quinta-feira, 12 de Junho de 2008 13:24 torredaguia

ENTÃO, ESTAMOS EM MÍSERO ESTADO...


A expressão «Estado vulnerável» (há 34 anos que os cegos também vêem) que José Sócrates utilizou na AR para revelar seu sentimento em relação à greve paralisante que os camionistas posicionaram, a qual dos actuais «Estados» corresponderá? Ao «Estado» dele e de seus dilectos seguidores a mais de 5.000 euros mensais ou ao nosso? O dele, pela aragem em decurso, está sim, como mais e mais se constata clamorosamente, deveras imprestável-e-insustentável, e o nosso, daí, por todos os cantos do país, vai-se tornando paulatinamente lastimável-e-inviável.

Bom, o primeiro-ministro acrescentou que independentemente de concertações e negociações laborais, o cacete está de atalaia e preparadíssimo para exercer a óbvia dinâmica correctiva sobre os costados do povo, e quem vai de facto suportar o eventual aquecimento em maior número serão aqueles, pois, que menos terão a ver com as estratégias e tácticas grevistas, sendo através de tais peripécias que continuam a pagar forte e feio, pelas mais variadíssimas formas, os extremos suores da vida.

Como as coisas estão e vão indo, embora o Governo do PS disponha de maioria assembletante (o PSD também dispunha), assim que em breve a supérflua euforia futebolar se diluir, parece-me que a Presidência da República, mais dia ou menos dia, terá porventura de intervir na intervalação de tão deprimente decurso social. Oh... Praza que não e que os portugueses de voto na mão o ponham onde quiserem... - Então não se diz que temos o governo que escolhemos?!...