Cavalo e touro são protagonistas de feira em Badajoz

19/05

2012

às 13:38

 

Os mundos do cavalo e do touro vão ser os protagonistas do certame ECUEXTRE 2012, na cidade espanhola de Badajoz, em junho, que se assume como "a maior montra" daqueles dois setores "no sudoeste ibérico".



A ECUEXTRE 2012 - Feira do Cavalo e Feira do Touro é promovida pela Institución Ferial de Badajoz (IFEBA) e decorre naquela cidade espanhola, junto à fronteira com Portugal, de 21 a 24 de junho.



O evento, que a organização diz ter "forte vocação hispano-portuguesa", quer estimular negócios relacionados com os setores do cavalo e do touro e inclui ainda um variado programa de animação.



O certame, realçou hoje a organização, "promove ainda a atividade pecuária de cavalos de raças puras e pecuária brava" na região espanhola da Estremadura e em Portugal, assim como "o movimento" em torno da "criação do touro bravo e o mundo do cavalo e do desporto".



A IFEBA, que aguarda a presença de "milhares de visitantes de Espanha e Portugal", garantiu também que a feira "se está a consolidar como a maior montra dos setores do cavalo e do touro no sudoeste ibérico".



A IV Feira do Touro é uma das vertentes da ECUEXTRE e, nesta edição, homenageia o cavaleiro espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, com uma exposição monográfica daquele que é considerado "uma autêntica lenda do toureio a cavalo".



A mostra acompanha a evolução dos 20 anos de percurso profissional do cavaleiro, através de lembranças, troféus, fotografias, cabeças de touros, apetrechos dos seus cavalos, equipamentos, documentos audiovisuais e objetos.



Os visitantes podem ainda participar ou assistir a outras atividades ligadas ao mundo do touro: sessões de autógrafos, tertúlias tauromáquicas, homenagem ao matador Juan Antonio Ruiz "Espartaco", atuações de grupos de forcados portugueses e de toureio a cavalo ou conferências.



"A Estremadura, atualmente, é a região espanhola que lidera a lista de matadores de touros" e este evento é "a montra perfeita" para "a festa da tauromaquia", referiu a IFEBA.



Quanto à Feira do Cavalo, o campeonato de Espanha de horse-ball, o campeonato da Estremadura de campeões de pura raça espanhola, concursos, exibição de ganadarias, garanhões e éguas, ou exibição de engates e carruagens são algumas das atrações.



O certame reúne, anualmente, "à volta de 150 a 200 cavalos de raças puras e de desporto", afirmou a organização, acrescentando que vão estar presentes puros sangue lusitanos, árabes e espanhóis, entre outros.


Concursos, exposição de acessórios e vestuário relacionados com o mundo equestre, venda de publicações e múltiplas atividades hípicas completam o programa.


Nas quatro jornadas da ECUEXTRE, as noites também prometem animação aos visitantes, que podem assistir a espetáculos equestres e musicais, assim como saborear a gastronomia dos estabelecimentos de restauração instalados no recinto.

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Animais causaram 16 mil acidentes rodoviários em 2010 em Espanha

11/05

2012

às 20:25

No ano 2010 ocorreram em Espanha 16 mil acidentes de viação causados pela colisão com animais, segundo um relatório Real Automóvil Club de Cataluña (RACC), citado pelo jornal espanhol ABC. Destes acidentes resultaram oito pessoas mortas, 40 gravemente feridas e 445 feridos ligeiros.


Segundo o RACC, os animais selvagens são os principais causadores dos acidentes, com os javalis à cabeça (31%).No caso dos animais domésticos, à cabeça da lista estão os cães (23,7%9.



Na maioria dos casos, os acidentes não se dão devido à colisão com o animal, mas da tentativa do condutor de não chocar com ele.


Para evitar este tipo de sinistro, o RACC aconselha os automobilistas a reduzirem a velocidade atravessam zonas de bosque ou zonas de campo com pouca visibilidade. A uma velocidade de 60 quilómetros por hora, um condutor necessita de 35 metros para travar em segurança, exemplifica o mesmo organismo.


Outros dos conselhos é reduzir as luzes para os médios sempre que avistar um animal na estrada ou na berma e tocar a buzina repetidas vezes.


Caso o acidente não consiga ser evitar, o automobilista deve parar o carro de forma controlada, avisar a polícia para que o animal seja retirado e observar as normas de protecção animal.

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Criança e mulher atacadas por chitas em parque natural na África do Sul

05/05

2012

às 15:57

                              

                                                                                  Foto: Gonçalo Villaverde/Global Imagens/Arquivo

Uma turista britânica que tentou proteger uma rapariga de ser atacada por uma chita num parque natural como o animal acabou por se virar a ela, segundo a BBC.  

O ataque ocorreu na semana passada no Kragga Kamma Game Park, em Port Elizabeth, na África do Sul. Violet D’Mello, 60 anos, de Aberdeen, Inglaterra, contou que sobreviveu fingindo “que estava morta”.  

Ela e uma outra família entraram no cercado para tirar uma foto aos felinos quando a criança foi atacada. Violet D’Mello sublinhou, ao Port Elizabeth Herald, que o incidente foi “um pesadelo”. 

 

Esta cidadã britânica interveio quando viu a menina a ser arrancada da família. “Aconteceu tudo muito depressa. Depois de a irmã ter sido libertada, um outro rapaz tentou fugir. Quando eu o parei, senti algo a saltar para cima de mim”, continuou.  

Um guia do parque conseguiu afastar a chita, mas logo um outro felino atacou a mulher de 60 anos. Outras pessoas que presenciaram os acontecimentos ajudaram a afastar os animais até que todos conseguiram sair do cercado. 

Violet D’Mello, que estava a passar férias com o marido, sofreu ferimentos na cabeça, no estômago e nas pernas. “Algo dentro de mim me disse: «Não te mexas. Não te mexas de todo. Finge-te de morta»”, afirmou.  

Archie, o marido, conseguiu tirar fotos do sucedido e disse, à BBC, que o guia do parque pareceu ter sido apanhado de surpresa. “Nós estávamos a uns cinco a 10 metros de distância. Não esperamos que alguma coisa aconteça a essa distância. Ele não sabia o que fazer. Não tinha qualquer arma, taser ou vara, até alguém que estava fora do cercado lhe passou um pau com o qual ele bateu na cabeça da leopardo até ela largar a minha mulher”, relatou.  

O cercado está encerrado enquanto decorre a investigação ao sucedido. O gerente do parque, Mike Cantor, explicou que os dois felinos, os irmãos Mark e Monty, foram criados a biberão e que são “mansos”. “Estamos a tentar perceber o que os irritou ou chateou”, concluiu.

Defensores dos animais querem festas académicas sem garraiadas

02/05

2012

às 18:11

 

O Movimento Universitário pelos Direitos dos Animais (MUDA) apelou hoje às organizações das festas académicas para não promoverem garraiadas, mas para a Queima das Fitas de Coimbra "a tradição é para manter viva".



"Manteremos viva esta tradição até que os estudantes queiram, mas se for por vontade deles, não se fará", disse hoje à Lusa Ana Pinho, responsável pela tradição da Queima, que começa às 00.00 horas de sexta-feira, com a Serenata Monumental.



Em comunicado hoje divulgado, o MUDA apela às comissões organizadoras das festas estudantis que "reconsiderem a realização de práticas violentas e de humilhação a animais" e considera as garraiadas "práticas desrespeitadoras da dignidade humana".



"Apelamos a todas as associações de estudantes e académicas para que, de modo exemplar, repudiem e retirem de qualquer atividade académica práticas que, ao ignorarem o próprio conhecimento cientifico produzido nas academias, inflijam sofrimento e humilhação a animais sencientes, capazes de sentir física e emocionalmente", refere a nota.



Na Queima das Fitas de Coimbra, "a garraiada propriamente dita" (que decorre dia 09, na Figueira da Foz), é um acontecimento em que "são soltas uma ou duas vacas e os estudantes brincam de forcados", clarificou Luís Amorim, comissário da representação institucional da Queima, em declarações à Lusa.



Antes da sessão com os estudantes, há uma tourada, "com cavaleiros amadores e forcados", acrescentou, garantindo que a garraiada "está longe de ser uma tourada normal em que o touro fica ensanguentado naquele jogo, há realmente a tourada mas a violência não é tão acentuada como nas touradas tradicionais"



"Todos os anos há imensa adesão, com centenas de estudantes", disse Ana Pinho.



A Garraiada, a par da Bênção da Pasta e da Serenata, é um dos "acontecimentos marcantes" que fazem com que a Queima das Fitas de Coimbra seja "uma festa académica única", no entender de Luís Amorim.



Segundo a tradição académica, precisou, os estudantes ficam na zona dos concertos, em Coimbra, "até às 6 horas, seguem depois em comboios (fretados pela organização) para a Figueira da Foz, dormem um bocadinho na praia, almoçam e, por volta das 14:30/15:00, vão para a Praça de Touros".



"No fim, os estudantes vão para o meio da arena mostrar à sociedade que estão fitados (pré-finalista)", acrescentou.



O MUDA sugere às associações académicas e de estudantes que "canalizem os recursos económicos e humanos investidos em práticas desrespeitadoras da dignidade humana, como as garraiadas, para uma maior mobilização e sensibilização para as dificuldades que a comunidade estudantil atravessa, ao invés da promoção de espaços de alienação".


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Começou a época tauromáquica na ilha Terceira

01/05

2012

às 14:13

 

A época tauromáquica da ilha Terceira, nos Açores, começa hoje com a realização de três touradas à corda, estando previstas mais de duas dezenas destas manifestações tauromáquicas até ao final de maio.



Os primeiros touros do ano saem à rua às 18.30 horas (19.30 horas em Lisboa) nas freguesias das Fontinhas, S. Sebastião e Ribeirinha, abrindo uma época que se vai prolongar até 15 de outubro.



Para este mês estão previstas 21 touradas à corda na Terceira, das quais 16 no concelho de Angra do Heroísmo e cinco no concelho da Praia da Vitória, destacando-se o dia 19 de maio por ter cinco touradas em simultâneo em vários pontos da ilha.



No ano passado, a época de touradas à corda contou com a realização de 257 eventos, distribuídos pelos dois concelhos da Terceira, onde este espetáculo assume uma dimensão única no arquipélago.



Este espetáculo popular, que atrai milhares de pessoas, entre residentes e turistas, decorre na rua, em espaços delimitados por riscos, sendo os quatro touros que saem em cada corrida amarrados por uma corda, que é segurada por cerca de uma dezena 'pastores'.



Ninguém cobra bilhetes por uma tourada à corda e os 'capinhas' que desafiam o touro são amadores, mas a festa tem um peso económico significativo na economia da ilha, seja nas tascas ambulantes que se instalam no local ou nas compras que se fazem para montar as mesas fartas que são oferecidas pelos moradores a quem passa.

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Cágados-de-carapaça-estriada devolvidos à natureza nas Lagoas do Prado

30/04

2012

às 21:06

 

Três cágados-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), uma espécie considerada em perigo de extinção em Portugal, vão ser libertados na quarta-feira nas Lagoas do Prado, em Vila Verde, um conjunto de lagoas resultantes da extração de barreiros, onde se encontra uma das últimas populações desta espécie em todo o Litoral Norte.

 

Graças ao desenvolvimento de uma ferramenta molecular por parte do CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos), é possível identificar, através de análises genéticas, a origem geográfica dos animais entregues nos Centros de Receção de Animais Selvagens.

 

Os três animais vão ser libertados pelas 15 horas de quarta-feira e será acompanhada pela visita de duas turmas do Externato Infante D. Henrique de Braga, com quem serão realizadas diversas atividades de observação da biodiversidade desta lagoa.



A libertação de exemplares desta espécie, provenientes de apreensões da GNR ou oriundos dos centros de de receção oficiais, é um dos objetivos do Projeto LIFE Trachemys. Trata-se de uma projeto desenvolvido pelo CIBIO, o Parque Biológico de Gaia e a Associação ALDEIA/RIAS, em Portugal, e a Generalidade Valenciana e a empresa Vaersa, em Espanha.



O projeto, lançado em 2011 e com uma duração de 3 anos, tem como foco principal avaliar a situação atual das populações de cágados autóctones e invasores, em particular da tartaruga da Flórida (Trachemys scripta), que se tem estabelecido em diferentes zonas húmidas nacionais devido à libertação de animais de estimação em meios naturais e o desenvolvimento e teste de diferentes métodos inovadores de captura, explica o CIBIO em comunicado.

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Hospital Veterinário de Vila Real trata lobo ferido numa armadilha ilegal

27/04

2012

às 18:42

 

Um jovem lobo, vítima de uma armadilha ilegal, é por estes dias o paciente mais especial do Hospital Veterinário da Universidade de Vila Real, aonde os médicos veterinários lutam para salvar a pata ferida deste animal protegido.



Chegou muito debilitado ao Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), depois de ter sido encontrado junto à aldeia de Meixedo, Montalegre, preso por uma pata num laço usado na caça ilegal.



O médico veterinário Filipe Silva explicou hoje aos jornalistas que o lobo, que deverá ter um ano e que pesa 30 quilos, vinha muito assustado e nem comia. Passados cinco dias, já come, mas inspira ainda muitos cuidados.



Hoje, os médicos procederam a uma avaliação da pata ferida. Na sala de cirurgia do Hospital Veterinário, o animla foi sedado, monitorizado, enquanto se procedia à remoção do penso. Cerca de uma hora depois, Filipe Silva avançava com uma avaliação.



"Para já, não é o pior cenário. Não está a correr tão mal como esperávamos no início. Não temos sinais evidentes de gangrena para já", salientou. E se não surgirem sinais de gangrena, o responsável diz ter esperança de que não seja necessário proceder à amputação da pata.



Agora é preciso, acrescentou, continuar a mudar a penso de três em três dias, mantê-lo alimentado, medicado com antibióticos e anti-inflamatórios e evitar que o animal se mutile. "Vai tentar roer o penso, por isso vamos ter que estar muito vigilantes", sublinhou.



Filipe Silva referiu que, num cão, o tratamento a este tipo de ferimentos demora cerca de um mês e meio a dois meses. "Tratando-se de um lobo, achamos que deverá ser mais ou menos a mesma coisa. Pelo menos dois meses até que o membro não necessite de cuidados continuados", salientou. Enquanto isso, o contacto com os humanos é restringido ao mínimo.



O jovem animal está numa jaula própria para lobos e só vê os médicos durante os períodos de alimentação e medicação. Se recuperar bem, este poderá vir a ser o primeiro lobo a ser devolvido à natureza nestas circunstâncias.



"O ideal, do ponto de vista teórico, seria recolocá-lo na natureza. Contudo, temos que ver qual será a sua função, dependendo inclusive do tempo que ele estiver afastado do próprio meio e da capacidade de se integrar na comunidade", referiu José Paulo Pires, do Instituto de Conservação da Natureza (ICN).



Tudo está dependente da recuperação do animal, do estado sanitário e da capacidade biológica de sobrevivência do próprio lobo. Se não puder regressar ao seu habitat natural, poderá ter de ser colocado num centro de recuperação de animais ou ser utilizado para educação ambiental.



José Paulo Pires referiu que a população lupina está mais ou menos estável em Portugal. Neste momento, devem existir cerca de 300 lobos a norte do rio Douro.



Nos últimos quatro anos, o CRAS da UTAD tratou uma média de 200 animais, 90 por cento dos quais aves, provenientes do Norte e Centro do país. Os ferimentos estão na maior parte dos casos relacionados com a atividade humana, como tiros, atropelamentos ou a manutenção em cativeiro.



Mas, segundo Filipe Silva, a eletrocussão é também uma das causas dos ferimentos dos animais. De acordo com o responsável, dos animais tratados, cerca de 70 por cento são devolvidos à natureza.

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Zoo de Lourosa acolhe casal de cegonhas pretas

18/04

2012

às 20:30

 

Foto: Zoo de Lourosa

O Zoo de Lourosa, o único parque ornitológico do país, em Santa Maria da Feira, conta com dois novos habitantes muito especiais: um casal de de cegonhas pretas (Ciconia nigra). Ao contrário da cegonha branca (Ciconia ciconia), esta espécie é de difícil observação em Portugal e está classificada como “vulnerável” no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.



De acordo com o comunicado emitido pelo Zoo de Lourosa, as duas cegonhas pretas nasceram em cativeiro no Zoo de Jerez de La Frontera, em Espanha, e, posteriormente, foram enviadas para o Zoo de Barcelona. Em fevereiro deste ano, foram transferidas para o parque ornitológico português.



Esta transferência foi feita ao abrigo do programa de reprodução em cativeiro da Associação Europeia de Zoos e Aquários. O Zoo de Lourosa é o único parque nacional a albergar exemplares desta espécie e a participar nesse programa.



Conhecida pelos seus hábitos esquivos, em Portugal, esta espécie procura locais tranquilos, distribuindo-se sobretudo pelo interior do território continental, em zonas inóspitas das bacias dos rios Douro, Tejo e Guadiana.

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Fábrica de Viana do Castelo constrói torre para casal de cegonhas nidificar

05/04

2012

às 21:08

 

A Europac Kraft Viana está a construir, dentro da sua fábrica, uma torre com 25 metros de altura para permitir a nidificação de um casal de cegonhas que escolheu aquela zona para se reproduzir.



Segundo fonte da empresa, instalada em Deocriste, Viana do Castelo, o casal de cegonhas escolheu, inicialmente, um poste de alta tensão que se encontra no interior daquela fábrica de papel e que assegura a produção de eletricidade.



"A EDP realizou uma intervenção num poste de alta tensão situado nas instalações da Europac Kraft Viana, tendo como objetivo proteger as cegonhas, dado que o local onde estavam a pretender construir o seu ninho não é seguro", explicou hoje à agência Lusa fonte da empresa, garantindo que a intervenção "seguiu os procedimentos normalmente adotados".



No entanto, sublinhou a mesma fonte, como a Europac "está empenhada em poder receber cegonhas", conciliando "a atividade industrial com a sua preocupação de promoção do ambiente e da natureza".



"Para garantir que as cegonhas têm um local seguro, a Europac Kraft Viana já tinha planificado instalar no complexo da fábrica um poste com uma plataforma de nidificação. A instalação vai ser feita nos próximos dias", acrescentou a fonte da empresa, garantindo que toda a estrutura de apoio já está concluída.



"O poste tem 25 metros, altura idêntica à dos postes de alta tensão e, por isso, carece de um transporte especial. Neste momento aguarda-se apenas a autorização desse transporte especial desde o local onde foi produzida até à fábrica", disse ainda.



A Europac Kraft Viana garante que uma equipa do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR tem acompanhado as intervenções, assim como a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a secretaria de Estado do Ambiente. Este não é, contudo, caso único no concelho de Viana do Castelo.




Em 2011, duas cegonhas que se instalaram na chaminé de uma antiga serração da freguesia de Santa Marta de Portuzelo reproduziram-se pela segunda vez.




Estas duas cegonhas-brancas, espécie protegida, instalaram-se a mais de 30 metros de altura, no topo de uma chaminé de uma serração desativada há três décadas.



Foram imediatamente batizadas pela população como "arquiteta" e "engenheiro", face à azáfama inicial que demonstraram na construção do ninho.

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32 nascimentos no Monte Selvagem só no primeiro trimestre de 2012

03/04

2012

às 19:45

 

O parque animal Monte Selvagem, em Montemor-o-Novo, registou no primeiro trimestre desde ano mais 32 nascimentos, aumentando para cerca de 450 os animais que ali habitam, foi hoje divulgado.



Os novos bebés, aptos a ser observados durante uma visita ao Monte Selvagem, são cinco cabras anãs, 17 coelhos, uma ovelha dos Camarões, um burro, um canguru, uma lebre da Patagónia, dois pecaris, um elande, um inseparável de face rosada (piriquito) e dois lémures de cauda anelada



Os novos residentes juntam-se aos mais de 400 animais que já habitavam o Monte Selvagem, que, desde que abriu, em maio de 2004, já recebeu mais de 400 mil visitantes, a maioria crianças em grupos escolares e famílias.

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Dovska'Pets realiza amanhã um bazar em Lisboa

30/03

2012

às 19:18

 

O grupo de ajuda animal Dovska'pets promove amanhã, em Lisboa, o 6º Bazar, onde será possível adquirir artigos novos e usados e peças de artesanato.

 

O dinheiro angariado será utilizado para o pagamento das despesas de hotel, alimentação, médicos veterinários e medicação dos animais protegidos pela Dovska'pets.

 

O Bazar realiza-se no número 27-A da Rua do Zaire, aos Anjos, em Lisboa, entre as 10 e as 18 horas. 

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Aves marinhas são as mais ameaçadas do Mundo

23/03

2012

às 20:01

 

As aves marinhas são as mais ameaçadas e muitas espécies poderão até extinguir-se, sendo a família dos albatrozes a mais atingida, e os defensores dos pássaros referem a necessidade de identificar áreas importantes para proteção legal.



A revisão da lista de aves publicada esta semana, na revista científica Bird Conservation International (conservação internacional de aves), refere que, das 346 espécies de aves marinhas, 97 estão globalmente ameaçadas, ou seja, 28 por cento, e outras 35 estão muito perto de atingir o mesmo estatuto.



O coordenador do Programa Marinho Europeu da BirdLife International, representada em Portugal pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), disse hoje à agência Lusa que este trabalho "veio confirmar que as aves marinhas são o grupo de aves mais ameaçado a nível global, muito acima de outras espécies, como os papagaios, ou algumas espécies ligadas a ecossistemas mais terrestres", como as florestas tropicais.



"Muitíssimas espécies estão fortemente ameaçadas e poderão até extinguir-se, sobretudo por causa das pescas", frisou Iván Ramírez.



Este responsável realçou que "a família dos albatrozes é a que está mais ameaçada, pois praticamente 80 por cento das espécies de albatrozes estão na classificação de gravemente ameaçada ou perto da extinção".



Estas são aves que se encontram muito ligadas a determinadas artes de pesca, nomeadamente no hemisfério sul, ficam apanhadas pelos anzóis e morrem afogadas quando estão à procura de alimento.



Do segundo grupo de aves marinhas ameaçadas, fazem parte duas espécies que aparecem em Portugal, a freira-da-Madeira e a freira-do-búgio, nidificantes e endémicas, ou seja, "só existem e nidificam em Portugal".



Neste caso, a "ameaça" está ligada à terra, pois deve-se à "presença de mamíferos que apanham os juvenis ou os ovos", mas não se sabe ainda qual o seu comportamento quando estão no mar, referiu o responsável da SPEA.



Iván Ramírez apontou ainda o painho do monteiro, que nidifica em algumas ilhas dos Açores, igualmente "fortemente ameaçado".



Portugal, um dos países com uma das maiores áreas económicas exclusivas do mundo, tem como "primeira responsabilidade identificar quais as áreas importantes para estas aves no mar [para] alguma proteção legal específica", defendeu.



A segunda medida proposta é perceber o nível de interação entre as pescas e as aves marinhas, pois "em Portugal não existe informação suficiente para dizer que as pescas não representam um problema para as aves marinhas no mar".



A terceira prioridade, "que já está a ser implementada com muito êxito, nomeadamente na Madeira, é evitar que os ninhos sejam atacados por mamíferos, ratos, ratazanas, coelhos ou cabras", disse ainda.



A informação divulgada pela SPEA refere, além do estudo das consequências da pesca, que é necessário "prevenir outras fontes de ameaças emergentes, como a aquicultura, as operações de geração de energia e as alterações climáticas".

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Golfinhos já moram... na ponte 25 de Abril!

14/03

2012

às 19:46

 

Os golfinhos voltaram definitivamente ao rio Tejo, assim como flamingos e até orcas. Mamíferos e aves estão a ser pintados na base da Ponte 25 de Abril para provar que carros e ambiente podem estar lado a lado.



Nos pilares dentro do rio estão representados os mamíferos marinhos. Uns já estão completos, outros ainda não porque são as marés que fazem os horários dos 15 trabalhadores.



Quando a maré está baixa têm que rapidamente limpar a superfície de cimento, aplicar uma primeira-mão de tinta e quase depois a segunda mão. Por isso, há ainda golfinhos feitos pela metade.



Em terra, nos pilares junto às Docas de Alcântara, em Lisboa, encontram-se os maçaricos, os alfaiates e esperam-se os flamingos.



Esta iniciativa "Ponte Viva" aliou as Estradas de Portugal ao projeto Delfim, uma associação científica de estudo de animais, e deve estar concluída no final deste mês.



Os custos estão incluídos nos trabalhos que estão a decorrer de reparação e manutenção da ponte, uma vez que as bases seriam sempre pintadas, a diferença é a escolha dos retratos dos animais.



"É dar uma nova vida à ponte", notou hoje Ana Cristina Martins, arquiteta das Estradas de Portugal que explicou que a escolha dos retratados tem a ver com a fauna portuguesa.



"Há espécies que passam pelo Tejo, como os golfinhos, outros passam próximo daqui e são mamíferos das águas territoriais portuguesas", diz.



Na impossibilidade de pintar toda as aves, as eleitas foram as mais representativas e as mais facilmente representadas nas cores escolhidas, sempre na palete de cinzentos.



"Não queríamos que a pintura se destacasse pelas cores e ficasse com um ar menos científico. O que queremos aqui não são bonecos ou grafiti, mas animais representadas de forma real", acrescentou a responsável.



Quando mamíferos e aves ficarem definitivamente residentes do Tejo, será organizada uma sessão de divulgação do projeto, com informações científicas sobre a biodiversidade do rio, assim como pormenores das obras que decorrem até ao final do ano na Ponte que faz as ligações entre Lisboa a Almada.



A responsável falava aos jornalistas durante uma visita guiada realizada hoje aos pilares da ponte que estão a ser pintados.


Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos contra o uso de pelo animal

14/03

2012

às 14:35

 

A Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos assina, na quinta-feira, uma Declaração de Compromisso Ético, na qual se assume contra a utilização de pelo animal como matéria-prima para a produção de moda.




Em comunicado, a ESAD refere que, "em pleno século 21, com uma imensa variedade de materiais tecnologicamente evoluídos à disposição, não faz sentido a um designer de moda a continuação do sacrifício inútil e cruel de centenas de milhares de seres dotados de senciência e de sensibilidade à dor".



"Este compromisso, que abrange toda a licenciatura de design de moda, reunindo um amplo consenso entre os seus corpos docente e discente, é tomado de forma pública, testemunhado pelos presentes e pelos representantes da defesa animal", acrescenta a escola.




A assinatura do compromisso vai encerrar o desfile de moda que ocorre no âmbito da semana aberta da ESAD.

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Britânica luta para salvar animais de Fukushima

11/03

2012

às 20:02

 

No dia em que se assinala o primeiro aniversário da tragédia na central nuclear de Fukushima, no Japão, contamos-lhe a história de uma mulher britânica que gere um abrigo animal em Osaka e que lança fortes críticas à forma como o governo nipónico deixou os animais ao abandono.



Elizabeth Olivier, que vive no Japão desde 1968 e dirige o Refúgio Animal de Kansai desde 1990, tomou a seu cargo mais de 200 cães, pelo menos 25 gatos, uma marmota e um papagaio abandonados pelos donos na zona de exclusão à volta da central nuclear de Fukushima, conta o jornal britânico The Telegraph.



Mas pouco pôde fazer em relação aos milhares de animais de quinta que foram deixados à morte nos estábulos por toda a província.



“A situação dos animais de companhia e de quinta tem sido uma confusão desde a tragédia, com muitos deles a morrerem de fome ou desidratação. Há também casos de canibalismo”, conta Elizabeth Olivier, 70 anos. “O governo não fez nada para ajudá-los”.



“Oficialmente, existiam 5900 cães registados naquela área, o que significa que o número real deve ser o triplo, uma vez que a maioria dos proprietários não regista os seus animais”, continua. Os animais que conseguiram sobreviver ao inverno rigoroso formaram matilhas e começaram a procriar.



“Este vai ser um grande problema para o governo, uma vez que estes animais se vão tornar selvagens. Como vai demorar pelo menos 40 anos a descontaminar a zona, isso significa que matilhas de cães selvagens a vaguear pela área”, alerta.



Todos os cães resgatados pelo abrigo sofrem de problemas cardíacos, nenhum está castrado ou tem microship e a “maioria nunca viu uma escova na vida”.



Nos primeiros seis meses após a tragédia, o veterinário do Refúgio Animal de Kansai castrou 638 animais nas áreas afetadas pelo acidente nuclear.



No final de janeiro, o governo disse a 195 proprietários que estavam autorizados a entrar na zona de exclusão para resgatar os seus animais de estimação, embora nenhum tenha sido encontrado nas poucas horas em que permaneceram no local. Mas mesmo que os tivessem encontrado, dificilmente conseguiriam capturá-los.



“Muitos cães e gatos deixados para trás estão muito nervosos e desconfiados e dificilmente se deixam apanhar”, sublinhou Elizabeth Olivier.

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