Mundial 2014

"Não mudava o planeamento", diz Paulo Bento

"Não mudava o planeamento", diz Paulo Bento

"As coisas correram mal. Foi uma deceção." Assim classificou Paulo Bento, à TVI, o desempenho de Portugal no Mundial. A goleada ante a Alemanha (4-0) precipitou a saída da prova. "Deixou marcas negativas. Não tivemos uma reação consentânea. Sofremos um golo cedo. Ficámos a perder 2-0 e a jogar só com 10. Sofremos o 3-0 ao intervalo. Também houve fatores externos", comentou.

Depois, no 2-2, com os EUA, não celebrou. "Estava consciente. Empatar aos 93 minutos não era uma posição favorável. Não fomos competentes. Foram apontados erros, tenho que os aceitar, mas não no planeamento", vincou. Sobre a opção de Postiga, para os 23, justificou-a com critérios: maturidade, experiência e influência no jogo. "Podia ajudar-nos em determinados momentos. Prémios de carreira não dou", destacou. A ausência de Quaresma foi justificada pelas presenças de Nani, Varela e Vieirinha, que davam "maior equilíbrio".

Segue-se a qualificação para o Europeu, em setembro. "Alguns virão, outros não. A idade não é critério. Terá a ver com o rendimento. Perspetivo jogadores novos no onze e na convocatória. Não será pelo facto de ter corrido mal no Brasil que vou deixar alguém de fora. Temos de alargar o leque. Há boa matéria-prima. Tenho capacidade para essa transição e estar no Europeu de 2016. Sinto a confiança da FPF", salientou.

Quanto às fugas de informação, designadamente referentes ao onze do Portugal-Rep. Irlanda, avançado pelo JN, adiantou estar em reflexão. "Estou a pensar, a procurar as pistas. Não estou a dizer que vieram de dentro do meu grupo. Mas era uma equipa muito difícil de adivinhar. Isso não me deixa satisfeito", sublinhou, advertindo ter "uma relação perfeitamente normal" com o diretor-geral da FPF, Tiago Craveiro.

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