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Assassino contratado fingiu matar a vítima e foi acusado de fraude

Assassino contratado fingiu matar a vítima e foi acusado de fraude

Um ex-presidiário contratado para matar uma mulher em Pindubaçu, na Bahia, encenou a morte da vítima com molho de ketchup e uma faca. Revoltada após descobrir a farsa, a mandante do crime prestou queixa na esquadra por roubo.

A polícia de Pindubaçu, a 400 quilómetros de Salvador, na Bahia, está com um caso inusitado em mãos. Maria Nilza Simões foi à esquadra apresentar queixa contra o ex-presidiário Carlos Roberto de Jesus, alegando ter sido roubada.

Chamado pelo delegado para prestar esclarecimentos, Carlos Roberto contou que fora contratado por Maria Nilza para matar uma outra mulher, Erenildes Aguiar Araújo. O "pistoleiro" receberia mil reais, cerca de 400 euros, pelo crime, noticiou o portal "G1".

O indivíduo aceitou o serviço porque estava desempregado e precisava de dinheiro, mas como se tratava de uma pessoa conhecida, decidiu encenar o crime.

Carlos Roberto levou Erenildes para um matagal, amarrou-a, simulou um esfaqueamento, colocando uma faca entre o braço e a costela, espalhou molho de ketchup pelo corpo da "vítima" para forjar o sangue e tirou uma foto.

O "pistoleiro" mostrou a imagem para Maria Nilza para provar que o trabalho estava finalizado e recebeu o pagamento previamente acertado.

A farsa foi descoberta quando a mandante do crime viu Carlos Roberto e Erenildes aos beijos. Assassino contratado e vítima estavam numa feira da cidade, dias após a entrega da fotografia.

De acordo com o delegado Marconi Almino de Lima, citado pelo portal "G1", os três envolvidos foram indiciados.

"A mandante está a responder por ter encomendado o crime, já o homem responde pelo crime de extorsão e a mulher que seria a vítima responde por co-participação na trama", disse o delegado do caso, que aconteceu em Junho, mas só foi divulgado pela polícia esta semana.

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