Governo alarga zonas de proteção de aves selvagens nas Berlengas

17/05

2012

às 20:21

 

O Governo alargou a zona de proteção das aves selvagens nas Berlengas, ao largo de Peniche, numa portaria publicada hoje em Diário da República.


O decreto-lei publicado vem alterar a zona de proteção, de modo a incluir as áreas de alimentação e repouso da cagarra, uma espécie de ave selvagem ali existente.


A alteração, que decorre também de uma diretiva comunitária, tem como objetivo "assegurar a efetiva salvaguarda dos valores naturais em presença", nomeadamente as áreas de "importância excecional para a conservação das aves selvagens".


As Berlengas apresentam desde características geológicas únicas, a um relevo escarpado em que são comuns a formação de grutas e fendas terrestres e submarinas.


A sua localização contribui para a produtividade e diversidade de espécies e de habitats marinhos, bem como para uma paisagem única na região.


Nas ilhas nidificam seis espécies de aves marinhas: duas espécies de gaivotas, a cagarra (ou pardela), o corvo marinho, o airo e o roque-de-castro.


O arquipélago das Berlengas foi classificado em 2011 como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e tem estatuto de reserva natural desde 1981.


A importância da conservação desta área natural à escala Europeia foi reconhecida em 1997, ao ser classificada como Sítio da Rede Natura 2000 ao abrigo da Diretiva Habitats.


Em 1999 foi classificada como Zona de Proteção Especial para as Aves Selvagens ao abrigo da Directiva Aves.


Além destes estatutos, encontra-se ainda classificada pelo Conselho da Europa como Reserva Biogenética.

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Palanca negra gigante, símbolo de Angola, à beira da extinção

18/04

2012

às 16:21

 

Um consultor da ONU sobre conservação da natureza considerou hoje "extremamente fraca" a resposta de Luanda à ameaça de extinção da palanca negra gigante, símbolo nacional do país.



Brian J. Huntley, investigador sul-africano que nos últimos 40 anos tem estudado a biodiversidade angolana, falava em entrevista à Lusa em Lisboa, onde se encontra para participar numa conferência sobre a conservação em Angola.



"Se os ursos polares estivessem ameaçados, o Canadá gastaria milhões para resolver o assunto. Infelizmente, em Angola, apenas algumas pessoas fazem todo o trabalho", disse o investigador, quando questionado sobre o estado de conservação do símbolo nacional angolano.



A palanca negra gigante é um antílope raro que só existe na província angolana de Malanje e que se julgava extinto por não ser avistado desde 1982. Em 2005, no entanto, uma equipa liderada por Pedro Vaz Pinto, do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, conseguiu obter fotografias e análises de DNA que comprovaram que a espécie não estava extinta.



Atualmente, estima-se que haja cerca de 100 espécimes e no santuário do Parque Nacional de Cangandala estão controlados 19 animais, acompanhados por um projeto de conservação.



Ainda assim, segundo Brian Huntley, a recuperação da palanca negra gigante "foi um grande sucesso devido a uma ou duas pessoas dedicadas. Não tem havido o apoio governamental que seria de esperar num símbolo nacional".



"O Governo gosta da publicidade que rodeia o assunto, mas comparado com qualquer outro país que visse o seu símbolo nacional ameaçado, a resposta de Luanda tem sido extremamente fraca", disse.



O investigador recordou que o quase desaparecimento daquela espécie se deveu sobretudo à guerra civil, que se prolongou desde 1975 e 2002. Nesse período, "quase todos os animais de grande porte" foram dizimados. Animais como os elefantes e os búfalos foram reduzidos em 90 por cento e outros, como os rinocerontes e as girafas foram mesmo extintos.



"Agora há alguma recuperação, algumas populações estão a recuperar. Não completamente, levará mais 10 ou 20 anos para reabilitar. Mas se o Governo puder proteger essas áreas e geri-las, elas irão reabilitar-se", defendeu.



Sublinhando que muitas das pessoas que se dedicam à conservação estão "frustradas com o Governo angolano", Brian Huntley admitiu ter esperança: "Estou otimista. Mas costumo dizer que um conservacionista tem de viver muitos anos".



As palancas negras gigantes são um símbolo do país, o que explica que os jogadores da seleção nacional de futebol sejam conhecidos como os 'palancas negras' e que este animal viaje pelo mundo pintado nos aviões da companhia aérea nacional TAAG.



A raridade deste animal e as suas caraterísticas únicas fazem com que esteja incluído, desde 1933, nas listas internacionais de espécies sob proteção absoluta.

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Cadela morre em Inglaterra depois de 20 minutos dentro de um secador

17/04

2012

às 16:27

 

Uma cadela de raça cocker spaniel, de 7 anos, morreu na sequência das fortes queimaduras que sofreu em todo o corpo, depois de ter sido deixado durante 20 minutos no interior de um secador de pelo para animais. O caso aconteceu a 6 de outubro do ano passado em Leicestershire, Inglaterra, e a responsável pela loja de animais onde o acidente aconteceu começou ontem a ser julgada.



De acordo com o jornal britânico Telegraph, Trudie sofreu queimaduras e lesões internas muito graves depois de ter sido colocada dentro do secador pelo cabeleireiro de cães Jo Taylor, que explora o “Yensig Dog Grooming” em sua casa. O secador consiste numa gaiola de aço fixa a um secador e coberta com uma lona.



Quando Jo Taylor, 31 anos, retirou Trudie do secador, rapidamente se apercebeu do sucedido e levou-a a um médico veterinário. Mas as lesões eram tão graves que a cadela teve que ser eutanasiada.



Jo Taylor está acusada de ter causado sofrimento desnecessário a um animal e de ter falhado nos cuidados obrigatórios que tinha para com a cadela, que estava sob sua responsabilidade. Em sua defesa, Taylor explicou ao tribunal que nunca se afastou da gaiola enquanto o processo de secagem decorria.



“Ela chorou um pouco quando a coloquei dentro da gaiola, mas isso é normal. Depois, respondeu à minha voz, mas não fez qualquer esforço para sair quando a secagem terminou”, contou Jo Taylor. “Vi as erupções na pele das patas, mas pensei que seria apenas uma inflamação”.



A médica veterinária Emma Drabble referiu que administrou antibióticos e analgésicos a Trudie, antes de aplicar compressas com aloé vera nas queimaduras. “A pele dela começou a descamar e quando vieram os resultados das análises sanguíneas, verificámos que ela estava desidratada”, explicou, acrescentando: “A temperatura corporal desceu para níveis normais, quatro horas depois, mas as hemorragias internas não diminuíam”.



Perante este quadro, tanto a médica veterinária como a dona de Trudie concluíram que o melhor seria acabar com o sofrimentos dela.

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Associações de caça e pesca contra projeto do PS sobre estatuto jurídico dos animais

30/03

2012

às 15:37

 

Associações ligadas à caça, pesca e agricultura consideram o projeto de Lei do PS para criar o estatuto jurídico dos animais um "sério ataque a setores da sociedade" por impor "conceitos e filosofias extremistas" defendidas "por uma ínfima minoria".



A posição é assumida pela Confederação dos Agricultores de Portugal, Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça, Federação Portuguesa de Caça, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva e Federação Portuguesa das Associações Taurinas, que num comunicado conjunto consideram que o projeto debatido na quinta-feira no Parlamento "constitui um sério ataque à generalidade dos setores, atividades e cidadãos que lidam com os animais".



Para aquelas organizações, a proposta do PS - que pode ser votada hoje - revela uma "clara influência de movimentos veganos" e ataca "diretamente setores como a agricultura, produção pecuária, caça, tauromaquia, pesca, desporto equestre, canicultura e columbofilia".



Para aquelas cinco organizações, a proposta socialista dá "voz a setores extremistas da sociedade que condenam toda e qualquer utilização dos animais pelo homem, seja para lazer, alimentação, vestuário, ou outra, nos quais a esmagadora maioria dos portugueses não se revê".



Consideram ainda aquelas associações que o projeto está "muito longe de reunir amplo consenso social, filosófico e doutrinal" e sublinham que os seus subscritores não ouviram previamente setores de atividade com relevância socioeconómica, ambiental e cultural como os representados pelas cinco associações.



Para os subscritores do comunicado, a iniciativa do PS, ainda que seja apresentada "a coberto de proibir os maus tratos aos animais" matéria com que aquelas organizações não discordam --, "visa claramente instituir, de forma encapotada, uma filosofia vegana e uma visão exclusivamente urbana dos animais".



Uma filosofia "radical" e que ao ser consagrada legalmente "colocará em causa enormes setores de enorme relevância económica para o país, destruindo milhares de postos de trabalho e uma cultura e um modo de vida que respeita os animais e com ele convive diariamente".



Consideram ainda que o projeto de lei socialista permite a "total arbitrariedade e discricionariedade" ao tratar de igual forma "animais de companhia, os domésticos, aqueles que são pragas, os selvagens ou outros, impondo ao homem os mesmos deveres para com todos eles".


As cinco associações manifestam-se ainda disponíveis para discutirem em conjunto a alteração da lei existente com vista a melhorá-la e atualizá-la.


O projeto de lei dos socialistas cria um estatuto próprio para os animais, propondo, entre outras, a atribuição de indemnizações aos donos de animais mortos por terceiros ou vítimas de lesões assim como a regulação do destino dos animais em caso de divórcio.

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Parlamento vota amanhã proposta do PS sobre estatuto jurídico dos animais

28/03

2012

às 20:30

 

A Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (LPDA) apelou hoje à aprovação da proposta socialista de alteração do Código Civil, que estabelece um estatuto jurídico dos animais, por a considerar "um ato de justiça com os animais".



O PS apresenta quinta-feira um projeto de lei que visa alterar o atual plano jurídico civil em que "os animais são submetidos ao mesmo tratamento das coisas, não se prevendo qualquer especial previsão que acautele o distinto tratamento que a sua natureza de seres vivos sensíveis justificaria".



O PS, através deste projeto, clarifica que "os animais não devem ser reconduzidos integralmente ao estatuto jurídico das coisas, salvaguardando-se os casos de aplicação subsidiária, por ausência de legislação especial de proteção, modificando em conformidade outras disposições do Código Civil e alguma da sua arrumação sistemática".



A LPDA saúda a iniciativa socialista, "pela oportunidade e importância de que se reveste para a causa animal".



Esta associação revelou ainda que "já remeteu a todos os líderes dos grupos parlamentares o seu mais veemente pedido para que votem favoravelmente a alteração".



"Acreditamos que não deixarão de o fazer uma vez que se trata de um ato de justiça para com os animais, pelo qual as associações lutam há muitos anos", lê-se num comunicado da Liga.


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Associação zoófila oferece ajuda para capturar cães "selvagens" de Mirandela

22/03

2012

às 18:08

 

A presidente da Associação Zoófila Portuguesa (AZP) manifestou hoje estranheza pela falta de resposta da Câmara de Mirandela a uma oferta de ajuda para capturar os cães "selvagens", quatro meses depois de cancelada uma operação no local.



Ana Fernandes não percebe "como é que uma coisa que foi apresentada como urgente continua sem solução", referindo-se à urgência alegada pela Câmara de Mirandela para resolver o problema, quando esteve agendada, em dezembro, uma operação de captura dos 200 cães que vagueiam pelo monte junto ao aterro sanitário da Terra Quente e que já terão atacado agricultores e homens do lixo.



Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, confirmou ter recebido a proposta da AZP, disse que está a ser avaliada, mas garantiu que irá ser "aceite", embora não tenha ainda calendário previsto para avançar com nova operação de captura.



A presidente da AZP não percebe como é que uma situação que foi apresentada como urgente, por estar em causa a saúde e segurança públicas, agora se prolongue no tempo, assim como estranha não ter ainda obtido resposta do município ao plano que esta associação apresentou no início de fevereiro.



No documento, a AZP manifesta "disponibilidade para organizar e coordenar esforços e contribuir com os recursos que estiverem ao seu alcance, desde que toda a intervenção seja sempre norteada pelos melhores padrões da proteção animal".



A organização de defesa dos animais, sediada em Lisboa, sugere a metodologia a adotar e indica como fundamental começar por determinar o número concreto de animais e as características do terreno, por forma a planear eficazmente os recursos.



A associação disponibiliza-se também a pedir ajuda a parceiros internacionais para a captura e a dar formação localmente depois de ser feito um levantamento dos meios existentes, nomeadamente técnicos e canis ou refúgios.



A AZP considera que poderá ser também um parceiro na fase das esterilizações, disponibilizando alguns recursos humanos e materiais, e em campanhas de adoção ou soluções para o futuro dos animais.



Alerta ainda ser "necessário definir os custos previstos e encontrar financiadores para o projeto e definir medidas preventivas a implementar para evitar situações similares".



O presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, disse à Lusa que esta foi "a proposta mais pró-ativa" que recebeu e que pretende aceitar.



"Até agradecemos este tipo de ajuda", afirmou, justificando a falta de resposta por a proposta estar "ainda a ser avaliada", assim como a forma e outros parceiros para a captura.



O problema para o autarca é que a proposta da AZP "resolve a questão a montante, mas falta reunir parceiros e condições para ir para o terreno".



Garantiu, no entanto, que o município está "a tentar resolver a situação durante a primavera" e que está já "à espera que cheguem algumas jaulas com armadilhas".



Uma operação de captura determinada pela Direção Geral de Veterinária esteve agendada para dezembro, mas foi cancelada depois de a GNR se ter recusado a participar por entender que constituía "crime", ao contemplar o abate dos animais a tiro.

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Aumento do abate ilegal de rinocerontes preocupa autoridades da África do Sul

21/03

2012

às 15:28

 

O número de rinocerontes abatidos por caçadores furtivos na África do Sul desde o início de 2012 totaliza já 135, a maioria dos quais (75) no perímetro do Parque Nacional Kruger, informaram hoje as autoridades.


Preocupados com um número tão elevado de abates ilegais daquela espécie, os responsáveis dos parques naturais, públicos e privados, do Governo e das agências policiais envolvidas no combate ao tráfico de cornos de rinocerontes manifestam, no entanto, alguma satisfação pelo aumento de detenções e condenações, bem como pelas pesadas sentenças impostas a caçadores ilegais e traficantes, nos processos mais recentes.



Segundo números do Ministério do Ambiente, 89 suspeitos foram detidos nas primeiras 11 semanas deste ano, o que constitui um número significativamente maior do que as detenções efetuadas em anos anteriores. Vários grupos organizados que caçavam rinocerontes e contrabandeavam para a Ásia os seus cornos foram igualmente desmantelados desde janeiro, refere o ministério.



Um sinal de que as pesadas sentenças passadas pelos tribunais aos responsáveis pela caça ilegal de rinocerontes começam a ter um efeito dissuasor foi o suicídio, na noite de segunda-feira passada, de um capataz de uma fazenda onde se criam aqueles e outros animais selvagens e que era suspeito de colaboração com caçadores furtivos.



Segundo a polícia sul-africana, o suspeito, de 40 anos de idade, foi encontrado sem vida no quarto que ocupava na fazenda, com um tiro na cabeça, aparentemente disparado com a arma de caça que lhe havia sido atribuída e que estava caída perto do corpo.



As autoridades dirigiram-se ao local com a intenção de questionar o homem sobre um rinoceronte que tinha sido descoberto morto na fazenda na passada sexta-feira, disse o coronel Vishnu Naidoo, do comando provincial do Limpopo, onde se verificou a ocorrência. As autoridades suspeitavam de cumplicidade entre o capataz e grupos de caçadores furtivos, tendo pistas que incriminavam o suspeito.



Ao animal tinha sido serrado o corno, o que é "prova evidente" de atividade criminosa, salientou o porta-voz.



A fazenda onde o homem se suicidou situa-se em Dwaalboom, na zona de Thabazimbi, província do Limpopo no norte da África do Sul.



Em 2011 foram abatidos em toda a África do Sul 449 rinocerontes, um número que constitui um recorde absoluto e que leva alguns ambientalistas a temerem uma provável extinção da espécie a curto prazo.



Karen Tendler, uma ativista que há mais de duas décadas trabalha no salvamento e reabilitação de rinocerontes numa quinta nos arredores da capital, Pretória, afirma que se a matança daqueles animais continuar ao ritmo atual, os parques naturais da África do Sul poderão deixar de ter rinocerontes em 2015.



Tendler, que foi responsável pelo salvamento e reabilitação de cerca de 200 rinocerontes órfãos ao longo dos últimos 20 anos, alerta para as profundas implicações da atividade dos caçadores furtivos, que aproveitam o elevado preço pago nos mercados asiáticos pelos cornos de rinocerontes.



"Muitas vezes quando matam animais adultos condenam também à morte as suas crias, incapazes de sobreviver sem as mães", salienta a ambientalista.



Karen Tendler refere que a corrupção entre funcionários dos diversos departamentos estatais e fazendas privadas onde são criados rinocerontes, bem como a utilização de sofisticados equipamentos, como GPS, telefones móveis e helicópteros, pelos caçadores furtivos, contribuem de forma significativa para a presente situação de crise no mundo da conservação das espécies.

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Ministros das Pescas da UE contra corte das barbatanas a tubarões vivos

19/03

2012

às 14:57

 

Os ministros das Pescas da União Europeia (UE) apoiaram hoje a proposta da Comissão Europeia de obrigar que as barbatanas de tubarões sejam desembarcadas amarradas às carcaças, faltando agora a luz verde do Parlamento Europeu.



O executivo comunitário tinha proposto, em novembro último, a proibição total da remoção de barbatanas de tubarões a bordo de navios, resolvendo vazios legais que permitiam o desembarque das barbatanas num porto e as carcaças noutro, bastando não haver qualquer registo nos diários de bordo para impedir o controlo das capturas de tubarões.



A UE permite o corte parcial das barbatanas, devendo estas ser dobradas contra a carcaça do animal, exceção que assegura responder "às preocupações legítimas do setor das pescas, no que se refere à armazenagem e à manipulação".



Portugal está em 16.º lugar na tabela mundial de capturas de tubarões, com mais de 10 mil toneladas por ano, mas, ao contrário de outros países, não desperdiça, segundo fontes comunitárias.



Segundo a média dos desembarques declarados de tubarões, a Indonésia lidera a pesca desta espécie, numa lista em que a Espanha está em terceiro lugar.



No caso português, as capturas são principalmente de pequenos tubarões, que não estão sujeitos a proibições de pesca, segundo fonte diplomática.



De qualquer modo, em Portugal não há a prática de guardar as barbatanas e deitar borda fora as carcaças, uma vez que, segundo a mesma fonte, "tudo é aproveitado", incluindo as barbatanas e a carne, que é vendida no mercado português sob a designação de cação.



Segundo Bruxelas, os tubarões estão seriamente ameaçados na sequência de um enorme aumento na procura das suas barbatanas.



As barbatanas são removidas a bordo dos navios, muitas vezes estando os tubarões ainda vivos, sendo estes atirados de volta para o mar, prática que Bruxelas quer ver terminada.



A proibição desta prática vigora na União Europeia (UE) desde 2003, mas a existência de vazios na legislação tem limitado a sua eficácia.



Em causa está, nomeadamente, a emissão de autorizações especiais de pesca, ao abrigo do regulamento CE 1185/2003, que permite - sob determinadas condições - a remoção das barbatanas a bordo do navio e o desembarque de barbatanas e carcaças em portos diferentes.

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Girafa morre em zoo indonésio depois de comer 18 quilos de plástico para enganar a fome

16/03

2012

às 19:51

 

O jardim zoológico de Surabaya, na Indonésia, possui a coleção de animais mais diversificada de animais de qualquer parque do sudeste asiático. Desde tigres e orangotangos de Sumatra, dragões de Komodo e uma grande variedade de aves. Só por isso, o zoo de Surabaya já merecia uma visita. Não fora, porém, o facto de esses animais estarem a viver na mais completa miséria, segundo o Time NewsFeed.



O parque acolhe cerca de quatro mil animais, alguns dos quais pertencentes a espécies em vias de extinção. Contudo, o zoo de Surabaya ganhou fama pelas péssimas condições em que são tratados os animais.



De acordo com um artigo do Trisnadi Marjan da Associated Press, morrem cerca de 15 animais por mês – um número que tem vindo a diminuir desde há dois anos -, vítimas sobretudo de doenças curáveis, de fome, falta de exercício físico e sobrelotação dos alojamentos.



Há duas semanas, a última girafa do zoo, Kliwon, de 30 anos, morreu depois de ter engolido um maço de plástico com 18 quilos. Durante anos, o animal alimentou-se com aquilo que conseguia encontrar e com o que os visitantes lhe atiravam.



Embora mortes como a de Kliwon não sejam raras em Surabaya – em 2010, o Jakarta Globe nomeou-o o “zoo da morte” -, a verdade é que a morte da girafa originou uma onda de protesto contra o governo por nada fazer para evitar estas situações.

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Polícia tailandesa apreende 200 animais protegidos em zoo privado

09/03

2012

às 15:23

 

Foto: AFP/Thai Nature Crime Police

Mais de 200 animais selvagens, como cangurus, tigres, leões albinos e orangotangos, foram descobertos pela polícia tailandesa num zoológico privado dentro de uma casa na província de Saraburi, no centro da Tailândia.



De acordo com a AFP, os agentes descobriram ainda flamingos, pandas vermelhos, camelos e leões na residência de um antigo vendedor de animais durante uma operação contra o tráfico de animais. Três homens foram detidos.



O dono do zoológico privado, que admitiu à polícia que importa animais há mais de 10 anos, arrisca uma pena até quatro anos de prisão.



A Tailândia, em particular a capital, Banguecoque, é um dos maiores centros de tráfico de animais em perigo de extinção porque se encontra num local estratégico, entre a Birmânia, China, Indonésia e Malásia.

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Apreensão de aves ilegais bateu recorde em Portugal em 2011

26/02

2012

às 20:10

 

Portugal registou em 2011 a sua maior apreensão anual de aves ilegais de sempre, com a descoberta de 150 ovos que cruzaram o Oceano Atlântico de avião, colados ao corpo de "correios" contratados por traficantes.

Segundo fonte do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), os ovos foram apreendidos em seis momentos diferentes e eram de espécies da América do Sul. Um terço dos animais não sobreviveu à viagem.


Os papagaios, tucanos e araras transportados, alguns deles em risco de extinção, possuem valor de mercado entre 500 euros e 70 mil euros cada um, segundo João Loureiro, coordenador da Unidade de Aplicação das Convenções Internacionais do ICNB.

"Apesar do aumento das apreensões, sabemos que a quantidade descoberta não representa nem 10 por cento do que chega ao país", afirma Loureiro.

Portugal é uma das principais portas de entrada do tráfico de animais recolhidos na América do Sul e levados para a Europa, e a rota acaba por ser bastante utilizada devido ao grande número de voos provenientes do Brasil. Espanha e alguns países do Leste Europeu também são usados pelos traficantes.

O tráfico de animais movimenta cerca de 10 mil milhões de dólares ao ano (7,5 mil milhões de euros) e é hoje o terceiro maior comércio ilegal, atrás somente do de armas e do de drogas, de acordo com a Secretaria da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites), que tem sede em Genebra.

"Na maioria das vezes é usada a mesma rota para o tráfico de drogas e o de animais e, em muitas delas, é o mesmo grupo que faz as duas coisas", diz Liliane Garcia Ferreira, promotora de São Paulo e oficial de apoio na Cites.



João Loureiro afirma, inclusive, que traficantes de drogas usam os animais ilegais para branquear o dinheiro do tráfico. Outro motivador do comércio ilegal, diz, é a alta procura europeia por animais de companhia, que supera a quantidade disponível no mercado legal.

E a fiscalização do comércio de animais é bastante difícil. Os ovos, transportados enrolados em meias e amarrados à barriga dos "correios", não são detetados pelos aparelhos de raios-X nos aeroportos. A isso Loureiro atribui as pequenas apreensões dos anos anteriores, que não passavam de 50 ovos por ano.

Para barrar esse tráfico, a Cites trabalha na capacitação e formação das autoridades responsáveis de diversos países. Na América do Sul, há a Organização do Tratado de Cooperação Amazónica, que também actua na preservação das espécies.

João Loureiro explica que, em Portugal, a legislação se tornou mais restritiva para impedir tanto a entrada do animal ilegal como a sua reprodução.

A espécie criada em cativeiro legalmente é sempre identificada por uma marca e por um documento de origem. Os proprietários também precisam de um registro específico.

O aumento das apreensões de aves exóticas comercializadas ilegalmente tem causado a lotação dos parques portugueses, já que problemas sanitários impedem que elas sejam enviadas de volta aos países de origem.

"Ficamos com os animais e gastamos dezenas de milhares de euros com eles todos os meses, sem ter uma mais-valia", afirma João Loureiro, coordenador da Unidade de Aplicação das Convenções Internacionais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Os 90 animais que sobreviveram às apreensões no ano passado estão em parques e zoológicos, mas não são expostos ao público.

O regresso desses animais ao país de origem ainda não é possível devido a barreiras sanitárias para a prevenção da gripe aviária, mas o problema está a ser estudado, segundo Loureiro.

E o desequilíbrio não é causado somente no país receptor do tráfico. O ecossistema de onde esses animais são retirados também acaba prejudicado, assim como as comunidades locais.

Um exemplo é o galo das serras do Pará (Rupicola rupicola), que não existe no mercado legal por estar em risco de extinção no seu habitat natural. Entre as apreensões do ano passado, no entanto, foram encontrados ovos da espécie e nenhuma das aves sobreviveu.

A retirada dos animais do seu ambiente é, geralmente, feita por pessoas em más condições financeiras, contratadas pelos traficantes.


Podem ser tanto moradores de aldeias, indígenas, ou europeus, que ganham uma viagem de poucos dias à América do Sul, algo que não poderiam pagar, e voltam com os ovos junto ao corpo.

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Gato é alvejado entre os olhos e sobrevive

26/02

2012

às 15:08

Um gato de nove meses foi alvejado entre os olhos e sobreviveu. Mesmo gravemente ferido e com o sangue a escorrer-lhe pelo focinho, Cookie, assim se chama o felino, conseguiu chegar a casa, em Uddington, South Lanarkshire, Escócia, conta a edição inglesa do jornal Metro.



Assim que se apercebeu do sucedido, Helen Connelly, a dona, levou-o ao médico veterinário. Um raio-X mostrou que a bala de carabina ficou alojada no fundo do cérebro do gato, um local muito sensível, pelo que uma intervenção cirúrgica poderia causar-lhe a morte.



Hele Connelly disse ao jornal: “Isto deixa-me doente. Quem fez isto precisa de tratamento. Cookie é apenas um gato indefeso. Essas armas devem ser proibidas e quem fez isto deve ir para a prisão”.



Desde o dia em que foi alvejado, Cookie está sob efeito de uma coquetel de analgésicos, anti-inflamatórios e penicilina.



Mike Flynn, da SPCA – Escócia (ONG de defesa dos direitos dos animais), explicou que, muitas vezes, os animais são os alvo de “ataques de armas de ar”.

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Mãe e filho condenados a pena de prisão por terem fechado os cães no sótão sem água nem comida

23/02

2012

às 16:48

 

Uma mulher e o filho foram condenados a uma pena de prisão, no Reino Unido, por terem aprisionado dois cães num sótão cuja porta estava fechada com pregos, conta o Daily Mail.



Axel, um Rottweiler, e Bully, um Sttafordshire bull terrier, não tiveram comida, água, nem possibilidade de se exercitarem durante semanas, acabando por morrer em agonia, magros e desidratados, segundo foi contado em tribunal.



Jamie Taylor, 31 anos, e a mãe, Julie, 50 anos, foram condenados a 16 semanas de prisão e estão proibidos de voltarem a ter animais de estimação por terem causado um “sofrimento horrendo” aos dois cães.



Os dois ignoraram os insistentes latidos dos animais, a pedirem ajuda, e Jamie recusava-se a passeá-los por se sentir “constrangido” uma vez que estavam muito magros.



Funcionários da RSPCA (organismo não governamental de defesa dos direitos animais) tentaram resgatar os animais, mas foram impedidos de o fazerem. Quando a polícia finalmente entrou na casa localizada em Bradford, West Yorkshire, sentiram um “cheiro insuportável” a carne podre e os cadáveres dos cães em putrefacção e cheios de larvas.

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Reino Unido acaba com quarentena de seis meses para animais de estimação

29/12

2011

às 19:40

 

O Reino Unido vai simplificar as regras de entrada de animais de companhia no país (cães, gatos e furões) a partir de domingo, ao colocar um fim à obrigatoriedade de um período de quarentena de seis meses, imposta desde o século XIX.



De acordo com um comunicado do Ministério do Amiebte, citado pela agência France Press, “não há necessidade de impor uma quarentena de seis meses para animais de estimação, dada a evolução nos tratamentos veterinários e o aperfeiçoamento das vacinas contra a raiva”.



A partir do início do próximo ano, é apenas necessário que tenha passado um mínimo de 21 dias desde a administração da vacina contra a raiva e a entrada no Reino Unido.



Antes, os animais de estimação tinham que passar por um período de quarentena de seis meses após a realização obrigatória de exames ao sangue. Obrigatoriedade esta que já não existe nos restantes países da União Europeia, nem nos Estados Unidos ou Austrália, por exemplo.



Noutros países, como o Brasil, Índia e África do Sul, esses exames são ainda obrigatórios, mas o período de quarentena é de apenas três meses.



“O sistema britânico de quarentena foi introduzido no século XIX para combater a raiva e está largamente ultrapassado pelos avanços científicos”, referiu a ministra britânica do Ambiente, Caroline Spelman.

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443 rinocerontes mortos este ano nos Parques Nacionais da África do Sul

28/12

2011

às 19:38

 

Um número recorde de 443 rinocerontes mortos por caçadores furtivos foi já registado pelas autoridades sul-africanas desde 1 de Janeiro deste ano, disse à agência Lusa uma fonte dos Parques Nacionais da África do Sul (SANPARKS).



Este número, superior em mais de 33% ao do ano passado, quando foram mortos 333 rinocerontes em todo o território sul-africano, sugere que apesar do destacamento de unidades especiais conjuntas da polícia, forças armadas e alfândegas no Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, os caçadores furtivos estão a vencer a batalha contra as autoridades e a pôr em perigo a já de si escassa população de rinocerontes existente na África do Sul.



Apenas no Parque Kruger, situado na província de Mpumalanga, as autoridades confirmaram o abate ilegal de 244 rinocerontes desde 1 de Janeiro deste ano. Os restantes foram mortos em reservas estatais e privadas de Mpumalanga e outras províncias, nomeadamente Noroeste, Limpopo, Free State e Cabo Ocidental, onde se registaram mais incursões dos caçadores furtivos.



A mesma fonte, que pediu o anonimato por "estes não serem ainda números oficiais para 2011", disse que apesar da gravidade da situação as unidades especiais contra a caça furtiva registaram sucessos notáveis, tendo detido este ano mais de 215 suspeitos e morto em tiroteios mais de uma dezena deles em operações conjuntas no interior do parque Kruger.



A fronteira de mais de 400 quilómetros que separa o Parque Kruger de Moçambique, e que está aberta em vários pontos para que fosse constituído o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, é considerada pelos sul-africanos o mais sensível ponto de entrada e de fuga dos caçadores furtivos de rinocerontes, que escoam os chifres serrados aos animais na sua maioria para a China e para o Vietname, onde são utilizados em poções recomendadas para as mais variadas doenças e também como afrodisíaco.



O abate ilegal de rinocerontes tem crescido em espiral desde 2007, ano em que foram apenas mortos 13 daqueles grandes herbívoros, um dos "5 grandes" do reino animal em África, conjuntamente com o elefante, o leão, o leopardo e o búfalo.



No Parque Kruger, que tem uma área de 1 930 000 hectares, vivem em liberdade entre 10 e 12 mil rinocerontes brancos e 500 rinocerontes negros.



Na semana passada o proprietário de uma reserva privada do Cabo Ocidental injectou um veneno especial desenvolvido por uma empresa local e misturado com um corante vermelho nos cornos de alguns dos seus rinocerontes numa tentativa de evitar o seu abate por caçadores furtivos.

 


O veneno, que não é, segundo os seus fabricantes, letal, provoca no entanto problemas de saúde aos consumidores dos produtos que contenham os cornos dos rinocerontes com ele injectado, desencorajando assim a caça aos animais.



Em alguns casos verificados ultimamente os animais são encontrados ainda vivos e num indescritível sofrimento depois dos caçadores furtivos os anestesiarem com dardos e serrarem os cornos sem os matar.

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