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F. C. Porto entra a perder mas dá a volta ao Estoril

F. C. Porto entra a perder mas dá a volta ao Estoril

O F. C. Porto venceu no Estoril, por 3-1, em jogo da 20.ª jornada do campeonato e igualou provisoriamente o Benfica no segundo lugar. Os dragões quebraram, assim, um jejum de triunfos em Lisboa, que durava desde outubro de 2012.

Mais de três anos depois, o F. C. Porto voltou a vencer no Estoril e, também, na zona da Grande Lisboa. Foi um triunfo inteiramente merecido, tendo em conta a boa exibição dos dragões, materializada, sobretudo, pela excelente reação ao golo madrugador de Diego Carlos.

A equipa portista não desmoralizou, pelo contrário, e o efeito José Peseiro fez-se notar, sobretudo através de uma filosofia de jogo com processos mais simplificados, ancorados quase sempre em André André e nos laterais Layun e Maxi. O mexicano fez os cruzamentos para os dois primeiros golos, concretizados por Aboubakar e Danilo, ainda na primeira parte. A seguir, o F. C. Porto não esteve tão bem, mas, ainda assim, aumentou a vantagem, já perto do fim, por André André.

Pela quinta vez consecutiva no campeonato, o F. C. Porto entrou em campo com o mesmo onze e com o objetivo de não perder terreno para os rivais. No entanto, esqueceu-se que, nos últimos jogos, os canarinhos entraram quase sempre a vencer. Tinha acontecido com o Benfica, frente ao Moreirense e voltou a suceder ontem. Aos três minutos, Diego Carlos saltou mais alto do que toda a gente, na sequência de um canto, e bateu Casillas.

Os dragões podiam ter entrado em pânico, se se tivessem lembrado das quatro derrotas deste mês (duas no campeonato e outras tantas na Taça da liga), mas aconteceu o oposto. Os dragões cerraram os dentes e cercaram a baliza de Kieskek, pressionando no meio-campo adversário e forçando o Estoril a perder bolas proibidas. André André foi fundamental nessa ação e num desses lances isolou Layún, que serviu o empate a Aboubakar. Com um futebol objetivo, o F.C. Porto chegou depois ao 2-1, por Danilo.

Mais tranquilos, os portistas encararam o segundo período de forma menos fulgurante e permitiram que Gerso tivesse uma ocasião. No entanto, o cerco azul e branco nunca se desmontou e Aboubakar teve um daqueles falhanços épicos: sem ninguém na baliza, conseguiu atirar por cima! A seguir, André André retificou o erro do colega e fechou o marcador. O F.C. Porto não conseguia uma reviravolta fora desde 2013, quando venceu em Setúbal, por 3-1. Para já, José Peseiro tem motivos para sorrir.

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