Bióloga portuguesa descobre novos insectos na gruta mais funda do mundo

22/02

2012

às 19:19

 

Insectos primitivos, sem asas e sem olhos, que vivem em total escuridão na gruta mais profunda do mundo, são a mais recente descoberta da bióloga portuguesa Sofia Reboleira.


"A descoberta de vida a semelhante profundidade lança novas luzes sobre a forma como olhamos para a vida na Terra", disse à Lusa a bióloga Sofia Reboleira que, juntamente com Alberto Sendra (do Museu Valenciano de História Natural), descobriu mais quatro novas espécies para a ciência.


São diminutos insectos, desprovidos de asas de olhos, "que vivem na gruta mais profunda do mundo, em total escuridão"e que há milhões de anos desenvolvem mecanismos de adaptação que lhes permitem viver a grandes profundidades.


Os animais, denominados colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), foram descobertos durante os trabalhos bioespeleológicos de Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, durante a expedição Ibero-Russa do CAVEX Team à "gruta mais profunda do mundo" no verão de 2010.


Trata-se da gruta Krubera-Vorónia, que alcança a profundidade de 2191 metros abaixo do nível do solo.


Localizada na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro, nas montanhas do Cáucaso Ocidental, é a única caverna do mundo que ultrapassa os dois quilómetros de profundidade.


A descoberta foi, na terça-feira, publicada na revista científica Terrestrial Arthropod Reviews, sendo os insectos descritos por Rafael Jordana e Enrique Baquero (Universidade de Navarra, Espanha).


Os animais têm o nome científico Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis e são "a última espécie do animal terrestre mais profundo de sempre, ao ser descoberto à impressionante profundidade de 1980 metros abaixo da entrada da cavidade", explicou a bióloga natural das Caldas da Rainha.


Estes animais cavernícolas vivem, segundo Sofia Reboleira, em "total ausência de luz e com recursos alimentares extremamente escassos" e possuem "adaptações únicas".


São desprovidos de pigmentação, não possuem olhos e "desenvolveram estratégias morfo-fisiológicas que lhes permitem viver a em grandes profundidades, durante milhões de anos", sublinha a bióloga, exemplificando com o caso, de uma das novas espécies que "tem uma espectacular estrutura quimiorrecetora, um tipo de órgão pós-antenal, habitual nos collembolos, mas altamente especializado para a vida subterrânea", conclui


Com esta aumentam para nove as espécies já descobertas por Sofia Reboleira (três escaravelhos e um pseudoescorpião) durante o trabalho de campo realizado em grutas da Serra D'Aires e Candeeiros, do Algarve e do Montejunto.


As descobertas costumam ser financiadas pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia, da qual a bióloga é bolseira, mas, desta vez, explica Sofia Reboleira, "foi uma expedição feita nas férias e paga integralmente pelos expedicionários".

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Encontrado medalhão português do século XIII dentro de um tubarão na Malásia

22/02

2012

às 14:24

 

Uma dona de casa de Klebang, na Malásia, encontrou um medalhão, de origem portuguesa e datado do século XIII, quando preparava um tubarão para cozinhar, divulgou hoje a comunicação social local.



O medalhão, com um peso de cerca de 10 gramas, exibe, num dos lados, o perfil de uma mulher com uma coroa na cabeça, enquanto que na outra face é visível a figura de um crucifixo e uma inscrição - ANTONII, referiu a mesma fonte.



De acordo com um historiador local, citado pelo diário The Star, o perfil feminino pertence à rainha Isabel, consorte do rei D. Dinis, que governou Portugal de 1279 a 1325.



A mulher que fez a descoberta, Suseela Menon, de 47 anos, encontrou o objecto dentro de um tubarão, que tinha comprado num mercado local.



"Decidimos não comer o tubarão, uma vez que o objecto parece ter elementos religiosos", afirmou Suseela, em declarações ao jornal. Para a dona de casa, mãe de duas crianças, a descoberta "foi uma bênção para a família".



O medalhão, com 7,4 centímetros de comprimento e seis de largura, pode ter sido transportado por um soldado ou missionário português durante a colonização da Malásia (Malaca) em 1511.



A cidade malaia esteve sob domínio português entre 1511 e 1641.


Tigre arrancou parte de um dedo a jovem francês

21/02

2012

às 15:34

Um tigre do circo Zavatta, estacionado em Madelieu-la napoule, no sudeste de França, arrancou parte de um dedo a um jovem de 18 anos que tinha transposto as barreiras de segurança, conta o jornal Le Progrès.



O incidente aconteceu no domingo, quando o jovem, visivelmente embriagado, circulava pelos corredores do circo. Primeiro, dirigiu-se ao espaço reservado aos camelos, onde esteve a acariciar os animais. Em seguida, encaminhou-se para o espaço dos felinos.



Uma vez aí, transpôs as barreiras de protecção, apesar dos inúmeros avisos de perigo e acariciou o focinho de um dos tigres. Por instinto, o animal mordeu-o, arrancando-lhe parte do dedo indicador da mão direita.



Aparentemente pouco chocado, o jovem desatou a rir, sentado no chão, até que chegaram os primeiros-socorros e foi transportado ao hospital.



A investigação policial concluiu que o circo cumpria as condições de segurança e, por isso, não tem qualquer responsabilidade sobre o sucedido.

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Cadela salva crianças mas perde focinho

20/02

2012

às 20:33

 

Foto: Inquirer News

Kabang, uma cadela de apenas um ano, salvou duas primas, de 11 e três anos, de serem atropeladas por um motociclo numa rua da cidade filipina de Zamboanga, mas perdeu parte do focinho, conta o Inquier News.



O caso ocorreu no dia 14 de Dezembro mas só agora ganhou projecção mediática. As duas primas, Dina Bunggal e Princess Diansing, atravessavam uma rua no momento em que um motociclo circulava na sua direcção.



Antevendo o perigo, Kabang lançou-se na frente do motociclo, evitando que as meninas fossem atingidas. Nem as duas primas, nem o motociclista ficaram feridos, mas a cadela ficou com a parte superior do focinho completamente desfeita.



“Pensei que alguém tivesse atirado a cadela contra o motociclo propositadamente, mas não vi ninguém que o pudesse ter feito”, contou, ao Inquier News, Jovito Urpiano, que assistiu ao acidente.



Ruddy Bunggal, pai de Dina, referiu que nada puderam fazer para salvar o focinho de Kabang, a não ser soltá-lo de debaixo da roda. Assim que se viu livre, a cadela correu o mais depressa que pôde e esteve desaparecida durante duas semanas.



Quando finalmente regressou a casa, estava muito diferente. Mas a sua família humana não se importou. “Não importa se agora ela parece feia. O importante é que ela salvou as nossas crianças e nunca lhe poderemos agradecer isso”, sublinhou Ruddy Bunggal.



O médico veterinário Anton Lim, da Fundação Tzu Chi, explicou que o acto de Kabang foi uma forma de agradecer à família Bunggal, que a acolheu há cerca de um ano, quando tinha meses de idade.


Kagan, que está a tomar antibiótico para que as suas feridas não infectem, já aprendeu a comer com as patas. Voltou a ser a mesma cadela brincalhona e, segundo Christina, mãe de Diana, está à espera de bebé.

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Descoberto como se formam as listas dos tigres

20/02

2012

às 16:15

Investigadores do King College, de Londres (Inglaterra), conseguiram a primeira prova experimental que confirma a teoria do grande matemático britânico Alan Turin sobre como se formam alguns padrões biológicos, como as listas dos tigres e as manchas do leopardo, conta o jornal espanhol ABC.



O estudo, publicado online na revista Nature Genetics, não só demonstra um mecanismo que é muito relevante para o desenvolvimento dos vertebrados, como também comprova que um produto químico chamado morfogéneo, que controlam os padrões biológicos, pode ser utilizado na medicina regenerativa para distinguir as células mãe nos tecidos.



Os resultados sustentam uma teoria sugerida pela primeira vez na década de 1950 pelo famoso decifrador de códigos e matemático Alan Turin, cujo centenário de nascimento se celebra este ano.



Turin defendeu que a repetição de padrões regulares nos sistemas biológicos são gerados por um par de morfógenos que trabalham juntos como um “activador” e um “inibidor”.



Para provar esta teoria, os investigadores estudaram o desenvolvimento das saliências regularmente espaçadas que se encontram no céu da boca dos ratos. Levando a cabo experiências com embriões de ratos, a equipa identificou um par de morfógenos que trabalham juntos para influênciar a a formação de nova saliência.



Os cientistas conseguiram provar que quando a actividade destes morfógenos aumenta ou diminui, o padrão de saliências na boca é afectado da forma prevista por Turing.

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Pulgas (II) - Como se reproduzem e se alimentam

18/02

2012

às 11:00

 

Pulga é o nome comum dos insectos sem asas da ordem Siphonaptera que se alimentam do sangue dos mamíferos e das aves (hematófagos). Embora cada espécie de pulga tenha o seu hospedeiro preferido, à falta deste, pode parasitar qualquer um dos outros.

 

O ectoparasita mais frequente em cães e gatos é a Ctenocephalides felis felis (C. felis). No seu estado adulto, só está activa no hospedeiro, alimentando-se do seu sangue várias vezes por dia ao longo da sua vida (que pode variar entre duas a oito semanas), lembrou Patrick J. Bourdeau, professor de parasitologia na Escola Nacional Veterinária de Nantes, em França, durante um simpósio internacional que decorreu nos dias 7 e 8 deste mês em Barcelona (Espanha), sobre os avanços no controlo de pulgas e carraçasem  cães e gatos, organizado pela MSD Animal Health.

 

A pulga passa por quatro estádios no seu ciclo de vida. A fêmea deposita os ovos (uma média de 20 por dia) no hospedeiro entre 24 a 48 horas depois de o ter parasitado. Estes ovos acabam por cair do hospedeiro, quando este se coça ou se sacode. Se encontrarem condições propícias ao seu desenvolvimento, os ovos eclodem e dão lugar às larvas, que se alimentam de matéria orgânica e fezes de animais.

 

Entre cinco a 10 dias depois, as larvas formam um casulo, que se transforma rapidamente numa ninfa e depois numa pulga adulta. Patrick J. Bourdeau alerta para o facto de os “casulos protegerem as ninfas dos efeitos dos insecticidas” e poderem resistir no meio ambiente durante meses.

 

Uma pulga adulta pode medir até cinco milímetros e consegue saltar entre 19 a 30 centímetros de comprimento e entre 17 e 25 centímetros de altura. Ou seja, em termos humanos, o equivalente a um salto de 76 metros de altura e 137 metros de comprimento.

 

No dois dias de simpósio, médicos veterinários de vários países (Portugal incluído) debateram as várias problemáticas relacionadas com as pulgas.

 

O Jornal de Notícias viajou a convite da MSD Saúde Animal - Portugal.

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Cadela bulldog adopta seis javalis bebés

17/02

2012

às 15:22

 

Uma cadela de raça bulldog francês chamada Baby adoptou seis filhotes de javali que tinham sido encontrados abandonados numa floresta alemã.



Norbert Damm, responsável pelo santuário animal Lehnitz, nos arredores de Berlim, contou à Associated Press que mal os javalis bebés chegaram, Baby correu para eles, farejou-os e tratou de os aquecer.



Os filhotes de javali chegaram ao santuário no sábado, com apenas três dias de vida e cheios de frio. O mesmo responsável explica que a mãe tinha sido morta por um caçador e que a ninhada ficou completamente abandonada.



Os javalis estão a ser alimentados a biberão. Deverão ser devolvidos à natureza dentro de três meses, altura em que serão capazes de se alimentarem sozinhos.

           


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