Há alguns meses que não abria este espaço, preocupado das coisas da vida que ando e a sarar umas fridas e tal!... 

Alguns amigos questionam porque deixei de escrever. Outros perguntam por onde ando.

A minha amiga Lena, que é uma mulher perspicaz e sabe como mandar recados, mandou-me esta preciosidade que faço questão de partilhar convosco:

"Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado. Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho.
O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.
Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
- Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que a vida nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza...... E apreciai o vosso chocolate quente."

Obrigado Leninha... Logo quando beber o meu chocolate quente vou pensar em ti. Embora um crepe daqueles cheios de chocolate também não fosse má ideia. E pode ser num prato de plástico... ou de papel! O que importa é o conteudo e a companhia.

Fiquei a pensar no testemunho de Karl, um jovem Haitiano:

Karl, 18 de Janeiro:

«Obrigado por este pequeno milagre que a oração de Taizé fez na minha vida. Saio dos escombros com uma criança nos braços. Não sei como consegui realizar semelhante coisa, dado que, quando tudo começou, vi o meu amigo Georges cair debaixo de uma massa de betão. E vi ainda tantos outros que me estenderam a mão pedindo ajuda. Como a minha mão era demasiado fraca para levantar os escombros de ferro e betão, ficaram à espera dois dias, até morrerem… Nunca mais vi o Stève, nem o Georges… esperemos que não tenham morrido. A paz e a serenidade: obrigado por essa herança do irmão Roger.»

E pensei de facto no poder que a oração pode ter nas nossas vidas.

Foi pedido que fossem feitas Orações durante 12 meses no dia 12 de cada mês pelo povo Haitiano...

Para quem acrededita, pode seguir as propostas de Oração em www.taize.fr/pt

Quem não acredita também.... ou pode simplesmente ajudar de outra forma!

Há algum tempo que não escrevo no meu blog, por coisas da vida e por outras que agora não interessam!

Hoje, procurava umas musicas de Natal e lembrei-me de uma que sempre gostei e que não ouvia há tempos... fui à grande rede (ou teia) e dei com este link fantástico que me fez parar, pensar, sentir e até chorar...

http://www.youtube.com/watch?v=dZvjPCcHI4g

 E se gostaram da música, podem sempre ouvir uma versão não menos fantástica das Celtic Woman.

http://www.youtube.com/watch?v=gEcCGN7diwU

 

Já agora.... Feliz Natal.

Há coisas que lemos que nos fazem parar e pensar… outras que nos fazem pensar e agir. Acredito que o texto que se segue é um exemplo dos últimos…

”Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida nos despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...

O mundo é louco, definitivamente louco:

O que é bom, engorda.  O que é bonito, é caro.  
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...
- Fazer  amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar,  voar, correr,  entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa ideia usar aqueles sapatos aquela noite, deixa o  cabelo irreconhecível...

É a lei da vida: vai estar sempre mais despenteada a pessoa que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir!

Pode ser que sinta a tentação a ser uma pessoa impecável, toda aprumadinha por dentro e por fora.
O aviso das páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Penteia o cabelo, coloca, tira, compra, corre, emagrece, come coisas saudáveis, caminha em frente, põe-te sério...  
E talvez devesse seguir as instruções…, mas quando me darão a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar uma pessoa bonita tenho que me sentir uma pessoa bonita?!...

A pessoa mais bonita que posso ser!

O que realmente importa é que, ao olhar para o espelho,
veja a pessoa que devo ser.

Por isso, a minha recomendação a todas as pessoas:

Entrega-te, Come coisas saborosas, Beija, Abraça, dança, apaixona-te, relaxa, Viaja, salta, dorme, acorda cedo, Corre, Voa, Canta, arranja-te para ficar uma pessoa linda, arranja-te para ficar confortável, Admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:
Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que pode acontecer é que, rindo, frente ao espelho,  precises de te pentear de novo...

Outro dia um amigo mandou-me um mail com o título:

"De onde vêm os bébes"...

Por vezes tenho dificuldade em disponibilizar tempo para ler ou seguir links que me enviam... mas não sei porquê, lá segui este.

E querem saber?!

Vale mesmo a pena os cinco minutos.... Vão lá ver...

http://videos.sapo.pt/v5urAwzZwmpy4QRvV5rf

 

Uma velhinha foi ao super mercado e colocou a ração de gato mais cara no carrinho.

A moça da caixa disse:
- Desculpe minha senhora, mas nós não lhe podemos vender a ração de gatos sem provas de que a senhora realmente tem gatos. Muitos idosos compram ração de gatos para comer, e a gerência quer provas de que a senhora esteja a comprar realmente a ração para o gato.

A velhinha foi para casa, pegou no gato e levou-o ao super mercado e lá lhe venderam a ração para gatos.

No dia seguinte, a velhinha foi ao super mercado novamente e comprou 12 dos mais caros biscoitos para cão.
A caixa, novamente, pediu provas de que ela realmente tinha um cachorro, e explicou mais uma vez a história de que com a crise os idosos costumavam comer comida de cão.
Frustrada, ela foi para casa e voltou com seu cachorro.

No dia seguinte, a velhinha trouxe uma caixa com um buraco na tampa e pediu à moça da caixa para colocar o dedo no buraco.
A moça da caixa disse: - Não, pode haver uma cobra aí dentro !!!
A velhinha assegurou-lhe que não havia nada na caixa que pudesse mordê-la.

Então a moça do caixa meteu o dedo no buraco, tirou e disse:
- Hummmmmmm… cheira a fezes!!!

A velhinha sorriu de orelha a orelha:
- Agora, minha querida, eu posso comprar três rolos de papel higiénico?

Conta a história, que um dia um homem entrou num barbeiro para cortar o cabelo e fazer a barba.

Mal se sentou na cadeira, e palavra puxa palavra, atrás dos temas sociais, a conversa foi parar a Deus e a Sua existência... ou não!

- É claro que Deus existe! - Disse o homem na cadeira.

- Não existe coisa nenhuma - replica o barbeiro - se Ele existisse, não haveria tanta desgraça, tanta fome, tanta criança a sofrer, tantos acidentes...

O homem na cadeira não respondeu e fez-se silêncio.

Após o serviço terminado o homem sai da barbearia e vê, mesmo em frente um homem cabeludo, despenteado e com a barba por fazer... Entra na barbearia de novo e dirige-se ao barbairo:

- Sabe? Os barbeiros não existem....

- Ora essa, eu estou aqui!... Rsponde o barbeiro.

- Não existem não... olhe aquele homem do lado de lá do passeio! Se os barbeiros exisssem ele estaria de cabelo curtado e aprumado. Como eu....

O barbeiro exclama: Mas isso é diferente... você procurou-me....

Tem razão... é aí que bate o ponto - respondeu o homem.

Se as pessoas se preocupassem mais em procurar e se apróximar de Deus, de certo não precisavam de debater se Ele existe ou não, porque O encontrariam!

 

De férias na praia, estendo-me ao sol do meio da tarde, depois do ritual de barrar toda a família de creme protector e de convencer as mais pequenas de que: "ainda não é hora de ir à àgua"...

Tento abstrair-me do vento que teima em me polvilhar de areia fina e picante, e foco-me apenas no barulho das onda e no calor do sol! Deixo que a cabeça fique vazia para entrar a paz que o mar e o sol me inspiram...

Estou eu neste êxtase quando sou chamado à realidade por um trovoar de um motor de avionete, que passa ao longo da praia, a apregoar espectáculos e acontecimentos sociais.

Fico surpreendido com a mensagem que este ostenta: "Amo-te muito NINI casas comigo?"

A mensagem era para alguém ali da praia, porque o aviãozinho deu duas ou três voltas à praia e seguiu rumo ao aérodromo mais próximo.

Mas andou por ali o tempo suficiente para fazer alguém muito feliz, certamente... e para me fazer pensar, a mim, sobre o que pode levar alguém a fazer de um momento mágico a dois, um momento mágico a dois e centenas de outros... ou milhares!

Pensei que o facto de estarmos apaixonado nos deixa meios tontos. Meios bêbedos de felicidade e com um riso parvo na cara.

No meio destes pensamentos, e pensando nas juras de amor eterno que os pombinhos deviam estar fazer um ao outro, veio-me à ideia o dia em que estavamos... 22 de Julho!

Faz hoje 20 anos que me casei!!!

Pensei na coincidência e não preciso de explicar para onde me levaram as recordações...

Pensei onde terão ficado as promessas e o amor que me uniu, (e une), à pessoa que partilhou quase vinte de anos de vida comigo e me deu cinco filhos, partilhou comigo alegrias e tristezas e num dia sem explicação, quis sair da minha vida!

Amor eterno?... Acham mesmo?!

Há alturas em que andamos tão ocupados que nos esquecemos de nós próprios e... quando isto acontece, sentimos uma espécie de vazio e urgência de que alguém nos valorize de alguma forma!

Às vezes a palavra certa, na hora certa, faz milagres. O problema é que também é preciso a pessoa para estar na hora certa a dizer a palavra certa!

A verdade, é que nem sempre, ou quase nunca, estas três premissas se conjugam.

Assim sendo, cabe a cada um de nós ir elevando o astral e seguindo em frente!

Abram o link abaixo e deixem-se levar..... Tenho a certeza que vão sorrir e terão um resto de dia diferente:

http://www.monfestival.fr/

Vão lá divirtam-se e digam se gostaram!!!

Hoje não foi um dia fácil.

A uma semana e meia das férias, recebi uma "pequena" conta para pagar....

Lá se foram os planos de férias por um canudo....

A sério... Fiquei... Num misto de Raiva e Auto-piedade e fui para casa desanimado.

Por artes não sei de que, dei de caras com um tipo chamado Daniel Godri num video do youtube...

Continuo com as ferias lixadas... para não dizer algo mais vernáculo, mas não sei porque, sinto-me melhor!

Ora vão lá ver:

http://www.youtube.com/watch?v=mEaUtfhduys&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Z9h0lRMlgAI

Espero ter ajudado...

Não sei que se passa com o tempo!

O vento e o frio empurram a chuva que bate teimosamente na vidraça...

A música do bar concorre com as batidas da chuva e com a água que escorre apressadamente, fazendo divergir as imagens do exterior.

Desenham-se imagens na minha mente e foco-me no quente do meu café. Ouço a voz melodiosa da minha companhia de serão, que conta apressadamente o fruto do seu dia e faz o ponto da situação do último ano...

Suspiro!... O tempo anda confuso...

Lembro-me de uma série de coisas que precisava fazer e que, mais uma vez adiei.... o tempo foge!

O tempo anda confuso... e foge-me!

E sou despertado do meu torpor pela insistência da minha companhia que pergunta, já com tom zangado:

- Pai, estás surdo? Estou a falar contigo!

O tempo anda confuso, foge-me e deixa-me distraido!

Esta foi uma das histórias mais deliciosas que li nos últimos tempos. Tão simples, clara e directa, que não resisto a partilhar convosco.

Recebi-a no meu mail, enviada por uma amiga:

"Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.

A crise sente-se.

Toda a gente deve a toda a gente,  carregada de dividas.

Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100
€ 
sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota de 100
e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100 que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100
a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100
e corre ao hotel a quem devia 100
pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.

Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100
. Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dividas e os elementos da pequena vila costeira encaram agora o futuro com um renovado optimismo.

Há experts em alta finança que chamam a isto economia."

Dá que pensar!

Eu bem dizia...

Acabei de ver na televisão a menina de Barcelos que foi entregue à mãe biológica a ser espancada... pela mãe biológica!

Pois! Pela mãe biológica!

Agora diga lá o Sr. Juiz, do alto do cadeirão, acha bonito?

Uns tabefes na hora certa não me fizeram mal, quando era pequeno... mas bater numa criança que acabou de passar por uma situação destas e ainda por cima à frente de uma camara da televisão, é o cúmulo.

E pásme-se... Não é que a mãe da criança explica que a culpa é dos pais de acolhimento que não lhe deram educação?

Não discuto a vontade de uma mãe querer a sua filha à sua beira, nem o que levou esta mãe a fazê-la passar por este processo, mas (e eu sou pai), logo desconfiei que as razões daquela mãe eram as erradas e nunca o melhor para a criança.

Nunca se faz um filho sofrer. De propósito, digo eu! Ela sabia que a filha estava com quem lhe queria bem, e devia ter feito as coisas de forma diferente pondo em primeiro lugar a sua filha. Mas não.

Cada vez me desiludo mais com o triste desfile da canalhice humana...

Que tal parar e a pensar um pouco sobre o valor de um abraço?!

Sim, um abraço!...

Quantas vezes não temos que nos abraçar mentalmente para nos fazer seguir em frente?

Quantas vezes ficamos à espera de um abraço que nunca chegou?

Quantas vezes ficamos tristes por não sermos abraçados por quem gostariamos?

E quantas vezes um abraço nos fez avançar?

Os abraços podem ser vigorosos, fortes, fracos, amigos, conciliadores, falsos ou sinceros, mas são uma troca de forças físicas e mentais, e um modo de comunicar por excelência.

Pois, a todos os que precisam de um abraço, que tal começar por dar o primeiro passo e oferecer um abraço a alguém?

É que só é possível receber um abraço se também o dermos...

Por isso, toca a abraçar o pessoal!

Abraços para todos.

 

Ontem fui confrontado num Jornal Televisivo com a notícia de uma miúda de seis anos que foi arrancada à força dos braços dos pais de acolhimento, a quem havia alguns anos tinha sido entregue pelo estado Português.

A dita criança vivia e dormia numa cabine telefónica em Braga, enquanto a mão se prostituía nas ruas. Como companhia, tinha apenas um cão, que a família de acolhimento também adoptou. Passados que foram quatro anos e meio, vieram retirar a criança aos pais adoptivos, que indiscutivelmente deu amor, carinho e bem-estar social à criança.  

Pensavam eles!!!... Pois segundo o tribunal, foi melhor arrancar a criança a esta família e entregá-la à sua mãe biológica, mesmo contra a vontade da criança, que gritou e esperneou desalmadamente, fazendo chorar inclusivamente os técnicos presentes no local.

O Tribunal de Relação de Guimarães, decidiu que, imagine-se, os relatórios dos técnicos deviam ir para o lixo e se devia aplicar a lei nua e crua… Ainda por cima a criança era Russa

Arrepiei-me quando, de repente ouvi um senhor, (que não imagino quem seja), dizer que aquela cena não devia estar a passar-se ali à frente de todos mas na garagem do tribunal… Pensei logo em quantas cenas como estas se passarão por lá….

Deus me livre de entrar naquela garagem e encontrar aqueles juízes!E lembrei-me do poeta: “Mas às crianças Senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim?!”

 

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