Julho 2010 - Posts

 festa espanhola

Analisando a prestação, quanto a adversários e a resultados, das duas selecções finalistas no Mundial-2010 na África do Sul, verifica-se que, embora a Holanda se apresente cem-por-cento vitoriosa, a Espanha, ainda que surpreendentemente derrotada logo no início do apuramento pela Suíça, teve o mérito de recuperar e de eliminar nas meias-finais a Alemanha, a qual até aí se tinha demonstrado como uma das selecções mais cotadas entre as favoritas.

HOLANDA

2 - Holanda - Dinamarca - 0

1 - Holanda - Japão - 0

1 - Camarões - Holanda - 2

2 - Holanda - Eslováquia - 1

2 - Holanda - Brasil - 1

2 - Uruguai - Holanda - 3

18 pontos

12 golos marcados

05 golos sofridos

ESPANHA

0 - Espanha - Suíça - 1

2 - Espanha - Honduras - 0

1 - Chile - Espanha - 2

1 - Espanha - Portugal - 0

0 - Paraguai - Espanha - 1

0 - Alemanha - Espanha - 1

15 pontos

07 golos marcados

02 golos sofridos

Os dois melhores marcadores do Mundial, o holandês Sneijder e o espanhol Villa, ambos com 5 golos, terão pois a oportunidade de protagonizar um empolgante desempate cara a cara.

Com excepção de um só jogo, a Holanda com a Dinamarca (2-0) e a Espanha com as Honduras (2-0), todos os outros resultados foram tangenciais, por 1-0 e 2-1, não sendo pois de esperar que a final vá além disso, a não ser que o vencedor venha a designar-se através da marcação de grandes penalidades.

Porque acredito no êxito do exímio futebol de salão que os espanhóis praticam, estou persuadido que o próximo Domingo terá uma grande noite de festa em Espanha.

Entretanto, fico a interrogar-me sobre quantas horas de futebol de salão os seleccionados espanhóis terão treinado em ginásio secreto.

 

lusopenis   Por ordem de valor e mérito em jogo jogado, Eduardo, Coentrão, Meireles, Tiago, Carvalho e Alves constituíram a olho-nú e sem equívoco o pilar que permitiu à selecção portuguesa situar-se entre as 16 melhores equipas do Mundial-2010. Mais além se poderia ter ido se porventura Carlos Queiroz tivesse tido a coragem de eliminar, logo à partida para a África do Sul, o maior dos obstáculos: Cristiano Ronaldo, indigno de envergar a camisola nacional e ainda por cima com a braçadeira de capitão. Trata-se de um doidivanas irresponsável que, no jogo com a Espanha e em lugar do estóico Hugo Almeida, deveria ter sido substituído, doesse o que doesse aos gregos que nos impingiram um autêntico asno-de-Tróia com poses de garanhão-foleiro.

   É de lamentar que, após tão bem doseado equilíbrio defronte à Costa do Marfim e ao Brasil, lograda a goleada-por-sete à Coreia do Norte, um só único e discutível golo bastasse para colocar definitivo termo à nossa airosa participação na prova-mor do futebol. Ignorando os pormenores de circunstância que colocaram os adeptos lusos em desconsoladora decepção, conforta lembrar que fomos tangencialmente eliminados pelos actuais detentores do título europeu, sem dúvida muito mais esforçados e lampeiros do que nós na hora-e-meia da realidade.

   No horizonte, entretanto, fica a curiosa expectativa de mais adiante poder verificar-se como irão lidar entre si os dois campioníssimos-portugas ao mercenário serviço das estranjas.