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Casillas "gigante" na vitória do F. C. Porto sobre o Benfica

Casillas "gigante" na vitória do F. C. Porto sobre o Benfica

Um F. C. Porto eficaz, com Casillas em destaque, interrompeu, esta sexta-feira, uma série de 13 jogos sem perder do Benfica em todas as competições, vencendo por 2-1 na Luz, em jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol.

Os "encarnados" não perdiam na I Liga desde que tinham sido batidos pelo Sporting, na oitava jornada, e voltaram a "escorregar" em casa, após oito vitórias consecutivas no campeonato, num encontro em que até estiveram a vencer, graças a um golo de Mitroglou, aos 18 minutos.

Contudo, o F. C. Porto deu a volta ao marcador, com golos de Herrera (28 minutos) e Aboubakar (65), naquela que terá sido a melhor exibição de Casillas desde que chegou aos "dragões" no início da temporada.

Num encontro em que ambas as equipas mostraram incapacidade para criar lances de ataque, acabou por vencer um F. C. Porto mais eficaz, perante um Benfica que criou perigo, sobretudo, em contra-ataque e com um Renato Sanches omnipresente, mas insuficiente para carregar sozinho os "encarnados", que voltaram a demonstrar alguns dos "pecados" do início de temporada, com um futebol muito direto e "sem fio de jogo".

O F. C. Porto, mais pragmático, soube aproveitar esse facto, obrigando, em especial depois do 2-1, o Benfica a jogar em ataque continuado e sem espaço, no qual está menos à vontade.

Com este triunfo, o F. C. Porto reentrou na luta pelo título, estando agora a três pontos de Benfica e Sporting, que tem menos um jogo.

Vindo de oito vitórias consecutivas, o treinador do Benfica, Rui Vitória, manteve o mesmo "onze" que tinha goleado o Belenenses (5-0) há uma semana, com Júlio César na baliza, à frente de André Almeida, Victor Lindelof, Jardel e Eliseu, ficando Samaris e Renato Sanches no meio-campo. No ataque, Pizzi e Gaitán ocupavam as alas e Jonas e Mitroglou o centro.

No F. C. Porto, com apenas dois centrais de raiz na convocatória, José Peseiro foi obrigado a lançar o jovem nigeriano Chidozie, ao lado de Martins Indi, num quarteto defensivo ainda formado por Miguel Layun e Maxi Pereira, que regressou à Luz após oito anos de 'águia ao peito'.

A entrada do nigeriano, que apenas tinha jogado na Taça da Liga, foi a única alteração em relação à derrota caseira com o Arouca (2-1), com Iker Casillas na baliza, Danilo, Herrera e André André no meio-campo e Brahimi - muitas vezes como segundo avançado -, Corona e Aboubakar na frente.

Num primeiro quarto de hora muito jogado a meio-campo, as duas equipas iam tendo muitas dificuldades em criar jogo -- menos o Benfica, devido às incursões de Renato Sanches -- e só aos 15 minutos surgiram as primeiras reais oportunidades, com Aboubakar a surgir em boa posição para rematar, mas a perder tempo, permitindo um contra-ataque ao Benfica, no qual Pizzi, por duas vezes, esteve perto de marcar, mas primeiro viu Casillas defender e depois atirou ao lado.

A maior dinâmica do ataque "encarnado" deu frutos aos 18 minutos, com Renato Sanches a descobrir Mitroglou nas costas de Chidozie, que tinha saído ao médio português, com o grego, isolado, a bater o guarda-redes espanhol do F. C. Porto.

Numa altura em que o Benfica parecia ter o encontro controlado, o F. C. Porto chegou ao empate, beneficiando da passividade do meio-campo e defesa contrários: num lance que começou do lado direito da defesa das "águias" - o mais permeável -, Brahimi tocou a bola para Herrera, que, sem marcação à entrada da área, rematou colocado.

Com Renato Sanches a descer de produção, o Benfica apostava, sobretudo, no contra-ataque para criar perigo, como aos 35 minutos, quando Jonas obrigou Casillas a uma grande intervenção, ou três minutos depois com Mitroglou a desperdiçar o golo de baliza aberta.

Antes do intervalo, destaque apenas para mais um remate perigoso de Herrera, que, já dentro da área, aproveitou novamente a passividade dos 'encarnados', mas atirou ao lado.

O F. C. Porto entrou melhor na segunda parte, a pressionar o Benfica mais junto da sua área, mas acabou por dar espaço nas costas para os 'encarnados' lançarem o contra-ataque, surgindo aí Casillas, que se mostrou intransponível com um punhado de boas defesas, como aquela com que impediu um golo a Gaitán, aos 53 minutos.

Antes de Casillas voltar a brilhar, o F. C. Porto marcaria por Aboubakar, aos 65 minutos, dois minutos depois de ter ameaçado com um remate ao lado. Após uma boa jogada coletiva do F. C. Porto, novamente do lado direito, Aboubakar ganhou em força a Jardel e bateu Júlio César.

Em vantagem, o F. C. Porto baixou as suas linhas, obrigando o Benfica a atuar em ataque continuado, sem espaço para as arrancadas dos seus jogadores mais criativos, com Renato Sanches a ser o único a tentar, mas já sem grandes forças, construir jogo.

Nas duas grandes oportunidades de golo dos "encarnados" esteve em destaque Casillas, a parar uma "traição" de Indi, que ia para a baliza (67 minutos), e um remate, na pequena área, de Mitroglou.

Destaque ainda para o regresso à competição de Salvio, oito meses depois, mas, sem capacidade de explosão, o argentino foi incapaz de desequilibrar.

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