Maio 2012 - Posts

Bernardo Maia (foto em cima) participou, no passado fim de semana, no 3.º Offroad de Chorente, uma prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Offroad, e subiu duas vezes ao pódio, na terceira posição. Primeiro na final pontuável para o Campeonato de Portugal –Iniciação. Depois, no Troféu Ernesto Gonçalves, uma iniciativa da FPAK, que homenageia o saudoso dirigente daquela instituição, que tanto fez pelo Off-Road nacional.
Esta jornada barcelense, poderia ter corrido ainda melhor ao jovem de S. Pedro do Sul. Contudo, um traçado duro, e uma suspensão pouco preparada para um piso que poucas vezes esteve em boas condições, limitaram a prestação de Bernardo Maia.
“O piso não estava bom, um pouco ao contrário do que aconteceu em provas anteriores. A suspensão do meu carro estava boa, mas não foi preparada para estas condições”, referiu o jovem Bernardo.
Além disso, alguns problemas com o radiador do Toyota Starlet, levaram a um sobre aquecimento do motor, que quase obrigava Maia a não alinhar nas duas finais. “O motor aqueceu em demasia, pois o radiador furou numa das corridas de qualificação. Felizmente emprestaram-me outro, o que agradeço ao Olavo Ribeiro. Mesmo assim, o carro continuou a aquecer e por pouco não terminava a final”, contou.
Com estes condicionantes, bem se poderá afirmar que os dois pódios conseguidos foram um bom resultado.
No Troféu Ernesto Gonçalves, Maia continua a liderar na Divisão 6, enquanto no Campeonato, está na terceira posição, empatado com Pedro Alves.
Esta foi a última jornada deste Campeonato da FPAK, disputada em pisos de terra. A partir de agora, as provas são em pistas de Ralicross e Bernardo Maia irá apresentar um outro carro. Isso vai já acontecer em Montalegre, nos dias 9 e 10 de junho.
O piso duro de Chorente foi igualmente penalizador para Filipa Sanguedo (foto em baixo), que se debateu com problemas nas duas finais. Primeiro, na final da prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Offroad, em que correram conjuntamente as Divisões 2 e 5.
Filipa estava na segunda posição e a pouco mais de uma volta da bandeirada de xadrez, quando foi obrigada a parar. Uma transmissão partira-se.
“Na curva do final da reta da meta, o carro saltava muito, devido ao mau piso. Isso também acontecia noutras curvas, mas naquela curva-se mais depressa. Estava a tentar evitar o mau piso, a entrar mais devagar, mas mesmo assim, partiu-se uma transmissão”, referiu Filipa Sanguedo.
Filipa seguia no segundo lugar, posição que perdeu de imediato. Embora tenha perdido essa posição à geral, manteve o segundo posto na Divisão 2, pois somente o líder, Pedro Ribeiro, conseguiu terminar.
Depois de substituída a transmissão, havia que alinhar no Troféu Ernesto Gonçalves. O azar aconteceu, agora quando a caixa de velocidade se encravou, numa altura em que Filipa Sanguedo lutava pela vitória. “A caixa de velocidades ficou encravada e eu parei de imediato, para não agravar a avaria. Foi pena, pois acho que conseguiria um bom resultado”, disse.
Depois desta prova, e quando vão começar as jornadas de Ralicross, Filipa Sanguedo encontra-se, somente, a 5 pontos do líder do Campeonato da Divisão 2.


Adversas condições climatéricas, um ritmo estonteante, uma concorrência muito forte, alguns dissabores e um grande triunfo: a Audi esteve em evidência nesta verdadeira montanha russa emocional, vencendo as 24 Horas de Nürburgring. Na 40 ª edição da clássica e mais importante corrida de resistência disputada na Alemanha no mítico Eifel, a marca registrou a sua primeira vitória à geral com o novo Audi R8 LMS ultra.
O quarteto de pilotos alemães Marc Basseng/Christopher Haase/Frank Stippler/Markus Winkelhock repartiram a condução do carro vencedor inscrito pela Audi Sport Team Phoenix. O domínio da marca dos quatro anéis na subida ao pódio foi complementado pelo segundo lugar assegurado por Christian Abt/Michael Ammermüller/Armin Hahne/Christian Mamerow, do Team Mamerow Racing.
A Audi alcançou mais um marco histórico em corridas de resistência com um intervalo de apenas onze meses: em junho de 2011 a marca comemorou a sua décima vitória nas 24 Horas de Le Mans com o R18 TDI LMP. Em julho passado uma das equipas-cliente da Audi levou o R8 LMS também ao triunfo nas clássicas de 24 horas de Spa- Francorchamps, pela primeira vez. O triunfo agora conquistado no traçado de Nürburgring estabelece um recorde em corridas de resistência.
A forte concorrência encontrada agora no Nordschleife foi considerada como um teste particularmente duro nesta temporada de resistência. O ritmo das oito marcas presentes na categoria GT3 foi invulgarmente elevado, tendo acontecido de tudo um pouco ao longo das 24 horas: problemas técnicos condicionaram as prestações entre as principais equipas candidatas ao triunfo final, numerosos acidentes e alterações significativas no topo da classificação entre os intervenientes à liderança. Se a nível técnico e de fiabilidade tudo correu de feição ao R8 LMS ultra derivado do modelo de produção, também as diferentes equipas da Audi não saíram ilesas ao nível dos acidentes verificados.
Assim aconteceu com o Audi R8 LMS ultra “número 2” numa altura em que era tripulado por Christopher Mies: numa altura em que comandava a corrida debaixo de intensa chuva foi atingido por um adversário, tendo a reparação levado 53 minutos o que retirou qualquer hipótese de continuar a lutar pela vitória. Mies com os seus colegas Marcel Fässler e René Rast chegaram ao fim na quinta posição. Depois, durante o período noturno, o R8 “número 4” da equipa Speedhunters Team WRT perdeu muito tempo na box ao ter danificado a direção, após uma colisão com um outro concorrente. A equipa belga terminou no 32º lugar. Já o Audi confiado a Christian Bollrath/Pierre Ehret/Peter Venn/Marco Werner terminou em 17 º lugar.
Os 10 primeiros:
1.º, Basseng/Haase/Stippler/Winkelhock (Audi R8 LMS ultra), 155 voltas
2.º, Abt/Ammermüller/Hahne/Mamerow (Audi), a 3.35,303 minutos
3.º, Frankenhout/Simonsen/Kaffer/Arnold (Mercedes), a 11.31,116 min.
4.º, Leinders/Palttala/Martin (BMW), a 1 volta
5.º, Fässler/Mies/Rast/Stippler (Audi R8 LMS ultra), a 4 voltas
6.º, Abbelen/Schmitz/Brück/Huisman (Porsche), a 4 voltas
7.º, Müller/Müller/Alzen/Adorf (BMW), a 5 voltas
8.º, Hürtgen/Schwager/Bastian/Adorf (BMW), a 5 voltas
9.º, Klingmann/Wittmann/Göransson/Lamy (BMW), a 5 voltas
10.º, Zehe/Hartung/Rehfeld/Bullitt (Mercedes-Benz), a 5 voltas

Foi em Chorente, concelho de Barcelos, que se realizou a terceira jornada, desta época, do Troféu Energia Racing, by Semog. Uma jornada que teve bastante público a assistir e que deu a conhecer o terceiro vencedor diferente, desta temporada. Nos Açores, venceu Hélder Fernandes. Em Mação, foi Jorge Francisco (foto em baixo) quem subiu ao lugar mais alto do pódio. Agora, em Chorente, foi Alcides Calçada (foto em cima) quem recebeu a coroa de louros dos vencedores.
Esta jornada, organizada pelo CAMI, não teve, no Troféu Energia Racing, tantos participantes, como nas provas anteriores. Alguns problemas de última hora, impediram que alguns pilotos se inscrevessem e que José Carlos Pinheiro confirmasse a sua inscrição. Mas mesmo assim, houve animação.
Depois de três corridas de qualificação, que tiveram como vencedores Alcides Calçada, em duas, e Jorge Francisco, na restante, estes dois pilotos ficaram acompanhados na primeira linha da gelha, por Luís Almeida. Atrás, encontravam-se José Mota e Fernando Ferreira.
Partida dada para a final e é Jorge Francisco que fica na liderança. Comanda, mas depois é ultrapassado por Alcides Calçada. “Abri demais numa das curvas e o Alcides Calçada não perdoou esse erro. Depois, tentei tudo para regressar à liderança, mas ele defendeu-se muito bem. Mesmo assim, o meu segundo lugar é um bom resultado”, confessou Jorge Francisco.
Numa pista em que ultrapassar é missão “quase impossível”, Alcides Calçada “apanhou-se” na frente e defendeu essa posição, até a baixar da bandeirada de xadrez. “Tive um pouco de sorte nesta final, pois se o Jorge Francisco não ‘abre’, era quase impossível passar para a frente. Estou satisfeito com esta vitória, que me deixa na frente do Troféu Energia Racing”. Palavras de Alcides Calçada, antes da subida ao pódio, para festejar não só o facto de ter ganho, como também a passagem para o comando do Troféu, agora com Luís Almeida em segundo.
Nesta prova, e um pouco mais atrás, classificou-se Luís Almeida, depois de uma corrida “calma”, pois rodou na maior parte da final, sozinho. Atrás de Almeida, terminaram José Mota e Fernando Ferreira, dois pilotos que estão no seu primeiro ano de Crosscar.
Depois da final do Troféu Energia Racing, realizou-se a corrida do Troféu Ernesto Gonçalves, onde correm também os pilotos do Campeonato de Portugal de Crosscar. A vitória foi de Marco Gameiro, seguido de Pedro Rosário, com Alcides Calçada a terminar na terceira posição. Todos em Semog.
A próxima jornada desta iniciativa da Semog, é em Sever do Vouga, nos dias 4 e 5 de agosto. Uma prova em que a normalidade deve regressar, quanto ao número de participantes.

A equipa Eco-veículo do Departamento de Engenharia Mecânica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra conseguiu o primeiro lugar a nível Ibérico na Shell Eco-marathon Europe 2012 que terminou no passado fim desemana em Roterdão, na Holanda.
Apesar de se tratar de um circuito urbano, totalmente diferente dos autódromos em que se tinha realizado durante mais de duas décadas, com um traçado e uma pista que aumentavam as dificuldades dos concorrentes, a Shell Eco-marathon Europe 2012 constituiu um êxito a nível de assistência, com cerca de 40 mil pessoas a assistir às provas durante os três em que decorreram.
Tais dificuldades valorizam ainda mais a prestação das equipas portuguesas, em particular da equipa de Coimbra que termina com o equivalente ao percurso de 1845 km com único litro de gasolina, alcançando o quarto lugar na geral e o primeiro a nível Ibérico, apesar de as equipas das universidades espanholas serem em muito maior número. De destacar igualmente a equipa da Universidade do Minho que ultrapassa os 1000 km com o consumo equivalente a um litro de gasolina.

Depois do terceiro lugar conquistado no Rali da Lomba, a dupla António Oliveira-Rui Raimundo esteve no seu melhor, ao terminar o Rallye Santo Thyrso conVida, em Santo Tirso, na segunda posição à geral, mas conseguindo a vitória na Categoria I, destinada aos carros de tração a duas rodas. Em Santo Tirso, a dupla do Peugeot 205 GTI, só foi batida por Luís Mota, com um Mitsubishi Lancer, de tração total.
Mas nem tudo começou da melhor maneira, logo na noite de sexta-feira, com a disputa da Super Especial noturna. Uma prova que teve muito público a assistir e que foi disputada sob forte chuva, mas somente para alguns dos pilotos, como foi o caso de António Oliveira.
“No controle de partida, quando faltavam poucos segundos para o arranque, tive um curto-circuito, que rebentou com um fusível. O carro deixou de trabalhar, mas felizmente troquei-o por outro e resolvi, em parte, o problema”. Na verdade, o fusível que foi retirado para substituir o danificado, era da direção assistida. “Fiz toda a Super Especial sem direção assistida, o que aliado ao facto de ter guiado sob forte chuva, levou-me a fazer um mau tempo”, confessou António Oliveira.
No dia seguinte, ao longo da prova o piloto recuperou algumas posições, conseguindo na quinta classificativa, chegar ao segundo lugar. “Foi uma prova difícil. Consegui recuperar, até ao segundo lugar, o que acho que foi bom. Ganhei essa posição ao Celso Moura, na quinta Prova Especial e mantive-me no segundo posto, até ao final”. Na especial seguinte, um pião ainda o fez perder algum tempo, mas conseguiu manter o segundo lugar, primeiro entre os carros de duas rodas motrizes.
Uma excelente classificação, que o faz subir várias posições em termos de campeonato. Ocupa, agora o terceiro lugar à geral, segundo no agrupamento. Isto com duas participações, em quatro Ralis já disputados.
O Rallye Santo Thyrso conVida foi ganho por Luís Mota/Alexandre Ramos, em Mitsubishi Lancer. Oliveira foi segundo, com a dupla Celso Moura/Ludgero Leal, em Peugeot 205, no derradeiro lugar do pódio. A próxima prova é o Rali da Freita, já no próximo fim de semana.

Cinco modelos da gama Opel obtiveram resultados acima da média nas mais recentes Estatísticas de Fiabilidade de 2011 do ADAC (Automóvel Clube Alemão). As unidades do modelo Meriva (foto em cima) matriculadas entre 2006 e 2011 destacaram-se especialmente neste estudo, alcançando resultados de topo para cada um dos respetivos anos. O pequeno monovolume da Opel, reconhecido como ‘campeão da versatilidade’, cotou-se como o modelo com um índice de incidência de avarias substancialmente abaixo da média.
O Opel Corsa alcançou também um resultado de topo ao receber a melhor pontuação atribuída pela ADAC para os anos de matrícula de 2007 a 2009, e também 2011. Entre os automóveis com matrículas de 2006 e 2010 o popular modelo da gama Opel averbou a segunda posição. Este resultado surge na sequência da melhor classificação na tabela geral alcançada no Relatório de Falhas de 2010 da DEKRA, no qual o Corsa obteve o índice mais baixo de avarias entre todos os veículos testados. O familiar compacto Astra, por seu turno, obteve o melhor grau de avaliação nas Estatísticas de Fiabilidade da ADAC.
Também o Astra havia obtido o melhor resultado no Relatório de Automóveis Usados da DEKRA para 2012, destacando-se como o automóvel com menor incidência de avarias. Os monovolumes Zafira matriculados em 2009 e 2011, bem como os Insignia de 2011, também sobressaíram pelos melhores motivos na avaliação do ADAC.
O ADAC publica estudos estatísticos de fiabilidade desde 1978. Este ano o trabalho incidiu sobre 230.000 avarias num universo superior a quatro milhões, nas quais o ADAC foi chamado a intervir. As estatísticas abrangem automóveis matriculados nos últimos seis anos na Alemanha, considerando mais de 92 modelos diferentes.