Cultura

Aplausos e lenços brancos no último adeus a Nicolau Breyner

Aplausos e lenços brancos no último adeus a Nicolau Breyner

Cerca de um milhar de pessoas aguardava, no Largo da Estrela, a chegada da urna do ator Nicolau Breyner para uma homenagem pública no átrio da Basílica da Estrela.

A urna, contendo o corpo do ator Nicolau Breyner, coberta pela bandeira nacional, saiu da Basílica da Estrela, entre aplausos de milhares de pessoas.

Muitas pessoas continuaram a aplaudir e acenam com lenços brancos, enquanto a urna foi colocada no carro funerário, que a transportará para o cemitério do Alto de S. João.

Ao longo da manhã e princípio da tarde de hoje, foram várias as personalidades e anónimos que se deslocaram à Basílica para prestar uma homenagem ao ator, sobre o qual repetiram os elogios: "Grande artista", "homem generoso", "grande amigo", "artista versátil", "homem que tanto ria como chorava" e "generoso com os colegas".

"Portugal está de luto", disse o arquiteto Troufa Real, que se deslocou à Basílica da Estrela, com o ministro da Cultura, João Soares, que afirmou: "O arquiteto sintetizou tudo o que se pode dizer sobre este grande artista".

Entre atores e colegas de palco, pela Basílica da Estrela passaram António Calvário, que contracenou com Nicolau Breyner em dois filmes, "Sarilho de fraldas" e "O diabo era outro", o cantor Vítor Espadinha, os locutores de televisão Eládio Clímaco, Helena Ramos e Nuno Eiró, o encenador Filipe la Féria, os atores Tiago Teotónio Pereira, Diana Monteiro, Fernanda Serrano, Pedro Lima, Margarida Marinho, Virgílio Castelo, Tozé Martinho, Rui Mendes, o fadista João Braga, o cantor Vitorino e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes.

O presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, foi outra das personalidades a deslocar-se à Basílica da Estrela.

O público aguarda, nas escadarias da Basílica, em grande silêncio, ouvindo-se dizer, com regularidade, que Nicolau Breyner era como um famiiar.

"Não é o facto apenas de ele nos entrar todos os dias em casa e de ter crescido com ele, que me faz senti-lo como familiar, era pela amplitude humana que ele sempre entregou a cada uma das suas personagens e a forma como se afirmava no meio do espetáculo, que olhava para ele sempre como alguém da minha família", disse Tiago Moura, de 26 anos.

Os serviços funerários reúnem, em quatro carretas, centenas de coroas -- uma das quais da Presidência da República - , ramos e muitas flores isoladas, que as pessoas foram colocando junto à urna.

A Polícia de Segurança Pública reforçou o dispositivo no Largo da Estrela.

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