Desporto

A chicotada está fora de moda no futebol português

A chicotada está fora de moda no futebol português

Domingos Paciência, que resistiu no comando técnico do Vitória de Setúbal até à 17.ª jornada da Liga, protagonizou a terceira chicotada psicológica na Liga 2014/15, depois dos despedimentos de João de Deus (Gil Vicente) e Ricardo Chéu (Penafiel). Este número, o mais reduzido das últimas dez épocas, vem confirmar uma tendência de descida.

A crise veio impor limitações financeiras aos clubes, que se viram obrigados a cortar nos orçamentos. Já não há dinheiro para pagar a duas ou a três equipas técnicas, muitas vezes para nada. Como diz José Pereira, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), no fim "só há um campeão e duas equipas vão descer".

Para além do apertar do cinto, José Pereira e o experiente treinador Manuel José encontram no reconhecimento da qualidade dos técnicos portugueses outra razão para a mudança do paradigma. "Os salários baixaram muito, mas substituir o treinador ainda sai caro. Isso tem influência, mas acho que tudo se deve à melhoria da qualidade dos treinadores portugueses", vincou Manuel José, dando o exemplo de Jorge Jesus: "Ele [Jesus] é o treinador com mais anos de Benfica, o que não era normal. Serve de guia. As qualidades e as competências dos treinadores hoje são melhores".

Ler mais na versão e-paper ou na edição impressa

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado

Outros conteúdos GM