Uso de pesticidas que afectam abelhas com restrições a partir de 1 de dezembro

24/05

2013

às 14:53

A Comissão Europeia adotou hoje a restrição do uso de três pesticidas por serem prejudiciais para a população de abelhas na Europa e que entra em vigor no dia 1 de dezembro.


Os pesticidas em causa - clotianidina, imidaclopride e tiametoxame, da família dos neonicotinóides - são normalmente utilizados no tratamento no tratamento de plantas e cereais que atraem as abelhas e os polinizadores.


A decisão foi tomada, assegurou o comissário europeu para a Saúde, Tonio Borg, "com base no número de riscos identificados no parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos".


A restrição dos três pesticidas "constitui mais uma etapa no sentido de garantir um futuro mais saudável para as nossas abelhas, dado que elas assumem dois papéis importantes: não só produzem mel, como também desempenham a função essencial de polinizadoras", disse ainda o comissário.


As restrições são aplicáveis na agricultura: tratamento de sementes, aplicação no solo (grânulos) e tratamento foliar de plantas e cereais (com exceção dos cereais de inverno) que atraem as abelhas.


Bruxelas prevê uma exceção para a possibilidade de tratar culturas que atraem abelhas em estufas e em campos ao ar livre apenas após a floração.


Para cumprirem as restrições da UE, os Estados-membros devem retirar ou alterar as autorizações existentes até 30 de setembro de 2013, podendo permitir as existências até 30 de novembro, sendo responsáveis por assegurar que as restrições são corretamente aplicadas.


Os pesticidas têm sido identificados como um dos vários fatores que podem ser responsáveis pelo declínio do número de abelhas.


Outros fatores incluem parasitas, outros agentes patogénicos, falta de medicamentos veterinários ou, por vezes, a sua utilização indevida, a gestão da apicultura e fatores ambientais, tais como a falta de habitat e de alimentos e as alterações climáticas.

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Borboletas são novo atrativo das praias transmontanas do Azibo

23/05

2013

às 16:49

As praias fluviais do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, têm nas borboletas um novo atrativo para os visitantes neste verão, com a possibilidade de observação de mais de 40 espécies, divulgou hoje a autarquia transmontana.


A oferta será disponibilizada pela Estação de Biodiversidade de Santa Combinha, com inauguração agendada para sábado, e resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, a Tagis (Centro de Conservação de Borboletas de Portugal) e a Associação Geoparque Terras de Cavaleiros.


Esta estação é um espaço inserido na Paisagem Protegida do Azibo que passará a ser "um ponto de visita adicional para os adeptos do turismo da natureza" numa zona que alia o lazer em torno das praias fluviais da albufeira do Azibo e a conservação e turismo da natureza.


A nova proposta convida a um percurso pedestre com mais de dois quilómetros e meio, ao longo do qual é possível observar 43 espécies de borboletas diurnas das 135 espécies que se conhecem em Portugal continental, de acordo com informação divulgada pela autarquia.


Além de "uma vista privilegiada sobre a Serra de Bornes e a Serra do Cubo, com as abundantes manchas de sobreiros e carvalhos, o trabalho de preservação do percurso pedestre e da biodiversidade existente nesta área possibilita a existência de um número significativo de borboletas diurnas, libelinhas e libélulas, cuja amostragem foi feita ao longo de um ano no âmbito do programa Macedo Natura, financiado ao abrigo do ON2 - O Novo Norte", esclareceu.


A estação de Biodiversidade de Santa Combinha está localizada "numa área de elevada riqueza biológica e paisagística, tem como ponto de partida e chegada o Miradouro de Santa Combinha e integra um conjunto de painéis informativos de modo a facilitar a interpretação dos valores naturais existentes".


Os responsáveis locais asseguram que o grau de dificuldade deste passeio é "muito fácil" e tem a duração aproximada de uma hora.


A zona do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, é um dos locais mais procurados pelos veraneantes, no distrito de Bragança, com duas praias fluviais com Bandeira Azul e uma das quais foi eleita para as Sete Maravilhas das zonas balneares de Portugal.


O local está também classificado como praia acessível a pessoas com deficiência e proporciona várias atividades ao ar livre, nomeadamente a observação de fauna e flora.

Cães terapeutas ajudam vítimas do atentado de Boston

18/04

2013

às 21:19

 
Três cães de raça Golden Retriever foram transportados de Chicago para Boston para reconfortar as vítimas do atentado ocorrido no final da maratona de segunda-feira e do qual resultaram três mortos e mais de 170 feridos, segundo o jornal Today.


Os animais pertencem à Igreja Luterana e foram especialmente treinados para dar conforto a  quem viveu situações traumatizantes. Estes três cães juntaram-se aos dois que desde dezembro apoiavam os pais e alunos da escola de Sandy Hooks, em Newtown, onde ocorreu um massacre.


“As pessoas falam com os cães. É como se fossem conselheiros peludos”, explicou ao mesmo jornal Tim Hetzner. “É uma forma de darmos algum alívio às pessoas que estão traumatizadas por caus das explosões”.


Os animais deverão permanecer em Boston pelo menos até domingo na Primeira Igreja Luterana, embora os responsáveis pretendam levá-los também aos hospitais onde os feridos ainda estão internados.


Os cães terapeutas estão especialmente treinados para lidar com situações de stress intenso. Cada um dos animais é submetido a um treino que dura entre oito meses a um ano, a partir dos seis meses de idade.


Cada um dos cães tem a sua própria página no Facebook e no Twitter, o que permite a todos ir acompanhando as suas atividades.


Este programa começou em 2008 na sequência do tiroteio na Universidade do Illinois, do qual resultou cinco mortos.

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Autoridades chinesas investigam a morte de centenas de cães e porcos

17/04

2013

às 19:26

A morte misteriosa de centenas de porcos e cães, cujos cadáveres foram descobertos na cidade de Yanshi, no centro da China, está a ser investigada pelas autoridades chinesas, informaram hoje fontes oficiais.


As autoridades de saúde e a polícia chinesa deram hoje início a uma investigação que visa apurar as causas de morte de 410 porcos e 122 cães, cujos restos mortais foram encontrados numa aldeia situada na cidade de Yanshi, província de Henan (centro), refere uma nota oficial citada pela agência noticiosa francesa AFP.


Estas mortes acontecem um mês depois de as autoridades chinesas terem encontrado mais de 16.000 porcos no principal rio de Xangai.


Na nota, citada pela AFP, especialistas em gado excluem que os porcos e cães agora descobertos possam ter sucumbido a uma epidemia animal ou à nova estirpe da gripe aviária H7N9.


Todas as fábricas de produtos químicos nas áreas limítrofes ao local receberam ordens para suspender as suas atividades, estando os proprietários impedidos de deixar o local até o fim da investigação, adianta o mesmo documento.


Alguns habitantes da aldeia, citados pela agência estatal chinesa Xinhua, afirmaram ter sentido um "fedor extremamente forte" na segunda-feira e apontam o dedo a uma central química próxima.


Na cidade de Yanshi vivem 558.800 pessoas, segundo números do governo chinês citados pela AFP.

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Atividades com animais protegidas por regulamento municipal em Viana

16/04

2013

às 20:39

Atividades como comércio, guarda, criação e espetáculos com animais vão passar a necessitar de autorização municipal em Viana do Castelo, segundo prevê um regulamento aprovado pelo executivo local, consultado hoje pela Lusa.


O Regulamento Municipal de Proteção de Animais, proposto e já aprovado pela maioria socialista naquela autarquia, prevê que a autorização municipal para várias atividades "só poderá ser concedida se os competentes serviços municipais verificarem que as condições previstas na Lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais são cumpridas".


O documento representa uma transposição, na forma de regulamento municipal - que carece ainda de aprovação em Assembleia Municipal e que será submetido a consulta pública -, da legislação sobre "a proteção dos animais contra a ação do homem", a qual "define a competência das Câmaras Municipais para autorização de diversas atividades que envolvem animais".


Esta regulamentação ainda não tinha sido transposta para a forma de regulamento em Viana do Castelo, o que acontece agora, meses depois de a autarquia não ter conseguido travar - em agosto de 2012 - a realização de uma tourada no concelho, após decisão do tribunal.


Precisamente um dos efeitos práticos deste regulamento passará pela proibição municipal de realização de espetáculos tauromáquicos, também tendo em conta a declaração de cidade "antitouradas" de 2009 por parte do executivo camarário, a primeira do género em Portugal.


Este regulamento admite "preocupações particularmente incisivas" na defesa dos direitos dos animais "quando se trata de espetáculos públicos", tendo em conta que "a manutenção daquelas práticas nestes contextos pode tornar-se uma forma de as eternizar, criando novos adeptos e públicos, de práticas e costumes não consentâneos com a cultura vigente e predominante".


Define ainda que a utilização de animais "em quaisquer espetáculos ou eventos congéneres", deverá respeitar a legislação sobre a defesa e bem-estar dos animais, sendo "por conseguinte proibidos os espetáculos em que se inflijam sofrimento ou lesões aos animais". Inviabilizando desta forma a realização de touradas no concelho.


Além disso, o regulamento acrescenta que a realização de espetáculos públicos que utilizem animais "carece de prévia autorização" da Câmara, mediante a apresentação de um requerimento. Entre outros aspetos, esse pedido deverá descrever "as condições que garantam o bem-estar dos animais, quer no período que antecede a intervenção no espetáculo quer no decurso do mesmo e no período de recolha, após o espetáculo". A autorização será "precedida" de uma vistoria por parte do Serviço Municipal de Veterinária.


O regulamento estabelece que atividades como a exploração do comércio de animais; guarda de animais mediante remuneração; criação de animais para fins comerciais; aluguer de animais; utilização de animais para fins de transporte e exposição ou exibição de animais com fins comerciais passam a necessitar de autorização municipal.

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Novo canil de Oeiras inaugurado amanhã

11/04

2013

às 19:59

A Câmara de Oeiras vai inaugura amanhã o novo canil municipal, em Porto Salvo, um equipamento que gerou contestação por parte dos moradores pela proximidade às habitações, mas que a autarquia se compromete a controlar.


Localizado no Bairro dos Navegantes, o equipamento foi contestado em outubro por moradores que exigiam o cancelamento da obra num abaixo-assinado que recolheu 600 assinaturas.


O ruído e o mau cheiro foram os principais problemas apontados pelos habitantes, que contestaram a decisão da câmara de instalar o equipamento num bairro social onde as condições de vida já são difíceis.


Contactada pela Lusa, a vereadora das Obras Municipais da Câmara de Oeiras, Madalena Castro, assegurou que depois de várias reuniões com os moradores e o presidente da junta de freguesia "as coisas estão mais calmas".


"Comprometemo-nos com os residentes a fazer a monitorização e, se houver problemas, cá estaremos para encontrar alternativas, porque claro que não queremos prejudicar o sossego de ninguém", disse a vereadora.


O Centro de Recolha Oficial de Animais do Município de Oeiras (CROAMA), segundo a autarquia, vai proporcionar condições de alojamento de "qualidade e bem-estar animal aos canídeos e felídeos que se encontram sob responsabilidade do município", num investimento municipal de 420 mil euros.


O anterior equipamento tinha também já motivado várias manifestações pela sua falta de condições.


Construído num lote com uma área de 1.374 metros quadrados, este equipamento inclui uma zona de canil e gatil, um edifício de Serviço Veterinário Municipal e Saúde Pública, um edifício de apoio e armazéns.


Além disso, é composto por uma área técnica com zona de quarentena para canídeos com dez 'boxes' compostas por zona coberta e descoberta, quatro celas semicirculares e uma zona de quarentena para gatos composta por seis 'boxes'.

Tailândia vai enviar cria de pandas chineses para Chengdu

11/04

2013

às 15:03

Foto: AP/Arquivo
 
As autoridades tailandesas anunciaram que vão enviar para a China em maio o urso panda Lin Ping, após o animal celebrar o quarto aniversário e depois de não conseguirem prolongar a estada do animal no zoológico de Chiang Mai.


Lin Ping, o primeiro panda nascido na Tailândia, será transportado de avião de Chiang Mai para Chengdu, capital da província de Sichuan, no sudeste do país, após o seu aniversário a 27 de maio, revela o diário Bangkok POst.


Prasertsak Buntrakulpuntawi, diretor do zoológico de Chiang Mai, explicou que o panda Lin Ping passa agora mais tempo no seu iglu para que se adapte às baixas temperaturas de Chengdu.


Nascida por inseminação artificial, Lin Ping converteu-se num fenómeno de popularidade na Tailândia onde tem um programa de televisão durante as 24 horas do dia, embora passe a maior parte do tempo a dormir.


O urso panda foi concebido por Chuang Chuang e Lin ***, os dois pandas cedidos por Pequim à Tailândia em outubro de 2003 e por um período de 10 anos contra o pagamento de 250.000 dólares (190.000 euros) e prevê-se que o zoológico tailandês entre em negociações com as autoridades chinesas para prolongar a estada.


No objetivo de incentivar a procriação dos pandas, os tratados do zoológico de Chiang Mai chegaram a projetar filmes pornográficos ao casal, mas decidiram mais tarde optar pela inseminação artificial.


No caso das crias dos pandas, a China autoriza que permaneçam no local até aos dois anos, mas acabou por aceitar prolongar o tempo no caso de Lin Ping.


Desde a chegada do casal de pandas a Chiang Mai, o zoológico já arrecadou mais de 200 milhões de bath (5,2 milhões de euros) com a venda de bilhetes de acesso ao espaço ocupado pelos pandas chineses.


Se há umas décadas existiam apenas um milhar de pandas em todo o planeta, o último censo chinês àqueles animais em liberdade contabilizada 1.596, embora possam existir mais alguns exemplares na atualidade dado que a contagem foi feita em 2004.


Aos pandas em liberdade juntam-se outros 328 que estão em cativeiro em todo o planeta.

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