Cultura

Mário Zambujal parodia como será Lisboa em 2044

Mário Zambujal parodia como será Lisboa em 2044

Uma "paródia" com acção centrada em 2044 e que reforça algumas tendências do mundo actual é como Mário Zambujal define o seu novo livro, "Uma noite não são dias", a apresentar hoje ( 18.30 h) no Cabaret Maxime, em Lisboa.

"Este livro é uma paródia, com uma atmosfera muito caricaturada do que poderá vir a ser Lisboa em 2044 e que surge na sequência de algumas tendências actuais, como o incontornável avanço das tecnologias, mas a pouca mudança no que toca à condição humana", disse Mário Zambujal .

Para o autor, "Uma noite não são dias" é um livro que se pretende "risonho e brincalhão", mas que também pode ser visto com "alguma seriedade".

Exemplifica com o aumento da esperança de vida, tema aflorado no livro e que o Governo do Estado fixa em 103 anos em 2044 e o consequente aumento da idade de reforma, que na mesma data pretendem alterar dos 81 para os 84 anos.

"É claro que isso é uma caricatura, mas é óbvio que se a esperança de vida for aumentando, o que é bom, poderá aumentar a idade da reforma, o que já é mau", sublinha.

Tal como é uma caricatura em 2044 já não ser necessário qualquer chave para abrir uma porta, bastar apenas pronunciar uma palavra-chave, acrescenta.

Mário Zambujal diz que aborda temas universais e transversais a todas as épocas, como o amor, a paixão, o desamor e os triângulos amorosos.

Centrado sobre o reencontro de dois amigos - Jaime e António, ambos com 35 anos que se tratam e são tratados como James e Antony, um "hábito adquirido no jardim-de-infância, onde todos se entendiam em inglês" -,"Uma noite não são dias" exacerba algumas tendências do mundo actual, como o predomínio das cidades construídas em altura ou os hábitos alimentares.

A actual proibição de fumar em locais públicos é outra das situações parodiadas , em que uma mulher vai presa depois de ser apanhada a fumar na praia.

Em 2044, o aeroporto de Alcochete também já estará saturado, projectando-se por isso um novo para o qual já há nome: Mário Lino.

Com 124 páginas e chancela da Planeta, "Uma noite não são dias" será apresentado por Nicolau Breyner.

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