terça-feira, 21 de Outubro de 2008 10:34
elmanomadail
O intrigante Queirós no país do soccer
Hassam Said, estudante na Universidade Estatal do Ohio, é um imigrante somali de segunda geração nos Estados Unidos da América que adora futebol. Daquele a sério, com duas balizas e uma bola redonda a deslizar sobre a relva, esse jogo fascinante que os americanos chamam de soccer, e que parece ser, cada vez mais, o melhor desbloqueador de conversa entre estrangeiros.
Ora Said, o somali que abomina as confusões fratricidas no Corno de África, gosta tanto, mas tanto, de futebol que, além de conhecer o Sporting, o Benfica e o FC Porto, consegue debitar a composição da selecção portuguesa de fio a pavio. Com vincada predilecção por Cristiano Ronaldo, claro. Acrescenta-lhe ainda os ausentes Figo e o reformado Rui Costa.
E tanto aprecia ele a equipa das quinas e os artistas nacionais que refere de imediato os treinadores que mais o impressionam: José Mourinho, ao tempo do Chelsea, e Scolari, o Filipão, o irascível treinador que defendeu o “ciganinho” ao soco. Mas aquilo que é, de algum modo, significativo, é que o nome de Carlos Queirós não diga rigorosamente nada a Said, o americano somali. E nem a tantos outros como ele, que gostam mesmo, mas mesmo muito, de ver jogar futebol.