Autoridades chinesas investigam a morte de centenas de cães e porcos

17/04

2013

às 19:26

A morte misteriosa de centenas de porcos e cães, cujos cadáveres foram descobertos na cidade de Yanshi, no centro da China, está a ser investigada pelas autoridades chinesas, informaram hoje fontes oficiais.


As autoridades de saúde e a polícia chinesa deram hoje início a uma investigação que visa apurar as causas de morte de 410 porcos e 122 cães, cujos restos mortais foram encontrados numa aldeia situada na cidade de Yanshi, província de Henan (centro), refere uma nota oficial citada pela agência noticiosa francesa AFP.


Estas mortes acontecem um mês depois de as autoridades chinesas terem encontrado mais de 16.000 porcos no principal rio de Xangai.


Na nota, citada pela AFP, especialistas em gado excluem que os porcos e cães agora descobertos possam ter sucumbido a uma epidemia animal ou à nova estirpe da gripe aviária H7N9.


Todas as fábricas de produtos químicos nas áreas limítrofes ao local receberam ordens para suspender as suas atividades, estando os proprietários impedidos de deixar o local até o fim da investigação, adianta o mesmo documento.


Alguns habitantes da aldeia, citados pela agência estatal chinesa Xinhua, afirmaram ter sentido um "fedor extremamente forte" na segunda-feira e apontam o dedo a uma central química próxima.


Na cidade de Yanshi vivem 558.800 pessoas, segundo números do governo chinês citados pela AFP.

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Atividades com animais protegidas por regulamento municipal em Viana

16/04

2013

às 20:39

Atividades como comércio, guarda, criação e espetáculos com animais vão passar a necessitar de autorização municipal em Viana do Castelo, segundo prevê um regulamento aprovado pelo executivo local, consultado hoje pela Lusa.


O Regulamento Municipal de Proteção de Animais, proposto e já aprovado pela maioria socialista naquela autarquia, prevê que a autorização municipal para várias atividades "só poderá ser concedida se os competentes serviços municipais verificarem que as condições previstas na Lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais são cumpridas".


O documento representa uma transposição, na forma de regulamento municipal - que carece ainda de aprovação em Assembleia Municipal e que será submetido a consulta pública -, da legislação sobre "a proteção dos animais contra a ação do homem", a qual "define a competência das Câmaras Municipais para autorização de diversas atividades que envolvem animais".


Esta regulamentação ainda não tinha sido transposta para a forma de regulamento em Viana do Castelo, o que acontece agora, meses depois de a autarquia não ter conseguido travar - em agosto de 2012 - a realização de uma tourada no concelho, após decisão do tribunal.


Precisamente um dos efeitos práticos deste regulamento passará pela proibição municipal de realização de espetáculos tauromáquicos, também tendo em conta a declaração de cidade "antitouradas" de 2009 por parte do executivo camarário, a primeira do género em Portugal.


Este regulamento admite "preocupações particularmente incisivas" na defesa dos direitos dos animais "quando se trata de espetáculos públicos", tendo em conta que "a manutenção daquelas práticas nestes contextos pode tornar-se uma forma de as eternizar, criando novos adeptos e públicos, de práticas e costumes não consentâneos com a cultura vigente e predominante".


Define ainda que a utilização de animais "em quaisquer espetáculos ou eventos congéneres", deverá respeitar a legislação sobre a defesa e bem-estar dos animais, sendo "por conseguinte proibidos os espetáculos em que se inflijam sofrimento ou lesões aos animais". Inviabilizando desta forma a realização de touradas no concelho.


Além disso, o regulamento acrescenta que a realização de espetáculos públicos que utilizem animais "carece de prévia autorização" da Câmara, mediante a apresentação de um requerimento. Entre outros aspetos, esse pedido deverá descrever "as condições que garantam o bem-estar dos animais, quer no período que antecede a intervenção no espetáculo quer no decurso do mesmo e no período de recolha, após o espetáculo". A autorização será "precedida" de uma vistoria por parte do Serviço Municipal de Veterinária.


O regulamento estabelece que atividades como a exploração do comércio de animais; guarda de animais mediante remuneração; criação de animais para fins comerciais; aluguer de animais; utilização de animais para fins de transporte e exposição ou exibição de animais com fins comerciais passam a necessitar de autorização municipal.

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Animais domésticos ameaçados por armadilhas ilegais na Covilhã

03/04

2013

às 16:36

Foto: Orlando Almeida/Global Imagens

 

Animais domésticos estão a ser ameaçados por armadilhas ilegais e agredidos por desconhecidos, denunciou hoje a Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã.


Em dois casos foi apresentada queixa junto da GNR, o primeiro há cerca de meio ano e o último há duas semanas, mas há mais situações: "o problema é recorrente", disse à agência Lusa a presidente da associação, Lara Campos.


As armadilhas são feitas com laços dissimulados no campo, "usados ilegalmente para caçar javalis" e que acabam por capturar tudo o que por ali passa, descreve.


As duas situações em que foram apresentadas queixas aconteceram na Barroca do Zêzere, Fundão, e na zona das Minas da Panasqueira, Covilhã. Os cães regressaram a casa com marcas das armadilhas e de agressões, segundo análise do veterinário que os tratou.


De acordo com Lara Campos, a população tem identificado "um determinado caçador na zona, que usa laços para javalis" e que quando apanha um cão "pega num machado e fere o animal".


Bruno Gonçalves, comandante da GNR do Fundão, confirmou à agência Lusa que, apesar de o assunto ser comentado, "só foram apresentadas duas queixas" e que numa das situações "chegou a ser identificado um suspeito, mas o caso foi arquivado".


De acordo com os relatos de proprietários, já houve mais situações de animais que sofreram "ferimentos graves", bem como "escoriações que não precisaram de ajuda veterinária" e que estarão relacionados com as armadilhas, garante Lara Campos.


A responsável da Instinto alerta também para os casos "de cães que desaparecem", que podem estar associados à situação e às agressões.


Segundo Bruno Gonçalves, "a colocação de laços constitui crime" e é usada na região para apanhar "caça maior". Sempre que é detetado um laço "é feito um auto de notícia para tribunal" e aberto um inquérito, mas reconhece que o mais difícil é encontrar o autor.


A Instinto está a estudar com uma advogada a possibilidade de atuar de forma legal contra a colocação de armadilhas, mas já quanto aos casos específicos de cada animal, estes dependem sempre da queixa de cada proprietário, concluiu.


A Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã é instituição de direito privado, sem fins lucrativos, criada a 30 de julho de 2012 e que tem como objetivo promover a defesa dos direitos dos animais.

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"Comprar um animal ameaçado é tão mau como matá-lo"

13/03

2013

às 14:23

A procura crescente de animais exóticos, como sapos venenosos, tartarugas ou chimpanzés, está a ameaçar algumas espécies de extinção, alertam especialistas e ativistas, que comparam a prática à caça ilegal de animais protegidos.


"Muitas pessoas não percebem que comprar um animal de estimação pode ter um grande impacto na conservação das espécies, de facto pode ter o mesmo impacto do que matar um elefante", alertou Chris Shepherd, da associação Traffic, numa altura em que delegados de 178 países discutem em Banguecoque o comércio e detenção de espécies ameaçadas de extinção.


Ao comprar um animal em vias de extinção, a pessoa está "a retirá-lo do mundo selvagem". "Matá-lo ou metê-lo numa jaula, do ponto de vista da conservação, tem exatamente o mesmo resultado", disse.


Pode até ser pior, alertam os especialistas, já que por cada animal numa loja ou numa casa - dos pequenos répteis aos chimpanzés -, dez outros poderão ter morrido na captura ou no transporte.


Segundo Shepherd, a procura de animais selvagens para serem usados como animais de estimação está a crescer e envolve um maior leque de espécies do que alguma vez se viu, pelo que a lista de espécies ameaçadas pelo comércio é maior do que nunca.


Os preços elevados, impulsionados por colecionadores na Europa, nos EUA e na Ásia, atraem grupos criminosos para o comércio ilegal de espécies ameaçadas.


Como parte dos esforços para inverter a tendência, a Convenção Internacional sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), a decorrer em Banguecoque, já aumentou a proteção de dezenas de tipos de tartarugas e cágados, mas estes estão longe de ser as únicas vítimas daquele comércio.


Aranhas, cobras, escorpiões, escaravelhos, aves exóticas e até felinos de grande porte estão entre as espécies procuradas e há hoje mais espécies no comércio de animais de estimação do que no comércio de carne e de medicamentos.


Ian Redmond, fundador da Parceria para a Sobrevivência dos Grandes Primatas (Grasp), celebridades como o ícone da música pop Michael Jackson, que tinha um chimpanzé chamado Bubbles, também têm culpas.


"Se fores um fã do Michael Jackson, porque não quererás imitá-lo?", disse, alertando que embora os primatas possam parecer felizes na televisão, é fácil perceber que não o são ao conhecer a complexidade da sua vida social em liberdade.


Além disso, defendeu o zoólogo Ron Orenstein, consultor da associação Humane Society International, as pessoas que compram estes animais não procuram um animal de companhia: "Colecionam-nos como selos e estão preparados para pagar preços elevados por um animal raro".


Por exemplo, a tartaruga de pescoço de cobra da ilha de Roti, altamente ameaçada, pode custar dois mil dólares o espécime, o que a torna ainda mais ameaçada.


"Porque é rara, torna-se ainda mais rara", ironizou Orenstein.


A mensagem de Shepherd para quem esteja a pensar comprar um animal sem ter garantias de que não foi roubado do mundo selvagem é clara: "É simples, não comprem".

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Guardia Civil detém chinês suspeito de matar cão com uma vara

04/03

2013

às 16:12

A Guardia Civil espanhola acusou um homem de 52 anos, natural da China mas residente em Saragoça, do crime de maus tratos contra animais, uma vez que é suspeito de ter agredido um cão com uma vara até à morte numa área de serviço da AP-68, em Logroño.


O jornal espanhol ABC conta que o crime ocorreu no dia 28 de fevereiro, mas só hoje foi tornado público. Segundo aquela força policial, o animal era propriedade de um camionista, que tinha parado naquela área de serviço para proceder à manutenção do veículo.


Ao dar conta do desaparecimento do cão, foi procurá-lo, tendo-se deparado com o cidadão chinês. Ao aproximar-se, percebeu que o homem arrastava uma vara pelo chão e que, na outra mão, agarrava o seu cão pela patas, preparando-se para colocá-lo dentro de uma carrinha.


Nessa altura, o camionista tirou-se o cão das mãos. O suspeito ofereceu-lhe 20 euros pelo animal morto, mas quando percebeu que o camionista ia chamar a polícia, fugiu na carrinha. Acabou intercetado por uma patrulha na área de serviço próxima da localidade de San Asensio.


Em Espanha, o crime de maus tratos contra animais está previsto no artigo 337 do Código Penal: quem, por qualquer meio ou procedimento maltrate injustificadamente um animal doméstico ou amestrado, causando-lhe a morte ou lesões que danifiquem gravemente o seu estado de saúde, é punido com uma pena de prisão entre os três meses e um ano.

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Alemanha proíbe sexo com animais

04/02

2013

às 15:35

O Bundesrat, o órgão constitucional da República Federal Alemã, determinou na sexta-feira a proibição do “uso de animais para atividades sexuais”. Quem prevaricar poderá ser condenado a uma pena de multa até 21 mil euros, segundo o jornal espanhol El País.


Embora no passado a Alemanha tenha sido tolerante para com a zoofilia, em 2012 decidiu aceitar uma antiga reclamação das associações de defesa dos direitos dos animais e que exigiam que a prática sexual entre seres humanos e animais fosse proibida no país.


A iniciativa destas associações foi apoiada pelo Ministério da Agricultura, que redigiu uma reforma à lei federal. Em dezembro, o Bundestag (Parlamento) aprovou a reforma da lei, uma decisão que ignorou um protesto do grupo Compromisso Zoófito para a Tolerância e a Caridade (ZETA), presidida pelo bibliotecário Michael Kiok, que mantém uma relação amorosa com a sua cadela de raça Pastor Alemão, Cissy, há sete anos.


O grupo Zeta lançou uma campanha nacional para impedir a proibição da zoofilia, argumentando: “As leis morais, tais como a proibição da zoofilia, não têm nada a ver com um estado de direito. É mais fácil entender os animais do que, por exemplo, as mulheres”, disse Michael Kiok, ao jornal Tagesspiegel.


Kiok, que já foi casado, confessou que durante anos oprimiu a sua inclinação por animais, depois de ter tido “a sua primeira experiência aos 15 anos”. “Sentimo-nos criminosos”, sublinhou o bibliotecário, adiantando que os cerca de 100 mil alemães que praticam regularmente a zoofilia sentem o mesmo.


Apesar da derrota legal, Kiok referiu que o grupo ZETA vai recorrer para o Supremo Tribunal para invalidar a lei, que ainda deverá ser ratificada pelo presidente alemão, Joachim Gauck.

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Burro utilizado em assalto "chama" a polícia

21/01

2013

às 15:51

Gerardo Santos/Global Imagens/Arquivo
 

 

Um grupo de assaltantes que tentava furtar uma loja de conveniência, na Colômbia, foi obrigado a fugir de mãos a abanar quando o burro em que se faziam transportar começou a zurrar e a chamar a atenção da polícia.

Segundo o jornal britânico Telegraph, os três assaltantes estiveram duas horas no interior da loja, situada na pequena cidade de Juan de Acosta. Planeavam carregar os artigos furtados em Xavi, um burro de 10 anos que tinha roubado 12 horas antes.

Mas o animal soltou uma série de urros, atraindo a atenção da polícia. Os assaltantes tiveram que abandonar o animal, já carregado com vários artigos (rum, óleo, arroz, conservas), e fugir sem nada.

Fabio Orozco, o proprietário da loja, contou: “Eles entraram pelo telhado para roubar. Levaram arroz, rum, tudo”.

Xavi, o burro, foi apreendido até o dono o ir buscar à esquadra da polícia. Os bens furtados foram devolvidos ao proprietário da loja.

Carne de cavalo em hambúrgueres desencadeia protestos no Reino Unido e Irlanda

16/01

2013

às 18:42

Adelino Meireles/arquivo
 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, mostrou-se hoje preocupado com a descoberta "extremamente perturbadora" de carne de cavalo em hambúrgueres, que deveriam ser 100 por cento de carne de vaca, vendidos em supermercados no Reino Unido.  


A Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira que até 29 por cento da carne de alguns hambúrgueres era de cavalo. Os investigadores também encontraram ADN de porco.


Os hambúrgueres congelados estavam à venda nas cadeias de supermercados Tesco e Iceland, na Grã-Bretanha e na Irlanda, e nas sucursais irlandesas do Lidl, Aldi e Dunnes. O Tesco é a maior cadeia de retalho britânica.


A FSAI disse que os hambúrgueres foram feitos em duas fábricas na Irlanda e uma no norte de Inglaterra. De acordo com o ministro da Agricultura e Alimentação irlandês, Simon Coveney, a origem do problema parecia estar em produtos importados da Holanda e de Espanha.


Apesar de a carne de cavalo ser comum na Ásia Central, China, América Latina e algumas zonas da Europa, é considerada proibida para a maior parte dos consumidores britânicos e irlandeses.


Dos 27 produtos testados pela FSAI, dez continham ADN de cavalo e 23 de porco. E em nove daqueles dez, a carne de cavalo era menos de 0,3 por cento do conteúdo total.


No Parlamento, Cameron afirmou ter pedido à Agência de Controlo Alimentar para realizar uma investigação urgente. A agência esclareceu "não existir qualquer risco para a saúde pública, mas isto é completamente inaceitável".


Os supermercados Tesco e Iceland já anunciaram que vão suspender a venda dos produtos em causa

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Gato atingido com flecha na cabeça sobrevive

12/01

2013

às 20:24

 

Um gato com apenas um ano de idade foi atingido na cabeça com uma flecha que, por milagre, não lhe atingiu o cérebro. O animal sobreviveu e está a recuperar bem.

O caso ocorreu em Lancaster, no estado americano da Pensilvânia, no dia 22 de dezembro do ano passado, mas só agora foi tornado público.

Quando a dona de Mack se apercebeu do sucedido levou-o de imediato ao veterinário. “Foi alguém com uma personalidade doentia e que precisa de ser tratado”, disse, ao canal de televisão Fox, Jean Kissinger, o dono do gato.

Mack já está em casa a recuperar do ferimento, mas irá ficar com problemas de sinusite para o resto da vida, devido ao local onde a flecha fico presa.

O filho de Jean viu alguém na propriedade da família quando eles encontram Mack ferido, mas, até ao momento, a polícia ainda não conseguiu identificar o autor do crime.

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Angola pondera abate de focas

15/12

2012

às 15:16

O aumento de focas na área da Baía dos Tigres, litoral sul de Angola, e a eventualidade de, à semelhança do passado, as autoridades considerarem o abate dos animais, está a ser tema de debate em Luanda.


O objetivo do abate controlado destes mamíferos, cujo número nos últimos seis anos aumentou 14 por cento, é preservar o equilíbrio naquela zona do litoral angolano e ir ao encontro dos interesses dos pescadores locais, que consideram as focas concorrentes demasiado vorazes.


Segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira (INIP), apresentado sexta-feira em Luanda nas XVI Jornadas Técnico-Científicas da instituição, a população de focas na área da Baía dos Tigres, província do Namibe, estimada em 27.581 animais, registou um crescimento de 14 por cento nos últimos seis anos. No mesmo período, o número de crias aumentou para 52 por cento.


Segundo o documento, o estudo das focas iniciou-se em 2006, no âmbito do Programa Científico da Comissão da Corrente de Benguela, com expedições feitas ao longo de toda a extensão da Corrente Fria de Benguela, para a contagem de focas.


Em 2011, a expedição realizada na ilha da Baía dos Tigres contabilizou a existência de 26.337 focas, sendo que 17.154 tinham pelo menos um ano, 9.079 eram crias, além de 1.142 que se encontravam na água.


Na colónia da restinga da Baía dos Tigres foram contados 102 animais, não tendo sido observadas crias. "Embora a série temporal ainda seja curta, os resultados indicam que nos últimos seis anos registou-se um aumento de 14 por cento da população de focas na área da Baía dos Tigres", observa o estudo.


O estudo conclui que, o elevado número de focas adultas (17.256) existentes na região da Corrente Fria de Benguela, onde cada animal para manter o seu equilíbrio térmico consome diariamente cerca de oito quilogramas de peixe, o consumo anual pode atingir as quase 50 mil toneladas anuais de pescado.

O aumento significativo das colónias de focas no sul de Angola, com especial incidência na Baía dos Tigres, tem levantado há alguns anos polémica entre ecologistas e o Governo quanto à necessidade do abate controlado daqueles animais, defendida pelas autoridades.


Em 2009, Nkosi Luyeye, ao tempo diretor-geral adjunto do INIP, disse à Lusa que o crescente número de focas estava a provocar a diminuição das capturas de peixe, sendo as espécies mais afetadas a sardinha e o carapau.


O abate equilibrado de focas, seguindo as normas adotadas pelas organizações internacionais, como a SADC, é a resposta defendida pelo INIP para minimizar o impacto das focas no ecossistema marinho local e na atividade económica da comunidade piscatória.


Em finais de 2009, uma notícia divulgada pelo Jornal de Angola, referia que uma das recomendações saídas do Conselho de Gestão Integrada dos Recursos Biológicos e Aquáticos, realizada na província do Cuando Cubango, apontava para a execução, "com urgência", do plano de gestão sustentada para o abate de focas.

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Alemanha vai proibir sexo com animais

29/11

2012

às 17:35

 

O governo alemão prepara-se para proibir a bestialidade (sexo com animais), devido à pressão dos grupos de defesa dos direitos dos animais, condenando os infratores a uma pena de multa que pode chegar aos 25 mil euros.



A bestialidade foi legalizada em 1969, no mesmo ano em que a homossexualidade deixou de ser crime na Alemanha. Desde então, a prática de sexo com animais só tem sido punida se o animal ficar gravemente ferido, explica o Daily Telegraph australiano.



Contudo, grupos de defesa dos animais têm reivindicado a proibição da bestialidade através de uma campanha publicitária que apresenta casos dramáticos de “animais violados”.



O ministro alemão da Agricultura, Ilse Agner, concordou em mudar a lei e proibir o “uso de animais para a prática das suas próprias atividades sexuais ou para a de terceiros”, ou seja, o fornecimento de animais para que outros pratiquem sexo com eles.



A alteração à lei será votada no Parlamento alemão em meados de dezembro.

Nova Zelândia apoia Austrália em ação judicial contra o Japão por caça à baleia

23/11

2012

às 14:34

 

A Nova Zelândia vai apresentar-se junto do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, no sentido de apoiar a ação intentada pela Austrália contra o Japão por causa da caça de baleias na Antártida, informou hoje o Governo.



O ministro dos Negócios Estrangeiros neozelandês, Murray McCully, disse, num comunicado citado pela agência noticiosa espanhola Efe, ter apresentado junto do tribunal uma declaração de "intervenção", a qual permite a uma terceira parte não litigante expor o seu ponto de vista legal perante aquele tribunal.



A Austrália deu entrada com uma ação judicial junto do Tribunal Internacional de Justiça, em 2010, em que questiona a validade do programa científico japonês na Antártida, através da qual o Japão justifica as capturas de cetáceos.



No final desse ano, o Governo neozelandês anunciou que pretendia intervir no caso e "agora entregou a sua declaração de intenção", afirmou o ministro, sem facultar mais detalhes, já que o processo está em curso.



O ministro lamentou que a Nova Zelândia se tenha visto obrigada a adotara a via legal, depois de quase três anos de "duro trabalho" em busca de uma "solução permanente" que permitisse travar a caça de baleias na Antártida.



McCully explicou que como membro da Comissão Baleeira Internacional, a Nova Zelândia quer assegurar o bom funcionamento deste organismo e o adequado respeito e correta aplicação da Convenção Internacional Para a Regulação da Caça Baleeira.



O Japão abandonou a caça de baleias em 1986 na sequência de uma moratória internacional, contudo, retomou-a um ano depois sob o chapéu de um programa com fins científicos autorizado pela comissão baleeira, apesar do ceticismo de muitas associações e países.

Tigre branco foge da jaula e ataca dois funcionários de zoo checo

22/11

2012

às 14:44



Um tigre branco, espécie em vias de extinção, atacou hoje pela manhã dois funcionários do zoológico da cidade de Liberec, na República Checa, afirmou o porta-voz daquela instituição.

Segundo Ivan Langr, em declarações à Associtated Press, o tigre atacou os dois funcionários depois de fugir do seu habitat no zoológico.Langr declarou que os funcionários sofreram alguns ferimentos, sem dar mais detalhes.

A porta-voz da equipa de resgate local, Lenka Markovicova, disse que um homem foi hospitalizado com ferimentos na cabeça, mas que não corre o risco de morrer.

Langr referiu que o tigre, chamado Paris, foi capturado e tranquilizado e não representa perigo. Os funcionários do zoológico estão ainda a tentar perceber como ocorreu a fuga do tigre.

O zoológico de Liberec é o único da República Checa que tem um tigre branco.

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Polícia moçambicana cria brigada para defender banhistas dos crocodilos

13/11

2012

às 15:29

 

A polícia de Tete, centro de Moçambique, criou brigadas de vigilância, proteção e resgate, para "acudir banhistas" no Zambeze de ataques de crocodilos que infestam o rio, disse hoje à Lusa fonte policial.



Devido às altas temperaturas na região, a população recorre a pequenas "praias" nas margens do rio Zambeze, que atravessa a cidade a cidade de Tete, situação que tem vindo a fazer aumentar o número de ataques de crocodilos, além de afogamentos.



Quatro casos de ataques foram registados na semana passada, dois dos quais na capital provincial, Tete.



"O último ataque foi registado no sábado. Hoje, o corpo foi encontrado sem o membro superior esquerdo devorado pelo animal. A brigada encontrou o corpo e um crocodilo ao lado e foi obrigada a disparar para afugentar o animal", disse à Lusa Mário Seda, porta-voz do comando da polícia em Tete.



As novas brigadas, constituídas por efetivos da Força de Proteção Marítima, Lacustre e Fluvial, Corpo de Salvação Pública (Bombeiros), Marinha de Guerra e reforçada aos fins de semana com a Polícia de Trânsito, têm a tarefa de prevenir e combater os ataques de animais e afogamentos, nas quatro "praias" mais frequentadas da cidade.

Funcionários de zoo inglês detidos por agredirem elefante

25/10

2012

às 15:24

Três funcionários do Jardim Zoológico de Twycross, em Leichester, Inglaterra, foram detidos para interrogatório pela polícia por alegadamente terem provocado sofrimento desnecessário a um elefante.



De acordo com o porta-voz da polícia, citado pelo jornal britânico Telegraph, as agressões ocorreram no mês passado e os três suspeitos foram já libertados sob fiança, estando a aguardar o desenvolvimento da investigação.



Em março do ano passado, um elefante fêmea de 59 anos, chamada Anne, que vivia num circo foi agredida pelos donos. Bobby e Moyra Roberts estão acusados de três crimes de ofensa e vão começar a ser julgados no próximo mês, segundo o mesmo jornal.



O casal nega as acusações, incluindo a que de que manteriam Anne sempre acorrentada ao chão. O paquiderme, que sofre de artrite, está agora aos cuidados dos responsáveis de um safari parque, onde vive livremente.


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