Afivelando um ar muito consternado o “pivot” de serviço anuncia que morreram sozinhas mais duas velhotas. Um facto absolutamente corriqueiro, dado o modo como a função social do Estado trata estes assuntos, é apregoado com a única intenção de sensibilizar e conquistar audiências. Hipocrisia elevada à máxima potência, com a conivência de mandantes e executores sem qualquer sentido de solidariedade para com os seus semelhantes. O tempo que medeia entre a morte e o momento em que são descobertos os corpos é muito importante para esta gente: dois meses depois dá para preencher o noticiário de uma semana, um dia apenas, quando muito, só dá para o jornal das 13 e o das 20 horas.
Uma  simples informação serve para desinformar, ou, o que é pior, deformar a mente das pessoas menos avisadas.
Até o macaco se apercebe disso!
Cretinos!
Não creio que isto ainda esteja a funcionar. Então não é que está mesmo? E nem avisam!!!!
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É comprido, mas esclarecedor.
Se por acaso, português amigo, te sentes deprimido, com o actual número de desempregados no nosso país, lê o artigo que transcrevo.
"Com o mal dos outros, posso eu bem - diz o nosso povo.
Será. Mas saber que não estamos sozinhos sempre atenua a nossa mágoa.
As últimas sondagens nos EUA indicam que o desemprego desceu para 9,7%, mas não te aflijas com isso. Pensa que sempre andámos a cheirar a cauda aos países ricos, na mira de uma prometida convergência. Também neste caso existe um pequeno "delay" que logo, logo recuperaremos.
Mas se achas que a garantia de 1,2% de diferença no nível de desemprego entre os estado-unidenses e os portugueses te garante emprego certo, então emigra... se te derem um visto.
A.M.

Publicado originalmente em inglês no WSWS dia 7 de Novembro de 2009.

“A taxa oficial de desemprego nos EUA atingiu 10,2% em Outubro, de acordo com o relatório apresentado na sexta-feira, dia 6, pelo Departamento do Trabalho do país. Trata-se da segunda vez apenas, desde a II Guerra Mundial, em que a taxa atinge dois dígitos. Trata-se, assim, do mais alto índice desde 1983.

Os últimos relatórios evidenciam a verdadeira base da “reconstrução” clamada pelo governo Obama: aumento do desemprego, aliado ao aumento da intensidade de trabalho e ao corte nos salários. O relatório sobre o desemprego foi divulgado apenas um dia após aquele que relatava um aumento na intensidade de trabalho, numa jornada representada em menos dinheiro

A taxa de desemprego, medida com base numa pesquisa familiar, aumentou 0,4% em Outubro, muito mais do que esperavam os economistas.

Como um todo, foram perdidos 190.000 empregos, acima dos 175.000 previstos pelos economistas. Como um todo, a pesquisa familiar realizada — incluindo aqueles que trabalham para si próprios e pequenos comerciantes — obteve um número muito maior de empregos cortados: 558.000.

Cerca de 61.000 empregos na manufactura foram perdidos no mês, elevando o número total perdido no sector desde Dezembro de 2007 para 2,1 milhões. Já no varejo o número de empregos cortados no mês foi de 40.000. O setor de serviço, como um todo, cortou 61.000 empregos.

A taxa de desemprego no Canada aumentou 0,2% em Outubro, para 8,6%. O país perdeu 43.000 empregos no último mês, em contraste com a adição de 10.000 empregos prevista pelos economistas. Cerca de 400.000 empregos foram eliminados no país desde Outubro de 2008.

Desde o início da recessão, 8,2 milhões de empregos foram destruídos nos EUA, elevando o número de pessoas desempregadas no país para 15,7 milhões, significativamente maior que a população de Cuba, da Grécia ou da Suécia. Dentro desse quadro, cerca de 5,6 milhões, ou 35,6%, estão desempregados há 27 semanas ou mais.

A taxa de desemprego mais ampla, que inclui aqueles que já deixaram de procurar emprego e aqueles que trabalham apenas meio-período involuntariamente, atinge números ainda mais alarmantes: 17,5% da população. Trata-se do maior número já registado na história e cerca de 0,5% a mais que o de Setembro. O número de pessoas que gostaria de ter um emprego de período integral mas não pode, somados àqueles que tiveram as horas cortadas pela metade, atinge 9,3 milhões.

Diante disso, os economistas revisaram para cima sua estimativa da taxa de desemprego para o próximo ano, com muitos deles prevendo algo além dos 11%. Tal número representaria a mais alta taxa desde a II Guerra Mundial.

A última vez que a taxa ultrapassou os 10% foi durante a recessão de 1982-83, quando atingiu 10,8%. As condições para os trabalhadores, hoje, entretanto, estão muito piores que aquelas da década de 80. Nas três décadas que se passaram, avançou uma consciente campanha pela flexibilização dos direitos trabalhistas, que representou-se não apenas em cortes de empregos, como também em corte de tempo de trabalho e imposição de trabalhos mais intensos.

Tudo isso se expressou no relatório divulgado na quinta-feira pelo Departamento do Trabalho dos EUA, que divulgou um aumento de 9,5% na produtividade do trabalho, em comparação com o último semestre do ano passado. A produtividade é calculada de acordo com o produzido durante determinado período trabalhado. Nos últimos seis meses, a produtividade aumentou no maior nível desde 1961.

O aumento da produtividade choca-se com o fato de que os trabalhadores têm de fazer mais por menos. Muitas empresas cortam parte de sua força de trabalho e forçam aqueles trabalhadores que ficaram a trabalhar por seus companheiros demitidos.

A resposta de Obama aos dados divulgados na sexta-feira era uma mistura de indiferença e ideias paliativas. Numa declaração na Casa Branca, afirmou: “Mesmo que isso nos tome tempo e paciência, sou confiante na recuperação da economia. Tenho confiança de que estamos no caminho certo”.

Em seguida, Obama defendeu que as medidas de “estímulo” injectadas por seu governo “salvaram e criaram” milhões de empregos. Tal ideia baseou-se em dados altamente inflados a respeito dos empregos que seriam cortados caso não tivessem agido. Na verdade, o número de pessoas directamente empregadas graças às medidas de Obama é insignificante.

Em seguida, Obama anunciou a extensão do plano de benefícios aos desempregados em 20 semanas para alguns estados do país. O presidente norte-americano informou que a lei assinada por ele aumentará os benefícios existentes para mais de 700.000 pessoas. O salário-desemprego chegará a US$ 300, podendo ser estendido para até 33 semanas.

A lei também inclui um aumento da taxa de crédito para aqueles que comprarem casas. Tais programas buscam aliviar o processo mas, de forma alguma, apontam um caminho para superação da crise.

Buscando diminuir os comentários de que seu governo está ampliando demais os gastos federais, Obama declarou que as lei que estende os benefícios aos desempregados era “neutra” do ponto de vista dos gastos do Estado. “A lei que assinei não acarretará em nossos gastos. Trata-se de algo muito pequeno e, nesse sentido, responsável do ponto de vista fiscal”, afirmou.

O foco no corte dos gastos federais, tema repetido por muitos representantes do governo nas últimas duas semanas, surgiu após os cofres do governo serem abertos ao sector financeiro. O aumento dos lucros e dos bónus aos maiores bancos serão pagos via corte nos gastos sociais.

Obama indicou que seu governo busca medidas adicionais, focadas em cortes fiscais para corporações, supostamente para gerar empregos. Com isso, o governo rejeitaria novos pacotes de estímulo.

Alan Krueger, economista-chefe do Departamento do Tesouro, disse a jornalistas que não existem planos seguros sendo planejados. “Não posso falar sobre o que está sendo considerado, nem mesmo se o que está sendo considerado acontecerá”, afirmou ele.

A esse respeito, Obama ainda defendeu “uma agenda agressiva para promover as exportações e ajudar os negócios americanos no resto do mundo”. Tal declaração refere-se a um componente chave da estratégia americana para diminuir seus gastos fiscais: a desvalorização do dólar para aumentar as exportações e diminuir importações.

A realidade por trás de tal proposta, no entanto, é o ataque aos salários, base da competição em todo o mundo por mão-de-obra. Os salários nos EUA caíram neste ano para um nível recorde e continuará caindo.

O próprio governo desferiu esse ataque com o processo de bancarrota da General Motors e da Chrysler no começo deste ano, vinculado ao rebaixamento dos padrões de vida da classe operária.

No começo desta semana, Obama declarou, num encontro do Conselho de Recuperação Económica, que gostaria de “criar algo para que os investimentos fossem alavancados”. A única forma de fazer isso, para ele, no entanto, se dá através da permanente redução dos salários e pelo aumento da produtividades dos trabalhadores americanos.

Para Obama e o sector da burguesia que representa, altos índices de desempregos não são indesejáveis — pelo contrário, são absolutamente necessários.”
 

Se por acaso, um acaso meramente circunstancial, se procura reduzir a auto estima dos portugueses que circulam por este espaço, divulgando os consumos de álcool no nosso país, não posso deixar de realçar alguns aspectos que, como medida profilática podem atenuar o mal estar dos portugueses.

Se com o mal dos outros todos podem, segundo um dito popular, a verdade é que o conhecimento de que não estamos sós no que respeita aos índices negativos, tem o mesmo efeito que o Voltaren numa dor provocada pelo desgaste de uma qualquer vértebra lombar.

Os níveis de consumo de álcool na Europa Ocidental ultrapassam os do resto do mundo.

Os níveis de consumo na Europa de Leste são substancialmente mais baixos.

O consumo nacional desceu de 12, 9 litros de álcool puro por pessoa/ano em 1990 para 9,7 em 2002.

Apesar disso continuamos acima da média dos países da União Europeia que é de 8,06

Piores do que nós estão:

Luxemburgo – 11,9

Hungria – 11,1

Irlanda – 10,8

Alemanha – 10,4

França – 10,3

Estes são os factos!

Por isso, meus amigos, não fiquem confrangidos, por nos chamarem alcoólicos.

Ainda temos que beber mais uns copos para ficarmos ao nível da Alemanha, ela mesma, que marca o ritmo de desenvolvimento da Europa.

Mas onde estamos muito atrasados é na passa, na erva e na seringa.

Nestas áreas estamos a consumir muito menos do que em países que ingerem menos álcool, mas que estão em primeiro lugar no consumo de outras drogas.

Mais leves?

Mais pesadas?

DROGAS!

Meter no mesmo saco o Estado e o Povo Português por não tratarem bem os antigos combatentes é uma incorrecção histórica.

O Estado é directamente responsável pela falta de atenção e mesmo de algumas desconsiderações que ao longo dos anos os antigos combatentes sofreram e é indirectamente responsável porque pela sua ausência e negligência não promoveu o reconhecimento que o País lhes deve.

Por outro lado o pedido de eliminação entre bons e maus soldados, feito por um historiador/sociólogo, no tempo e no modo como foi feito, não pode significar o branqueamento dos crimes da guerra colonial.

Quando pensava dizer qualquer coisa sobre a intervenção de António Barreto neste dia 10 de Junho, fui surpreendido pela edição especial do noticiário da SIC.

Ao tomar conhecimento da vida de João Sabadino Portugal e do seu regresso a casa quarenta e tal anos depois, desisti de abordar o massacre da Baixa do Cassanje em 1961.

A história de João Sabadino tirou-me a vontade de remexer no passado.

Por agora.

A.M.

PP – O Sr. PM usa cuecas com bolinhas cor de rosa?

PM – Não. Uso cuecas às riscas amarelas.

PP – Então acabou de desautorizar o seu ministro dos N. E. que usa cuecas com bolinhas cor de rosa?

A.M.

Nota: "Pormenor de balneário masculino" de Raquel Proença em http://raquelproencapaintings/blogspot.com/

O electricista foi usado para os EUA venderem um IFF à FAP?

Posso explicar se o entendimento se revelar abstruso.

A minha paciência é inversamente proporcional à vossa intuição.

Não estou com disposição para voltar ao tema dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Já sei quem é a favor e quem é contra, conheço as razões em que se apoiam uns e outros e, ao fim e ao cabo, como já foi tomada uma decisão, o assunto esmoreceu.

Ouvi-a ontem, logo a seguir ao telejornal, enquanto descascava batatas para fazer um puré que acompanhasse umas fatias de carne assada. Era o nosso Presidente em pessoa desculpando-se por ter que promulgar a malfadada lei, para não desunir ainda mais os portugueses numa etapa tão dramática como aquela que atravessamos. Creio que com esta decisão ganhou votos à esquerda para as próximas eleições presidenciais, mas não acredito que algum conselheiro lhe tenha segredado essa táctica. Sim, pois, já sei, que talvez tenha perdido alguns à direita, mas não devem ser muitos. Afinal, em quem poderiam votar os seus habituais apoiantes do centro-direita?

O que me chamou a atenção foi o argumento reticente que utilizou:

“Aliás, no mundo inteiro, só em sete países é designada por “casamento” a união entre pessoas do mesmo sexo. Dos 27 Estados da União Europeia são apenas quatro, aqueles que o fazem.”

Imediatamente a minha memória retrogradou até aos bancos da escola, e a voz do Marquês de Pombal feriu-me os tímpanos:

Vejo-me obrigado a declarar a abolição da escravatura por motivos económicos. Não entra nem mais um escravo em Portugal e os que temos serão vendidos para o Brasil.

Em 1863 Ayres Gouveia propunha a abolição da pena de morte:

1º - Fica abolida a pena de morte.

2º - É extinto o hediondo ofício de carrasco.

3º - É riscada do orçamento do Estado a verba de 49$200 réis para o executor.

Ora acontece que nem um, nem outro, se desculpou por haver poucos países da Europa que se tivessem antecipado na tomada das mesmas decisões. Nessa altura, mencionar tal facto, talvez fosse contraproducente, mas hoje, passados tantos anos, é com algum orgulho que recordamos o nosso pioneirismo.

Quem me diz a mim que daqui a cem anos Cavaco não é criticado por não se ter antecipado aos sete países que tiveram a ousadia de usar o termo “casamento” para a união de pessoas do mesmo sexo?

Distraído, já tinha descascado quase um quilo de batatas.

A.M.

Há algum tempo que venho recebendo “convites” de amigos para aderir ao Facebook. Até agora tenho resistido, porque possuindo dois meios para estabelecer os contactos iria adicionar mais um à mesma máquina e aumentar o trabalho que tenho para gerir e organizar o sistema de comunicações.

Claro que sinto sempre um amargo de boca quando me fico nas covas perante as novas tecnologias; é como se estivesse a passar um certificado deste tipo:

“Eu, abaixo-assinado, declaro que devido ao peso da idade, já não me sinto mentalmente capacitado para aderir a qualquer novo sistema que obrigue a um esforço de aprendizagem do mesmo.”

Porque se este sentimento não é verdadeiro, para lá caminha. E a gente a adiar, adiar, adiar…

Depois, lembrei-me do velhote da minha terra que quando a electricidade lá chegou não a aceitou e quando a água foi canalizada também não quis fazer a respectiva instalação. Alumiava-se com candeeiros a petróleo e a empregada ia encher o cântaro à fonte.

Começo então a perceber, dada a minha relutância em aderir ao Facebook, que o conservadorismo daquele meu conterrâneo, das duas, uma, ou não era tão profundo como eu pensava ou então estou a a seguir-lhe as pisadas. Vai daí, ontem, acabei por dar o passo. Ainda não vi bem a maior parte das funcionalidades deste novo brinquedo, mas já fui contactado por dois camaradas felicitando-me e agradecendo-me por os considerar seus amigos. Então não sabiam? Tinham dúvidas? O pior é que hoje de manhã, com a bica a fumegar, e lançando um olhar guloso sobre uma coluna do jornal deparo com esta notícia:

“Preocupados com questões de privacidade, um grupo de utilizadores juntou-se para fazer com que o próximo 6 de Junho seja um dia anti-Facebook. O protesto consiste em não usar a rede social. As regras adoptadas pelo Facebook em Dezembro fazem com que mais informação seja pública e mereceram ainda esta quarta-feira a reprovação de um grupo de aconselhamento da comissão Europeia, que as considerou inaceitáveis.”

Pensando bem, talvez o Facebook seja mais prejudicial para quem tem por costume esconder as suas “sem-vergonhices” atrás do anonimato.

Digo eu, que não percebo nada disto!

A.M.

O jornalismo não pode ser isto.

Qual é a actividade que permite ao respectivo profissional a liberdade suficiente para interferir na liberdade dos outros?

Um dia virá em que, atingido o ponto de ruptura, o lápis azul terá o seu dia de restauração.

Colocar-se uma pessoa de atalaia à espera que passe alguém com o poder mediático suficiente para ser usado no aumento das tarifas da publicidade do seu jornal, da sua rádio ou da sua televisão para lhe perguntar se é homossexual, é jornalismo?

Haverá quem condene o jogador pela resposta que deu à jornalista do Canal5:

- Passa lá por casa e leva a tua irmã!

Eu teria preferido:

- No próximo domingo dou uma festa lá em casa. Aparece com as tuas amigas.

Era mais suave, atingia os objectivos, e não envolvia a família que não deve ser culpabilizada pelos disparates cometidos por qualquer dos seus membros de maioridade.

Dir-se-á: - Mas havia uma fotografia!

A fotografia não é explícita ao ponto de se poder concluir que se está perante um casal homossexual. Mas eu pergunto: - E se efectivamente fossem homossexuais? O comportamento da jornalista passava a ter justificação?

Onde estava aquela jornalista durante este jogo?

Tem juízo, rapariga.

A.M.

Não podendo visitar "in loco" os locais e as obras espalhadas por esse mundo fora, resta-nos a possibilidade de os trazer até nós. Por isso, perante o "chamamento" de Gilfer no seu comentário "A sangrenta história britânica", admiremos duas telas do pintor "Hipólito" referentes aos episódios apontados, tal como o autor das mesmas. As minhas desculpas pela intromissão, Gilfer A.M.

Por favor não me incomodem!

Nos próximos dias estou para lá desta porta.

Durante o processo que decorreu em França negou que os milhões de Euros da sua conta tivessem vindo do negócio da droga, argumentando:

1 – Provinha de uma herança do irmão

2 – Provinha da herança da mulher

3 – Provinha de pagamentos por serviços prestados à CIA.

Claro que nem a herança do irmão, nem a fortuna da mulher, nem a avença da CIA justificaram os 20 milhões que passaram pela sua conta bancária.

Por isso, depois de condenado a 40 anos de prisão nos EUA, parece que a França que entretanto pedira a sua extradição se prepara para o julgar também.

De referir que a pena foi reduzida para 17 anos devido ao seu bom comportamento e em 2007 só permaneceu detido devido ao pedido de extradição feito pela França.

Em Portugal critica-se muito quando um preso é amnistiado.

Caramba, sigam os bons exemplos!

Ah, pois, referia-me a Noriega.

A.M.

Qual a melhor maneira de nos informarmos sobre qualquer assunto?

E, se já temos conhecimento de alguma matéria, onde foi que o recolhemos?

Se temos algumas dúvidas sobre temas específicos que critério usamos para procurar os esclarecimentos necessários?

Se falamos de pessoas já com certa idade e de ideias fundamentadas é certo que a sua inclinação penderá para todas as fontes que não inquinem os seus conceitos básicos sobre a vida, que ao longo dos anos se foram formando em função de todo o conhecimento absorvido.

Procurar explicar a razão porque uns são crentes e outros ateus, porque uns são mais conservadores e outros mais progressistas, para não falar de outros parâmetros, é tarefa destinada ao insucesso pela complexidade que envolve. Sabemos, todos nós sabemos, como não é líquido que os filhos sigam a orientação religiosa ou política dos pais, ou dos professores, não sendo raro que se encontrem em campos opostos ao nível das mais variadas ideias, pelo que o meio ambiente em que cada um de nós cresce, contribui em maior ou menor grau para aquilo que somos hoje.

O que levará alguém a dizer que uma fonte de informação é tendenciosa?

Aqui mesmo no “Blogues do Leitor” alguns intervenientes questionam-se mutuamente sobre a credibilidade das respectivas fontes. Como é evidente a lista de jornais e revistas que cada um entende ser fiável, não coincide.

Se consultarmos a biografia de Ratzinger na Wikipédia, poderemos verificar como é muito bem explicado que a sua família era anti-nazi, mesmo antes da guerra e que a inscrição na juventude hitleriana era obrigatória e que os seminaristas, não sendo inicialmente obrigados acabaram por sê-lo mais tarde. Ratzinger inscreveu-se aos 14 anos, mas o seu biógrafo teve o cuidado de acrescentar que ele não se manifestava muito entusiasta. Não acrescento mais, pois qualquer um pode, se tiver interesse, em ir ao sítio certo.

Será que esta biografia é isenta?

No dia 11 deste mês o Jornal de Notícias comentava que Ratzinger, enquanto cardeal protelou o pedido de exoneração feito pela diocese de Oakland nos EUA de um padre condenado por “molestar seis rapazes” feito em 1981. Só em 1987 o dito padre foi afastado.

Claro que este episódio não consta da biografia de Ratzinger.

Talvez por não ser importante, admito.

Haverá contudo quem seja capaz de jurar a pés juntos que esta notícia, embora emanada por uma agência noticiosa muito prestigiada, é uma descarada mentira, porque não consta da sua biografia na Wikipédia.

No dia em que os jornais nacionais noticiaram que o Papa tinha chorado pelas vítimas de pedofilia, num deles, a notícia era complementada com uma fotografia do Papa cochilando.

Admito que quando ele chorou não havia fotógrafos presentes, mas caramba, não havia pelo menos uma fotografia do Sumo Pontífice acordado?

A.M.

Quem foi que disse e continua a dizer "Sempre entendi que fazer política e estar em cargo público é trabalhar com sinceridade, empenho e determinação para ajudar todas as pessoas a resolver os seus problemas e proporcionar mais saúde, felicidade e bem-estar para todos"?

Como não tenho cargo público nunca iria construir esta frase.
Acontece que mesmo sem cargo público mas tendo em conta os deveres inerentes à cidadania, sempre trabalhei com seriedade, empenho e determinação para ajudar as pessoas a resolver os seus problemas, quanto mais não fosse para lhes evitar incómodos.

Se alguma coisa revela, o moralista em questão, é empenho!
Não em ajudar as pessoas e proporcionar-lhes mais saúde, felicidade e bem-estar.
Empenho, desmesurado empenho, em incomodá-las de tal maneira que lhes dê cabo da saúde.

A não ser que as razões mobilizadoras de tal comportamento sejam outras. Não incomodar os residentes deste espaço, não atiçar a sua ira para dela alimentar o seu ego, não por maldade, não por narcisismo, não por vaidade, nem raiva, nem ódio.
Talvez seja uma missão assumida para agradar ao patronato.

Realmente, usar um espaço, do modo mais usurpador que se possa imaginar para através de si propagandear o jornal "O Primeiro de Janeiro", não lembraria ao diabo, mas se lembrasse já tinha desistido, dado que o "O Primeiro de Janeiro" continua mal da vida e não consta que o JN tenha perdido leitores.

O JN, embora tenha lavado as suas mãos como Pilatos, não deixa de ter responsabilidades, já que não utiliza os meios ao seu dispor para regular o comportamento continuado de usuários que actuam à margem dos “Termos de uso e política de privacidade” anunciados em rodapé.
Ou será que propagandear no JN online, de modo sistemático e repetitivo, os deslumbrantes textos a que O Primeiro de Janeiro dá guarida, não ferem nenhuma das regras estabelecidas para o uso do “Blogues do Leitor”?

Ah, pois! Estamos em Portugal!
 

 

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