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Família brasileira reencontra tartaruga 30 anos depois

26/01

2013

às 16:30

Foto: G1
 
Uma família brasileira reencontrou a tartaruga de estimação na arrecadação da casa, no Rio de janeiro, 30 anos depois de ela ter desaparecido. O caso foi divulgado pelo site brasileiro “G1”.


Na década de 80, quando a família Almeida fez obras de remodelação em casa, Manuela - assim se chama o réptil - desapareceu. Apesar de buscas intensas, o animal nunca mais foi encontrado e acabou esquecido.


“Pensei que ela tinha fugido, porque o empreiteiro que fazia as obras em casa deixava o portão aberto”, contou Sueli de Almeida.


No início deste ano, após a morte do patriarca, Leonel Almeida, a família decidiu limpar a arrecadação e o segundo andar onde aquele acumulou vários objetos e equipamentos electrónicos.


Quando o filho se preparava para deitar fora um saco, um dos vizinhos perguntou-lhe se também se ia desfazer da tartaruga. “Nesse momento, fiquei branco e nem acreditei”, contou Leandro.


Toda a família ficou emocionada com o reencontro com Manuela, tantos anos depois.


Segundo o médico veterinário Jeferson Pires, as tartarugas são muito resistentes. “Apesar das situações adversas, elas podem ficar muito tempo sem comer. Mesmo sem ter um dado científico que o comprove, elas podem viver dois ou três anos sem comer”, explicou.

Tartaruga chinesa urina pela boca

11/10

2012

às 20:08

 

Cientistas da Universidade Nacional de Singapura concluíram que a tartaruga chinesa de carapaça lisa urina... pela boca. O animal tem o hábito de submergir a cabeça quando as poças de lama secam, pelo que nessas ocasiões urina pela boca.



Para realizar esta investigação, cujos resultados foram publicada na revista Experimental Biology e citados pelo jornal espanhol ABC, os cientistas compraram vários exemplares destas tartarugas (Pelodiscus sinensis) no mercado de China Town e colocaram-nas de baixo de água durante seis dias.



Durante esse período, a equipa mediu a quantidade de ureia na urina e verificaram que apenas 6% da ureia produzida pelas tartarugas era excretada pelos rins.



Depois, retiraram-nas da água e colocaram-nas em poças onde os animais podiam submergir a cabeça até um máximo de 100 minutos. Também mediram a quantidade de ureia expelida e verificaram que, nestes casos, era 50 vezes mais alta.



Quando os investigadores injetaram ureia nas tartarugas e mediram os níveis de concentração no sangue e na saliva, concluíram que na boca era 250 vezes mais elevada.



Os cientistas ainda não sabem por que razão isto acontece, mas julgam poder estar ligado ao ambiente salino em que vivem.

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Sea Life Porto tem novos habitantes

09/08

2012

às 15:08

 

Fotos: Sea Life Porto

Para comemorar o terceiro aniversário do Sea Life Porto, este espaço de lazer apresenta agora novos habitantes: dois caimões que ocupam um tanque feito propositadamente para ambos, tendo em conta todas as suas necessidades e recriando o seu habitat natural.



Tratam-se de uma espécie de répteis aquáticos – da família dos crocodilos e que se encontra ameaçada nas regiões tropicais – que já é possível ver bem de perto. Os animais, provenientes da América Central, foram recentemente apadrinhados pela embaixadora do Reino Unido, Jill Gallard, que se deslocou ao Porto para os conhecer.



Visto como um dos principais locais de lazer não só da Invicta mas do norte do país em geral, o Sea Life Porto procura surpreender constantemente os seus visitantes. É recorrente a apresentação de novas experiências – como, por exemplo, a possibilidade de dar o pequeno-almoço aos tubarões –, bem como de novas espécies e projetos de investigação. Marisa, uma tartaruga verde com mais de 80 quilos e salva das redes dos pescadores, o polvo gigante do Pacífico (a maior espécie de polvos do Mundo, que pode atingir os nove metros), as raias Ratão-Aguia e os Meros são alguns desses exemplos.



Além de proporcionar aos apreciadores da vida marinha uma viagem plena de curiosidades, o Sea Life desempenha um relevante papel ao nível da preservação do meio ambiente e da biodiversidade dos oceanos, promovendo a sua conservação pela via da consciencialização social e da educação. 700 mil litros de água distribuídos por 31 aquários espalhados por uma área de 2.200 metros quadrados, a maior coleção de raias-focinho-de-vaca do país e as seis espécies diferentes de tubarões são alguns dos fatores que tornam este espaço um marco nos programas turísticos e de diversão em família.

                        

Tartarugas divorciam-se ao fim de 115 anos

12/06

2012

às 19:30

O casamento mais antigo do mundo animal, parece ter chegado ao fim, depois de incríveis 115 anos, depois de um casal de tartarugas gigantes, de um zoo austríaco, se ter recusado a continuar a partilhar a gaiola.  A diretora do Zoo de Klagenfurt chamou especialistas em animais para tentar aconselhar o par – dando-lhes comida clima romântica e tentando levá-los a participar em jogos comuns - mas até agora não teve efeito, conta ao jornal Austrian Times. Helga Happ disse: "Ficamos com a sensação de que não se querem mais ver um do outro." 

 

 

Bibi e Poldi formam um par desde um tempo em que nenhum humano vivo se pode lembrar: estão juntos no zoológico austríaco, em Klagenfurt, há 36 anos. Antes, tinham vivido num zoo de Basileia, na Suiça.



Helga Happ acrescentou: "Os dois estão juntos há 115 anos, desde que eram jovens. Cresceram juntos e tornaram-se um par. Mas, por alguma razão que ninguém consegue descobrir, eles parecem ter entrado em rutura. Simplesmente não podem ficar um com o outro."

  

O pessoal do Zoo percebeu que o casal tinha entrado em rutura depois de Bibi ter atacado o seu parceiro - mordeu um pedaço da sua concha. Seguiram-se outros ataques até que ele foi transferido para outro recinto.


Embora não tenham dentes, as tartarugas gigantes têm mandíbulas, que são uma “arma” poderosa quando querem causar danos. Estes animais têm mesmo a capacidade de matar o outro.

Os funcionários do jardim zoológico disseram aos especialistas que nada mudou na rotina do casal, mas a fêmea Bibi, em particular, queria ter a gaiola só para ela. 

Ainda segundo Helga Happ, o pessoal do parque está a tentar com que os dois se voltem a envolver. “Esperamos que possam encontrar a sua harmonia novamente”, referiu.


"Disseram-nos que é muito raro que, depois de tantos anos, os animais que são um par se separarem. Esperamos que possamos promover uma reconciliação”, concluiu a responsável

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Milhares de animais aparecem mortos nas praias do Perú

30/04

2012

às 15:44

 

Várias espécies animais estão a aparecer mortas ao longo de 200 quilómetros da costa do Perú, entre as praias Piura e de Lambayeque. Pescadores, ambientalistas e autoridades governamentais estão preocupadas com o fenómeno, tendo já sido iniciada uma investigação por parte do Instituto do Mar.



O primeiro caso aconteceu no sábado, quando foram encontrados cerca de 1200 pelicanos mortos. Em declaração ao jornal peruano El Comercio, o presidente da Associação de Pescadores Artesanais de Puerto Eten, Francisco Ñiquen, contou que ao longo das praias do norte se podem ver dezenas de animais agonizantes, sem que nada possa ser feito para os salvar.



Por seu turno, o conservacionista Heinz Plengue informou que 60% dos 1200 golfinhos encontrados no mesmo período morreram recentemente.



Ambos os responsáveis dizem nunca ter visto uma mortandade como esta, considerando que o desastre ecológico pode ser consequência das explorações mineiras ou de um vírus que ataca os golfinhos e os pelicanos.



De acordo com um comunicado do Instituto do Mar, os animais morreram na praia e não no mar. Para apurar as causas da mortandade, foram recolhidos os exemplares menos deteriorados para serem analisados em laboratório.



“Na praia, observou-se a presença de cinco exemplares de lobos marinhos mortos, em avançado estado de decomposição e uma tartaruga totalmente deteriorada”, acrescenta o mesmo comunicado.

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Tartaruga com 1,5 metros encontrada na Nazaré

01/04

2012

às 17:42

 

Uma tartaruga com 1,5 metros de comprimento e 160 quilogramas de peso foi hoje encontrada por um pescador nas águas do mar da Nazaré, disse à agência Lusa uma fonte da Polícia Marítima local.



"A tartaruga estava desorientada e um pescador rebocou-a com um cabo para o interior do porto de abrigo", explicou a mesma fonte.


 

O animal foi transportado por elementos do Instituto de Conservação da Natureza, de Quiaios, Figueira da Foz para ser tratado. Tem alguns ferimentos, está magra e desidratada e foi entregue aos cuidados do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) de Quiaios, Figueira da Foz.



"Está magra, está debilitada, tem vários ferimentos, alguns até antigos", disse à agência Lusa, Marisa Ferreira, bióloga responsável pelo CRAM.



A tartaruga de couro, uma espécie habitual na costa portuguesa, chegou às instalações do centro de reabilitação ao início da tarde de hoje, tendo sido necessárias nove pessoas para a colocar numa piscina, operação que contou com a ajuda de elementos dos bombeiros municipais.



"Já está na água há algum tempo e está mais calma. Mas ainda está a habituar-se a este mar com paredes", indicou.



Ressalvou, no entanto, que o tipo de piscina utilizada, em tela, com paredes "maleáveis", permite que os animais "ainda a conhecer os limites que têm [na piscina] possam bater na parede e não se magoem".



As primeiras análises sanguíneas efetuadas à tartaruga revelaram problemas de desidratação, indicou a bióloga, frisando que agora vai ser alimentada e medicada "e, posteriormente, se tudo correr bem" devolvida, de novo à natureza, disse.



Apesar de "realmente grande" dentro da sua espécie, a tartaruga de couro hoje recolhida não é das maiores que já passaram pelo Centro de Reabilitação de Animais Marinhos.



"Este animal ainda é pequeno, já tivemos ocorrências com dois metros e meio de comprimento e esta tem apenas metro e meio. Tudo indica que é ainda um animal imaturo", sublinhou.



O CRAM funciona nas antigas instalações florestais da mata nacional de Quiaios desde 2006 e em 2011 estabeleceu um "recorde", segundo Marisa Ferreira, ao acolher cerca de 300 animais vivos ao longo do ano, entre tartarugas, focas, cetáceos e aves marinhas.

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Polícia alemã apreendeu uma centena de serpentes num hotel de Colónia

10/12

2011

às 18:48

 

A polícia alemã anunciou hoje ter descoberto, num quarto de hotel em Colónia, uma centena de serpentes, cerca de 70 tartarugas e 20 rãs que poderão estar a ser alvo de tráfico de espécies raras.



Os répteis e anfíbios foram encontrados num quarto ocupado por dois japoneses e um chinês, precisou um porta-voz dos serviços alfandegários em Essen, no oeste da Alemanha.



Os três homens foram identificados pelos funcionários do hotel, situado no centro da cidade da Renânia, e foi aberta uma investigação sobre suspeitas de tráfico de espécies raras. Os três suspeitos foram libertados após o pagamento de uma caução.



O jardim zoológico de Colónia deverá agora determinar se os animais pertencem a espécies protegidas, raras ou venenosas.

Exemplar de tartaruga mais rara do mundo partiu hoje de Lisboa para os EUA

28/11

2011

às 19:53

 

Um exemplar da espécie de tartaruga mais rara do mundo partiu hoje de Lisboa para a Flórida para ser devolvido ao meio natural, no Golfo do México, após dois anos e meio de recuperação no Zoomarine, no Algarve.



Segundo o parque temático, o animal viaja na cabine de passageiros de um Airbus A330, num tanque climatizado feito especialmente para ele, disse à Lusa o director de Ciência e Educação do Zoomarine, Élio Vicente, que acompanha o réptil até Miami, na Florida (Estados Unidos), em conjunto com uma enfermeira veterinária do parque. O voo teve início perto das 17 horas.



"Tiveram que retirar alguns bancos e divisórias do avião e certificar a nova configuração para o avião poder voar", adiantou, acrescentando que, durante a viagem de nove horas entre Lisboa e Miami, todos os passageiros da aeronave serão convidados a conhecer aquele espécime de tartaruga-de-Kemp.



O réptil terá cruzado o Oceano Atlântico em 2008 ou 2009, aventurando-se no Mar do Norte e chegando à costa da Holanda, onde foi detetado e recebeu cuidados veterinários.



Recolhido e reabilitado pelo jardim zoológico de Roterdão, foi posteriormente enviado para o Zoomarine, em Albufeira, a 29 de Julho desse ano, com o apoio do Oceanário de Lisboa, para ser devolvido ao mar em águas mais quentes.



Na altura, o Johnny - como foi batizado - tinha sido identificado como sendo uma tartaruga-comum (Caretta caretta), uma espécie que pode ser devolvida em águas portuguesas, mas à chegada ao Algarve os técnicos do Zoomarine perceberam que se tratava de uma tartaruga-de-Kemp.



Segundo o Zoomarine, esta é a mais rara e ameaçada tartaruga marinha do mundo, com uma distribuição quase exclusiva no Golfo do México, sendo 95% dos espécimes nascidos nas praias de uma única região daquele golfo.


As tentativas iniciais de devolver a tartaruga ao Golfo do México esbarraram no massivo derrame de petróleo que se verificou na região em Abril de 2010.



Só agora, com o apoio de parceiros nacionais e estrangeiros - a National Oceanic and Atmospheric Administration, a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission, o U.S. Fish and Wildlife Service, o Mote Marine Laboratory, a Força Aérea Americana, a Força Aérea Portuguesa, a embaixada norte-americana em Portugal, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a TAP-CARGO Portugal - o Zoomarine vai fazer 'voar' Johnny de regresso à águas que o viram nascer.



Johnny, que chegou ao Zoomarine com 4,5 quilos mas agora tem 31 - e entretanto rebaptizado pelos parceiros americanos como Johnny Vasco, honrando o espírito aventureiro da tartaruga com parte do nome do descobridor português Vasco da Gama -, tem, assim, um especial lugar a bordo do voo Lisboa-Miami, oferecido pela TAP-CARGO, departamento de carga da TAP.



À chegada a Miami, na Florida, o Johnny será recebido pelas autoridades americanas e por técnicos do Mote Marine Laboratory, cuja equipa avaliará o seu estado pós-viagem e, posteriormente, escolherá a altura oportuna para a sua devolução ao oceano, após um período de quarentena que poderá durar três a quatro semanas.

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Tartaruga de couro encontrada morta na Costa de Caparica

24/10

2011

às 14:48

Uma tartaruga de couro com cerca de 1,6 metros foi hoje encontrada morta na praia da Sereia, na Costa de Caparica (Almada), disse à agência Lusa fonte do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

 

A mesma fonte acrescentou que a tartaruga, de nome científico Dermochelys coriácea, estava já num "avançado estado de decomposição" e não revelava vestígios de "agressão humana", nem de ter sido apanhada por artes de pesca.

 

A tartaruga, com uma carapaça de cerca de 1,2 metros, foi descoberta por elementos do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tendo o caso passado para os técnicos do ICNB.

 

Fonte do ICNB disse à Lusa que é comum este tipo de tartarugas, que vivem habitualmente em alto mar e só se aproximam do litoral para desovar, darem à costa portuguesa já mortas.

 

O temporal que se registou na noite de domingo, o estado alteroso do mar e as fortes correntes poderão ter contribuído para que a tartaruga tivesse sido arrastada para a Costa de Caparica, admitiu a fonte do ICNB.

 

De acordo com a fonte, a remoção da tartaruga será feita pelos serviços de Protecção Civil da Câmara Municipal de Almada, o que deverá só ocorrer na terça-feira.

 

A tartaruga de couro, como é vulgarmente conhecida, é a maior de todas as tartarugas, atinge em estado de adulta um tamanho de cerca de dois metros de comprimento por 1,5 metros de largura, podendo ter até 700 quilos, e alimenta-se exclusivamente de águas-vivas e medusas.

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Tartaruga "Johnny Vasco" quer regressar aos EUA

09/10

2011

às 16:02

"Johnny Vasco" é uma tartaruga rara que atravessou o oceano Atlântico e as águas geladas do Mar do Norte. Dali foi reencaminhada para o Zoomarine, em Albufeira, onde aguarda um voo para regressar ao Golfo do México, noticia a agência Lusa.

  

Águas temperadas, clima ameno e os cuidados e atenções de uma equipa do Zoomarine especializada em reabilitação de fauna marinha garantiram, nos últimos dois anos, que a tartaruga "Johnny Vasco" recuperasse completamente de uma longa travessia que envolveu oceanos e mares gelados.

 

Em Junho de 2009, o Zoomarine foi contactado pelas autoridades holandesas para receber duas tartarugas que tinham dado à costa naquele país.

 

"A ideia era receber as tartarugas, reabilitá-las e proceder à sua devolução ao mar, mas, à chegada, reparámos que os nossos colegas tinham cometido um pequeno lapso", contou à Lusa Élio Vicente, biólogo marinho e director de Ciência e Educação do Zoomarine.

 

É que uma das tartarugas era um animal "valiossíssimo do ponto de vista genético", pertencente a uma das espécies mais raras e ameaçadas do mundo, as tartarugas-de-kemp.

 

"Johnny" já vinha "batizado" pela equipa holandesa, que cuidou da tartaruga enquanto esteve no zoo de Roterdão, mas em Portugal acrescentaram-lhe Vasco [numa referência ao descobridor português Vasco da Gama], em homenagem à grande travessia que empreendeu, do Golfo do México até ao norte da Europa. 

 

"É muito improvável uma tartaruga destas perder-se, atravessar o Oceano Atlântico, e percorrer as águas frias do Mar do Norte, mas devido às alterações climáticas e às correntes, há animais que cometem erros nas navegações. Ela até pode ter chegado sozinha, mas é um feito extraordinário", sublinhou o biólogo marinho.

 

Uma estimativa feita há alguns anos indica que em cada mil nascimentos apenas uma tartaruga-de-kemp chegará à vida adulta. "Estes animais têm uma característica muito especial: 95% da população mundial desta espécie nasce numa única praia no México, e a sua distribuição está essencialmente confinada ao Golfo do México", explicou Élio Vicente.

 

Quando o processo burocrático para tratar do regresso de "Johnny Vasco" parecia agilizar-se, ocorreu a explosão da plataforma petrolífera da BP, no Golfo do México.

 

"Aí tivemos um travão, não político-administrativo, mas técnico. É claro que não íamos enviar o Johnny Vasco de volta para ir para o meio do crude", concluiu o diretor do Zoomarine.

 

Agora que o problema ambiental foi superado, só falta encontrar um voo de regresso, pois "nem todas as companhias aéreas querem assumir a responsabilidade de transportar um animal desta raridade", observa Élio Vicente, que aguarda esperançoso uma resposta afirmativa de uma companhia aérea portuguesa.

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Tartaruga-verde Mariza é a nova atracção do SeaLife Porto

25/05

2011

às 21:30

 

O SeaLife Porto tem a partir de hoje uma nova atracção, uma tartaruga-verde de sete anos e 65 quilos, agora baptizada de Mariza, em homenagem à fadista portuguesa. Esta tartaruga-verde, que nasceu nas ilhas Caimão, chegou ao Porto cerca das 08:40 horas, depois de 14 horas de viagem, que teve início no SeaLife de Benalmadena, Espanha, onde habitava desde que foi "recuperada do mar, por se encontrar lesionada", devido a uma rede de pesca.

 

A viagem implicou "paragens de meia em meia hora" para que Mariza fosse monitorizada, afirmou, em declarações à agência Lusa, Ana Torres, diretora de marketing do SeaLife Porto. Cerca de duas horas depois de ter chegado, Mariza foi transportada por seis homens até à sua nova casa, um tanque onde tem como companheiros com tubarões, raias e outras espécies marinhas.

 

Agora, Mariza precisa de "recuperar do trauma" da viagem, porque "qualquer mudança de habitat é sempre motivo de stress" para estes animais, adiantou José Pedro, aquarista sénior do SeaLife Porto. Contudo, José Pedro estava satisfeito com as primeiras reacções da tartaruga, bem como das outras espécies, afirmando ser um bom sinal o facto de Mariza ter explorado todo o tanque nos primeiros 10 minutos.

 

Agitados com a presença de uma nova companhia, os tubarões decidiram andar quase à tona de água, bem como os restantes peixes, que depressa formaram um cardume. José Pedro referiu que a tartaruga estava "à vontade" com os tubarões e que estes, pouco tempo depois da chegada de Mariza, também já estavam a acalmar.

 

Por uma questão de segurança, nos próximos três dias a tartaruga continuará a ser monitorizada 24 horas por dia para que os técnicos percebam o seu comportamento dentro do tanque. "O único problema é ela ficar encalhada em qualquer lado, apesar do tanque ter sido visto e revisto por técnicos", frisou José Pedro.

 

Esta tartaruga será alimentada a brócolos, repolho e alface, entre outros vegetais, bem como a lulas e peixe branco, sendo certo que terá que comer "três por cento do seu peso", acrescentou a técnica Ana Ferreira, que trabalha naquele centro desde a sua abertura, há cerca de dois anos.

 

A diretora de marketing lembrou ainda que a chegada da Mariza ao Porto ocorre numa ocasião em que o SeaLife "está a lançar uma campanha SOS Oceanos", para alertar para a extinção de outras espécies de tartarugas marinhas. A tartaruga-verde, que tem uma carapaça grande e achatada, pode viver até aos 80 anos quando em meio natural.

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Iguanas, tartarugas e crocodilos nos pratos dos colombianos durante a Páscoa

20/04

2011

às 10:39

 

Iguanas verdes, tartarugas de água doce, crocodilos e “chiguiros” (um roedor de grande porte) invadem os pratos dos colombianos durante a Páscoa, em substituição da carne vermelha, uma tradição que o governo tenta combater para conseguir proteger estas espécies, segundo a Associated France Press. “Esta é a época do ano em que recolhemos mais animais”, conta Carolina Rangel, uma das nutricionistas do centro de acolhimento de espécies protegidas do município de Bogotá.



Ao mesmo tempo, mostra 30 tartarugas e uma pequena iguana verde, capturadas durante uma revista a um autocarro que tinha acabado de chegar à cidade. “As pessoas transportam estes animais de forma dissimulada, mesmo em malas, para partilhá-los com a família ou vender no mercado”, acrescenta o médico veterinário Andres Felipe Alvarez, funcionário do município.



As receitas são transmitidas de geração em geração nas famílias do Norte da Colômbia, sobretudo nas que vivem ao longo da costa do Caribe. Ovos mexidos de tartaruga, caldo de iguana, guisado de crocodilo preto ou de tartaruga, que lembra o gosto da carne de frango, acompanhados de banana frita e arroz de coco são alguns dos pratos tradicionais.



“A riqueza da culinária colombiana reflecte a biodiversidade do país”, diz a antropóloga e especialista em gastronomia Julian Estrada. Antes da conquista espanhola e da chegada do catolicismo, “os habitantes das margens dos rios tinham já estas tradições”, acrescenta o antropólogo Ramiro Delgado.



Em todo o país, as autoridades policiais tem apertado a vigilância em torno dos vendedores destas espécies. Confrontado com esta tradição, o Ministério do Ambiente receia que a captura destas espécies possa ser superior ao da sua reprodução, como é o caso das tartarugas de água doce. Só nos últimos quatro anos, foram apreendidos 100 mil espécimes vivos.



No caso das iguanas, a tradição consiste em fazer um pequeno corte no abdómen do animal para lhe retirar os ovos. O animal é depois costurado e deixado em liberdade, mas o risco de morte por infecção é muito elevado. Quanto aos “chiguiros”, a sua caça é proibida entre Abril e Dezembro para permitir a sua reprodução.


O grande dilema das autoridades do país é o de preservar as espécies animais e as tradições. A caça e a venda destas espécies é proíbida, mas não o consumo da carne, quando se tratam de situações de subsistência.

Tartaruga Tim é do tamanho de um bago de uva

11/04

2011

às 21:09

 

Ao encontrar-se com um obstáculo, como um bago de uva, a maioria dos animais simplesmente contorná-lo-ia ou comeria-o. Mas para a tartaruga Tim, o bago revela-se um enorme desafio. Tudo porque um e outro têm uma característica comum: o tamanho. Segundo o Mail Online, Tim tem um mês e pesa apenas 6 gramas (o máximo que poderá pesar é meio quilo).



Esta exótica tartaruga Kleinmann (Testudo kleinmanni) nasceu de uma ninhada apreendida, no ano passado, pelos serviços britânicos de alfândega e impostos especiais soobre o consumo. As tartarugas destinavam-se ao comércio ilegal de animais exóticos do Reino Unido, mas já estão a salvo no Jardim Zoológico de Whipsnade, em Bedfordshire.



Estes répteis são originários do Egipto e da Líbia, sendo, por isso, também conhecidos por tartarugas egipícias ou tartarugas de Leith, e têm uma esperança média de vida de 10 anos. No Egipto, o seu habitat foi completamente destruído, pelo que foi considerada uma espécie extinta, e no resto do mundo está seriamente ameaçada.



As tartarugas Kleinmann são a espécie mais pequena existente no hemisfério Norte. A sua cor pode variar do ouro pálido ao castanho escuro, o que acaba por funcionar como camuflagem e lhes permite permanecer longos períodos no deserto. O seu habitat natural são zonas áridas, com areia, e florestas secas. Alimentam-se especialmente de erva, frutas e legumes.

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Vietnamitas tentam salvar tartaruga com mais de 100 anos

03/04

2011

às 15:09

 

Fotos: Reuters/Khem

Na primeira tentativa de o resgatar do poluído lago Hoan Kiem, no Vietnam, há cerca de um mês, o velho animal conseguiu escapar-se da rede. Desta vez, cerca de 50 homens, três redes de tamanhos diferentes e duas horas de luta depois, foi finalmente possível resgatar a tartaruga gigante. Alguns dos socorristas nadaram ao lado do animal, escoltados por dois barcos, de forma a conduzi-lo a uma gaiola e transportá-lo até uma ilhota para ser avaliado o seu estado de saúde, conta o Malaysia News.



“Este é um dos animais mais ameaçados do mundo e sabe-se muito pouco sobre eles”, explicou Tim McComark, do Programa Tartaruga Asiática, um grupo de pesquisa e conservação sedeado em Hanoi. Os media locais têm escrito que a tartaruga-gigante-de-carapaça-mole (Rafetus Swinhoei), uma espécie altamente ameaçada e que pesa cerca de 200 quilos, tem sofrido ferimentos sucessivos na sequências dos ganchos utilizados na pesca.



O estatuto que este animal tem no Vietname deve-se mais à sua história e ao facto de viver no lago Hoan Kiem (Lago do Regresso da Espada), do que propriamente ao facto de ser uma espécie em extinção. “É muito importante em termos culturais”, acrescentou Tim McCormark. A todas as crianças em idade escolar é-lhes ensinado que, no século XV, o líder rebelde Le Loi usou uma espada mágica para expulsar os invasores chineses e fundou uma dinastia com o seu nome. Um dia, Le Loi, que acabou por se tornar imperador, foi andar de barco num lago. Durante o passeio, uma tartaruga tirou-lhe a espada mágica e levou-a para o fundo do lago para que possa ser utilizada sempre que o Vietname precisar, assim reza a lenda.



A tartaruga raramente é vista à superficie, pelo que os seus avistamentos são são considerados auspiciosos. Contudo, nos últimos meses tem sido vista mais frequentemente, ao que tudo indica, devido a problemas de saúde. A sua situação chamou a atenção do governo de Hanói, que criou uma equipa especial para tratar do animal, adianta a agência de notícias do Vietname.



McComark referiu que o animal, que aparenta ter mais de 100 anos, é apenas uma das quatro tartarugas conhecidas desta espécie. Duas estão na China e a quarta vive numa outra zona do lago de Hanói.

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Milhares de aves mortas no Havai pelo tsunami do Japão

16/03

2011

às 18:00

 Foto: BBC

Milhares de albatrozes e de aves marinhas de espécies ameaçadas da reserva natural do noroeste do Havai morreram na sequência do tsunami que, na sexta-feira, varreu o Japão. O atol de Midway é um santuário para dois milhões de aves, explica a BBC. O único sobrevivente desta catástrofe parace ser Wisdom, um albatroz com cerca de 60 anos, a ave mais velha de qe há conhecimento nos Estados Unidos.



O Departamento americano de Pesca e Vida Selvagem informou que cerca de mil exemplares adultos e juvenis de albatroz-de-Laysan morreram quando o tsunami de sexta-feira atingiu aquele que é o atol de corais mais remoto do planeta. Dezenas de milhar de crias também morreram.



Ondas com cerca de 1,5 metros de altura chegaram ao atol à meia-noite do dia 10 e continuaram nas horas seguintes. A água atingiu cerca de 60% do território e inundou cerca de 150 hectares da reserva natural. Os habitantes foram alertados com cerca de quatro horas de antecedência, pelo que puderam tomar precauções a tempo.



Um filho de albatroz de cauda curta foi encontrado ileso a cerca de 35 metros da costa, depois de o seu ninho ter sido arrastado. Milhares de freiras de Bonin (Pterodroma hypoleuca) foram literalmente enterradas vivas.



Milhares de peixes mortos foram também encontrados na Ilha de Páscoa. Duas tartarugas verdes foram resgatadas vivas.

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