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Autoridades chinesas investigam a morte de centenas de cães e porcos

17/04

2013

às 19:26

A morte misteriosa de centenas de porcos e cães, cujos cadáveres foram descobertos na cidade de Yanshi, no centro da China, está a ser investigada pelas autoridades chinesas, informaram hoje fontes oficiais.


As autoridades de saúde e a polícia chinesa deram hoje início a uma investigação que visa apurar as causas de morte de 410 porcos e 122 cães, cujos restos mortais foram encontrados numa aldeia situada na cidade de Yanshi, província de Henan (centro), refere uma nota oficial citada pela agência noticiosa francesa AFP.


Estas mortes acontecem um mês depois de as autoridades chinesas terem encontrado mais de 16.000 porcos no principal rio de Xangai.


Na nota, citada pela AFP, especialistas em gado excluem que os porcos e cães agora descobertos possam ter sucumbido a uma epidemia animal ou à nova estirpe da gripe aviária H7N9.


Todas as fábricas de produtos químicos nas áreas limítrofes ao local receberam ordens para suspender as suas atividades, estando os proprietários impedidos de deixar o local até o fim da investigação, adianta o mesmo documento.


Alguns habitantes da aldeia, citados pela agência estatal chinesa Xinhua, afirmaram ter sentido um "fedor extremamente forte" na segunda-feira e apontam o dedo a uma central química próxima.


Na cidade de Yanshi vivem 558.800 pessoas, segundo números do governo chinês citados pela AFP.

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Atividades com animais protegidas por regulamento municipal em Viana

16/04

2013

às 20:39

Atividades como comércio, guarda, criação e espetáculos com animais vão passar a necessitar de autorização municipal em Viana do Castelo, segundo prevê um regulamento aprovado pelo executivo local, consultado hoje pela Lusa.


O Regulamento Municipal de Proteção de Animais, proposto e já aprovado pela maioria socialista naquela autarquia, prevê que a autorização municipal para várias atividades "só poderá ser concedida se os competentes serviços municipais verificarem que as condições previstas na Lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais são cumpridas".


O documento representa uma transposição, na forma de regulamento municipal - que carece ainda de aprovação em Assembleia Municipal e que será submetido a consulta pública -, da legislação sobre "a proteção dos animais contra a ação do homem", a qual "define a competência das Câmaras Municipais para autorização de diversas atividades que envolvem animais".


Esta regulamentação ainda não tinha sido transposta para a forma de regulamento em Viana do Castelo, o que acontece agora, meses depois de a autarquia não ter conseguido travar - em agosto de 2012 - a realização de uma tourada no concelho, após decisão do tribunal.


Precisamente um dos efeitos práticos deste regulamento passará pela proibição municipal de realização de espetáculos tauromáquicos, também tendo em conta a declaração de cidade "antitouradas" de 2009 por parte do executivo camarário, a primeira do género em Portugal.


Este regulamento admite "preocupações particularmente incisivas" na defesa dos direitos dos animais "quando se trata de espetáculos públicos", tendo em conta que "a manutenção daquelas práticas nestes contextos pode tornar-se uma forma de as eternizar, criando novos adeptos e públicos, de práticas e costumes não consentâneos com a cultura vigente e predominante".


Define ainda que a utilização de animais "em quaisquer espetáculos ou eventos congéneres", deverá respeitar a legislação sobre a defesa e bem-estar dos animais, sendo "por conseguinte proibidos os espetáculos em que se inflijam sofrimento ou lesões aos animais". Inviabilizando desta forma a realização de touradas no concelho.


Além disso, o regulamento acrescenta que a realização de espetáculos públicos que utilizem animais "carece de prévia autorização" da Câmara, mediante a apresentação de um requerimento. Entre outros aspetos, esse pedido deverá descrever "as condições que garantam o bem-estar dos animais, quer no período que antecede a intervenção no espetáculo quer no decurso do mesmo e no período de recolha, após o espetáculo". A autorização será "precedida" de uma vistoria por parte do Serviço Municipal de Veterinária.


O regulamento estabelece que atividades como a exploração do comércio de animais; guarda de animais mediante remuneração; criação de animais para fins comerciais; aluguer de animais; utilização de animais para fins de transporte e exposição ou exibição de animais com fins comerciais passam a necessitar de autorização municipal.

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Novo canil de Oeiras inaugurado amanhã

11/04

2013

às 19:59

A Câmara de Oeiras vai inaugura amanhã o novo canil municipal, em Porto Salvo, um equipamento que gerou contestação por parte dos moradores pela proximidade às habitações, mas que a autarquia se compromete a controlar.


Localizado no Bairro dos Navegantes, o equipamento foi contestado em outubro por moradores que exigiam o cancelamento da obra num abaixo-assinado que recolheu 600 assinaturas.


O ruído e o mau cheiro foram os principais problemas apontados pelos habitantes, que contestaram a decisão da câmara de instalar o equipamento num bairro social onde as condições de vida já são difíceis.


Contactada pela Lusa, a vereadora das Obras Municipais da Câmara de Oeiras, Madalena Castro, assegurou que depois de várias reuniões com os moradores e o presidente da junta de freguesia "as coisas estão mais calmas".


"Comprometemo-nos com os residentes a fazer a monitorização e, se houver problemas, cá estaremos para encontrar alternativas, porque claro que não queremos prejudicar o sossego de ninguém", disse a vereadora.


O Centro de Recolha Oficial de Animais do Município de Oeiras (CROAMA), segundo a autarquia, vai proporcionar condições de alojamento de "qualidade e bem-estar animal aos canídeos e felídeos que se encontram sob responsabilidade do município", num investimento municipal de 420 mil euros.


O anterior equipamento tinha também já motivado várias manifestações pela sua falta de condições.


Construído num lote com uma área de 1.374 metros quadrados, este equipamento inclui uma zona de canil e gatil, um edifício de Serviço Veterinário Municipal e Saúde Pública, um edifício de apoio e armazéns.


Além disso, é composto por uma área técnica com zona de quarentena para canídeos com dez 'boxes' compostas por zona coberta e descoberta, quatro celas semicirculares e uma zona de quarentena para gatos composta por seis 'boxes'.

Animais domésticos ameaçados por armadilhas ilegais na Covilhã

03/04

2013

às 16:36

Foto: Orlando Almeida/Global Imagens

 

Animais domésticos estão a ser ameaçados por armadilhas ilegais e agredidos por desconhecidos, denunciou hoje a Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã.


Em dois casos foi apresentada queixa junto da GNR, o primeiro há cerca de meio ano e o último há duas semanas, mas há mais situações: "o problema é recorrente", disse à agência Lusa a presidente da associação, Lara Campos.


As armadilhas são feitas com laços dissimulados no campo, "usados ilegalmente para caçar javalis" e que acabam por capturar tudo o que por ali passa, descreve.


As duas situações em que foram apresentadas queixas aconteceram na Barroca do Zêzere, Fundão, e na zona das Minas da Panasqueira, Covilhã. Os cães regressaram a casa com marcas das armadilhas e de agressões, segundo análise do veterinário que os tratou.


De acordo com Lara Campos, a população tem identificado "um determinado caçador na zona, que usa laços para javalis" e que quando apanha um cão "pega num machado e fere o animal".


Bruno Gonçalves, comandante da GNR do Fundão, confirmou à agência Lusa que, apesar de o assunto ser comentado, "só foram apresentadas duas queixas" e que numa das situações "chegou a ser identificado um suspeito, mas o caso foi arquivado".


De acordo com os relatos de proprietários, já houve mais situações de animais que sofreram "ferimentos graves", bem como "escoriações que não precisaram de ajuda veterinária" e que estarão relacionados com as armadilhas, garante Lara Campos.


A responsável da Instinto alerta também para os casos "de cães que desaparecem", que podem estar associados à situação e às agressões.


Segundo Bruno Gonçalves, "a colocação de laços constitui crime" e é usada na região para apanhar "caça maior". Sempre que é detetado um laço "é feito um auto de notícia para tribunal" e aberto um inquérito, mas reconhece que o mais difícil é encontrar o autor.


A Instinto está a estudar com uma advogada a possibilidade de atuar de forma legal contra a colocação de armadilhas, mas já quanto aos casos específicos de cada animal, estes dependem sempre da queixa de cada proprietário, concluiu.


A Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã é instituição de direito privado, sem fins lucrativos, criada a 30 de julho de 2012 e que tem como objetivo promover a defesa dos direitos dos animais.

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"Comprar um animal ameaçado é tão mau como matá-lo"

13/03

2013

às 14:23

A procura crescente de animais exóticos, como sapos venenosos, tartarugas ou chimpanzés, está a ameaçar algumas espécies de extinção, alertam especialistas e ativistas, que comparam a prática à caça ilegal de animais protegidos.


"Muitas pessoas não percebem que comprar um animal de estimação pode ter um grande impacto na conservação das espécies, de facto pode ter o mesmo impacto do que matar um elefante", alertou Chris Shepherd, da associação Traffic, numa altura em que delegados de 178 países discutem em Banguecoque o comércio e detenção de espécies ameaçadas de extinção.


Ao comprar um animal em vias de extinção, a pessoa está "a retirá-lo do mundo selvagem". "Matá-lo ou metê-lo numa jaula, do ponto de vista da conservação, tem exatamente o mesmo resultado", disse.


Pode até ser pior, alertam os especialistas, já que por cada animal numa loja ou numa casa - dos pequenos répteis aos chimpanzés -, dez outros poderão ter morrido na captura ou no transporte.


Segundo Shepherd, a procura de animais selvagens para serem usados como animais de estimação está a crescer e envolve um maior leque de espécies do que alguma vez se viu, pelo que a lista de espécies ameaçadas pelo comércio é maior do que nunca.


Os preços elevados, impulsionados por colecionadores na Europa, nos EUA e na Ásia, atraem grupos criminosos para o comércio ilegal de espécies ameaçadas.


Como parte dos esforços para inverter a tendência, a Convenção Internacional sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), a decorrer em Banguecoque, já aumentou a proteção de dezenas de tipos de tartarugas e cágados, mas estes estão longe de ser as únicas vítimas daquele comércio.


Aranhas, cobras, escorpiões, escaravelhos, aves exóticas e até felinos de grande porte estão entre as espécies procuradas e há hoje mais espécies no comércio de animais de estimação do que no comércio de carne e de medicamentos.


Ian Redmond, fundador da Parceria para a Sobrevivência dos Grandes Primatas (Grasp), celebridades como o ícone da música pop Michael Jackson, que tinha um chimpanzé chamado Bubbles, também têm culpas.


"Se fores um fã do Michael Jackson, porque não quererás imitá-lo?", disse, alertando que embora os primatas possam parecer felizes na televisão, é fácil perceber que não o são ao conhecer a complexidade da sua vida social em liberdade.


Além disso, defendeu o zoólogo Ron Orenstein, consultor da associação Humane Society International, as pessoas que compram estes animais não procuram um animal de companhia: "Colecionam-nos como selos e estão preparados para pagar preços elevados por um animal raro".


Por exemplo, a tartaruga de pescoço de cobra da ilha de Roti, altamente ameaçada, pode custar dois mil dólares o espécime, o que a torna ainda mais ameaçada.


"Porque é rara, torna-se ainda mais rara", ironizou Orenstein.


A mensagem de Shepherd para quem esteja a pensar comprar um animal sem ter garantias de que não foi roubado do mundo selvagem é clara: "É simples, não comprem".

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FIL recebe o 2º Pet Festival este fim de semana

07/02

2013

às 10:30

 

 

 

Entre amanhã e domingo realiza-se na FIL, em Lisboa, a 2ª edição do Pet Festival, um evento totalmente dedicado aos animais de estimação. Durante os três dias, os visitantes vão poder interagir com cães, gatos, répteis, peixes, aves, entre outros animais, bem como participar em concursos e workshops.


Entre os concursos destacam-se o 1º Concurso Royal Canin de Beldades Caninas - onde os concorrentes serão avaliados nas categorias “Olhar mais meigo”, “Cauda mais irrequieta” ou “Orelhas mais peludas”, entre outras – e o Concurso de Porquinhos-da-Índia de Estimação promovido pela CAPI – Os Amigos dos Porquinhos-da-Índia.

 

No domingo,pelas 9 horas, realiza-se uma caminhada promovida pelo movimento Walk Animal e que conta já como apoio de várias figuras públicas. Nesta caminhada podem participar todos aqueles que tenham animais de estimação. Os que não têm e queiram associar-se à iniciativa são convidados a passear os animais que estão à guarda das associações que apoiam este movimento.

 

Mais informações em: http://www.petfestival.fil.pt/

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Alemanha proíbe sexo com animais

04/02

2013

às 15:35

O Bundesrat, o órgão constitucional da República Federal Alemã, determinou na sexta-feira a proibição do “uso de animais para atividades sexuais”. Quem prevaricar poderá ser condenado a uma pena de multa até 21 mil euros, segundo o jornal espanhol El País.


Embora no passado a Alemanha tenha sido tolerante para com a zoofilia, em 2012 decidiu aceitar uma antiga reclamação das associações de defesa dos direitos dos animais e que exigiam que a prática sexual entre seres humanos e animais fosse proibida no país.


A iniciativa destas associações foi apoiada pelo Ministério da Agricultura, que redigiu uma reforma à lei federal. Em dezembro, o Bundestag (Parlamento) aprovou a reforma da lei, uma decisão que ignorou um protesto do grupo Compromisso Zoófito para a Tolerância e a Caridade (ZETA), presidida pelo bibliotecário Michael Kiok, que mantém uma relação amorosa com a sua cadela de raça Pastor Alemão, Cissy, há sete anos.


O grupo Zeta lançou uma campanha nacional para impedir a proibição da zoofilia, argumentando: “As leis morais, tais como a proibição da zoofilia, não têm nada a ver com um estado de direito. É mais fácil entender os animais do que, por exemplo, as mulheres”, disse Michael Kiok, ao jornal Tagesspiegel.


Kiok, que já foi casado, confessou que durante anos oprimiu a sua inclinação por animais, depois de ter tido “a sua primeira experiência aos 15 anos”. “Sentimo-nos criminosos”, sublinhou o bibliotecário, adiantando que os cerca de 100 mil alemães que praticam regularmente a zoofilia sentem o mesmo.


Apesar da derrota legal, Kiok referiu que o grupo ZETA vai recorrer para o Supremo Tribunal para invalidar a lei, que ainda deverá ser ratificada pelo presidente alemão, Joachim Gauck.

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Protóiro acusa movimento anti-touradas de "fraude informática"

25/01

2013

às 14:26

 A federação, que defende a tauromaquia em Portugal, contesta os argumentos, afirmando ser "mentira" que o Estado Português gaste 16 milhões de euros por ano a apoiar as touradas.


"A Prótoiro está já na posse de documentos oficiais do Ministério da Agricultura e do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) que negam liminarmente tais apoios", assegura a federação.


Tal como fez na primeira edição da iniciativa do Governo, a Prótoiro contesta a vitória do Movimento de Rui Manuel, alegando que todo o processo resulta de uma "enorme fraude informática", que levou a que, dos cinco movimentos mais votados, quatro dissessem respeito a movimentos anti-tauromaquia.


"Esta situação foi conseguida através de votos, que, nuns casos, não correspondem a pessoas reais e, noutros casos, foram efetuados por cidadãos estrangeiros não-residentes em Portugal", acusa.


A Prótoiro recorda que, na primeira edição da iniciativa "O meu Movimento", os responsáveis pela página na Internet retiraram "10 mil votos" aos movimentos anti-taurinos mais votados.


"Perante este cenário de comprovada e reconhecida fraude, cumpre perguntar porque continua o Governo a alimentar este tipo de mecanismos e a patrocinar tais burlas, desvirtuando o exercício da verdadeira cidadania", questiona a federação.


A Prótoiro adianta no comunicado que já iniciou os procedimentos legais para "responsabilizar judicialmente" os promotores deste movimento "mentiroso e difamatório", bem como aqueles que o promoveram e divulgaram.

"Há que travar, judicialmente se necessário, estas manifestações que espelham uma crescente xenofobia cultural", lê-se no documento. 

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"Piratas" informáticos publicam falsa notícia sobre canil de Leiria

09/01

2013

às 14:39

A página da internet do Jornal de Leiria foi alvo de um ataque informático, tendo sido publicada uma notícia falsa sobre maus-tratos no canil de Leiria, disse hoje à agência Lusa o diretor, João Nazário.

Num esclarecimento dirigido aos leitores, os responsáveis pelo semanário informam que alguém se fez passar por um dos seus jornalistas, publicando um artigo intitulado "Os canis portugueses são, no geral, verdadeiros campos de concentração", num ataque "supostamente" desencadeado pelo "grupo de 'hackers' conhecido por 'Anonymous'".

O texto, "completamente falso, dava conta de supostos maus tratos cometidos contra animais, no canil municipal de Leiria e em outros canis nacionais", e continha "um 'link' para uma imagem, alterada com Photoshop, do 'site' do Serviço de Águas Municipalizado de Leiria, com algumas das fotos de animais maltratados que percorreram nos últimos dias as redes sociais", lê-se ainda no esclarecimento do jornal.

"Assim que foi detetada essa situação, através de uma leitora, foi eliminada e substituída por um esclarecimento", sendo que "agora estamos a reforçar a segurança do 'site' para que isto não volte a acontecer", explicou à Lusa o diretor da publicação.

Em comunicado, a Câmara de Leiria sublinhou que a "produção de afirmações difamatórias contra o Município de Leiria sobre alegados maus tratos cometidos sobre animais no canil municipal (...) é recorrente e atenta contra o bom nome do município de Leiria", pelo que a autarquia "está a equacionar proceder judicialmente contra os responsáveis".

As imagens que foram colocadas a circular nas redes sociais nos últimos dias "são as mesmas que foram publicadas nos anos de 2010, 2011 e 2012, o que nos leva a deduzir que se trata de uma campanha orquestrada para denegrir a imagem do canil municipal, que é acusado de infligir maus tratos aos animais, o que é falso", conclui a autarquia.

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Percentagem de animais vivos que dá à costa em Portugal é baixa

30/12

2012

às 16:09

A percentagem de animais, cetáceos ou tartarugas, entre outros, que dão anualmente à costa portuguesa vivos, é muito baixa quando comparada com animais mortos disse hoje à Lusa o biólogo José Vingada.


De acordo com o responsável da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, o número de animais mortos estabilizou, nos últimos três anos, nos 260 arrojamentos anuais, entre o Minho e Peniche, sendo que os vivos rondam os 05 a 10 por cento desse valor.


"A percentagem de animais vivos anual é muito baixa e vai variando de ano para ano. Este ano não foi um ano muito forte, estamos nos seis a sete por cento de animais vivos, mas vai variando muito, não há um padrão definido nos vivos", declarou.


Em declarações no dia em que uma baleia-anã, já em estado de decomposição deu à costa no areal da Figueira da Foz, o também especialista da Universidade de Minho considerou que, no caso dos cetáceos (golfinhos e baleias) a zona da costa entre o Porto e Peniche "é a mais rica do país", facto que está associado a ser, também, das mais ricas em pescas.


Quanto às causas dos arrojamentos de animais para as praias, são muitas e variadas: "a última baleia de barbas que tivemos foi abalroada por um barco. E depois há as capturas nas artes de pesca, estes animais são muito sensíveis a arrastões e muitas vezes é por doença", frisou José Vingada.


Acrescentou que existem determinados anos em que as pescas "têm mais impacto, chega aos 50 por cento das causas de morte" e outros anos em que têm menos impacto. "Este ano está à volta dos 40 a 50 por cento, tudo o resto é doenças", resumiu.


Já no caso específico do golfinho comum, uma das espécies da costa portuguesa mais seguida pelos biólogos, a mortalidade chega aos 2.000 a 2.500 animais por ano.


"Desses chegam ao praia 10 por cento. Uma percentagem muito grande acaba por ser comida por tubarões ou ir ao fundo,  entrar nas correntes de profundidade e ser arrastado, há um numero muito elevado de animais que não volta a ser detetado", revelou.  


Por outro lado, José Vingada contrariou a ideia de que o número de arrojamentos de animais tem vindo a aumentar.


"Não esta a aumentar. O que esta a aumentar é a resposta e os alertas das pessoas e das entidades, há uma maior sensibilização e cooperação. Antigamente não se dava valor a isto, o animal era enterrado ou as próprias pessoas voltavam a pô-lo na água e ele desaparecia", argumentou.

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Alemanha vai proibir sexo com animais

29/11

2012

às 17:35

 

O governo alemão prepara-se para proibir a bestialidade (sexo com animais), devido à pressão dos grupos de defesa dos direitos dos animais, condenando os infratores a uma pena de multa que pode chegar aos 25 mil euros.



A bestialidade foi legalizada em 1969, no mesmo ano em que a homossexualidade deixou de ser crime na Alemanha. Desde então, a prática de sexo com animais só tem sido punida se o animal ficar gravemente ferido, explica o Daily Telegraph australiano.



Contudo, grupos de defesa dos animais têm reivindicado a proibição da bestialidade através de uma campanha publicitária que apresenta casos dramáticos de “animais violados”.



O ministro alemão da Agricultura, Ilse Agner, concordou em mudar a lei e proibir o “uso de animais para a prática das suas próprias atividades sexuais ou para a de terceiros”, ou seja, o fornecimento de animais para que outros pratiquem sexo com eles.



A alteração à lei será votada no Parlamento alemão em meados de dezembro.

Proanimal angaria alimentos em Vila Real

29/08

2012

às 15:42

 

A Plataforma Proanimal promove no próximo fim de semana, em Vila Real, ações de angariação de fundos e de alimentação para ajudar no tratamento dos animais abandonados e doentes que a associação recolhe das ruas.



António Brandão, responsável pela associação, disse hoje à agência Lusa que os voluntários vão participar no Mercadinho da Vila, colocando à venda artesanato e peças em segunda mão que foram doadas ao organismo.



O objetivo é, segundo referiu, angariar verbas para pagar a despesa corrente no hospital veterinário, onde são tratados os animais recolhidos na rua.



Durante o fim de semana, a Proanimal vai ainda promover, numa grande superfície da cidade de Vila Real, uma recolha de alimentos e de areia para os cães e gatos.



Criada em abril de 2011, esta plataforma tem como prioridade ajudar os animais abandonados que se encontrem feridos e a necessitar de tratamento, reencaminhando depois os cães ou gatos para adoção.



A organização conta com cinco voluntários e várias famílias de acolhimento temporário, que ajudam a tratar dos animais enquanto não se consegue a sua adoção.



António Brandão referiu que a plataforma é confrontada "quase diariamente" com casos de animais abandonados.



A Proanimal faz a recolha dos bichos, procede ainda a ações de sensibilização e realiza campanhas de esterilização em colónias nomeadamente de cães e gatos de rua, como alternativa ao abate das crias.



Desde fevereiro, a organização recolheu cerca de 100 animais e conseguiu a adoção de 60. Neste momento, estão disponíveis para adoção 18 gatos e 14 cães.



O Mercadinho da Vila é uma iniciativa impulsionada por duas amigas, Maria João Ribeiro e Sofia Carvalho, com o objetivo de "criarem oportunidades de negócio" e "um rendimento extra".


Neste espaço, as amigas, que quando lançaram a ideia estavam desempregadas, vão colocar à venda acessórios de moda e peças de roupa recicladas pelas próprias. Entretanto Maria João conseguiu emprego, mas Sofia continua desempregada.


Às duas juntam-se mais 80 participantes, entre particulares, comerciantes, artesãos e associações locais.


A ideia não é nova, existindo feiras do género em outros pontos do país. Maria João referiu que a ideia é repetir o mercadinho todos os meses.

 

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Walk Animal em Gaia no domingo

20/07

2012

às 14:39

Este domingo realiza-se em Vila Nova de Gaia a 7ª Caminhada Pela Causa Animal, organizada pela Nowashow. As verbas angariadas revertem a favor de várias associações de apoio a animais abandonados.

 Mais informações através do e-mail: info@walkanimal.net

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"Os Bichos" vão de férias!

17/06

2012

às 10:00

A tod@s @s amig@s:

 "Os Bichos" vão hoje para umas merecidas férias, mas regressam à vossa companhia no dia 4 de julho.

Até lá, desejam-vos um bom trabalho ou umas boas férias.

E nunca se esqueçam: não abandonem os vossos melhores amigos!

Quando os macacos se apaixonam

11/06

2012

às 20:49

Título: Quando os macacos se apaixonam

Editora: Esfera dos Livros

P.V.P.: € 16



É verdade. Tal como nós, humanos, os animais também têm essa capacidade de sentir desejo pelo outro e de querer estar com o outro, mesmo que isso signifique literalmente perder a cabeça. De uma forma muito simples e divertida, o veterinário e professor universitário George Stilwell conduz-nos pelo intrincado mundo da vida afetiva dos animais através deste “Quando os macacos se apaixonam” (Esfera dos Livros).


Entrevista a George Stilwell

Os animais, à semelhança dos humanos, também se zangam, apaixonam, discutem, agridem-se, seduzem, educam, matam e matam-se. Afinal, as nossas sociedades não são assim tão diferentes das dos animais, ou são?

As sociedades não são mais do que um intrincado de relações de ódio e amor. Temos tendência a pensar que estas relações são racionais e voluntárias no caso dos humanos e instintivas no caso das outras espécies, menosprezando por isso o valor destas últimas. No entanto, cada vez mais percebemos que afinal são muito parecidas – as atitudes dos humanos afinal são muito viscerais, e os animais parecem pensar e até reagir com lógica.

Há apenas uma grande diferença, o que aumenta muito a nossa responsabilidade – podemos antever o alcance das nossas atitudes e a forma como irão afetar os outros membros da nossa sociedade e até de sociedades vizinhas.



Pensar na ideia de que os animais também se apaixonam causa alguma estranheza. Que tipo de paixão é esta?

Será que a paixão entre humanos não é também instintiva? Um rapaz é capaz de explicar por uma série de equações a razão porque se sente atraído por uma rapariga? Os Páris e Helenas deste mundo pesam sempre racionalmente as consequências da sua paixão? Se assim fosse os casamentos por contrato, como acontecia entre os príncipes e princesas da História e ainda acontece em tantas partes do mundo, teriam sucesso garantido.

É verdade que as paixões entre animais são mais vezes momentâneas e são sempre presenciais, ou seja, duram enquanto a reprodução é possível e desejável e não se mantêm a não ser que os dois parceiros estejam juntos. Mas não deixam de ser paixões no sentido em que exige sacrifício, dedicação, partilha, solidariedade e, claro, anseio pelo prazer físico.



Existem verdadeiros rituais de sedução nas diversas espécies animais, alguns dos quais de fazer verdadeira inveja a nós, mulheres.

Não acho que se deva ter inveja das técnicas e recursos que certas espécies põem ao serviço do processo de sedução da parceira (geralmente são os machos que investem mais neste processo), mas de certeza que os devemos admirar. Aliás, os humanos desde há muito que se dedicam a copiar alguns dos maiores especialistas já que, como mamíferos, somos talvez dos menos abonados na arte de namorar. As aves, os peixes, os insetos e outras espécies consideradas inferiores, colocam ao serviço da sedução meios tão espetaculares como a voz, a vestimenta e a dança, enquanto que os mamíferos geralmente resumem o seu portfólio ao olfato e à força bruta. Os homens felizmente perceberam que um murro no rival ou pingos de urina à porta do apartamento da namorada já não obtinham o mesmo efeito do que uma roupa elegante, uns bons passos de dança na discoteca ou mesmo uma canção debaixo da varanda.



Contudo, algumas relações são literalmente de perder a cabeça.

No caso dos humanos continuam a existir mulheres com capacidade de fazer os homens perder a cabeça (no bom e mau sentido), mas felizmente raramente inclui a decapitação. No caso de outras espécies o sentido pode já não ser figurado e se o galã não tem cuidado pode muito bem acabar como repasto da amante. Isto parece acontecer com a viúva-negra (um nome muito bem aplicado) e com o louva-a-deus, espécies cujo macho tenta sempre encontrar uma amada bonacheirona e por isso com a probabilidade de não estar com apetite. Se alguma coisa falhar na eleição o mais certo é perder a sua cabeça muitas vezes quando ainda está entretido com o ato sexual.



As mulheres queixam-se muitas vezes dos nove meses de gravidez. Mas que dirão as burras (um ano), as éguas (11 meses) e as elefantes (650 dias)?

A gestação que os mamíferos inventaram, ou pelo menos aperfeiçoaram, tem algumas vantagens – por exemplo, as fêmeas passam a andar com a trouxa à barriga, poupam em fraldas e não tem de ficar tanto tempo ligadas a um local – mas também tem os seus inconvenientes. Não sabemos se o enjoo matinal é um deles, mas o peso extra, a perda da linhas elegantes e, principalmente, a dor no parto de um jovem com tamanho para ir para a escola, são de certeza alguns dos motivos porque os marsupiais resolveram arranjar uma bolsa para carregar as crias deixando-as sair de tempos a tempos para aliviar as costas da mãe.



Há um dado curioso que salta à vista ao longo do livro. Nem sempre as fêmeas são o sexo fraco e, em algumas espécies, são mesmo elas quem vestem as calças lá em casa.

Em quase todas as espécies do Reino Animal o macho faz literalmente qualquer coisa para obter as boas graças da fêmea e, é óbvio, a possibilidade de um pouco de sexo. Na verdade quem coordena isto tudo são as hormonas, mas normalmente as fêmeas são que têm a última palavra e acabam por recompensar aquele que tem maior probabilidade de transmitir à nova geração os melhores genes do mercado. A continuação da história é que varia muito entre espécies – alguns machos, depois do prémio, largam a amante sem sequer um obrigado; outros colaboram na alimentação e educação dos filhos; e, finalmente, alguns infelizes pagam o sexo ótimo com uma dedicação exclusiva à prole. Neste último caso estão alguns peixes e mesmo o insuspeito e enorme macho da avestruz.



Este livro é escrito num tom muito informal e divertido, diferente a maioria dos livros sobre este tipo de matérias. Por que optou por esta forma de escrita?

A pior coisa que a Ciência pode fazer é fechar-se sobre si mesma e continuar a comunicar de forma hermética com o público. Neste livro estão descritos comportamentos, ensaios e observações feitos no âmbito da biologia e zoologia, muitos deles publicados em revistas internacionais da especialidade, mas praticamente desconhecidos do público. A forma ligeira, colocando humor na descrição de cada situação, talvez torne a leitura mais fácil e menos maçuda. Foi a minha aposta.

Por outro lado as comparações com comportamentos humanos tende a ser tão exagerada que nem se pode pensar que são alusões antropomórficas. É verdade que falar de amor, tristeza, dedicação e mais uma série de emoções é bastante arriscado em biologia, mas ao ser pintalgado por algumas metáforas é mais fácil perceber o que são apenas imagens e o que são conceitos e afirmações científicas.

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