Dérbi

As taras, manias e rituais de Jorge Jesus e Rui Vitória

As taras, manias e rituais de Jorge Jesus e Rui Vitória

Jorge Jesus e Rui Vitória não gostam de usar a palavra superstição, mas a verdade é que há - no mínimo - rotinas de que não prescindem. É que se a sorte puder dar uma ajuda... eles não vão desdenhar.

Todos as têm, poucos gostam de as exibir. E o argumento é quase sempre o mesmo: a maior superstição que os move é o apego ao rigor e aos métodos de trabalho. Certo é que, mais ou menos assumidos, há rituais que dificilmente passam despercebidos a quem com eles priva.

Com o dérbi do ano à porta (sábado, 20.30 horas Sport TV1), fomos tentar perceber os hábitos de que Jorge Jesus e Rui Vitória não abrem mão. E percebemos que, se o técnico leonino não suporta ouvir ninguém a gritar golo antes de bola cruzar a linha de baliza, o treinador do Benfica gosta de repetir rotinas que valem vitórias. E quem lhe tira a garrafa de água durante os jogos de futebol, tira-lhe tudo.

Curioso é que os dois técnicos, que já por várias vezes se envolveram em discórdias, coincidem num ponto: fogem ambos da palavra superstição.

Se Jesus repete que não as tem, Vitória prefere recorrer a outra terminologia. "Tenho uma série de taras e manias. Só quem acredita que isso resolve jogos é que faz segredo. São coisas que ajudam à nossa boa disposição, mas não fazem com que os jogadores metam a bola na baliza", assumiu, em 2013, ao JN.

JORGE JESUS

Família - Telefonemas sagrados nas viagens
O técnico do Sporting é muito apegado à família e gosta de sentir os entes queridos por perto nos momentos decisivos. Por isso, sempre que vai no autocarro, a caminho dos grandes jogos, é certo e sabido que não abdica de um ritual familiar: faz questão de aproveitar esse período para ligar aos filhos.

Golos - Censura aos festejos antecipados
Jorge Jesus leva à letra a máxima de que celebrar antes do tempo dá azar. Por isso, todos os que se sentam com ele no mesmo banco de suplentes estão a par de uma regra de ouro: por muito que um lance tenha tudo para acabar com a bola dentro da baliza, gritar golo só mesmo quando o esférico cruzar a linha da baliza.

Mistério - O objeto que não larga nos lances perigosos

O que é poucos sabem. Certo é que, nos lances de perigo, Jorge Jesus não passa sem se agarrar a um objeto misterioso que faz questão de ter sempre no bolso das calças. Além disso, o técnico do Sporting também gosta de usar, ao pescoço, uma corrente com a imagem da falecida mãe, Maria Elisa, gravada numa medalha.

Véspera de jogo - Corridas solitárias no relvado
Aos 62 anos, Jesus continua a gostar de se manter em forma e, por isso, gosta de ficar a correr à volta do relvado quando o treino acaba. O hábito torna-se de cariz obrigatório nas vésperas dos grandes jogos, em que aproveita o momento para organizar as ideias antes de dar a palestra decisiva.

RUI VITÓRIA

Bolas paradas - Bendita garrafa de água

Quem assiste aos jogos do Benfica, há muito se habituou a vê-lo agarrado à garrafa de água. Ora, o hábito não tem só que ver com as necessidades fisiológicas do técnico: é também uma espécie de "talismã" contra as bolas paradas. E durante muito tempo até fazia questão de se virar de costas nos penáltis.

Triunfos - As rotinas repetidas à exaustão

Foi ele quem o assumiu, ao JN, ainda quando era treinador do V. Guimarães. Quando um jogo corre bem, gosta de repetir (quase) tudo, seja a baliza utilizada no treino, os lugares que os jogadores ocupam no autocarro ou até uma determinada piada. Afinal, se em equipa que ganha não se mexe, em rotina ganhadora também não.

Autocarro - Marcha atrás é que não, por favor
"Aqui anda-se para a frente". As palavras são dele e foram usadas para explicar o facto de não gostar que o autocarro, em que a equipa segue, faça marcha atrás antes dos jogos - uma superstição que, diga-se, é bastante comum entre os treinadores de futebol. "Mas não é um fanatismo", garante Rui Vitória.

Palestras - O último a entrar que feche a porta
Seja no balneário ou no hotel, há uma regra que importa levar a sério nas palestras: a porta tem de estar sempre bem fechada, mesmo que não haja qualquer hipótese de as suas palavras serem ouvidas por terceiros. E até já teve jogadores que, em jeito de partida, insistiam em fazer o contrário.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado