinos e a outros animais.



Os resultados da investigação, a cargo da bióloga Cristina Afonso, do físico Vítor Paixão e do neurocientista Rui Costa, que trabalham na Fundação Champalimaud, foram publicados na quarta-feira na revista científica PLoS ONE, anuncia a agência Lusa.



Em declarações à agência Lusa, Cristina Afonso explicou que o estudo, desenvolvido em ratinhos de laboratório, procurou demonstrar que "um animal infetado com Toxoplasma possui alterações de comportamento que favorecem a transmissão do parasita".



A infeção por Toxoplasma, a Toxoplasmose, propaga-se através de roedores como os ratos (hospedeiros iniciais do parasita) e de gatos (hospedeiros definitivos). Destes últimos, o parasita pode ser transmitido a outros animais (galinhas, ovelhas, cabras, vacas, porcos...) por meio das fezes e, depois, aos humanos pela ingestão de carne crua ou mal cozinhada.



A equipa de cientistas portugueses verificou que os ratinhos que tinham sido infetados com Toxoplasma eram menos cautelosos do que os saudáveis e, por isso, eram presas mais fáceis para os seus predadores.



"Os animais [infetados] mexiam-se mais depressa, aceleravam mais quando começavam a mexer-se, a forma como organizavam o seu movimento foi alterada. Normalmente, um ratinho mexe-se em segmentos de movimento muito curtos, mexe-se um bocadinho, depois para, observa o seu ambiente. Nos animais infetados com o parasita, isto não acontecia, locomoviam-se durante períodos de tempo muito prolongados", descreveu a bióloga.



Os investigadores observaram ainda que, nos roedores com alterações de comportamento, o parasita, que se aloja no cérebro e se mantém dormente na forma de cistos (quistos), distribui-se por um "circuito" de áreas do cérebro que "conversam umas com as outras" e não por uma única área.



Apesar de o estudo ter sido feito em laboratório, Cristina Afonso acredita que "a dinâmica da infeção seria semelhante" com ratinhos no seu habitat natural.



Sabendo que o Toxoplasma não atua por motivação, a equipa de cientistas pretende, descortinar, no próximo passo da investigação, como é que é feita a seleção do parasita nos roedores.



O estudo foi realizado ao abrigo do Programa Champalimaud em Neurociência.

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Os golfinhos são "pessoas não humanas"

25/02

2012

às 15:02

 

Não só os primatas. Os golfinhos e as baleias também devem ser tratados como “pessoas não humanas”, com direito à vida e à liberdade, segundo propõem prestigiados cientistas reunidos na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, a maior do mundo, que se realiza em Vancouver, no Canadá.



Peritos em conservação e comportamento dos animais consideram que estes cetáceos são suficientemente inteligentes para que recebam as mesmas considerações éticas que os seres humanos, de acordo com o jornal espanhol ABC. Isto implica colocar um fim à sua casa, ao cativeiro e abusos.



Por este motivo, apoiam a criação de uma Declaração dos Direitos dos Cetáceos.



“A ciência tem demonstrado que a individualidade – a consciência de si próprio – não é uma característica única do ser humano. Isto levanta uma série de desafios”, disse, à BBC, Tom White, professor de ética na Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles, nos Estados Unidos.



Os investigadores que estão de acordo com esta corrente de pensamento concluem que, embora não sejam seres humanos, os delfins e as baleias são “pessoas” no sentido filosófico, o que tem importantes implicações.



A declaração, primeiro aprovada em Maio de 2010, assinala que os cetáceos têm direito à vida, não podem ser obrigados a estar em cativeiro nem a ser objecto de maus tratos, nem a serem retirados do seu ambiente natural.



Da mesma forma, não podem ser propriedade de ninguém. A base de todos é que os golfinhos têm consciência de si mesmos, reconhecem a sua imagem ao espelho. Sabem quem são.

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Cavalos diminuem de tamanho à medida que a temperatura aumenta

24/02

2012

às 15:13

 

Os animais tendem a perder tamanho à medida em que as regiões em que vivem se tornam mais quentes. Este postulado, proposto pelo biólogo *** Bergmann em 1847, serviria apenas para aqueles grupos, como os mamíferos e as ave, auto-regulam o calor corporal.



A partir de agora, já se pode incluir os cavalos entre os animais que dão razão a esta regra de Bergmann, de acordo com um estudo publicado no último número da revista Science, divulgado pelo jornal espanhol Público.



Os investigadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, analizaram o tamanho das dentaduras fósseis de exemplares de cavalos encontradas no estado de Wyoming, pertencentes a um período de tempo amplo e abarcando importantes períodos de oscilação climática.



Ao cruzar os dados, chegaram à conclusão de que quanto mais alta era a temperatura, menor era o tamanho do equídeo. Há 55 milhões de anos, quando o planeta viveu um severo aumento da temperatura atmosférica, a dimensão média dos cavalos se reduziu em 30%.



Naquela época, a temperatura média anual global era geralmente acima dos 20ºC, enquanto actualmente é de 14ºC. No final desse período quente (chamado Paleoceno-Eoceno), os cavalos aumentaram de tamanho em 75%.

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Bióloga portuguesa descobre novos insectos na gruta mais funda do mundo

22/02

2012

às 19:19

 

Insectos primitivos, sem asas e sem olhos, que vivem em total escuridão na gruta mais profunda do mundo, são a mais recente descoberta da bióloga portuguesa Sofia Reboleira.


"A descoberta de vida a semelhante profundidade lança novas luzes sobre a forma como olhamos para a vida na Terra", disse à Lusa a bióloga Sofia Reboleira que, juntamente com Alberto Sendra (do Museu Valenciano de História Natural), descobriu mais quatro novas espécies para a ciência.


São diminutos insectos, desprovidos de asas de olhos, "que vivem na gruta mais profunda do mundo, em total escuridão"e que há milhões de anos desenvolvem mecanismos de adaptação que lhes permitem viver a grandes profundidades.


Os animais, denominados colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), foram descobertos durante os trabalhos bioespeleológicos de Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, durante a expedição Ibero-Russa do CAVEX Team à "gruta mais profunda do mundo" no verão de 2010.


Trata-se da gruta Krubera-Vorónia, que alcança a profundidade de 2191 metros abaixo do nível do solo.


Localizada na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro, nas montanhas do Cáucaso Ocidental, é a única caverna do mundo que ultrapassa os dois quilómetros de profundidade.


A descoberta foi, na terça-feira, publicada na revista científica Terrestrial Arthropod Reviews, sendo os insectos descritos por Rafael Jordana e Enrique Baquero (Universidade de Navarra, Espanha).


Os animais têm o nome científico Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis e são "a última espécie do animal terrestre mais profundo de sempre, ao ser descoberto à impressionante profundidade de 1980 metros abaixo da entrada da cavidade", explicou a bióloga natural das Caldas da Rainha.


Estes animais cavernícolas vivem, segundo Sofia Reboleira, em "total ausência de luz e com recursos alimentares extremamente escassos" e possuem "adaptações únicas".


São desprovidos de pigmentação, não possuem olhos e "desenvolveram estratégias morfo-fisiológicas que lhes permitem viver a em grandes profundidades, durante milhões de anos", sublinha a bióloga, exemplificando com o caso, de uma das novas espécies que "tem uma espectacular estrutura quimiorrecetora, um tipo de órgão pós-antenal, habitual nos collembolos, mas altamente especializado para a vida subterrânea", conclui


Com esta aumentam para nove as espécies já descobertas por Sofia Reboleira (três escaravelhos e um pseudoescorpião) durante o trabalho de campo realizado em grutas da Serra D'Aires e Candeeiros, do Algarve e do Montejunto.


As descobertas costumam ser financiadas pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia, da qual a bióloga é bolseira, mas, desta vez, explica Sofia Reboleira, "foi uma expedição feita nas férias e paga integralmente pelos expedicionários".

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