Baleia azul rastreada pelo seu canto

27/03

2013

às 15:23

Um grupo de cientistas liderado por australianos rastreou pela primeira vez baleias azuis na Antártida, através do uso de tecnologia acústica para seguir o seu canto, informou hoje o governo.


A baleia azul, o maior animal do planeta, é raramente detetada no Oceano Antártico, mas um grupo de investigadores conseguiu localizar e marcar alguns destes mamíferos pelos sons que emitem.


O ministro do Ambiente, Tony Burke, disse que os investigadores, que passaram sete semanas a trabalhar em pequenos barcos no gelo do Antártico, ficaram seduzidos pelo comportamento das baleias.


"A baleia azul do Antártico pode ter até 30 metros de comprimento e pesar até 180 toneladas, só a sua língua é mais pesada do que um elefante, e o seu coração é tão grande como um carro pequeno", disse Burke. "Mesmo o maior dinossauro era mais pequeno do que a baleia azul", acrescentou.

Os cientistas recolheram 23 biopsias e colocaram transmissores de satélite em duas baleias azuis Burke disse também que o estudo prova que não é necessário matar baleias para conduzir pesquisas científicas, numa referência à caça aos cetáceos do Japão no Antártico, alegadamente realizada em nome da investigação científica.

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Encontrada centopeia com 750 patas

21/11

2012

às 20:50

 

Um investigador americano descobriu na Califórnia o animal com o maior número de patas alguma vez visto: nada mais nada menos do que 750. O recorde pertence a uma centopeia (lllacme plenipes) que se julgava estar extinta. O último exemplar foi visto em 1928, segundo a National Geographic.



De acordo com Paul Marek e os seus colegas da Universidade do Arizona, nos EUA, as fêmeas têm até 750 patas e os machos cerca de 550. A maioria das outras espécies de centopeias tem entre 80 a 10 patas.



Paul Marek diz que estes animais “têm um certo estatuto mítico”. Intrigado com estas centopeias, em 2005, começou a procurá-las num terreno em São Francisco, Califórnia. Durante três anos, Marek e a sua equipa recolheram 17 espécimes em rochas de arenito.



Uma vez que estes antrópodes vivem no subsolo, acabaram por desenvolver garras, que os ajudam a agarrar-se às rochas subterrâneas. Desenvolveram ainda uma antena que as ajuda a descobrir o caminho no escuro. Os pelos do corpo produzem uma espécie de seda, criando, assim, a sua própria “roupa”.

Castração de burros e cavalos torna-os mais fáceis de domesticar

18/11

2012

às 17:37

 

O secretário técnico da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) afirmou hoje, em Miranda do Douro, que a castração de burros e cavalos torna os animais mais dóceis para quem os maneia em diferentes atividades.



"Com a experiência que fomos adquirindo com burros não castrados, devem ter apenas uma função reprodutora, já que se trata de animais com muito instinto e muito vivos. Muitas vezes quem compra burros não tem a experiência para domesticar um animal desta natureza e podem surgir problemas graves para quem os utiliza no dia-a-dia ", explicou hoje à Lusa, Miguel Nóvoa.


 

O responsável falava durante uma formação que decorreu em aldeias do concelho de Miranda do Douro e que juntou técnicos da AEPGA, veterinários e agricultores.


 

Na iniciativa foram apresentadas as razões para utilizar a técnica de castração em equídeos e asininos sem que os animais tenham qualquer espécie de sofrimento.


 

"Aconselhamos a quem adquire um burro inteiro que recorra à sua castração, para que o animal se torne mais dócil e mais fácil de domesticar, para assim poder desempenhar as suas funções na agricultura, já que quem tem burros são muitas das vezes pessoas com idade avançada e que não têm pulso para os segurar, já que se trata de animais espúrios", acrescentou o veterinário.


 

Por outro lado, o secretário técnico da AEPGA pretende que fiquem inteiros "os melhores reprodutores" e que mais se enquadram no padrão da raça asinina mirandesa, para assim fazerem a cobrição da fêmeas inscritas no Livros Genealógico da Raça do Burros Mirandês e haver a melhoria da genética dos animais, para assim serem mais valorizados.


 

"Esta cirurgia é feita aos testículos do animal, sendo efetuada sempre com a salvaguarda da saúde e o bem-estar do visado, onde são aplicadas as mais recentes técnicas cirúrgicas e recorrendo sempre a uma anestesia geral", disse Miguel Nóvoa.



Na opinião de Miguel Nóvoa o melhor período para a castração de um asinino ou equídeo é entre os 10 meses e os três anos.


Número de cagarros salvos este ano nos Açores diminuiu

16/11

2012

às 19:32

 

O número de aves marinhas salvas este ano, durante a campanha SOS-Cagarro, não chegou aos 2.000, devido à presença de menos animais no arquipélago, situação que está a ser estudada pelos cientistas.



Os números foram apresentados hoje, em conferência de imprensa, na cidade da Horta, pelo diretor regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, segundo o qual foram salvos apenas 1.987 cagarros, número inferior aos anos anteriores.



"Houve, de facto, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudos das Aves e segundo o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, um menor número de casais nidificantes no arquipélago este ano", sublinhou Frederico Cardigos.



Segundo explicou, "não se sabe" ainda as razões para esta quebra de cerca de um terço do número de aves marinhas que habitualmente procura os Açores para nidificar, mas de acordo com alguns investigadores, esta situação poderá estar relacionada com a existência de "menos comida" para as aves.



A comunidade científica está, entretanto, a tentar encontrar justificação para esta redução, porque os Açores têm um papel muito importante no desenvolvimento desta ave marinha, já que, cerca de 75% da população de cagarros existente em todo o mundo, nidifica nas ilhas.



Frederico Cardigos entende que este facto vem realçar ainda mais a importância da campanha SOS-Cagarro, que todos os anos junta centenas de voluntários, instituições, empresas e particulares, que recolhem os animais caídos na estrada, encadeados pela iluminação pública e pelas luzes dos automóveis.



O diretor regional dos Assuntos do Mar considera também que a redução da iluminação pública e do trânsito automóvel nalgumas artérias durante a noite, terá permitido que muitos tenham regressado ao mar sem necessitar da ajuda do homem.



São Jorge, São Miguel, Pico e Faial, foram as ilhas onde se registou maior número de salvamentos este ano, durante o período da campanha, que decorreu de meados de outubro a meados de novembro.

Conheca Fígaro, a catatua que fabrica ferramentas

06/11

2012

às 20:30

 

Uma catatuta-de-tanimbar criada em cativeiro chamou a atenção dos investigadores das Universidades de Oxford (Inglaterra) e de Viena (Áustria) por ter a capacidade de fabricar e utilizar ferramentas, o que nunca foi visto na sua espécie em estado selvagem. De forma espontânea, Fígaro, assim se chama a ave, utiliza o bico para cortar pequenos pedaços de madeira que usa para chegar à comida ou outros objetos, conta o jornal espanhol ABC.



Não está ainda clara a forma como a catatua descobriu a forma de cortar e de utilizar os instrumentos, mas os investigadores consideram que esta sua capacidade só demonstra o muito pouco que ainda sabemos sobre a evolução do comportamento inovador e da inteligência.



“Durante um dos nossos períodos de observação diários, Fígaro estava a brincar com uma pequena pedra. Num desses momentos, colocou-a entre a malha da gaiola e a pedra acabou por cair, ficando fora do seu alcance. Depois de umas tentativas falhas de tentar apanhá-la com as garras, pegou num pau e começou a puxar a pedra”, contou Alice Auersperg, da Universidade de Viena, que coordenou o estudo.



Para prosseguir com o estudo, os cientistas colocaram uma noz no local da pedra. Fígaro começou a picar um pedaço de madeira até conseguir um pau com o tamanho e a forma apropriados para servir de ferramenta e poder arrastar a noz.



O professor Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, acredita que, quando não é habitual uma espécie utilizar ferramentas, os indivíduos que são “curiosos, bons solucionadores de problemas e grandes cérebros, podem esculpir ferramentas de forma a satisfazer a sua nova necessidade”.

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Elefante coreano aprende a imitar fala humana

02/11

2012

às 18:59

 

Foto: AFP/Kim Jae-Hwan

Um elefante de um jardim zoológico da Coreia do Sul aprendeu a imitar a fala humana e a pronunciar algumas palavras, divulgou hoje um grupo de cientistas.



Koshik, um elefante asiático com 22 anos, recebe os visitantes do jardim zoológico Everland em Yongin, a sul de Seul, com palavras em coreano que significam "bom" ou "deita-te".



O elefante consegue igualmente imitar sons que são parecidos com as palavras "olá", "não" ou "senta-te", segundo a equipa de cientistas sul-coreanos e europeus que estão a estudar as vocalizações do mamífero.



Os elefantes não podem utilizar os lábios para emitir sons como os seres humanos, porque têm uma tromba em vez de lábios e um trato vocal de dimensões superiores. Mas o elefante Koshik consegue formar as palavras ao enrolar a trompa e ao introduzi-la na boca.



Os investigadores afirmaram que não conseguem determinar, até ao momento, como o elefante adquiriu esta habilidade, mas disseram acreditar que Koshik terá desenvolvido esta capacidade com o tratador que o acompanha há cerca de 19 anos, Kim Jong-gap.



"Os únicos laços sociais de Koshik são com o tratador e pensamos que ele aprendeu e reproduziu as palavras para reforçar a ligação de confiança com Kim", explicou Oh Suk-hun, veterinário do jardim zoológico Everland que estudou o comportamento do mamífero com cientistas da universidade de Viena (Áustria) e de Jean (Alemanha).



Koshik nasceu em 1990 num jardim zoológico perto de Seul. O elefante chegou ao jardim zoológico Everland com três anos.



"Koshik é como se fosse o meu bebé, porque cuido dele desde que chegou", afirmou Kim Jong-gap, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.



"Dormi ao pé dele durante um mês dentro de um saco-cama, quando comecei a cuidar dele, é por isso que somos muitos próximos, ao ponto de ele ter começado a imitar a minha voz", acrescentou o tratador.

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Fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos quando acasalam com vários machos

15/10

2012

às 14:49

 

As fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos e mais coloridos quando se reproduzem com vários machos, pois o corpo "escolhe" o mais compatível, característica que pode aplicar-se na melhoria da aquicultura, concluiu um investigador português.



Miguel Barbosa, investigador do Scottish Oceans Institute (Instituto Escocês dos Oceanos) da Universidade de St. Andrews, na Escócia, explicou à agência Lusa que se "pensava que um macho era suficiente para a fêmea ter os ovos todos fertilizados e que não havia qualquer razão para uma fêmea procurar um segundo ou terceiro macho".



As fêmeas que se reproduzem com vários machos produzem bebés mais coloridos e em maior número, ou seja, "67% mais bebés do que uma mãe guppy que tenha só um macho", referiu.



No decorrer do trabalho do seu grupo de cientistas, conclui-se que "a fêmea que se reproduz com vários machos tem ao dispor diferentes tipos de esperma e o melhor vai fertilizar os ovos".



Essa escolha "decorre dentro do corpo da fêmea, depois de haver a reprodução", especificou Miguel Barbosa.



A característica de qualidade do guppy pai passa para os filhos e fica também aberta a hipótese de evitar a incompatibilidade genética entre os progenitores.



O investigador defendeu que "uma boa aplicabilidade [deste conhecimento] é nas aquaculturas", onde há o problema da consanguinidade dos peixes, que se reproduzem entre si.



Na reprodução entre elementos muito familiares as probabilidades de não gerarem bebés saudáveis é enorme, frisou.



Assim, "pode ser feita inseminação artificial com esperma de vários machos e combate-se a probabilidade de o esperma de um só macho ser incompatível com as características genéticas da fêmea", sugeriu.



Como resultado, as unidades de produção de peixe em cativeiro obtinham "mais peixe e de mais qualidade", por exemplo, no que respeita a textura da carne, concluiu o investigador.



E Miguel Barbosa vai um pouco mais longe ao dizer que, se se souber qual a melhor compatibilidade genética para a fêmea, é possível encontrar o "macho perfeito" e maximizar a produção.

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Tartaruga chinesa urina pela boca

11/10

2012

às 20:08

 

Cientistas da Universidade Nacional de Singapura concluíram que a tartaruga chinesa de carapaça lisa urina... pela boca. O animal tem o hábito de submergir a cabeça quando as poças de lama secam, pelo que nessas ocasiões urina pela boca.



Para realizar esta investigação, cujos resultados foram publicada na revista Experimental Biology e citados pelo jornal espanhol ABC, os cientistas compraram vários exemplares destas tartarugas (Pelodiscus sinensis) no mercado de China Town e colocaram-nas de baixo de água durante seis dias.



Durante esse período, a equipa mediu a quantidade de ureia na urina e verificaram que apenas 6% da ureia produzida pelas tartarugas era excretada pelos rins.



Depois, retiraram-nas da água e colocaram-nas em poças onde os animais podiam submergir a cabeça até um máximo de 100 minutos. Também mediram a quantidade de ureia expelida e verificaram que, nestes casos, era 50 vezes mais alta.



Quando os investigadores injetaram ureia nas tartarugas e mediram os níveis de concentração no sangue e na saliva, concluíram que na boca era 250 vezes mais elevada.



Os cientistas ainda não sabem por que razão isto acontece, mas julgam poder estar ligado ao ambiente salino em que vivem.

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Gatos que pedincham comida sofrem de distúrbios psicológicos

19/08

2012

às 16:12

Um estudo publicado no Journal of Veterinary Behaviour, citado pelo jornal britânico Telegraph, concluiu que os gatos que estão sempre a pedir comida podem sofrer de um distúrbio psicológico.



Os donos tendem a pensar que os miados e os roçares nos seus tornozelos são sinais de afeto ou de fome, mas os veterinários que conduziram esta investigação dizem que estes animais tornaram-se tal ponto obsessivos com a comida que podem sofrer de insanidade.



Os médicos veterinários alegam que os animais que estão sempre muito ansiosos por serem alimentados podem sofrer do recém-diagnosticado “comportamento psicogénito anormal alimentar”. E o comportamento que desenvolvem designa-se por “excessiva solicitação de interações inter-específicas”.



De acordo com os autores do estudo, outros dos sintomas que os gatos podem apresentar são “agressividade relacionada com a comida” (roubar comida da tigela de outros gatos) e “apetite excessivo em contexto específico” (saltar para a mesa para comer do prato do dono).



Um dos tratamentos sugeridos é o de proibir o gato de estar no local onde o dono está a comer. Aos poucos, poderá depois voltar a ser reintegrado nos horários das refeições do dono, mas este nunca lhe deve dar comida do seu próprio prato.



Os médicos veterinários estudaram o comportamento de Otto, um gato siamês de oito meses, que saltava para cima dos donos quando estes estavam a preparar as refeições e tentava comer dos tachos e que também tirava comida da tigela de outros gatos.



Conseguiram alterar o comportamento de Otto apenas alimentando-o e acariciando-o em determinadas alturas do dia e ignorando-o o resto do tempo.



Paolo Mongillo, da Universidade de Pádua, em Itália, que coordenou o estudo, explicou: “A não ser que o gato seja realmente irritante, a maioria dos donos não se queixa. Se se alimenta o gato com comida do nosso prato, mesmo que seja apenas uma vez, ele vai pensar que se pedincharem por mais, o dono vai dar-lhe mais”.



O mesmo médico adiantou que estes “distúrbios alimentares” podem estar relacionados com problemas ligados ao stress, tal como acontece com os seres humanos.

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Parasita do gato aumenta probabilidade de humanos cometerem suicídio

18/08

2012

às 16:13

 

Um parasita encontrado nos gatos está a provocar alterações no cérebro humano, podendo conduzir as pessoas a cometerem suicídio, revela um estudo científico citado pelo jornal britânico Daily Mail.



Os investigadores demonstraram que os homens e mulheres infetados com um parasita que se forma no estômago dos gatos e que se infiltram nos cérebros humanos têm sete vez mais probabilidade de tentarem o suicídio.



Acrescentam que o Toxaplasma gondii interfere na química do cérebro humano. Identificar as pessoas que estejam infetadas pode ajudar a prevenir o suicídio.



O parasita, transportado por muitos cidadãos britânicos, tem um ciclo de vida complexo, mas só consegue reproduzir-se dentro dos gatos. Os ovos microscópicos são libertados através das fezes dos animais, espalhando-se pelo ambiente à volta.



Cerca de um terço da população mundial está infetada com o parasita, normalmente, devido ao consumo de carne mal cozinhada, como a de porco, vaca e veado, e a ingestão de água contaminada.



Lena Brundi, da Universidade do Michingan, nos EUA, lembra que o parasita já anteriormente tinha sido relacionado com o aparecimento de cancros no cérebro, esquizofrenia e transtornos de personalidade.



Com esta nova descoberta, adianta Lena Brundi, será possível desenvolver novos tratamentos para prevenir suicídios”.

Ovelhas podem avisar pastor que estão a ser ameaçadas através do telemóvel

08/08

2012

às 15:59

 

Alfredo da Cunha/Arquivo

Um biólogo suíço idealizou um colar que mede o ritmo cardíaco dos rebanhos. Quando as ovelhas se sentem angustiadas, o aparelho envia uma mensagem para o telemóvel do pastor, alertando-o para o facto de algo se estar a passar, nomeadamente um eventual ataque de lobos.



Embora soe a ficção científica, a verdade é que os pastores suíços estão a acolher bem esta ideia desenvolvida por Jean-Marc Landry, um perito em lobos, conta o jornal espanhol ABC. Nos últimos tempos dispararam os ataques de lobos aos rebanhos, que na tentativa de fugir acabam por destruir os cercados onde se encontram.



Os primeiros protótipos dos colares foram já colocados numa dezena de ovelhas que pasta nos Alpes suíços. Para testar o sistema, utilizaram dois cães açaimados para assustar os animais. Em situação normal, as batidas cardíacas variam entre as 60 e 80 por minutos. Quando as ovelhas estão assustadas, esse número triplica.



No próximo outono começaram a ser produzidas coleiras em série, que terão um chip incorporado. O chip enviará uma mensagem de alerta para o telemóvel do pastor e emitirá um som forte para intimidar os lobos.



Jean-Mac Landry não quer ficar por aqui. O objetivo é desenvolver um sistema que permita à coleira libertar substâncias para cima do lobo mais próximo. A partir de então, não haverá mais ovelhas desprotegidas, garante.

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Biólogo descobre um novo "grilo nadador" na Venezuela

07/08

2012

às 15:15

 

Durante a gravação de um episódio da série "Escuridão: o mundo natural durante a noite", da BBC, um biólogo descobriu uma nova espécie de um inseto venezuelano, a que batizou como "grilo nadador".



"É o animal mais incrível que vi (...) nada debaixo de água, impulsionando-se com as patas da frente como se estivesse nadando ao estilo livre e dando pontapés com as (patas) traseiras", explicou.



A descoberta foi feita durante a exploração de uma cova de um "tepuy", uma montanha com paredes verticais abruptas e com a parte superior plana, característica das regiões do sudeste venezuelano.



O biólogo indicou ainda dois outros animais que poderiam ser exclusivos da Venezuela, entre eles um peixe gato, de cor pálida e sem olhos, que navegava usando órgãos sensoriais na cabeça.



Também detetou uma "opilión" (aranha ou escorpião de pernas longas) que acredita ser novidade para a ciência e que não reagiu à luz das lanternas, verificando depois que não tinha olhos.



"Como biólogo não posso expressar em palavras a emoção que se sente ao filmar algo que jamais tinha sido registado, o que foi originalmente, tal como um peixe gato que se converteu num peixe isolado nestas covas subterrâneas, e um animal (aracnídeo) muito estranho que não lembro de ter visto em nenhuma ilustração, pelo que poderia ser uma espécie não descrita até ao momento", disse.



No seu entender os antepassados do peixe devem ter vivido há milhões de anos na área onde se formou a cova.

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Descoberta térmita suicida nas Guianas francesas

27/07

2012

às 16:07

 

Enquanto as sociedades humanas enviam os jovens para a guerra, em algumas comunidades animais, são os velhos que vão para o campo de batalha.



Um novo estudo publicado na revista Science, e citado pelo jornal espanhol ABC, descreve uma espécie de térmita que vive na selva das Guianas francesas que enviam os membros mais velhos em missões suicidas armados com uma espécie de “mochila bomba” azul às costas. Quando detetam perigo, explodem. Um sacrifício pessoal para salvar a colónia.



Os investigadores, dirigidos por Jan Sobotnik, da Academia de Ciências da República Checa, em Praga, comprovaram que alguns elementos da Neocapritermes taracua têm manchas azuis entre o tórax e o abdómen.



As manchas azuis são, na realidade, um par de cristais proteicos que contém cobre, segregados por glândulas fechadas em bolsas externas existentes nas costas do animal. Quando a térmita trabalhadora azul é atacada, rompe a parede do corpo, suicidando-se, de forma a libertar um líquido pegajoso que é tóxico para o outro animal.

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Sessão de sexo da lula australiana dura três horas

18/07

2012

às 18:57

 

Os excessos pagam-se e, por vezes, bem caros. Com o objetivo de transmitir os seus genes, uma espécie de cefalópode que vive em águas australianas – o Euprymna tasmanica – tem sessões de sexo durante três horas seguidas. O sexo é tão intenso que no final fica meia-hora sem conseguir nadar.



A investigação, realizada pelo Departamento de Zoologia da Universidade de Melbourne (Austrália), pode parecer pura brincadeira, mas não é. O estudo, publicado na revista Biology Letters e citado pelo jornal espanhol ABC, apresenta-nos uma nova visão sobre a evolução das estratégias reprodutivas dos animais. Foi a primeira vez que se demonstrou que os custos energéticos do acasalamento afetam as habilidades físicas dos amantes.



A equipa de investigadores estudou os hábitos da lula que vive nas águas da Austrália e da Tasmânia. Os cientistas verificaram que estes animais acasalam durante três horas, uma atividade iniciada pelo macho quando surge oportunidade.



O macho agarra a fêmea por baixo e assim ficam o tempo que dura a cópula. Tanto o macho como a fêmea podem mudar de cor, desde o amarelo cor de areia ao violeta escuro com reflexos verdes e laranjas. Também podem produzir uma nuvem de tinta se pressentirem perigo.



Conhecer este prolongado ritual de acasalamento parece trivial, mas os custos energéticos que daqui resultam podem reduzir a taxa de sobrevivência do animal se afetar a sua capacidade de evitar os predadores.



Os investigadores testaram a capacidade de resistência das lulas a nadar contra a corrente de água em laboratório. Depois do sexo, tanto os machos como as fêmeas precisaram de 30 minutos para recuperarem. “Isto acontece porque as lulas sofrem de fadiga muscular temporária”, explicam os cientistas. “Os nossos resultados foram um pouco surpreendentes, já que o grau de fadiga é semelhante nos dois sexos”.



Esta espécie de lula vive menos de um ano, mas dedica grande parte do seu tempo ao acasalamento.

Encontradas crias do leopardo das neves em estado selvagem

15/07

2012

às 16:48

 

Foram encontrados, pela primeira vez, crias do esquivo leopardo das neves, um dos felinos mais belos e difíceis de encontrar do mundo.



De acordo com o jornal espanhol ABC, um grupo de investigadores da Fundação Phantera encontraram duas tocas de leopardos das neves com filhotes no interior. O achado deu-se nas montanhas de Tost Ul, na Mongólia. Até agora, os cientistas só tinham trabalhado com adultos ou crias nascidas em cativeiro.



Sabe-se ainda muito pouco sobre o leopardo das neves. Este felino vive em terrenos inóspitos das montanhas da Ásia Central, entre a Mongólia, Rússia, Afeganistão, Paquistão e algumas antigas repúblicas soviéticas. O seu habitat natural situa-se entre os 3000 e os 7000 mil metros acima do nível do mar.



Tom McCarthy, diretor executivo do Programa Leopardo das Neves da Fundação Phantera, referiu ao ABC: “Há muitos anos que tentamos perceber como e como dão à luz os leopardos das neves, o tamanho das ninhadas e quais as possibilidades de uma cria chegar à idade adulta”.



Os investigadores encontraram duas crias numa das toca e uma terceira na segunda toca. Aproveitaram o momento em que as mães saíram para caçar para recolherem todas as informações possíveis sobre as crias. Inseriram-lhes, ainda, um pequeno chip, que permitirá aos investigadores saber onde as crias andam.



“Esta informação permitirá garantir o futuro destes animais incríveis”, sublinhou Tom McCarthy.

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